O Ritual da Missa e a Igreja Gnóstica

A plena compreensão deste texto só será alcançada por aqueles que entenderem que existe uma diferença abissal entre Catolicismo e Cristianismo.

O ato de ir à Missa para a maioria das pessoas é um ato mecânico, descompromissado de qualquer compreensão ritualística, um ato social para atender aos pedidos de esposa/marido, pai/mãe. Desconfio sinceramente daqueles que dizem com orgulho ter prazer em ir à Missa e que não sabem exatamente o que esta acontecendo ali. É para muitos uma manhã perdida, uma atividade cansativa, isso quando a nossa mãe/avó carola nos obriga a ir às Missas noturnas, para fazer companhia. É escutar coisas que muitas vezes não fazem sentido, um senta, levanta, ajoelha que aparentemente não tem objetivo nenhum.

A razão disso é que a grande maioria das pessoas vai à Missa por obrigação, e essa obrigação começa na infância quando fazemos a primeira comunhão também obrigados pelos nossos pais, e não somos informados do real significado dos simbolismos da Missa. Tudo é empurrado goela abaixo.

A Missa é um ritual de prosperidade e de comunhão com o divino, é um ritual solar, por isso só pode ser realizado durante o dia e por homens, diferente dos rituais de fertilidade que são femininos e realizados a noite. As mulheres têm grande importância na realização do ritual auxiliando na sua preparação e desenvolvimento, não tendo de maneira nenhuma uma função menor.

O simbolismo do pão e do vinho existiu comprovadamente em varias culturas, (Maia, Asteca, Egípcia) não sendo um monopólio ou criação da ICAR.

A cruz também como elemento religioso já era usado muito antes da criação da ICAR.

Na ritualística antiga da Igreja, o sacerdote quando ficava em alguns momentos de costas para o publico estava na realidade evocando energias, (isso jamais foi explicado aos participantes da Missa) isso acabou por pressão do publico que pela ausência da explicação da real função dos atos, se sentia excluído do ato litúrgico, assim o sacerdote virou um animador. Restando apenas a homilia.

É preciso coragem para entender, que Catolicismo e Cristianismo são duas coisas bem diferentes, como a água e o vinho, ambos são líquidos, mas com características bem diferentes. É preciso entender também que a ICAR foi criada pelo Imperador Constantino para dar sustentáculo ao regime de então, e na raiz de sua criação estava à subjugação e o controle do povo e não simplesmente a divulgação do evangelho. Tudo era secreto, o conhecimento devia ser escondido, até mesmo de membros da igreja (vejam o filme O Nome da Rosa). Com o passar do tempo como forma de aumentar seu publico, a Igreja começa a incorporar rituais e festas já existente simplesmente mudando o nome (o Natal). O objetivo sempre foi o de divulgar uma “verdade” que fizesse as pessoas ficarem calminhas e obedientes.

Muitas vezes para atender conveniências, um símbolo ou ritual anteriormente aceito passa a ser desmoralizado (A Astrologia), outros são interpretados de uma maneira totalmente diversa (O Tridente de Poseidon, quem viu O Código da Vinci sabe disso). Um bom exemplo também é a criação do purgatório. Leiam O Pecado e o Medo de Jean Delumeau.

E ai daqueles que questionassem os erros ou as mudanças de opinião da Igreja, certamente iria para a fogueira. É para isso que existe a infabilidade Papal (Conheçam ao lado o Papa Gelasio I). Com o passar dos anos, e muitas ameaças, após algumas gerações aquilo virava uma verdade inquestionável aceita por todos, e a verdade antiga esquecida.

Com o ritual da Missa aconteceu isso, todo seu simbolismo real se perdeu com o tempo.

O ritual da Missa da igreja Gnóstica tem seu simbolismo explicado freqüentemente aos membros postulantes da FRA, pois entendemos que a presença na Missa deve ser um ato de amor e devoção, e não um ato forçado. Ali por meio da transubstanciação daquele pão (hóstia) e daquele vinho (suco de uva), o participante recebera energias angelicais que o ajudaram a se modificar da melhor maneira possível que é de dentro para fora, coisas boas acontecem aqueles que participam da Missa Gnóstica com amor no coração.

Abaixo explicação de alguns símbolos da igreja gnóstica, sendo que muitos são os mesmos para a ICAR, que na realidade bebeu na mesma fonte.

A Patena: (O prato dourado colocado sob a hóstia) é a representação do Sol, o doador da Vida, por isto sempre é colocada sob a hóstia, feita de farinha de trigo, cujos grãos dourados representam a materialização do Sol na Terra. Ao oferecê-la como “Meu corpo” depois de se consagrar, o sacerdote passa a ser o Representante do Logos (Cristo) durante o Ritual.

O Cálice: Simboliza o Aspecto Materno de Deus, o útero Divino onde é gestada toda a criação. É também o coração, onde se coloca ou está o Espírito Divino no homem, ou seja, o vinho.

O Vinho: Simboliza o Espírito Divino.

O Cibório: (local onde ficam os paramentos) é a gruta que recebe o Corpo de Cristo ao nascer e quando ele “morre”, ou seja, onde ele passa o período dos 3 meses do inverno para ressurgir dentre os mortos em cada Primavera.

A Lâmpada Votiva: Representa a Luz do Espírito Santo.

O Óleo: É o Amor Divino que ilumina toda a congregação e o trabalho do próprio sacerdote

O Azeite Sagrado: É o que consagra os móveis e instrumento do Templo para a execução do ofício da Santa Missa. Como elemento ígneo, é o AMOR DIVINO que serve de base para a iluminação do Templo.

A Cruz: Representa o corpo de um homem, com os braços abertos na horizontal. Significa o sacrifício do Espírito na Matéria. Este símbolo foi usado no Egito Antigo, na Grécia (mistérios de Eleusis), entre os Gnósticos e Hebreus-kabalistas. Entre os Toltecas simbolizava o sacrifício de Quetzalcoatl. Somente no Concílio de 692 é que um homem foi pregado na cruz, representando o Cristo. Anteriormente, o símbolo era apenas a Cruz. O formato usado é o da Cruz do Calvário, firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia

A Pedra Branca que serve de base para o altar: É o símbolo das energias criadoras purificadas, ou seja, as energias sexuais consagradas à Divindade. “Pois também eu te digo que tu és Pedra (=kepha), e sobre esta pedra (=kepha) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela – Mateus 16:18”.

O Incenso: é o elemento aéreo do Ritual da Missa e a queima do mesmo visa modificar as vibrações ambientes (nisto incluso os apetrechos, móveis e da própria congregação), adequando-as para a descida de nossos Irmãos das Evoluções Angélica e Arcangélicas. É o elemento purificador por excelência do ambiente. (e não coisa de macumba como muitos dizem, principalmente evangélicos)

Diferente da Igreja onde a Missa é celebrada por apenas um sacerdote, na igreja gnóstica na celebração trabalham três pessoas o Acolito, o Diácono e o Sacerdote, que simbolizam o Pai o Filho e o Espírito Santo.

A Lança o Cajado e o Bastão (na entrada do Sacerdote para o início do ritual): simboliza a coluna vertebral, onde está o poder do Homem Iluminado. Representa o sustentáculo de seu trabalho, onde ele se apóia, pois é, acima de tudo, o símbolo da vontade do Iniciado.

O Circulo na Cruz: representa o 3°. Aspecto da Trindade (O Espírito Santo, o ovo cósmico, Maria, Maia, Isis, etc.) A Rosa-Cruz é o triunfo do indivíduo sobre si mesmo, por si mesmo. Esta palavra é puramente simbólica e ao mesmo tempo alegórica. Alude a Consciência (A Rosa) que surge sobre A Arvore da Vida (A Cruz) e da qual urge emancipar-se.

As 7 Rosas Dentro do Circulo, na Cruz: simbolizam os 7 chacras do corpo humano. Os 3 acima da barra horizontal correspondem ao Coronário (Sahasrara), Frontal (Ajna) e Laríngeo (Vishudda) e os 4 abaixo da barra horizontal ao Cardíaco (do coração), do plexo solar (Manipura), do plexo genésico (Swasdhitanna) e do plexo coccídeo (mulahara).

O desenvolvimento das sete flores na Cruz representa para o Iniciado a conquista das seguintes qualidades: Pureza, Coragem (valor), Fé, Conhecimento, Amor, Sacrifício e Verdade.

INRI: IGNI NATURA RENOVATUR INTEGRA (O Fogo Renova Integralmente a Natureza) IN NECIS RENASCOR INTEGER (Na Morte, Renasceremos Intacto e Puro)

As Pétalas da Flor de Liz na Ponta dos Braços da Cruz: representam as três energias, PINGALA, SHUSHUMNA E IDA e se observado corretamente a extremidade dos braços da cruz, verificamos que a flor de lis nasce de uma concavidade com pequenos “chifres” que representam o osso Cóccix, onde se apóia a coluna vertebral.

As 7 Velas do altar: (3 de Cada Lado e uma Chama Central) simbolizam os 7 princípios humanos iluminados. (notar que estão sobre a Pedra Branca, ou seja, o Altar). Quando são em número de 3 simbolizam a trindade.

O Sinal do Bom Pastor: é um símbolo muito antigo, que antecedeu ao Cristianismo e servia para identificar àqueles que reconheciam a Presença do Cristo em Si.

O Cordeiro foi o símbolo da Era de Áries da mesma forma como os Peixes são os símbolos da Era de Peixes e permaneceu durante mais de 700 anos durante a Era Cristã e seu símbolo durante muitos anos foi aceito como representação de Jesus que era conhecido como “O CORDEIRO DE DEUS”. Ao descobrir a conotação com a Era de Áries, os Padres Católicos o aboliram. Até hoje a Igreja Gnóstica o utiliza, pois simboliza o mesmo Cristo, independente das Eras Zodiacais.

Existem outros símbolos, mas esses são os principais, e como podem ver muitos são comuns ao ritual da ICAR.

A Igreja Gnóstica da FRA, funciona ininterruptamente há 78 anos com Missas aos domingos as 9:00 da manhã, (por ser domingo o dia do sol, Sunday em Inglês), realizando alem da Missa batizados e Casamentos. Missa a noite é ficção.

Para compreender essa presença de criaturas angelicais na Missa vejam ao final do filme de Chico Xavier já nos créditos, quando passa um trecho do programa pinga fogo onde Chico fala que quando ia a Missa criança via essas criaturas em forma de luz na hóstia e na Igreja e que ultimamente, já não via tal fenômeno.

É patético ver pessoas que ao irem à Missa gnóstica levadas por alguém, se recusam a comungar alegando não terem se confessado. A confissão nada tem de religioso. Em sua origem, foi uma coisa inventada pela ICAR para saber de tudo o que acontecia nos povoados, e só era permitida a comunhão para aqueles que se confessassem.

Ninguém deve ir à Missa forçado. O ato de ir a Missa deve ser um ato de prazer, amor e fé. Da compreensão do sagrado, da compreensão do ato e da compreensão do momento, ninguém deve forçar seus filhos ou conjugues a ir à Missa, a eles deve ser explicado o que esta acontecendo ali, e a eles deve ser dado o direito de escolher ir ou não, sem transformar a ida em obrigação, e em conflito familiar (a iluminação é dada de acordo com a evolução e a capacidade de cada um, cada um tem o seu tempo). Como freqüentador eventual da Missa gnóstica posso dizer que é uma experiência prazerosa.

Enviado pelo Frater Mozart: M + R

#FRA #Gnosticismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ritual-da-missa-e-a-igreja-gn%C3%B3stica

Ebós e Feitiços Pesados

PARA DESTRUIR OU SEPARAR UMA PESSOA

Ingredientes :

1 acaçá grande e bem duro
Um pouco de azeite-de-dendê
7 atarés (pimenta-da-costa)
1 vela
Nomes das pessoas escritos cruzados

Modo de fazer :

Escrever num pedaço de papel o nome de quem se quer separar ou destruir e entregar 10 minutos antes do meio dia numa encruzilhada aberta.
Os nomes são escritos cruzados.
No centro o nome da rua e o número da casa da pessoa.
Em volta o nome do Exu Tiriri
Faz-se um acará grande e bem duro e coloca-se o papel com o nome e o endereço. Ferve-se um pouco de azeite-de-dendê, cospe-se 7 pimentas-da-costa e despeja-se quente em cima do oberó (alguidar).
Acender uma vela ao lado de tudo. Na hora de arriar na rua, peça tudo de mal para aquela pessoa.
TERÁ QUE SER FEITO NA ENCRUZILHADA, FALTANDO 10 MINUTOS PARA O MEIO DIA E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !
OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA

Pó para colocar alguém fora de Nossos Caminhos

Pó de corredeira
Pó de raspa de veado
Osún
Pimenta da costa (moída)
Pimenta malagueta (seca e moída).

Misturar todos estes ingredientes, e soprar na direção de seus inimigos, de preferência que seja nas costas do mesmo, ou no seu rastro (caminho), até mesmo, dentro da casa onde seu inimigo more.

Para entregar Alguém para Egún:

1 caixão pequeno (comprar nas casas de artigos religiosos)
Maisena
9 velas brancas ou roxas
1 rosa branca ou lírio branco do campo.

Colocar o nome dentro do caixão, fazer um mingau (papa) de maisena e ainda quente, colocar dentro do caixão, por cima do nome. Pegar o caixão e enterrar dentro de uma catatumba fresca, de homem, e chamar pelo egún da pessoa e acender as 9 velas e colocar a rosa branca ou o lírio. Pedir tudo de mal para aquela pessoa.
Este serviço é para ser feito em uma segunda-feira.

Ebó para Separar Duas Pessoas sob Influência de Exu:

Os nomes
Três cebolas roxas
Um Alguidar
Azeite de dendê.

Cozinhar as cebolas, colocar os nomes em um papel de forma contrária e colocar dentro das cebolas, ainda quentes, colocar tudo dentro do alguidar e cobrir com azeite de dendê e levar ao cemitério e pedir a Exú que separe as pessoas.
Este Ebó é para ser feito em uma segunda-feira de lua minguante.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências

Local: Cemitério
Horário: Meia-Noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.
Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências

Local: Cemitério
Horário: Meia-noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

Ebó para Separar Duas Pessoas sob Influência de Exu:  

Os nomes
Três cebolas roxas
Um Alguidar
Azeite de dendê.
Cozinhar as cebolas, colocar os nomes em um papel de forma contrária e colocar dentro das cebolas, ainda quentes, colocar tudo dentro do alguidar e cobrir com azeite de dendê e levar ao cemitério e pedir a Exú que separe as pessoas.
Este Ebó é para ser feito em uma segunda-feira de lua minguante.

