Iniciação a Thanatos

Um preâmbulo necessário

Shakti, a consorte de Shiva tece pelo universo a triplicidade dos Gunas (Sattvas, Rjas e Tamas) cujas qualidades estão nas formas das secreções cósmicas de Kalas que são manifestos em sua encarnação superior, Kali. Shakti tem dez formas distintas, das quais a mais alta é Kali. De kali emanam as outras nove formas que dão corpo ao seu espectro de atividade.

 

  • Tara – Poder de Creação
  • Sodasi – Materialização do Desejo
  • Bhairavi – Infinidade de Formas
  • Bhuvanesvari – Forças Materiais
  • Chinnamasta – Distribuição da Força de Vida
  • Dhumabati – Forças da Paixão
  • Bagala – Destruidor do Desequilíbrio
  • Matangi – Dominação
  • Kamala – Unidade

Juntas, estas encarnações formam a Qaballah de Kali, que é a matriz Ain/Kether da Árvore Negativa (universo B). Ela é a Mahavidya e a Deusa Primal. Cuja forma externa é furiosa e terrível, ela é ainda a dadora e destruidora do tempo e molda o universo em todas as suas formas.

Para entender a interação entre a Magia Sexual e os reinos Qlipphóticos, devemos adentrar o culto de Kali. Seu Yantra é o triângulo invertido (a Yoni), seu mantram é o som raiz de Krim e seu Tantra é aquele da Magia Sexual em solo de cremação, onde todos os desejos são queimados salvo o da pureza do Eu. Aqui, todas as forças são absorvidas no vórtice do Eros cósmico e as experiências de medo e morte são transformadas em pura paixão de Vontade Perfeita.

Uma Descrição de Kali

O termo Kali vem do radical ‘Kal’ que significa ‘impelir’. Kali é a Deusa Secreta dos Tantristas e deste modo impele o mago a encarar os aspectos finais da Iniciação. Sua relação com Nuit é a de que ela é a máscara da Iniciação da Morte (Thanatos). A experiência de Kali é muito afim àquela do Antigo Egito, onde, no auge da iniciação, é dito ao neófito que ‘Osíris é um Deus Negro’ e o neófito fica face a face com Set, o Senhor Negro. Set sendo aquele que despe o mago de todos conceitos e o leva à experiência da morte, que finalmente causa a total manifestação do Humano Superior.

Uma descrição completa de Kali é encontrada no livro ‘Caminho Tântrico’ (Tantrick Way), de Ajit Mookerjee e Madhu Khanna, Thames e Hudson, 1977.

“Kali é o símbolo do poder ativo do tempo eterno, Kala, e neste aspecto ela significa aniquilação, através da morte ou destruição. Creação, a semente da vida, emerge como a destruição da semente leva ao nascimento da árvore. Portanto, desintegração é um passo normal e necessário da natureza movendo-se em direção ao progresso ou desdobramento.

“Kali é a materialização da creação, preservação e aniquilação. Ela inspira repúdia e amor ao mesmo tempo. Como uma tendência desintegradora, Kali é representada em preto ‘pois todas cores desaparecem no negro, portanto todos os nomes e formas nela desaparecem’ (Thanirvana Tantra). A densidade da escuridão é também identificada com a consciência massiva, compacta, sem divisões, pura. Em hinos tântricos à deusa Kali, ela é descrita como ‘digambar’, trajada no espaço, em sua nudez, ela está livre de qualquer cobertura de ilusão. Ela tem o peito inflado, sua maternidade, uma creação incessável denotando preservação. Seu cabelo desgrenhado, ‘Clokeshi’, forma uma cortina de morte que permeia a vida com mistério. Sua grinalda de cinquenta cabeças humanas representando uma das cinquenta letras do alfabeto sânscrito, simboliza o repositório de poder e conhecimento; as letras são elementos sonoros nucleares simbolizando o poder dos mantras. Ela veste um cinto de mãos humanas, mãos são os principais instrumentos de trabalho e portanto significam a ação do Karma ou relações acumuladas para serem desfrutadas em nascimentos subsequentes, constatemente relembrando que a liberdade suprema é condicionada pelos frutos das ações perpetradas. Seus três olhos governam as três forças de Creação, Preservação e Destruição. Seus dentes brancos, símbolos de Sattvas, a inteligência translúcida, pressionam sua língua vermelha para fora da boca, indicativa de Rajas, um nível determinado de existência conduzindo para Tamas, inércia.

Kali tem quatro mãos, uma mão esquerda porta uma cabeça separada, indicando destruição, e a outra carrega a espada da exterminação física, com a qual ela corta a linha da escravidão. Suas duas mãos da direita expulsam o medo e exortam para força espiritual. Ela é o poder imutável, ilimitado, primordial (Adyasakti), atuando no grande drama despertando o imanifesto Shiva, um observado passivo. Sua unidade inseparável reflete a não dualidade.”

Iniciação a Thanatos

Uma das mais profundas iniciações da Magia é a de Thanatos ou morte. Em Aeons passados a fórmula para experienciar Thanatos e Eros era através do sacrifício, onde o ego inferior morria e com ele as paixões e era ressuscitado mais tarde em um Novo Eu. A fórmula sacrificial era útil no velho Aeon de Osíris pois trazia liberação (Moksha) do Verdadeiro Eu do ciclo de recorrência eterna. Após esta experiência a alma recém-nascida começa a reencarnar, no verdadeiro sentido da palavra, e ganhar experiência. A experiência e gradução supremas para esta alma é a iniciação de Thanatos, onde através de ritos sexuais, os medos e destruições das facetas Qlipphóticas do Universo são tão necessárias como os aspectos Sephiróticos e tudo é consumido na paixão erótica de Kali.

Para algum mago, pode ser possível que ele tenha encontrado seu Verdadeiro Eu em Aeons prévios, portanto seu trabalho, nesta época, é aplicar aquela Vontade para plena manifestação. Para outros, simplesmente a descoberta do Eu Verdadeiro será tarefa suficiente. É imperativo notar a diferença ! A magia de Kali toma o mago que encontrou seu Verdadeiro Eu e o empurra além para a plena manifestação (Humano Superior). Da mesma maneira, a descoberta do Eu Verdadeiro é um pré-requisito para esta forma de trabalho.

Trabalhos preliminares focalizados em meditações sobre a morte, como as quarenta meditações da morte no Budismo ou o Liber HHH, seção AAA (de Crowley) são úteis, contudo, meditações em cemitérios não podem ser superadas.

A iniciação a Thanatos usa as imagens da morte, volência, medo e dor e é baseada nos Princípios de Reversão Sensorial. Na feitiçaria de Kali as imagens reúnem os dois aspectos da energia universal, positividade e negatividade e através de sua interação cria uma nova força. Este processo é afim à dialética filosófica de Hegel, onde Tese + Antítese = Síntese. Contudo, o duelo pessoal de imagens de vida e morte é de longe