Ebo para destruir e separar uma pessoa

Ingredientes :
1 acaçá grande e bem duro
Um pouco de azeite-de-dendê
7 atarés (pimenta-da-costa)
1 vela
Nomes das pessoas escritos cruzados

Modo de fazer :

Escrever num pedaço de papel o nome de quem se quer separar ou destruir e entregar 10 minutos antes do meio dia numa encruzilhada aberta.
Os nomes são escritos cruzados.
No centro o nome da rua e o número da casa da pessoa.
Em volta o nome do Exu Tiriri
Faz-se um acará grande e bem duro e coloca-se o papel com o nome e o endereço. Ferve-se um pouco de azeite-de-dendê, cospe-se 7 pimentas-da-costa e despeja-se quente em cima do oberó (alguidar).
Acender uma vela ao lado de tudo. Na hora de arriar na rua, peça tudo de mal para aquela pessoa.

TERÁ QUE SER FEITO NA ENCRUZILHADA, FALTANDO 10 MINUTOS PARA O MEIO DIA E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !

OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Ebó para separar um casal

Ingredientes :
21 ovos
21 velas

Modo de fazer :

Escrever em 7 ovos o nome do homem, escrever em 7 ovos o nome da mulher, escrever em 7 ovos o nome do casal.

Percorrer 3 encruzilhadas :

– Na primeira encruzilhada separar a clara da gema do nome do homem, jogar fora, com uma vela para cada ovo separado.
– Na segunda encruzilhada separar a clara da gema do nome da mulher, jogar fora, com uma vela para cada ovo separado.
– Na terceira encruzilhada separar a clara da gema com o nome dos dois, jogar fora com uma vela para cada ovo, acesa.

** QUANDO VOLTAR PARA CASA TOMAR BANHO DE ABÔ E DESPACHAR A PORTA COM ÁGUA E SAL.
TERÁ QUE SER FEITO NA ENCRUZILHADA, NO HORÁRIO NOTURNO E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !
OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Ebó para separar uma pessoa de outra

Ingredientes :

Um coração de boi
O nome da pessoa
Pólvora
Vinagre
Pemba preta
Cachaça
Um metro de morim preto

Modo de fazer :

Abra o coração ao meio, coloque os nomes das pessoas e coloque dentro pólvora, vinagre, pemba preta e cachaça. Feche o coração e enrole no morim preto, dando um nó. Enterre tudo no fundo de um mangue.

TERÁ QUE SER FEITO NO MANGUE, NO HORÁRIO NOTURNO E QUE SEJA NUMA SEGUNDA-FEIRA !
OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Afastar inimigos

Ingredientes :

O nome(s)
1 vidro de azougue
7 fios de cabelo do rabo de um cavalo
7 folhas da corredeira
1 garrafa de cachaça
1 vela preta
1 charuto
1 caixa de fósforos

Modo de fazer :

Levar ao fogo, torrar tudo com o nome(s), escrito(s) 7 vezes seguidas. Colocar, após torrados, dentro da garrafa de cachaça juntamente aberta, entregando a Exu Teimoso.
Acender a vela e o charuto e deixar juntamente com a caixa de fósforos.

OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

Afastar inimigos

(para tirar alguém de seus caminhos ou afastar de uma pessoa que você ama)

Ingredientes :
1 mão de vaca
1 metro de fita vermelha
1 metro de fita roxa
1 litro de azeite de dendê
1 vidro de pó de sumiço
1 vidro de pó da raspa de veado
7 folhas verdes, da erva do fogo (é uma erva rara que pode ser encontrada nas casas especializadas.)
1 punhado de pipoca, feitas na areia lavada
1 alguidar grande
O nome do desafeto

Modo de fazer :

Pegar a mão da vaca, aberta ao meio, colocar o nome, pôr os pós por cima, enrolar as fitas, dando laçada. Em seguida, colocar no alguidar, cobrindo com as pipocas e entornando bastante dendê. Imediatamente, levar a uma encruzilhada aberta (aquela que tem o formato de cruz), entregando a Exu.

OBS. : SEMPRE ACENDER UMA VELA E COLOCAR UM COPO DE AGUA PARA O SEU ANJO DA GUARDA E ESTES DEVERÃO FICAR ACIMA DA CABEÇA !

DERROTAR INIMIGOS.

Este axé não vai ao *igbá .São diretos no tempo.

-2 INHAMES.

-AZEITE-DE-DENDÊ.

*-ORI.

*-EFUM.

-1 ALGUIDAR DE BARRO.

-1 TIGELA BRANCA CUMPRIDA.

-BANDEIRA BRANCA DE 40X 40CM.

-RESTOS DE 9 REFEIÇÕES.

-BANDEJA DE PLÁSTICO.

-3 VELAS VERMELHAS.

-9 VELAS DE SEBO.

-12 VELAS BRANCAS.

Para livrar-se de inimigos e obter algo muito difícil coloca-se inhame com dendê para BARÁ ,arriando em uma campina perto de estrada,acendendo as velas vermelhas.

Arreia-se inhame com ori e efum para OBATALÁ, próximo ao axé do BARÁ e acender suas doze velas.

Dar de comer aos eguns os restos das comidas na bandeja de plástico ao pé de uma árvore seca,um pouco mais afastada dos orixás e acender as nove velas de sebo.

Colocar uma bandeira branca em casa,após despachar todo o axé.

Feitiço para tirar uma pessoa de nossos caminhos sob influência de EXU

MATERIAL NECESSÁRIO
* Farinha de mesa
* Nove folhas de saião
* Cinza de carvão
* Nove pedaços de carvão
* Óleo de rícino

MANEIRA DE PREPARAR

Fritar as folhas de saião no óleo de rícino, com o nome da pessoa.Fazer um padê com óleo de rícino e o nome da pessoa.fazer nove bolos de cinza da carvão com farinha de mesa e o óleo de rícino e uma pedra de carvão para cada bolo.
Colocar a farofa e o óleo de rícino em cima do nome.
Arrumar os bolos de cinza, farinha e óleo, por cima colocar as folhas de saião
Local: Dentro de casa
Horário: 18:00hs
Dia da semana: Segunda-Feira

Feitiço para destruição sob influência de EXU

MATERIAL NECESSÁRIO
* Um coração de boi
* Enxofre em pedra socado
* Uma pemba preta
* Cachaça
* O nome da pessoa
* Um morim preto
* Três velas pretas
* Cinza de carvão

MANEIRA DE PREPARAR
Abrir o coração de boi, colocar dentro o nome, o enxofre, a pemba preta, a cachaça e a cinza.Enrolar tudo no morim preto e enterrar em uma bananeira ou mangue e acender as velas para exu e pedir a destruição da pessoa.
Local: Pé-de-bananeira ou mangue
Horário: 18:00hs
Dia da semana: Segunda-feira

Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )
Local: Cemitério
Horário: Meia-Noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.

Maneira de Fazer:

Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.
Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )
Local: Cemitério
Horário: Meia-noite
Dia da Semana: Segunda-feira
Material Necessário:
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE )

7 velas
7 folhas de mamona Padê de dendê e de mel akaçá
Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho, milho vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha; cabeça, 1 pé, outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando padê de mel na ma até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho

EBO CLIENTE

7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê,
7 akaçás vermelho
7 akaçás branco
7 moedas
1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho.

EBÓ OKARÃ ESU

7 padès diferente
3 akaçás
7 acarajés
7 punhados de deburú
7 velas
Vá metro branco, preto e vermelho
1 frango

EBÓ DE ESÚ NA RUA

cartucho de pólvora
garrafa de cachaça ou champanhe
CHARUTOS, CIGARROS

Ebó Para Fins Amorosos

Tendo um coração de boi, parta-o em quatro pedaços. Regue-o generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa visada dentro. Coloque o coração assim preparado dentro de um alguidar e ofereça a Ogum, em um Terça-feira.

Ebó Para Atrair Clientes
Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro para fora e de fora para dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos surpreendentes.

Ebó Para Solucionar Problemas

Torre feijão fradinho no azeite de dendê. Coloque-o na folha de mamona.

Ebó Para Problemas Renais e Hérnia
Coloque em uma quartinha, perfume, mel de abelha, e ao lado acenda uma vela branca. Toda Quinta-feira renove.

Ebó para o Amor

Material:
07 Maçãs vermelhas
07 Botões de Rosas vermelhas
07 Velas Vermelha e Branca
04 galhos de pitangueira
Mel
07 Papéis com os nomes escritos

Coloque os nomes em cada maçã.
Forme um círculo de maçãs numa bandeja.
Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs.
Despeje mel por cima
Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã.

Ebó de Oxum para Prosperidade

Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir:
08 Moedas;
01 Punhado de Farinha de Milho;
Mel;
Água até a proximidade da borda da tigela;
Perfume;
Pétalas de Flores Amarelas.

Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde, reaproveite as moedas e a tigela de vidro.
Peça á Oxum properidade e fartura.

Para separação
1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se, leva em uma encruzilhada ou num mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu Mularnbo e diz: ” COMO ESSA GARRAFA ROLAR, QUE ROLE COM FULANO(A) DA VIDA DE ………(NOME), ROLAR DE MANEIRA
QUEBRE A GARRAFA, E VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA.”

Para Conseguir seus Objetivos

Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus pedido á Oxalá.
Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar
Material
Camjica Amarela cozida;
04 Quindins;
08 Balas de Mel;
Os nomes escreitos num papel.
Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum.
Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja
Material
Água morna
FOlhas de Pata de Vaca;
Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o bnaho do pescoço para baixo.

Neutralizar Pessoas Fofoqueiras
Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça.
Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja).
Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira.
Separar a Rival de Seu Amado
01 Maçã vermelha;
01 Lâmina de barbear;
01 Pedaço de papel;
01 Vidro de boca larga e com tampa;
Azeite de dendê.

Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina.
Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê.
Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/ebos-e-feiticos-pesados/

Contando Meus Gêneros: Uma Visão Neo-Cabalística Queer da Contagem do Ômer

Pela Rabi Jane Rachel Litman.

Um comentário sobre a contagem do ômer. A autora explica as sefirot cabalísticas (emanações de Deus) para contar o ômer. Cada sefira tem uma identidade sexual e de gênero complicada, explicada pelo autor. A neocabalística queer nos ensina que através da contemplação das possibilidades de gênero/eróticas das sefirot durante o Ômer, alcançamos um crescimento pessoal e moral diferente, mas igualmente importante.

Torah Queeries

Feriado: Contando o Ômer

Levítico 23:15-16, Contando o Ômer

“Como eu te amo? Deixe-me contar os caminhos.”

A Torá ensina (Levítico 23:15) que é uma mitsvá contar cada dia das sete semanas entre a Páscoa e Shavuot. Em termos agrícolas, este é o período de amadurecimento da colheita do trigo. Em termos míticos, é o tempo da jornada entre o Êxodo de Mitzrayim – a libertação da escravidão e constrição – e o Sinai, a revelação da Torá. As semanas são antecipatórias, tanto da colheita do campo como da colheita da alma.

Os cabalistas, místicos judeus, deram novos significados à contagem diária do Ômer. De acordo com a Cabalá, o universo foi criado através de 10 sefirot, emanações de Deus, atributos sagrados que conectam as esferas físicas e transcendentes da existência. As três “emanações superiores” estão um pouco além da plena compreensão humana. As sete sefirot inferiores, no entanto, são particularmente manifestadas durante as sete semanas do Ômer, então os cabalistas fazem uma prática espiritual meditar nesses atributos divinos durante o Ômer.

Por favor, tenha paciência comigo enquanto explico este sistema bastante complexo: de acordo com os cabalistas, cada uma das sete semanas do Ômer está associada a uma sefirah específica ou atributo divino. As sete sefirot/atributos inferiores são as seguintes: chesed/bondade amorosa; gevurah/coragem ou julgamento; tiferet/harmonia; netzach/triunfo ou conquista; hod/glória; yesod/fundação; malchut/soberania. Cada um dos sete dias de cada semana também está associado a uma sefirá específica. Assim, cada dia dos quarenta e nove dias do Ômer está associado tanto à sua sefirá/atributo semanal quanto à sua sefirah/atributo diário. Ou seja, o primeiro dia do Ômer, que este ano foi sexta-feira, 14 de abril, foi um dia em que os Cabalistas contemplaram a natureza e as implicações da pura bondade amorosa, uma vez que chesed/bondade amorosa era o atributo semanal e diário.

Este shabbat, 20 de maio, é o trigésimo sétimo dia do Ômer. A sefirah sagrada semanal é yesod/fundação e o atributo diário é gevurah/coragem. Muitos cabalísticos associam yesod com o profundo senso do eu ou com o apego ou vínculo interpessoal básico. Assim, os cabalistas deste shabbat refletirão sobre os aspectos do eu e do vínculo que requerem coragem, julgamento e autodisciplina. Você também pode se tornar um meditador do Omer. Há vários livros, artigos e calendários maravilhosos (alguns dos quais podem ser encontrados na Web) que tratam da meditação cabalística espiritual durante o período do Ômer.

Agora vem a parte interessante: além de seu aspecto espiritual, cada sefirah tem uma complicada identidade de gênero e sexualidade! As sefirot estão conectadas umas às outras em uma grade, ou “árvore” de cabeça para baixo, com suas raízes no céu. O lado direito da árvore é masculino (o que quer que isso signifique). Chesed/bondade amorosa e netzach/realização ficam deste lado da árvore. O lado esquerdo da árvore é feminino. Gevurah/coragem e hod/glória ficam deste lado da árvore. Assim, em termos das sefirot, a bondade amorosa é masculina e a coragem é feminina, uma contra-perspectiva interessante para as suposições de nossa sociedade. O meio da árvore, tiferet/harmonia, yesod/fundação e malchut/soberania, são equilibrados entre tendências masculinas e femininas. Essas sefirot são tweeners (“interpoladores”, podem assumir tanto um papel masculino como feminino). MAS… também depende da relação das sefirot dentro da árvore. Em relação a chesed/bondade amorosa, netzach/realização transita para ser feminino, uma vez que chesed está situado diretamente acima de netzach na árvore. E… cada sefirah também possui um “gênero” individual (principalmente masculino) que não está relacionado à sua posição na árvore ou a qualquer outra sefirah.

Muitas das imagens sexuais mais óbvias na Cabala refletem a união de homem e mulher. Mas as relações das sefirot não são tão simples ou heterossexuais. Como aprendemos, durante o Ômer, cada dia está associado aos valores espirituais das sefirot específicas e sua relação entre si, como a relação deste shabbat entre yesod/fundação e gevurah/coragem. Cada dia também traz uma nova e diferente constelação de gênero/sexualidade de sefirah! Assim, por exemplo, neste shabbat, o casal de sefirot é yesod e gevurah. Yesod é um tweener (interpolador) e gevurah é uma mulher. No domingo, as sefirot são yesod e tiferet. Tiferet é um tweener (interpolador) e acoplado a tiferet, yesod muda de gênero de tweener (interpolador) para feminino, sugerindo assim novas complexidades para ambas as sefirot. De muitas maneiras, as sefirot são mais criativas e fluidas em termos de gênero do que uma parada do Orgulho Gay! Através do Ômer, as relações de gênero/sexuais em mudança diária das sefirot oferecem uma ampla gama de possibilidades contemplativas.

Os cabalistas nos ensinam que através da contemplação dos valores morais das sefirot durante o Ômer, alcançamos crescimento pessoal e moral. À medida que nos aproximamos de Shavuot, nos tornamos mais humanos e buscamos o melhor de nós mesmos. A neocabalística queer nos ensina que através da contemplação das possibilidades de gênero/eróticas das sefirot durante o Ômer, alcançamos um crescimento pessoal e moral diferente, mas igualmente importante. Tornamo-nos mais humanos, mais abertos, mais receptivos a nós mesmos e aos outros e, assim, alcançamos o melhor de nós mesmos.

O Omer tem um começo – deixando Mitzrayim, nossos lugares de estreiteza e constrição. Tem um destino – chegar ao Sinai, nosso senso de Deus e o propósito de Deus para nós. Há muito o que pensar ao longo do caminho.

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Fonte:Counting My Genders: A Neo-kabbalistic view of the Omer (Counting the Omer), by Rabbi Jane Rachel Litman.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/contando-meus-generos-uma-visao-neo-cabalistica-queer-da-contagem-do-omer/

Exercício do Pilar do Meio

1. Comece na posição de sentado. Feche os olhos e relaxe.

Visualize uma Esfera de Luz Branca brilhante e cristalina cheia de energia vibrante que desce dos céus e vem descansar sobre a sua cabeça.

Suavemente, sílaba a sílaba, vibre o nome do deus EHEIEH (Eh-Heih-Yeh).

Sinta a parte superior da cabeça ficar cheia de energia à medida que faz isto.

Repita de cinco a dez vezes.

2. Visualize agora um raio de luz a descer desta esfera para formar uma segunda esfera de Luz Indigo na zona entre as sobrancelhas.

Vibre o nome do Deus JEHOVAH (Yah-Hoh-Vah) suavemente

Visualize o som a preencher essa área do corpo.
Sinta os seus olhos interiores ficarem cheios de energia.

Repita de cinco a dez vezes enquanto sente a energia a crescer.

3. A partir desta segunda esfera o raio de luz desce para formar uma terceira esfera de luz cristalina Azul profundo na zona da garganta.

Vibre o nome do Deus JEHOVAH ELOHIM (Yah–Hoh-Vah-Eh-Loh-Him)

Veja e sinta esta esfera de luz ganhar vida com vibrações brilhantes.

Repita de cinco a dez vezes.

4. A partir desta esfera, o raio de luz desce até à zona do coração para formar uma quarta bola de Luz Verde que ganha vida com cada entoação do nome do Deus JEHOVAH ALOAH va DAATH (Yah-Hoh-Vah-EI-Loh-Vah-Dahth)

Repita de cinco a dez vezes.

5. Faça uma pausa e visualize o raio de luz que desce do coração para formar uma quinta esfera de Luz Vermelha na área entre o ânus e os orgãos sexuais.
Veja-a formar-se com brilho cristalino com cada entoação do nome do Deus SHADDAI EL CHAI (Shah-Dai-EI-Kai)

Repita de cinco a dez vezes.

6. Faça agora uma pausa e visualize o raio de luz que desce desta quinta esfera até aos pés.

Aqui forma-se uma sexta bola de Luz Castanha escura cristalina e o raio de luz continua o seu caminho em direcção ao coração da terra, ligando-o a ela e equilibrando-o.

À medida que entoar o nome do Deus ADONAI HA ARETZ (Ah-Doh-Nai-Hah-Ah-Retz) e veja esta sexta esfera de Luz castanha a ganhar vida.

Repita de cinco a dez vezes.

Você acabou de formar o Pilar Médio de equilíbrio que se estende desde os céus, através de si, até ao coração da terra .
Você activou os centros interiores de luz que o fortalecerão e protegerão, além de despertarem a sua visão espíritual .

Agora vamos iniciar a ultima parte do exercicio chamada de Fonte de Luz onde vamos activar movimentos circulares de energia, ou em termos cabalisticos a circulação entre Malkuth e Kether passando por Thefiret .

Volte a sua atenção para o topo da sua cabeça e comece a respirar ritmadamente.
À medida que exala numa contagem até quatro, veja e sinta a energia a percorrer o lado esquerdo do seu corpo.
Inale numa contagem até quatro e passe a energia para o lado direito.

Repita quatro a cinco vezes.

Agora a energia desloca-se. Enquanto exala, veja e sinta a corrente de energia a descer pela frente do corpo numa contagem até quatro.
Enquanto inala, permita que ela suba pelas costas.

Repita quatro a cinco vezes.

Dê agora atenção aos pés.
Sinta a energia a concentrar-se neles.
Agora, enquanto inala, a luz em arco-íris colorido é passada através do pilar até atingir o topo da sua cabeça.
Enquanto exala, a luz em arco-íris é lançada da cabeça para encher a sua aura de força e energia.

Repita quatro a cinco vezes.

Faça agora uma pausa e exponha-se a este campo de energia e luz brilhante.

Depois de realizar este exercício várias vezes, tornar-se-á consciente do efeito que ele tem sobre si.
Então, à medida que se expuser a esta energia renovada no final do exercício, abra os seus sentidos aos do mundo espiritual.

Conservando os olhos fechados, oriente os seus sentidos em direcção ao exterior.

Preste atenção a todas as sensações novas ou diferentes, que normalmente não sente, quando fizer este exercício.
Não force os acontecimentos.
As novas impressões surgirão devagar e naturalmente à medida que o seu próprio campo de energia se tornar mais forte e mais sensível através do exercício do Pilar Médio.

Se sentir alguma coisa, peça para ser repetido.
Isso ajudará a confirmar que não se trata apenas de sua imaginação.
Se não a obtiver inicialmente, nao desanime. Se continuar os seus esforços serão recompensados.

Se vir um símbolo, coloque-o à sua frente e imagine uma voz a sair dele para responder às suas perguntas. Se for uma cor, imagine uma grande bola brilhante dessa cor à sua frente da qual sai uma voz.

Se se tratar apenas de um toque, imagine o espaço à sua frente onde pensa que o seu guia que o tocou se encontra.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/exercicio-do-pilar-do-meio/

Hipótese de Sekhmet: Onde Estão os Hippies Quando Precisamos Deles

Bem vindos ao passado

Em 1610, logo após observar o sol através de seu recém inventado telescópio, Galileu Galilei fez as primeiras observações européias sobre as manchas solares. Desde 1749, as médias mensais dos números de manchas solares tiradas nos mostram que o número de manchas visíveis na superfície do sol aumenta e diminui em ciclos de aproximadamente 11 anos.

Bem vindos ao presente.

Não precisamos de uma bola de cristal para saber que algo vem acontecendo com a cultura jovem ocidental desde os embalos dos anos 1960. Antes deste período os jovens tinham que obedecer a 3 regras básicas:

1- Ficar de boca fechada;
2- Obedecer cegamente a líderes religiosos e governamentais;
3- Adotar uma aparência extremamente discreta e nacionalista (caso já imagine suásticas troque esse adjetivo por “patriótica”)

A partir da metade da década de 1960 houve uma espécie de reviravolta, a cultura jovem passou a rejeitar a grande massa, valores antiquados e se viam como parte de uma nova comunidade global. Algumas pessoas cultas, como o sociólogo Marshall McLuhan, sugeriram que isso aconteceu porque essa juventude foi criada, desde o nascimento, pelos aparelhos de televisão. Na década anterior, os distantes anos 1950, os adolescentes encontraram liberdade e uma forma de se rebelar ouvindo rock ‘n’ roll, mas vamos encarar, assim que Elvis se alistou no exército ele deixou claro que a cultura que estava representando ainda estava sob a tutela do governo patriarcal. E então surgiu a geração Beat, mas para a sociedade de forma geral, esse sempre foi um movimento quase que exclusivamente underground.

Outros movimentos surgiram e desapareceram como os Mods e os motoqueiros Rockers londrinos mas foi apenas em 1967 que o primeiro arquétipo global de uma natureza forte e atávica emergiu da cena Beat underground.

Esse arquétipo foi o da Criança Flor, ou como ficou mundialmente conhecido: o Hippie. Danças como o Monkey Jive eram um guia visual que mostrava de maneira clara a mutação do puro e cru rock ‘n’ roll para um tipo de ânimo baseado na psicodelia gentil. Diferente de outros movimentos jovens do passado a cultura Hippie tranformou completamente a sociedade ocidental, anunciando uma era de alegria, otimismo e expensão da mente.

Onze anos depois do surgimento, ou emersão se preferir, social das Crianças Flor surgiu a próxima corrente atavística jovem, o Punk explodiu no mainstream social em 1977. A espansão da mente da última parte da década de 1960 foi substituída por um sentimento de contração da mente, separatismo e  um ódio e apatia destrutivos, tudo isso celebrado de forma muito divertida e prazeirosa. O prazer de compartilhar a mente foi substituído pela repulsão súbita de cuspir a mente. Algumas pessoas, como John Peel, se referiram a esse novo movimento como uma possível reação contra os Hippies, os anti-corpos sociais para sanar a doença do paz e amor; outras afirmaram que o Punk era a polaridade inversa que complementava a doçura e gentileza das Crianças Flor, algo que seria não apenas natural, mas obrigatório aparecer como forma de equilíbrio.

Visualmente o espírito do tempo foi encapsulado por um tipo diferente de dança, o “ataque epilético”. Adolescentes se jogavam no chão e convulsionavam em espasmos acompanhando o ritmo da música. As pessoas que testemunhavam isso sentiam estar presenciando algo que ia muito além de uma simples modinha ou movimento. A postura do “luto de morte” – onde a pessoa se encolhia de maneira convulsiva – havia substituído a postura sexual e extática dos Hippies. Essa mudança possuia similaridades com os sentimentos expressos em nível pessoal quando defrontados com os extremos emocionais da vida. Quando nos apaixonamos nós erradiamos uma grande quantidade de alegria e otimismo e sentimos alegria em compartilhar isso com o resto do mundo, quando nós somos afligidos pela perda de um ente querido, tendemos a nos encurvar quando nos sentamos, ou nos enrolar como fetos e ficar chorando, deitados. O sentido de tempo celebrado por cada uma dessas culturas jovens também se relacionava com o espírito sentido na esfera pessoal: eterno, relaxado, expansivo quando apaixonado; acelerado, comprimido quando aflito ou quando nos deparamos com nossa morte evidente.

Assim como a cultura Punk começou a se desenvolver de forma cada vez mais acelerada, o gentil e suave Reggae fou complementado com o surgimento do Rap nervoso (desenvolvido de forma pioneira pela retórica rápida e esbaforida de Muhammad Ali), que curiosamente também desenvolveu de forma separada uma versão do “ataque epilético” junto com o break, uma dança constritiva e espiralada. Assim que a cultura Punk-Rap estava a pleno vapor, algumas pessoas começaram a levantar algumas questões, a maior delas sendo: poderia haver alguma razão por trás dessa ação combinada e recíproca de jovens celebrando um otimismo dócil, expansivo e construtivo, e então celebrarem o pessimismo a contração e a destruição?

Muitos tentaram responder isso de maneira sociológica, cultural, criativa, evolutiva. Mas nenhuma das respostas foi muito interessante, isso até Peter Carroll decidir se dedicar um pouco à questão. Carroll sugeriu que esse afluente cultural global estava se tornando receptivo, e assim influenciado, pelo ciclo de 11-22 anos de nosso astro local. Para muitos isso foi como ver no meio de uma festa de aniversário infantil um velho tio bêbado e um velho professor italiano se beijarem de maneira não tão púdica – um acontecimento óbvio, mas dificil de ser digerido, por mais aberta que seja sua mente.

Peter Carroll sugeriu que o movimento psicodélico que surgiu na segunda parte da década de 1960 aconteceu junto com o pico de atividade de manchas solares, que também ocorreu na segunda metade dos anos 1960. A celebração complementar de pessimismo ocorreu onze anos depois, a partir de 1977. Deste padrão Peter deduziu que conforme nos aproximássemos de outro pico de atividade solar, no fim de 1989, um novo ânimo, ou estado de espírito iria se expressar de forma social em 1988. Essas previsões foram feitas no início da década de 1980 em seu livro Psychonaut, muitos antigos Hippies leram o livro de Carroll e se pegaram aguardando maravilhados… enquanto muitos céticos apenas torceram o nariz e aguardaram por quase dez anos, preparados para rir de todos e preencher o mundo com suas teorias cínicas sobre como o mundo realmente funciona. Quem de fato acreditaria que o ciclo de manchas solares teria algo a ver com o comportamente cultural e musical dos mamíferos deste planeta? É de se admirar que depois de Newton, Darwin, Freud e outros as pessoas ainda dêem atenção a esse tipo de propaganda pseudo científica.

É claro que na vida nem tudo acontece como esperamos que aconteça e mesmo idéias que se baseiam em fatos aparentemente sólidos acabam indo por água abaixo, e foi isso o que aconteceu quando em 1988 a cultura Rave emergiu do underground. O novo movimento jovem chegou mesmo a desenvolver sua própria droga: Ecstasy, a primeira droga desenvolvida de natureza empática. E junto com essa nova leva jovem o slogam Paz e Amor estava de volta, exatamente como Carroll havia predito.

Se fôssemos extrapolar a premissa de Carroll, poderíamos esperar então uma nova celebração saudável de pessimismo e contração da mente para o ano de 1999. E de fato esta complementação surgiu, mas permaneceu underground. O que teria acontecido?

O novo ícone cultural revolucionário surgiu com a combinação do movimento NU Metal, que fundia influências do grunge e do metal alternativo com o rap e os vários subgêneros do heavy metal, e que começava a deixar o underground e a despontar em grandes festivais como o Ozzyfest, e da estética cultural e filosófica exposta no filme Matrix. Grant Morrison apontou que a nova juventude desejava absorver a cultura do filme, com seu imperialismo, sobretudos e visão niilista de que toda a liberdade existente hoje é apenas uma forma de controle vindo de “poderes ocultos” e assim não é uma liberdade real, mas poucos artistas e ícones da mídia quiseram participar desse movimento. Muitos não entenderam o porquê disso, já que outras culturas emergentes do passado não precisaram desse suporte da mídia para se desenvolverem, quando não haviam artistas elas criavam os próprios artistas.

Desta vez, a nova onde cultural veio carregada com uma dose extra de violência e o sentimento de morte foi muito mais extremo. Apenas vinte dias após o lançamento do filme Matrix nos EUA ocorreu o massacre na escola de Columbine. O crime logo foi associado com video games violentos, bandas de música pesada e particularmente ligada ao filme Matrix, a mídia inclusive afirmou que os dois estudantes responsáveis pelo crime estavam ligados a um grupo local auto denominado a Máfia do Sobretudo. A estética mostrada no filme passou a ser combatida por pais e professores, e muitos jovens, abalados pelo acontecimento não resistiram.

Além disso, dois anos após o lançamento do filme houve o ataque de 11 de Setembro nos EUA. O uso de aviões civis para se derrubar o World Trade Center, além de outros alvos fez com que a cultura global passasse não apenas a evitar, mas a combater qualquer forma cultural que exaltasse a morte e a violência criando uma guerra mundial ao terror, fosse qual fosse a forma de terror, impedindo o surgimento de um novo arquétipo cultural jovem.

Esses fatos fizeram com que muitos observadores culturais concluissem que a próxima onda cultural ainda estava para acontecer. Outros concluíram que essas mudanças culturais, ainda que influenciadas pelos ciclos de manchas solares começavam a ser também influenciadas pela mídia global que estava surgindo.

Considerando que o ciclo solar pode causar disturbios visuais, de rádio e até metereológicos, é possível que ele cause também influências de padrões sociais de natureza global. Mas se formos de fato buscar evidências que apoiem esta visão exótica, nós teríamos que buscar não só por padrões que atinjam seu ápice a cada 11 e 22 anos como também padrões que invertam de polaridade a cada 11 anos.

Que bom seria se as intensificações de caos social dentro da cultura jovem não possuíssem esse valor periódico.

Bem, deixemos de papo e vamos à prática. Um estudo dos ciclos solares no site de clima espacial da NASA nos oferecem os dados para criarmos a seguinte tabela de co-relações entre a atividade solar e os movimentos culturais:

Maio de 1967 – Cultura Hippie decola, um ano antes da máxima solar.

Janeiro de 1977 – Cultura Punk decola dois anos e meio antes da máxima solar.

Maio de 1988 –  Cultura Rave decola um ano antes da máxima solar.

1999 – Cultura de força hostil lúdica emerge (Nu Metal, Matrix, etc) logo antes da máxima. Mas curiosamente não surge um novo arquétipo jovem.

(As datas usadas são aproximações de quando os movimentos underground atingiram o mainstream da mentalidade contemporânea principalmente via as ruas, a imprensa sensacionalista e a televisão.)

Bem, agora é a hora de pararmos de simplesmente olhar par aa tomada e enfiar o dedo molhado nela par aver o que acontece.

Logo de cara os números parecem promissores, mas o primiro tropeço acontece quando olhamos o que o sol estava fazendo em janeiro de 1977. Nesta data o que aconteceu é que o sol estava em um período de atividade mínima e de repente ele resolveu, do nada, mudar para uma máxima solar no curto espaço de dois anos e meio. Não houve, então, uma máxima solar quando a cultura Punk foi sensacionallizada pelos tabloides.

Se combinarmos isso com o fato de a próxima cultura jovem ter perdido completamente a hora, aproximadamente 12 anos, começamos a sentir um cheiro estranho de peixe largado no sol quando paramos para pensar na hipótese da Cultura Jovem Solar. Afinal, sejamos francos, quem de fato acreditaria que o sol e as manchas solares poderiam influenciar que tipo de música irá surgir na terra?

Bem vamos olhar novamente para a foto de Peter Carroll e Galileu Galilei se beijando. Manchas solares são definidas como “regiões relativamente frias na fotosfera solar que aparecem como áreas escuras. Essas áreas contém campos magnéticos intensos que fornecem energia para as explosões solares. Manchas solares aparecem em grupos”.

Logo, estamos falando de magnetismo, magnetismo da pesada. Mas como esse magnetismo afetaria a cultura jovem? Bem, esse magnetismo poderia causar mudanças na eletrofisiologia do cérebro, afetar nossos neuro transmissores (o que afetaria nossa percepção de motivação/prazer e dor); o magnetismo poderia causar um decréscimo na memória, causar um défict de atenção maior e de quebra causar reações mais lentas no cérebro de crianças na escola, afetando o grau e a qualidade do aprendizado da lavagem cerebral que pagamos para essas instituições fazerem em nossas crianças 5 dias por semana, cinco horas por dia.

Então podemos dizer que os estilos psicodélicos, punk, raver e nu metal foram o resultado de doses massissas de magnetismo solar em cérebros jovens? Bem vamos trabalhar com outro gráfico e uma idéia divertida.

Sendo completamente raso, sem me aprofundar e tratando o assunto de maneira genérica o bastante para quase esbarrar na heresia, acho seguro dividir o comportamento, ou estado de espírito, do ser humano comum em quatro tipos. Imagine um círculo, cortado ao meio por uma linha horizontal e então novamente por uma linha vertical e… espere, deixe que eu faço isso pra você:

Os diferentes tipos de estado de espírito podem ser divididos em dois grupos, e cada um desses grupos em mais dois grupos menores influenciados pela personalidade geral das pessoas. Vejamos:

– Amigável – Delicado
– Hostil – Delicado
– Amigável – Força
– Hostil – Força

Entenda Delicado e Força da seguinte forma:

Delicado = passivo, sossegado
Força = ativo, energético

Assim, temos duas novas tabelas para adicionar ao nosso problema solar:

Tabela 1 = Evolução Cultural

1967 – 1976 -> Hippie
1977 – 1987 -> Punk
1988 – 1999 -> Rave
2000 – 2011 -> ?

Vamos entender essa interrogação como a falta de um arquétipo tão poderoso quanto o das outras 3 culturas anteriores. Podemos colocar o Nu Metal ai? Sim, mas estamos trabalhando com a possibilidade da carga criativa/energética/magnética ter se dissipado e o movimento ter começado forte e morrido alguns anos depois.

Tabela 2 = Desenvolvimento dos 4 tipos de estado de espírito

Amigável/Delicado -> Adiquirido aproximadamente entre 0 e 1 ano;
Hostil/Delicado -> Adiquirido aproximadamente entre 1 e 2.1 anos;
Amigável/Força -> Adiquirido aproximadamente entre 2.2 e 4 anos;
Hostil/Força -> Adiquirido aproximadamente entre 4 e 5.8 anos;

Para aqueles que não estão familiarizados com essas diferentes fases do desenvolvimento humano aguardem um artigo mais completo, por hora, basta saber que cada estado de espírito é a incorporação de um comportamento no desenvolvimento da criança e não uma única forma de comportamento. Ou seja, quando você nasce e é um bebê quando chora recebe um peito e você dita a rotina da família. Quando cresce impõe limites para você, primeiro de forma sutil, já não te alimentam sempre que quer e sim nas horas certas; ainda trocam suas frladas sempre que você se suja, mas você começa a ser incorporado na rotina, além disso não deixam você ir para onde quiser para não rolar uma escada engatinhando, ou não despencar da cama. Na fase seguinte, você já foi incorporado na rotina, mas está aprendendo as coisas, um novo universo se abre para você, que já caminha e já é parte da família; ainda trocam suas fraldas, mas você tem mais liberdade do que antes já que pode ir para onde quiser. Na quarta fase você já entende a diferença de sim e não, e os ‘não’ começam a chegar. Agora não querem mais trocar suas fraldas, estão te ensinando a ir ao banheiro, agora você entrou na hierarquia da família e tem chefes para obedecer.

Vamos fingir que o sol não existe, tire Galileu e vamos ficar apenas com Carroll.

Analisando os diferentes tipos, ou personalidades, das culturas jovens, ligadas à música que surgia, e comparando-os com os estágios do desenvolvimento humano temos novamente um padrão interessante surgindo. Uma experiência divertidas é tocar os diferentes tipos de músicas em festas de aniversários de crianças que ainda não fizeram 5 anos e observar a reação dos pimpolhos. Não, não vou descrever aqui as reações, eu disse que isso é uma experiência divertida, então a realize e se divirta. Para apenas de ler e tente aprender algo na prática.

Voltando ao assunto, temos então um quadro interessante. Se as mudanças são causadas pelo sol ou não, elas possuem um paralelo com o desenvolvimento da programação que tranforma um bebê em alguém que irá passar a maior parte da vida longe da família, dos amantes e dos filhos, trancado em algum lugar lutando por cada vez mais papel colorido com númeors impressos distribuídos pelo governo e guardados em bancos que tentam fugir do tédio lendo coisas na internet.

Assim, como podemos prever o próximo movimento cultural jovem? Se levarmos em conta que o do início deste século simplesmente se evaporou, qual seria o movimento cultural/musical que irá se tornar o avatar a partir de 2011?

Merda. Estamos em 2011!

O último grande arquétipo cultural aceito por nossos pesquisadores, foi a cultura Rave, enquadrada como Amigável-Força. A que se seguiria seria Hostil-Força, mas alunos se mataram, o World Trade Center agora é uma praça e não mais prédios. O Nu Metal trazia um aspecto hostil e energético, mas ele não se tornou um arquétipo. A nova onda energética que deve estar acontecendo este ano ou ano que vem (alarmistas de 2012, comecem a sorrir) deve adotar a postura Hostil-Força ou será que veremos um próximo pulo evolutivo?

Estilos como Stormer (pense nos storm troopers de Starwars), Valkie (pense em Wagner) ou Panzer (aqueles belos tanques alemães) estão sendo sussurrados por aqueles que gostam de falar de coisas como nanotecnologia usada para implantar propaganda corporativa em sonhos, assim sempre que você sonhar que está com sede vai se ver bebendo uma coca-cola.

Caso de fato tenhamos perdido o ônibus dormindo e tenhamos uma nova cultura jovem hostil agressiva podemos esperar algo como o inferno vindo para a terra. Ela provavelmente será demonizada pelos fundamentalistas religiosos, pela imprensa de tabloides e por uma série de DJ’s que perderam os empregos nos últimos anos por teram saído de moda. E claro, com cada cultura uma nova droga. Se antes o Ecstasy era a droga do amor, esperemos o surgimento de uma nova droga que trabalhe com um aspecto violento agressivo.

A idéia divertida mencionada acima é uma forma de tentar entender: se de fato o eletromagnetismo do sol pode influenciar nossa cultura jovem, nossa “nova onda”, o que poderia ter bloqueado a última, de 2000, e que poderia continuar fazendo com que nossa criatividade simplesmente brochasse eternamente? Que fontes de eletromagnetismo nós teríamos ao nosso redor constantemente o tempo todo?

Em 1888 Hitler foi o pioneiro na transmissão de códigos pelo ar. Claro que não era exatamente pelo ar, afinal qualquer pessoa que grite está transmitindo códigos pelo ar, mas estou falando do tipo de transmissão que acabou dando origem ao rádio transmissor. Bem, logo todo mundo decidiu que precisavam mandar informações de forma rápida. Em 1914 aconteceu a primeira ligação telefonica trans oceânica. Em 1947 os laboratórios Bell, nos Estados Unidos, pegaram a invenção de uma atriz hollywoodiana, Hedwig Kiesler (conhecida também por Hedy Lamaar) e desenvolveu em cima dela – da invenção não da atriz – um sistema telefônico de alta capacidade inteligado por diversas antenas espalhadas por ai, cada antena recebeu o nome de célula porque isso era bacana pra caralho e fazia o trabalho parecer coisa de ficção científica. Assim nascia a telefonia celular. O primeiro celular foi desenvolvido pela Ericsson, que ainda nem imaginava que temrinaria na cama com a Sony, em 1956, ele pesava 40 quilos e foi criado para ser instalado em porta malas de carros. A Motorola entrou na dança lançando o seu modelo de celular em 1973, que já pesava 1 quilo e tinha o prático tamanho de um tijolo. Em 1979 o Japão e a Suécia entraram no jogo e os EUA em 1983. Isso, em números, significa que até 1989 existiam 4 milhões de assinantes do serviço móvel em todo o mundo. Em 2009 esse número subiu para 4.600 milhões. Para 2013 se antecipam 6000 milhões.

1947-1956 – desenvolvimento do primeiro celular -> 1967 – 1976 -> Hippie
1979-1989 produção se espalha pelo mundo -> 1977 – 1987 -> Punk
1989 – 2009 – produção em massa de celulares populares -> 1988 – 1999 -> Rave e 2000 – 2011 -> ?

Celulares usam uma energia eletromagnética. Estão cada vez mais populares e mais difundidos. As antigas “células” estão sendo trocadas por satélites que vão recolher e disparar de volta outros feixos de energia eletromagnética. Teria esse magnetismo influenciado o magnetismo solar e o Nu Metal não se desenvolveu? Será que o movimento Emo seria uma mutação causada por nosso eletromagnetismo artificial? Existe eletromagnetismo artificial?

Nós podemos discartar tudo o que foi escrito até agora e simplesment assumir que é muito rasoável dizer que a cultura jovem está caindo em um ciclo por causa da substituição do antigo controle patriarcal-governamental e o substituindo por um controle corporativo-capitalista-
comercial. Pergunta a um jovem o que é o comunismo, ele pode não saber dizer o que é, mas em algum ponto da história o Mac Donald’s lutou contra ele e venceu. Isso se torna claro na cada vez mais alarmante falta de respeito por instituições religiosas e da cada vez mais falha capacidade de controle de diferentes agências governamentias que está culminando com o fim do nacionalismo/patriotismo.

Agora o que dita essas mudanças? Eletromagnetismo? De quando em quando elas ocorrem? Como definimos que ela é um arquétipo? Afinal qualquer pessoa com um mínimo de cérebro já notou duas coisas: o movimento Grunge, por exemplo, sequer foi citado neste ensaio. Porque o sol ou seja lá o que for, apenas afeta o ocidente? E o Japão?

Bem, sendo um bom adorador de gráficos inúteis e tabelas comparativas esdrúxulas, o grunge pode ser classificado como uma mistura do hippie com um punk melancólico, banhado em óleo de motor usado. Seria como vermos um bando de Punks patetas chapados em um verão ensolarado, ou hippies sombrios em um inverno escuro. Assim mesmo essa subcultura poderia ser encaixada como o resultado de duas culturas dinâmicas. Podemos apontar, de maneira óbvia, que um movimento não surge do nada, ele é formado pela interação de culturas prévias se mesclando e se influenciando de forma dinâmica.

Antes que você resolva começar a perguntar sobre Hip Hop e outras coisas, só porque leu acima que uma pessoa inteligente notaria que várias culturas jovens não foram citadas, tenha em mente primeiro que no início o Rap era considerado o ‘Punk Negro’, com certeza o rap possuia aspectos de composição mais trabalhados do que o Punk, não era exatamente um touro bravo, mas um touro bravo com óculos escuros, se é que me entendem. E depois, eu sou branco, acreditem ou não, então qualquer insight que eu possa oferecer sobre isso seria algo falso e artificial visando apenas aumentar os lucros da empresa.

Mas e quanto ao japão e ao oriente médio? Bom, o Japão teve uma sobrecarga de eletromagnetismo e um pais para se reconstruir depois da segunda Guerra. O oriente, bem ou mal, esteve em conflitos que fariam o 11 de Setembro americano parecer uma pegadinha do Mallandro, mas até ai… além de branco eu sou ocidental, não vou nem tentar começar a criar metáforas para uma cultura que o mais perto que chegamos foi Spectreman, Chance Man e cavaleiros do Zodíaco.

E, para isso não virar um pingue-pongue mental, vou deixar claro que esta hipótese trata apenas de tribalismos atávicos nascidos de traços do psicodelismo e psicoesferismo da cultura jovem.

Isso pode descartar então de fato a ligação entre o surgimento desses movimentos com a atividade solar? Ou mesmo indicar um padrão que mimetize o desenvolvimento neural de um bebê em uma criança?

Pense o seguinte: Nu Metal aconteceu, ele pode não ter chegado por aqui, mas da mesma forma que o movimento Hippie inundou os EUA e o movimento Punk inundou a inglaterra e o movimento tecno/rave pareceu começar a inundar o Brasil, ele teve lá seu momento de fama. Paralelo a isso de acordo com Dean Pesnell, o físico solar do Goddard Space Flight Center da NASA, “nada tem acontecido no Sol há algum tempo, pelo menos quando discutimos sobre a presença (ou melhor: ausência) das manchas solares; estamos experimentando um mínimo solar muito profundo”. Assim teríamos uma nova eclosão cultural que se seguiria à Hostil-Força do Nu Metal e que iria para um próximo passo, sem nenhuma influência do Sol e banhada pelo eletromagnetismo de celulares.

Bem, veja o que acontece quando se mescla elementos de hard core “alegre” com elementos emo.

As novas bandas de Rock Colorido continuam sendo motivo de risadas para muitos, ao menos aqui no Brasil, mas… para cada pessoa que sacaneia a #famíliarestart, ou qualquer coisa que o valha, tem centenas que elogiam e fazem juras de amor para eles. E essas bandas estão se multiplicando. Várias dessas bandas estão fazendo turnês pelo nosso país de uma maneira que faria grandes bandas das culturas passadas se assustarem, já que falamos do Restart, eles já viajaram mais de 3.000 quilómetros para realizar show só no mês de março do ano passado. Outras como Hori, Cine, Fake Number, Hevo 84 crescem a cada dia. Isso não significa que você vai gostar do som. Os Hippies não eram muito amigo dos Punks. Os punks não tem críticas boas para os Revaers e Clubbers, esses não tem uma queda especial pelo som Nu Metal, e ninguém, mas ninguém mesmo, gosta dessas bandas de rock colorido, a não ser os milhares cada vez maiores de fãs. Isso pode ser um indicativo do que vai ser a juventude, ou como ela vai se desenvolver nos próximos anos.

Enquanto isso podemos apenas clamar para a Deusa: Precisamos de manchas solares!

por LöN Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/hipotese-de-sekhmet-onde-estao-os-hippies-quando-precisamos-deles/

Estatuto do Egun

Todos os anos, dezenas de milhares de Eguns ou “Encostos” são desincorporados por Pastores Evangélicos em rituais sem nenhum tipo de segurança para o médium. Este estatuto prevê o fim do desencapetamento e pagamento de indenização por parte da Igreja para os médiuns incorporados.

Estatuto do Egun

• Das disposições preliminares

Art.1º Esta lei dispõe sobre a proteção integral ao Egun.

Art. 2º Egun é o ser incorpóreo que corresponde às forças da natureza.

Parágrafo único. O conceito de Egun inclui os seres de todas as forças e variadas etimologias, não se excluindo espíritos, fantasmas ou mesmo assombrações.

Art. 3º O Egun adquire personalidade jurídica ao incorporar, e sua natureza é reconhecida desde sua existência que não pode ser determinadas por meio científico, conferindo-lhe proteção jurídica através deste estatuto e da lei civil e penal.

Parágrafo único. O Egun goza da expectativa do direito à incorporação, à integridade etérea, à honra, à imagem e de todos os demais direitos da personalidade.

Art. 4º É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar ao Egun, com absoluta prioridade, a expectativa do direito à incorporação, à comunicação, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar, além de colocá-lo a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Art. 5º Nenhum Egun será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, sendo punido, na forma da lei, qualquer atentado, por ação ou omissão, à expectativa dos seus direitos.

Art. 6º Na interpretação desta lei, levar-se-ão em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar do Egun como futura entidade incorporada.

• Dos direitos fundamentais

Art. 7º O Egun deve ser objeto de políticas sociais públicas que permitam sua existência sadia e harmoniosa e a sua incorporação, em condições dignas de existência.

Art. 8º Ao Egun incorporado é assegurado, através do Sistema Único de Saúde – SUS, o atendimento em igualdade de condições com as pessoas físicas naturais.

Art. 9º É vedado ao Estado e aos particulares discriminar tanto o Egun quanto o Egun incorporado, privando-o da expectativa de algum direito, em razão do sexo, da idade, da etnia, da origem, da deficiência física ou mental ou da probabilidade de sobrevida.

Art. 10º O Egun incorporado deficiente terá à sua disposição todos os meios terapêuticos e profiláticos existentes para prevenir, reparar ou minimizar suas deficiências, haja ou não expectativa de sobrevida depois da incorporação.

Art. 11º O diagnóstico respeitará o desenvolvimento e a integridade do Egun, e estará orientando para sua salvaguarda ou sua cura individual.

§ 1º O diagnóstico deve ser precedido do consentimento médium, para que o mesmo deverá ser satisfatoriamente informado.

§ 2º É vedado o emprego de métodos de diagnóstico que façam o médium ou o Egun riscos desproporcionais ou desnecessários.

Art. 12º É vedado ao Estado e aos particulares causar qualquer dano ao Egun ou ao Egun incorporado em razão de um ato delituoso cometido por algum de seu médium.

Art. 13º O Egun incorporado em um ato de violência sexual não sofrerá qualquer discriminação ou restrição de direitos, assegurando ao médium, ainda, os seguintes:

I – direito prioritário à assistência médica, com acompanhamento psicológico do médium;

II – direito a pensão alimentícia equivalente a 1 (um) salário mínimo, até que complete dezoito anos;

Art. 14º A doação feita ao Egun valerá, sendo aceita pelo seu médium.

Art. 15º Sempre que, no exercício do poder familiar, colidir o interesse do médium com o do Egun, o Ministério Público requererá ao juiz que lhe dê curador especial.

Art. 16º Dar-se-á curador ao Egun, se o médium estiver interdito.

Art. 17º O Egun tem legitimidade para suceder.

Art. 18º O médium que, para garantia dos direitos do Egun, quiser provar seu estado de incorporado, requererá ao juiz que, ouvido o órgão do Ministério Público, mande examiná-lo por um pai de santo de sua nomeação.

§ 1º O requerimento será instruído com a certidão de óbito da pessoa, de quem o Egun é sucessor.

§ 2º Será dispensado o exame se os herdeiros do falecido aceitarem a declaração do requerente.

§ 3º Em caso algum a falta do exame prejudicará os direitos do Egun.

Art. 19º Apresentado o laudo que reconheça a incorporação, o juiz, por sentença, declarará a requerente investida na posse dos direitos que assistam ao Egun.

Parágrafo único. Se ao requerente não couber o exercício do poder familiar, o juiz nomeará curados ao Egun.

Art. 20º O Egun será representado em juízo, ativa e passivamente, por quem exerça o poder familiar, ou por curador especial.

Art. 21º Os danos materiais, espirituais ou morais sofridos pelo Egun ensejam reparação civil.

• Dos crimes em espécie

Art. 22º Os crimes previstos nesta lei são de ação pública incondicionada.

Art. 23º Causar culposamente a morte de Egun ou Egun incorporado.

Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos.

§ 1º A pena é aumentada de um terço se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.

§ 2º O Juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

Art. 24º Anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar fim da incorporação:

Pena – detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa.

Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço se o processo, substância ou objeto são apresentados como se fossem exclusivamente anti-incorporativos.

Art. 25º Manipular ou utilizar Egun como material de experimentação:

Pena – Detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa.

Art. 26º Referir-se ao Egun com palavras ou expressões manifestamente depreciativas:

Pena – Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses e multa.

Art. 27º Exibir ou veicular, por qualquer meio de comunicação, informações ou imagens depreciativas ou injuriosas ao Egun:

Pena – Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

Art. 28º Fazer publicamente apologia da discriminação contra incorporações ou de quem a praticou, ou incitar publicamente a sua prática:

Pena – Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

Art. 29º Induzir médium incorporado a praticar fim de incorporação ou oferecer-lhe ocasião par a que o pratique:

Pena – Detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/estatuto-do-egun

Crises mágickas, ordens, desordens, Linces e lobos solitários

por 999 Choronzon (1991)

Tradução Leonardo Gracina

Senti-me muito feliz uma década ou mais atrás para ser rotulado como um mágico de “crise”. A caracterização definitiva, de acordo com Peter J. Carroll, é que de um indivíduo que dedica maior parte de suas energias a atividades diárias normais, recorrer apenas para “A Varinha em tempos de crise”. O melhor de meu conhecimento, Carroll nunca foi publicado sobre o assunto, mas de seu tom pejorativo quando conversar sobre um assunto pode reunir esse tal de ‘modus operandi’ é pensado como impróprio para um sério praticante de ocultismo. Pessoalmente, eu iria contrastar a vida relativamente ordenada de muitos ocultistas que recorrem a táticas praeter-naturais somente em casos de extrema emergência, com a experiência de muitos mágicos habituais cujas vidas parecem balançar inexoravelmente de um cenário grotesco para outro. Talvez o tempo esteja suficientemente maduro para uma redefinição!

Consumidores regulares de meus artigos e palestras podem reconhecer aqui algum desenvolvimento de ideias que introduziu nos meus documentos “So-Called Magick”, “Fraud or Bullshit” e “The History and Development of Secret Societies”, chamada “Magick, ou fraude ou besteira” e “a história e desenvolvimento das sociedades secretas”, bem como uma atualização sobre questões levantadas em “Magical Conflict – The Corporate Adversary.” “Conflito mágico – o adversário corporativo”, não proponho perder tempo, considerando se magick funciona ou não, ou o que é, mas sim para examinar as maneiras indescritíveis em que pode trabalhar, para olhar para o tipo de relações associativas que praticantes de ocultismo podem formar entre si e as vantagens e desvantagens da participação em tais grupos de trabalho mágico.

“Ordens” e “Transtornos” neste contexto são diferentes espécies de agrupamentos estruturados ou não, dos mágicos, enquanto Linces (Lynxs) é a contraparte feminina dos “Lobos solitários”. (Sim, eu sei que existem lobos femininos, mas se um diz “Lone Wolf”, no sentido de um praticante mágico que prefere trabalhar sozinho, a percepção do público poderia interpretar o termo que se aplica exclusivamente para o gênero masculino).

A BUSCA SOLITÁRIA

Em culturas ocidentais muitos praticantes mágicos começam em, ou gastam uma parte importante de sua carreira oculta no modo “Lince” ou “Lobo solitário”. Os indivíduos desenvolvem um interesse inicial em magia, geralmente como resultado de uma experiência pessoal, ou porque algum livro, ou mesmo um registro, parece estar dizendo algo a eles que significa mais do que os dogmas hipócritas da moralidade ortodoxa e religião. Claro, pode haver alguma influência de um amigo, um parente ou até mesmo um professor, mas um período solitário, que muitas vezes assume a forma de algo pessoal pela “busca da verdade”, é uma característica dos anos de formação na maioria dos ocultistas.

Algumas pessoas se contentam com esse estado de solidão filosófica, embora muitos simplesmente sintam que eles são as únicas pessoas no mundo que veem as coisas de uma forma particular, ou que já foram um objeto de uma experiência absolutamente única, que, se ele contasse para outras pessoas, o chamariam de louco. A este respeito as famílias frequentemente são percebidas como sendo adversas, ou, em casos extremos, francamente hostis. Abertura de espírito para opiniões e pontos de vista infantis da vida nunca foi uma característica importante da vida familiar, na nossa cultura, não importa quantos anos a criança pode vir a ter!

Outros praticantes comprometidos com o caminho solitário são aqueles que tenham trabalhado mais e sidos roubados por alguns falsos cultos ou “gurus”, e que sobreviveram à “programação” e/ou “conversão” para alguma outra suposta revelação da verdade suprema. Tais experiências resultam em uma atitude poderosamente aversiva e bastante compreensível, com grupos de ocultismo em geral e, em casos de sorte, podem engendrar o cepticismo profundo enraizado que é absolutamente essencial isso se a petição falida ao pai como um pedinte dentro de um pote, integrante de um sistema auto consistente ou uma hipótese irrefutável. Qualquer pessoa motivada pelo cepticismo para evitar todos os grupos religiosos, o ocultismo tem meu apoio incondicional e sincero que é uma inteiramente honrosa posição e para o qual tenho simpatia considerável.

O verdadeiro Cepticismo, porém, exige um grau de abertura de espírito, e não estender o elogio acima para incluir aqueles fanáticos neo-fóbicos da instituição científica que transformaram o modelo determinístico do universo em uma religião em seu próprio direito, e que buscam reforçar essa estrutura de crença escolhendo examinar apenas tais provas como suporta sua preconcebida não da maneira como as coisas deveriam ser. Para essas autoridades digo “estudar as provas ou fatos dos teoremas de Godel, e se você não compreendê-los, aconselho a ficar calado até você entendê-los!”

MOTIVAÇÕES PARA O ESTUDO MÁGICO

A multiplicidade de razões que as pessoas possam ter para embarcar em um programa de estudos mágicos parecem-me ser livremente em três temas básicos:

  1. A vontade desse modo de ganhar alguma questão pessoal “iluminação espiritual”.
  2. A vontade ganhar poder para influenciar os acontecimentos externos.
  3. A vontade ganhar poder sobre outras pessoas.

No caso de qualquer indivíduo determinado, muitas vezes haverá algum componente de cada uma dessas motivações primárias exibidas.

No entanto, no nebuloso conceito de “iluminação espiritual” pode ser, para pessoas quem a sua realização fornece a motivação dominante frequentemente levou à crença de que melhor podem ser fornecido por outra pessoa que já alcançaram tal estado. Esta convenientemente fornece para aqueles que desejam ganhar poder sobre outras pessoas com uma fonte pronta dos sujeitos, e não é nenhuma surpresa encontrar pessoas em quem tais motivações dominam juntas. Nas relações de mestre/aluno e, em maior número, em hierarquia estrutural rígida, dentro do qual tanto buscadores e mestres derivam um cumprimento de sua motivação, mas onde as maquinações internas dentro da relação ou estrutura frequentemente substituem a intenção original.

Poder de influenciar os acontecimentos externos, sugiro, é algo diferente, não menos porque há um componente de objetividade envolvida. Um telecomando para um televisor concede algum poder objetivamente para transformar a realidade externa; e John Dee, Agrippa ou até mesmo Isaac Newton, sendo apresentados com tal dispositivo pode bem ser classificado entre artefatos mágicos. O ponto é que uma técnica ou tecnologia que pode fazer algo tão aparentemente simples como cruzar um pequeno pedaço de metal em uma superfície lisa, ou algo tão devastador como induzindo a combustão espontânea em cima de alguém que causou a ofensa. Tais técnicas também funcionam ou não; (no âmbito de um universo estocástico), há uma maior ou menor probabilidade de um resultado eficaz perceptível ocorrendo que acordos com a intenção original.

A dificuldade é que na prática, raramente se trata com qualquer efeito tão claramente demonstrável como realmente sendo capaz para assistir a um objeto mover-se de um lugar para outro, ou aplaudir enquanto alguns conseguem acender como um maçarico. Onde magia é encontrada para trabalhar mais eficazmente, é no Reino da manipulação de coincidência, onde o resultado final pode ter vindo aproximadamente como uma questão de puro acaso.

A vida se torna ainda mais confusa quando se percebe que aqueles que procuram o objetivo nebuloso ou desconhecido de “iluminação espiritual” não têm como objetivo o meio de julgar as qualificações daqueles que possivelmente seriam capazes de ensinar ou concedê-la. No entanto supõe-se que aqueles que realizam a prática avançada “espiritual” têm a capacidade de realizar atos “milagrosos” (a Igreja Católica ainda faz com que tais performances num pré-requisito essencial para canonização de alguém como um Santo), e o campo é, portanto, aberto para carismáticos, com pessoas e fraudadores para entregar até sensacionalistas fenômeno-ilusionistas para convencer os ingênuos para pagar parte com seu dinheiro. Em alguns casos, o que é perpetrado é pouco mais do que um jogo do pseudo- metafísico de “Encontrar a dama”.

Não é difícil ver porque muitas pessoas com um interesse pelo ocultismo mantem-se  eles mesmos e seguem seus próprios caminhos e experiências com essas técnicas sentem que funciona melhor para eles pessoalmente.

O problema com essa abordagem individual em um contexto mais amplo é que não é provável que consiga avançar as fronteiras do conhecimento humano, muito bem. Dado que a matéria em apreço tem a aparência de uma espécie de desdobramento ciência e/ou tecnologia, alguns avanços importantes nas disciplinas ao longo dos anos foram feitos por indivíduos trabalhando totalmente sozinho. A fertilização cruzada de ideias e experiências que inevitavelmente resulta de trabalhar em conjunto com outros membros de uma equipe é um componente importante na produção de saltos quânticos em compreensão e percepção que caracterizam os grandes avanços. Assim, há alguma motivação adicional para aqueles profissionais que se tornam convencidos, de sua própria experiência, que efeitos “mágicos” têm algum fundamento na realidade, a aliar-se com outros indivíduos como o espírito e de formar grupos a fim de reunir conhecimentos e combinar seus esforços.

CONTEMPORÂNEO DE IGREJAS, CULTOS E GRUPOS MÁGICOS

A maioria das igrejas, cultos e grupos mágicos aderiram a algum tipo de estrutura de crença que apresenta sua organização como os guardiões da “Verdade final”. Em alguns casos, esta “verdade” deriva de tradição histórica, como com, digamos, do grosso da população segue cristianismo ou Maçonaria, em outros casos a nascente é totalmente moderna (como com a base racionalista na ‘Energia Nuclear Dogma’), ou consiste em uma reinterpretação moderna do material de origem mais antiga.

maioria dessas religiões, para em um sentido ou outro, isso é o que são, publica sua hipótese irrefutável de domínio público, então que ele pelo menos está disponível para adeptos e buscadores (praticantes ou leigos) a considerar e discutir abertamente. Uma minoria, sobretudo entre as organizações orientadas mais ocultas, apresentar um conceito de uma “verdade” que é tão maravilhoso ou fantástico que tem que ser ocultado o “profano” (ou seja, pessoas de fora) e em alguns casos restringidos para os mais altos escalões de uma estrutura hierárquica, com divulgação proibida por juramentos de sigilo.

Uma única categoria de persuasão oculta, o mágico de caos, de uma filosofia e um ponto de vista matemático, tem objetivo de argumentar que “não pode haver nenhuma verdade suprema” e tratar a “crença” como um expediente técnico que pode ser temporariamente útil na realização de objetivos particulares dos mágicos.

Desde o início da magia do caos, foi uma forma moderna na década de 1970, houve um debate considerável entre seus adeptos relativos à estrutura coletiva mais adequada para o desenvolvimento da filosofia e técnicas mágicas associadas e perseguição.

ORDENS E DESORDENS

Quem estiver interessado em magia cerimonial/ritual em Londres na década de 1970, onde tinha pouca alternativa para seguir o caminho do lobo solitário. O músico de blues Graham Bond tinha feito uma tentativa de introduzir uma marca thelêmica. Maçonaria para jovens membros da subcultura Notting Hill no final dos anos 60, mas qualquer vestígio morreu com ele em 1974, enquanto os maçons mainstream, na medida em que eles estavam recrutando, estava concentrando-se em escola pública, associações de Old Boy (reformatórios) e seus campos de caça usuais na polícia e outros serviços públicos, informados se qualquer das ordens cerimoniais de antes da guerra, a Golden Dawn, a OTO, A.’. A.’., M.’. M. ‘., ou Aurora Dourada ainda existisse, em seguida, sua associação de envelhecimento era manter um perfil baixo. Livros de Crowley estavam fora de catálogo, difíceis de encontrar e muito caro; de fato o único sistema publicado por auto iniciação mágico foi a edição de McGregor Mathers “A sagrada magia de Abra-Melin o mago”, que, embora talvez eficaz, não foi popular devido à sua polarização masculina e exigência por meses de abstinência sexual. Reimpressões ocasionais de Austin O Spare, trabalhos foram avistados, principalmente de terceira geração de  fotocópias.

Se você queria envolver-se em trabalhar com um grupo que foi até as teosofistas, Antroposofia de Rudolph Steiner, White Eagle Lodge ou os Rosacruzes da AMORC, em tudo o que “sexo, drogas e rock and roll” foram definitivamente desaprovadas. Alternativamente havia Cientologia, do Guru Maharaji ‘Luz divina’, Maharishi Mahesh Yogi Meditação Transcendental e Hare Krishna, que foram todos amplamente sentidos para serem referências de um tipo ou outro.

Neste terreno mágico de Londres em novembro de 1974, foi onde de repente projetou o agora famoso anúncio de classificados na revista Time Out:

MAGIA. Estudante sério de ocultismo tem acesso a Golden Dawn Records e desejos a sociedade semelhantes de forma mais adequada para as tendências atuais – mas talvez reter muitas das notas da Ordem e iniciação de processos. Convida para escrever e discutir o projeto mais plenamente aberto a todos com um mais do que passar o interesse em cerimônias mágicas e instruções práticas, está disponível para o novato ou iniciante. Por favor, sinta-se livre para escrever o que quer que sua interpretação da verdade essencial. O estudo combinado de magia para o bem comum só pode ser benéfico para a humanidade. Caixa 247/20.

Cerca de 20 lobos solitários (todos masculinos) responderam e ficaram desapontados ao descobrirem que o anunciante não era o que eles pretendiam, e que ele tinha pouco interesse em organizar uma ordem reconstituída da Golden Dawn. Numa reunião dos entrevistados, porém, vários deles, incluindo Peter J. Carroll e eu, decidiram reunirem-se regularmente e contribuírem com ideias para o ritual que outros participantes conseguissem unir-se em trabalho.

O grupo nunca teve um nome formal do trabalho ao tempo – o arquivo correspondência original está marcado “Grupo de estudo mágico” -, mas chegou a ser referida como “Stoke Newington Sorcerors” (SNS), desde que a maioria das reuniões teve lugar em uma casa em algum lugar de Londres.

Embora houvessem muitas discussões sobre instituir algum tipo de estrutura formal, geralmente resistiu, em parte porque nenhum dos membros originais estava disposto a ceder a superioridade de qualquer um dos outros, e apesar de chegadas mais tarde tentaram usurpar um papel de liderança, habitualmente receberam pouca atenção. Um núcleo de membros do SNS eventualmente acabou morando nas proximidades durante 1977/8 na casa do notório Speedwell (em Deptford, sudeste de Londres) onde eles se tornaram entrelaçados na anarquia nascente da explosão da moda ‘Punk’. Os nomes mágicos de rua “Cred” como Frater Autonemesis e Frater Choronzon data deste período, e, em termos de estilo de vida, o caos era rei; a dimensão filosófica desenvolvida a partir desse ponto.

Peter Carroll e eu ambos escrevíamos para a, de circulação pequena, revista “novo Equinox” que estava sendo publicada por Ray Sherwin fora Morton East Yorkshire, e foi nesta época que Pete produziu um mágico currículo baseado em exercícios que ele estava usando-se e que foram extraídas em parte de fontes de yoga, bem como tendo alguma influencia de Crowley, Reposição e Castañeda. A essência do trabalho do próprio Carroll havia em despir as besteiras e as técnicas mais úteis em um livreto de não mais que 7, encapsulando digitado em folhas A4, intituladas “LIBER MMM” em classe “A” publicação da ordem mágica do IOT – sendo as instruções iniciais no controle da mente, metamorfose e magia para os candidatos para o IOT.”

IOT é claro, “Iluminação de Thanateros”; o nome em si, talvez devido uma dívida de inspiração não só para reposição, mas também para Robert Shea e Anton Wilson, cuja trilogia teórica da conspiração “Illuminatus” tinha beneficiado de uma medida de aclamação, juntamente com seu estágio de adaptação. Devido à natureza de curto prazo do domicílio do Speedwell, casa e a exigência para os candidatos ao trabalho “Liber MMM” pelo menos seis meses antes de submeter um registro mágico para a consideração, o endereço de correspondência foi o de “Morton Press” de Ray Sherwin. O imprimatur mesmo é para ser encontrado nas primeiras edições do primeiro livro de Carroll “Liber Null”, que inclui “Liber MMM” como o capítulo de abertura.

Existem algumas interessantes características sobre as primeiras versões do “Liber MMM” que são relevantes para as questões discutidas neste artigo, em primeiro lugar, o IOT é apresentado como uma ordem de mágica. Em segundo lugar, não há nenhuma menção de todo do caos; e, em terceiro lugar, sob o título “Estrutura”, Carroll afirma “Não há nenhuma hierarquia no muito”. Embora que ele passa a delinear “uma divisão da atividade baseado na capacidade”, com funções para os alunos, iniciados, adeptos e mestres sendo detalhados. Destaco aquelas características do conceito original porque pequenas alterações foram feitas em versões posteriores do “Liber MMM” e porque o preâmbulo que inclui o material sobre “Estrutura” desapareceu da seção na edição posterior Weiser do “Liber Null e Psychonaut” combinados.

O ponto-chave sobre essa fase inaugural na história de todos é que IOT, embora ela foi apresentada como uma ordem, a estrutura (como a do SNS antes) era uma desordem não -hierárquica, apesar de que não havia nenhuma referência explícita ao caos.

Durante os cinco anos, mais ou menos depois da demolição da casa do Speedwell, “Liber Null” foi seguido por “Psychonaut” e o locus da magia do caos mudou-se para West Yorkshire. Apareceu uma tradução alemã e algum contato foi estabelecido com alguns indivíduos resistentes que tinha trabalhado através do programa “Liber MMM” e quem apresentaram os honrosos registros de suas experiências.

Eventualmente em 1986, a primeira edição do “Caos internacional” apareceu sob a editoria de polícia de Brown e Ray Sherwin. Um olhar sobre o primeiro Editorial mostra que a postura anti hierárquica de magia do caos tinha sobrevivido intacta desde os primeiros dias de IOT. O extrato seguinte faz a posição filosófica naquele momento bastante claro:

“Hierarquia falha por várias razões, não menos do que é que é eminentemente corruptível. Do ponto de vista mágico, hierarquia, exceto quando seus líderes têm verdadeiramente os interesses de seus aspirantes no coração, é sufocante e inercial, o desenvolvimento de indivíduos tendo quarto lugar para poder jogar, política interna e das finanças. ”

Por esta altura a magia do caos estava sendo comercializada com entusiasmo em países de língua alemãs da Europa continental através dos esforços de Ralph Tegtmeier, que tinha publicado as traduções da obra de Carroll. Algum ímpeto estava construindo, em grande parte da moeda, para o muito a reestruturação de uma forma mais formal e eventualmente no Outono de 1987, “Caos internacional” questão #3 realizados dois artigos por Peter Carroll respectivamente intitulado “O Pacto” e “The Magical pact of The Iluminato of Thanateros” que estabelecem um sistema de graus formais que intimamente correspondeu a “divisões de atividade” do parágrafo “Estrutura” na recensão de Speedwell casa original de “Liber MMM”; embora com a adição do post do Mago Supremo grau 0. (Estes artigos são reimpressos, mais ou menos textualmente, sob o título geral ‘Liber Pactionis’ como parte do apêndice ao livro mais recente de Carroll ‘Liber Kaos, The Psychonomicon’.)

Talvez para aplacar os sentimentos do Inglês falando a seguinte passagem de anti-hierarquia foi incluído com destaque:

“As funções principais da estrutura de classe são para fornecer um mecanismo para a exclusão de certos misanthropes psicóticas e neuróticos velhacos que às vezes são atraídos para as referidas empresas e garantir que que precisa organizar que devidamente atendidos.”

As principais características de um pensamento cuidadosamente acordo são discerníveis. Em particular um “escritório de insubordinado” é introduzido para forçar “um fluxo constante de feedback negativo para surgir pela institucionalização rebelião.” O objetivo de contornar um dos mais notórios inconvenientes de hierarquia onde “aqueles no topo estão condenados para cair nas enganosas reflexões de suas próprias expectativas e emitir diretivas ainda mais inapropriadas. Esse gabinete é compreendido para ter algum precedente em Amerindian e outras sociedades xamânicas (referencia Neonfaust – carta em caos internacional #4).

Que havia algumas dúvidas sobre a ideia de uma ‘ordem’ dedicada ao ‘Caos’ entre os profissionais de destaque é claro o artigo de Ray Sherwin que imediatamente segue aqueles por Carroll em caos internacional #3. Sob o título “Filosófico e prático objeções a hierárquicas estruturas em Magick”, ele escreve: “Hierarquias são abertas a abusos” e, ecoando o editorial no “Caos internacional #1”, “mesmo se eles são criados com as melhores intenções são eminentemente corruptível e inevitavelmente corrompidas por razões de poder pessoal ou ganância”.

Sherwin, em seguida, faz uma distinção clara entre ordens mágicas e consenso baseado em grupos mágicos:

“Trabalhando em um meio de base de consenso que os indivíduos não competir com os outros como eles são mais propensos a fazer dentro de uma estrutura hierárquica, muitas vezes lutando por um outro para títulos e privilégios, e rankings, tendo precedência sobre magia e sobre as outras pessoas em causa. A emissão de cartas, no pior dos casos, é simplesmente uma extensão do presente – os requerentes de poder em busca de grupos, ao invés de indivíduos.”

Na mesma peça Sherwin carrega para fazer pontos válidos sobre a feiúra de hierarquias para as fêmeas, e ele comenta que “sem mulheres, magick perde 50% de seu potencial”. Ele conclui: “Se você está interessado em magia, mas não quer se envolver em estruturas hierárquicas, ‘Caos desorganizado’ podem ser de seu interesse” e refere-se a leitores para um endereço de contato noutros países a revista.

O debate continua em questão #4 de ‘Caos internacional’ que apareceu na Primavera de 1988 carregando uma carta a partir de um ‘ Nefasto eu ‘ quem proclama-se como 1º grau IOT da Alemanha Ocidental. Ele introduz o assunto assim:

“Enquanto eu vejo a Ray Sherwin ponto em geral, ainda acho que sua oposição filosófica e prática para estruturas hierárquicas em magia é puramente de fato os argumentos de um infiltrado trabalhando dentro de um grupo bem estabelecido.”

Este é um fato – Sherwin foi um dos membros mais proeminentes da originária, a Internet das coisas!

‘Neonfaust’ continua:

“Trabalhando em semelhante linhas, por um lado, mas ativamente participantes em uma ordem mágica altamente e hierarquicamente estruturada, bem, eu sinto que ele não fez a hierarquia completa justiça. Por um lado, hierarquia é basicamente estrutura e como tal pode ser uma das armas mais fortes contra as muitas armadilhas de magia que tem sido, eu concederei, altamente superestimado no passado, mas que estão aí para ser enfrentada, no entanto. ”

Entre os exemplos de tais armadilhas, ‘Neonfaust’ dá destaque as “auto ilusão” e “megalomania individualista”.

Pode ser, quando o ‘a Saga do gelo’ é enviado para análise crítica semelhante, que a iluminação é convertida na medida em que o abuso de poder hierárquico serviu para mascarar a realidade que este indivíduo foi realmente chafurdar aquelas armadilhas muito ele tanta precisão identifica.

Há, eu sinto, uma desvantagem para o estabelecimento de uma estrutura hierárquica, que não é mencionada em qualquer material fonte citado aqui. A estrutura constante no ‘Liber Pactionis’ pode funcionar bem se visto como um ambiente de processual estabelecido em curso para o trabalho mágico. O que ele não cobre adequadamente é o processo para a criação da hierarquia em primeiro lugar.

Minhas dúvidas sobre hierarquias são geradas em parte porque eu me sinto não necessariamente restringir informações sobre trabalho mágico útil sendo realizado. No ambiente social prevalecente, sobrecarregado, como estamos com uma imprensa intrusiva procuram qualquer desculpa para publicar histórias sensacionais de ‘ocultistas’, estou completamente de acordo com a necessidade de preservar o sigilo sobre as identidades das pessoas envolvidas no trabalho mágico privado. Eu não sinto que este segredo necessariamente deve ser alargado para o trabalho em si – especialmente se avanços significativos no conhecimento e/ou técnicas que estão sendo feitos. Por essa razão, eu fiz um hábito de conduzir uma parte significativa do meu trabalho mágico fora dos limites das definições formais do templo, se não sempre completamente em domínio público. Vejo tais atividades como uma extensão lógica do tipo de trabalho que estava fazendo quando outros escolheram caracterizar-me como um mágico de crise.

UMA VEZ UM MÁGICO DE CRISE – SEMPRE UM MÁGICO DE CRISE

Se se enfrenta alguns terríveis fatais de emergência, em termos físicos, o corpo produz uma descarga de adrenalina que pode conceder um impulso físico para capacitar um para sair da situação. Este tipo de circunstância vai ser familiar para qualquer um que já tenha sido em um arranhão estranho enquanto pote-buraco, por exemplo. Minha forte impressão é que algo semelhante acontece quando um aplica-se uma solução mágica para alguma circunstância de prensagem, ameaçando a vida e a segurança ou a de uns seus dependentes. Se um trabalho tão mágico se torna necessário, é a minha experiência, que é sempre bem-sucedido – Gnose através da crise.

Com o sucesso recente de uma longa e complexa legal e mágico operação contra um Golias de um adversário corporativo, pode fazer essa afirmação categoricamente.

Já não vou tolerar ser arrancado ou trabalhado junto a grandes corporações, que consideram que eles têm algum direito na lei natural se comportar assim, simplesmente por causa de seu tamanho. Tenho que permitir que a situação de proceder a um ponto onde minha posição torna-se suficientemente perigosa que a vaga de ‘adrenalina mágica’ lacra o resultado, mas funciona no final. Essa é a essência da magia de crise.

NO SENTIDO DE PRECISÃO EM MAGIA

Na minha recente análise do livro de Peter Carroll ‘Liber Kaos, o Psychonomicon’, eu era solicitado a estabelecer uma comparação entre o progresso no entendimento dos chamados ‘magia’ e a história da compreensão da radiação eletromagnética pela ciência do século XIX. O físico dinamarquês Hans Oersted notou em 1820 que uma faísca de alta tensão gerada através de uma abertura em um loop metálico poderia induzir uma faísca semelhante, embora menor, ocorrem através de uma abertura em um loop semelhante do outro lado de sua oficina. Você pode observar que o mesmo tipo de efeito no trabalho hoje, quando você está tentando gravar alguma coisa fora do rádio, e seu vizinho começa a trabalhar com sua antiga furadeira elétrica, faíscas causam emissões de rádio de “ruído branco” em toda a inteira gama de frequências. Foi cerca de vinte anos antes de Faraday começar a chegar a um entendimento coerente do que estava acontecendo e não até 1865 que James Clark Maxwell apresentou suas famosas equações de onda que descreveu o processo em termos matemáticos precisos. Depois de mais de 30 anos, Marconi construiu o primeiro conjunto de rádio confiável que pode enviar e receber informações coerentes carregando sinais em comprimentos de onda discretos.

Minha opinião é que, em termos de magia, estamos passados da fase de ‘Oersted’, no qual podemos fazer coisas simples – o equivalente de transmissão faísca indiferenciadas – em uma base razoavelmente consistente e quantificável. Agora, as primeiras tentativas estão sendo feitas para propor um modelo quantitativo de Carroll “equações de magia” no ‘Liber Kaos’, e pode ser que essas equações, em tempos vindouros, irão assumir tanta importância na ciência emergente e tecnologia de ‘magia’, como aqueles de Maxwell feito em engenharia de rádio.

Se nós somos agora, em comparação, apenas um pouco mais adiante do que ser capaz de enviar faíscas de um gerador de Van Der Graaf, acho que o que poderia ser realizado quando os análogos ‘mágicos’ de comprimentos de onda separados, modulação de frequência e/ou tecnologia de radar vem a ser compreendido. Sinto que não é razoável afirmar que talvez estejamos no limiar de alguma grande descoberta, e felizmente para todos nós, o estabelecimento científico/técnico é olhar para o lado por causa de sua crença servil em um universo determinístico e sua recusa em aceitar a realidade de quaisquer fenômenos que ameaçam essa crença – e isto apesar de teoremas de Godel, tendo sido publicadas há meio século!

A chave para o progresso, a meu ver, é se esforçar para alcançar maior precisão em ações mágicas, com cada vez mais precisas declarações de intenções, possivelmente sigilizadas para diagramas de sistemas de mapeamento detalhado de efeitos. Por exemplo, se você se sentir comovido mágisticamente a agir contra um banco para, digamos deduzindo as despesas bancárias de sua conta sem aviso e então saltando um cheque apresentado por seus advogados (que podem ser muito embaraçoso); então você deseja garantir que a maldição é eficaz contra todos os elevadores em sua sede e não todas as suas máquinas de multibanco em um raio de 6,66 milhas; especialmente se o trabalho tiver sido realizado publicamente. Alternativamente, em um nível mais pessoal, você quer ter a certeza de que é o Gerenciador de ofender quem sofre o ajuste de vômitos projétil e não o Secretário infeliz que chances de abrir a carta com as runas desenhadas sob o selo postal.

Aconteça o que acontecer, nunca deixe a vida ficar em cima de você – sempre mantenha a varinha e o raio útil em tempos de crise.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/crises-magickas-ordens-desordens-linces-e-lobos-solitarios/

KALI YUGA – A época em que vivemos

Como escreveu Alain Daniélou em seu livro “Shiva e Dioniso”, que tomei como base para esse texto: “A evolução do mundo é submetida a ciclos. Cada um desses dividido em quatro períodos denominados yugas. Essa divisão das idades do mundo era conhecido por todo mundo antigo”.

Existem muitas contradições sobre o início e a duração desses ciclos e não vou me prender a essa questão.

Apenas os últimos acontecimentos me fizeram lembrar do período que a Terra atravessa.

Kali Yuga (Sânscrito: कलियुग) “Idade do Vício” também denominada a “Idade de Ferro” e “Idade dos Conflitos” é a última das quatro etapas que o mundo atravessa ciclicamente; E ONDE NÓS ESTAMOS AGORA!!! E onde a humanidade trabalha para a sua própria destruição.

Escrituras Antigas geralmente apresentam a Kali Yuga como uma era de crescente degradação humana, cultural, social, ambiental e espiritual, onde a desordem no equilíbrio natural vai aumentando num ritmo cada vez mais acelerado, sendo simbolicamente referida como Idade das Trevas.

A supremacia do homem sobre o mundo terrestre e a destruição gradual por ele das outras espécies vivas provocam a vingança do deus, manifestada pela loucura que inspira àqueles que se opõem a ele, loucura muito evidente no comportamento da humanidade moderna, formada por massas inconscientes conduzidas por dirigentes irresponsáveis e maléficos”. (A. Daniélou)

Alguns textos antigos realmente previram as condições que agora existem no crepúsculo da Kali Yuga. Destes, os mais antigos são os Hindus.

“Mergulhados nos recônditos da ignorância e pensando: Somos pessoas sábias e instruídas; esses loucos, expostos a mil males, erram em aventuras como cegos conduzidos por um cego.” (Mundaka Upanishad)

Os homens serão atormentados pela inveja, irritáveis, sectários, indiferentes às consequências de seus atos. São ameaçados pela doença, pela fome, pelo medo e terríveis calamidades naturais. Seus desejos são mal orientados, seu saber utilizado para fins maléficos. São desonestos. Muitos perecerão. A classe dos nobres e dos agricultores declinam. A classe operária, durante a Idade de Kali, pretende governar… os chefes de estado são em sua maioria de origem inferior. São ditadores e tiranos.”

Matam-se os fetos e os heróis. Os trabalhadores querem assumir papéis intelectuais, os intelectuais o dos trabalhadores. Os ladrões tornam-se reis e os reis ladrões. As mulheres virtuosas são raras. A promiscuidade propaga-se. A estabilidade e o equilíbrio desaparecem. A terra não produz quase nada em certos lugares e muito em outros. Os poderosos apropriam-se do bem público e deixam de proteger o povo. Cientistas de origem inferior são honrados como brâmanes e entregam, a pessoas que não são dignas, os segredos perigosos das ciências. Os mestres aviltam-se vendendo o saber.”

 Os homens de bem retiram-se da vida pública. Comida já cozida é vendida em praça pública. Os sacramentos e a religião também estão à venda.”

A chuva é errática. Os comerciantes, desonestos. As pessoas que mendigam ou que procuram um emprego são cada vez mais numerosas. A linguagem é grosseira, a palavra não é mantida, a inveja é crescente. Pessoas sem moralidade pregam a virtude aos outros. A censura reina… associações criminosas formam-se nas cidades e nos países. Faltará água assim como alimentos. Os homens perderão o sentido dos valores”.

 Os ritos perecerão nas mãos de homens sem virtude. Pessoas praticando ritos transviados espalhar-se-ão por toda parte. Pessoas não qualificadas estudarão os textos sagrados e tornar-se-ão supostos peritos. Os homens matar-se-ão uns aos outros e matarão também as crianças, as mulheres e os animais. Os sábios serão condenados à morte”. (Linga Purâna)

Lembrem-se… são textos antigos… muito antigos. E é triste ver que eles acertaram em suas previsões.

Veremos no final da Idade de Ferro um fenômeno bem característico: o aparecimento de falsas religiões que, no dizer de Daniélou, afastam os homens de seu papel na criação e servem como desculpa para suas depredações… as religiões da cidade sobrepujam a religião da natureza.

A impertinência e o orgulho com que os “crentes” atribuem a “deus” seus preconceitos sociais, alimentares, sexuais, que, aliás, variam de uma região a outra, seriam cômicos se não resultassem inevitavelmente em formas de tirania, de caráter puramente temporal. A obrigação de conformar-se com crenças e modos de ação arbitrários é um meio de aviltar e submeter a personalidade do indivíduo, do qual todas as tiranias, sejam elas religiosas ou políticas, de direita ou de esquerda, sabem servir-se muito bem”. (Alain Daniélou em Shiva e Dioniso – A Religião da Natureza e do Eros)

Mas o Kali Yuga é também um período privilegiado, onde alguns podem alcançar a perfeição em curto tempo. E excelentes mestres continuarão a praticar os ritos corretos da maneira correta. Apesar de serem um tanto difícil de serem encontrados em meio a tanta falsidade…

Oliver St John, em seu excelente artigo The Aeon of Hormaku (publicado em Stella Tenebrae – Journal of Hermética Magick Volume One Number 2 (Ordo Astri)) diz que o solstício de 21/12/2012 viu “uma reificação na Terra das forças cósmicas de um Novo Aeon.” E de acordo com os escritos do falecido Kenneth Grant, o ano de 2012 foi de grande importância para os Iniciados.

Nas palavras de St John: “Com toda a probabilidade o mundo vai acordar na manhã seguinte após o solstício, 21 de dezembro de 2012, sem perceber quaisquer mudanças notáveis​​. Os trens vão funcionar na hora, o lixo será recolhido e cartões de Natal serão entregues. É duvidoso que os canais de televisão e estações de rádio transmitam notícias de uma nova Ordem Mundial,ou de uma intervenção extraterrestre. Profecia não é o mesmo que previsão, e não temos nenhuma ideia de qualquer resultado material, ou se de fato deve haver um. Kenneth Grant alertou aos adeptos mágicos que eles devem preparar-se, e isso é precisamente o que estamos fazendo. Trabalho mágico Hermético exige que o aspirante fique acordado, mesmo se desconsiderarmos as teorias completamente indefinidas, o conselho é ouvido”. (Oliver St John – Welcome to the Aeon of Hormaku,2012)

Como bem me disse um dos verdadeiros sábios de nossa era: “O fim da Kali Yuga é eminente, e uma nova corrente está varrendo em nossa direção, não sem seus perigos concomitantes…. A única coisa que você pode fazer é segurar seu chapéu, pois muito possivelmente poderá estar neste planeta quando a fase inicial da Mudança ocorrer”.

Afinal, a Manifestação de Nuit está em um fim.

SOCIEDADE LAMATRONIKA® 2013 – Todos os direitos reservados.

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Fonte: KALI YUGA – A época em que vivemos

Revisão final: Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/kali-yuga-a-epoca-em-que-vivemos/

Religiões dogmáticas e Moral

Texto de Desidério Murcho

A ideia de que a religião deve estar firmemente separada da ciência levou algum tempo a afirmar-se; mas é hoje um lugar-comum — infelizmente só depois de muitos cientistas terem sido silenciados ou até assassinados pela Igreja. A ideia de que a religião deve estar firmemente separada do Estado é ainda uma luta que países mais atrasados, como Portugal, têm de travar. Mas há uma outra separação que urge aprofundar e defender: a separação entre a religião e a moral.

A ideia errada de que a moral ou a ética tem qualquer coisa a ver com a religião dogmática está patente no modo como se enfrenta no nosso país as questões éticas, como o aborto ou a eutanásia. Quando se pensa em discutir estas questões pensa-se em convidar padres ou pessoas profundamente ligadas à religião para exporem as suas ideias. Mas isto é tão absurdo como convidar um padre ou uma pessoa ligada à religião quando se discute a origem do universo.

Do mesmo modo que o pensamento religioso confundiu e impediu o desenvolvimento da ciência, também o desenvolvimento do pensamento moral e ético fica castrado e confuso quando a religião se intromete. A confusão começa logo nisto: um católico, ou um muçulmano, defendem um código moral específico, mas não são de modo algum especialistas em ética, nem têm nada a dizer às pessoas que não professam a sua religião. Por que razão hei-de ouvir as opiniões de um padre sobre a eutanásia ou o aborto se ele baseia a sua posição na ideia de que a vida foi dada por Deus? E por que razão há-de o padre pensar que os seus argumentos religiosos contra o aborto ou contra a eutanásia têm um carácter universal? Mas se não têm um carácter universal, o padre não deve fazer mais do que explicar aos seus fiéis as razões pelas quais eles, e só eles, não devem praticar o aborto nem a eutanásia; mas aqueles que não são seus fiéis nada têm a aprender com os seus ensinamentos.

A ética secular, a ética filosófica, é uma ética para todas as pessoas e não apenas para as que professam determinadas crenças. Claro que as pessoas que professam essas crenças, religiosas ou para-religiosas, merecem todo o nosso respeito. Mas também as pessoas que não professam essas crenças merecem o nosso respeito. E legislar como se todas as pessoas fossem crentes é uma injustiça. É por esta razão que, se os únicos argumentos que os padres têm contra o aborto e a eutanásia é o facto de estas práticas violarem a ideia de que a vida é sagrada, tanto uma prática como outra devem ser permitidas, pois muitas pessoas não acreditam, pura e simplesmente, na existência do sagrado, tal como não acreditam na água benta. Num país com uma legislação permissiva relativamente ao aborto ou à eutanásia, as pessoas com crenças religiosas que não queiram praticar abortos nem eutanásia, têm toda a liberdade de o não fazer. Tal como as mulheres cristãs têm toda a liberdade de não tomar a pílula; mas proibir a pílula a toda a gente só porque os padres acham que a pílula viola um qualquer código moral cristão seria injusto.

A religião é um obstáculo ao desenvolvimento de um pensamento ético livre. A religião desnorteia o pensamento ético normal das pessoas, tal como desnorteia o pensamento científico normal das pessoas. Qualquer pessoa razoável diria, perante as provas de Galileu: a Terra move-se. Mas as pessoas de formação religiosa disseram o contrário. Qualquer pessoa razoável percebe que a eutanásia é um direito humano inalienável, ou que o direito à escolha da sexualidade é também inalienável. Mas as pessoas de formação religiosa, não.

Nas pessoas de formação religosa verifica-se a síndrome da proibição: o ponto de partida do pensamento moral religioso é a proibição, mesmo que do inócuo, como o facto de uma pessoa ter relações sexuais com pessoas do seu sexo. Esta atitude confunde o verdadeiro pensamento moral, tornando-o uma caricatura. Pelo contrário, o verdadeiro pensamento moral procura o bem comum e não a defesa de dogmas religiosos que só são aceitáveis para os respectivos fiéis.

#ICAR

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/religi%C3%B5es-dogm%C3%A1ticas-e-moral

Characith (Túneis de Set)

Por Kenneth Grant, O Lado Noturno do Éden.

 

O DÉCIMO-OITAVO Caminho está sob a égide de Câncer. Seu túnel é guardado por Characith cujo número e 640. Câncer é o astro-glifo do Santo Graal e 640 é o número de KVS ThNChVMIM, o Cálice de Consolação; e aquele que consola o Adepto no Caminho de Cheth é o Cálice de Nossa Senhora. Tal é a natureza deste Cálice que produz ambos êxtase e imortalidade mágica que seus kalas são altamente viciantes. Se o Adepto se demorar muito neste túnel o vício se tornará obsessivo e ele correrá o risco de se tornar um vampiro, drenando cálice após cálice do caldo infernal destilado pela Grande Meretriz, a Mãe das Abominações, que responde avidamente aos desejos obscuros daqueles que estão embriagados pelo vinho de suas fornicações.

 

A fórmula mágica deste kala é cunnilinctus que, se exceder os limites apropriados leva não apenas à morte605 do(a) parceiro(a) mas também do próprio magista. A Ordem de Qliphot que habita o túnel de Characith é portanto conhecida como os Shichiririon,’os Negros’.

 

Nos Arcanos de Thoth a letra cheth (8) é atribuída ao caminho 18 e é significativo que o reflexo positivo da qliphoth negativa assume a forma de Krishna o Cocheiro606. Apolo o Cocheiro é também atribuído à este caminho, e o ‘Senhor do Triunfo da Luz’ (um título deste Atu) é refletido dentro do túnel como o Sol Negro de Tifareth, a Criança das Águas do Abismo que gira no Graal de Babalon.

 

Quando o sol se avermelha ou se põe diz-se que ele está bebendo o sangue da deusa ou ‘realizando a mais alta forma de cunnilinctus’, uma expressão utilizada em um certo comentário secreto sobre o rito Kaula do Vama Marga.607

 

O número de Characith, 640, é também aquele de ShMSh, a Esfera do Sol, que equaciona com MMSK (640), significando ‘uma oferenda de bebida’, e ThMR a ‘palma da mão’ e uma ‘palmeira’. As datas da palmeira estão conectadas com os fenômenos da menstruação.608

 

O sigilo de Characith deve ser pintado em marrom esverdeado escuro sobre um círculo matizado de âmbar. Ele mostra uma múmia com a face voltada para baixo obscurecida por uma entidade com cabeça de camelo que é emitida de seus pés. Esta imagem é como ela foi ocultada no nome Characith, pois 640 é o número de MPLTzTh, um ‘ídolo horrível’ (simulacrum horrendum). O camelo é o navio do deserto. Seu simbolismo tem sido explicado em conexão com o 13º túnel que cruza o abismo via caminho da Sacerdotisa da Estrela de Prata. O camelo também é atribuído ao 18o caminho onde ele funciona como uma besta de carga. O caranguejo, tartaruga e baleia estão também incluídos porque este caminho está sob a égide de Câncer, uma influência aquática que representa o elemento mais vital em operações astro- mágicas.

 

Os siddhis associados a este kala são os Enfeitiçamentos e o Poder de Lançar Encantamentos.

 

O nome de Characith deve ser vibrado na clave de ‘D’ agudo acompanhado pelos plashings (sons) 609 peculiares às fontes ou quedas d’água mágicas.

 

O Cálice e o Forno são as armas mágicas apropriadas, e no simbolismo do reino vegetal o agrião é atribuído a este kala porque à combinação de calor e umidade, fogo e água, tipifica o conteúdo do Cálice que contém o orvalho ígneo da deusa.

 

O verso apropriado do Liber CCXXXI declara:

 

Ele viajou na carruagem da eternidade; o branco e o negro estão subordinados ao seu carro. Portanto ele refletiu o Louco e o sétuplo véu é revelado.

 

Isso implica a regência ordenada de diversas forças. O branco e o negro são os dois sóis do horizonte superior e inferior, ou a altura e a profundidade, o Forno infernal de Amenta e o Sol supernal da Árvore frontal (Tifareth). A força solar (Heru-Ra-Ha) está aqui implicada, pois o branco e o negro são Ra-Hoor-Khuit e Hoor-Paar-Kraat e não é por acaso que as iniciais destes deuses somam 640, o número de Characith610. O sétuplo véu é aquele da Deusa das Sete Estrelas que é diáfano em sua luminosidade. ‘Ele’611 reflete o Louco, que é a Luz Oculta que é ‘A’ entre I e O (Isis e Osíris). ‘A’ é Apophis, o Deus Set em sua forma Ofidiana. Ele é a luz que tinge o graal da deusa [que é] drenado pelo Adepto.

 

A Fórmula Mágica do 18º kala é Abrahadabra, a ‘chave dos rituais’ mencionada em AL612 Estes rituais incluem aquele do oitavo grau da O.T.O. que descerra tanto este caminho quanto o 13º caminho, cujo túnel é deslacrado pelo rito do XI. Had é o coração de Abrahadabra, como Apophis é o coração de IAO, o Coração Cingido com a Serpente (Set) que pulsa com as vibrações ofidianas girando no Cálice de Babalon. O VIIIo possui portanto uma ligação positiva com o XIo a corrente lunar. Isto é equilibrado pelo IXo que é a chave para o Caminho 19.613

 

O deus africano Loco é um habitante do túnel de Characith. Ele é um deus das florestas que, junto com Elere, Ojehun e Abiku, maus espíritos da selva e do deserto, planeja para penetrar nos úteros das mulheres de forma a nascer dentro da onda de vida humana.

 

605 Por esgotamento.

 

606 ‘Krishna’significa literalmente O Negro.

 

607 Vide a Trilogia Tifoniana.

 

608 Vide Cultos da Sombra, capítulo 2.

 

609 Nota do Tradutor: provavelmente uma onomatopeia (os sons de uma fonte ou de um cachoeira).

 

610 HRH + RHK + HPK = 640

 

611 i.e., Asar (Osíris), o ‘morto’.

 

612 I.20

 

613 Vide observações relacionadas à relação entre túneis e as fórmulas de magia(k) sexual, abaixo, p.205.

 

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/characith-tuneis-de-set/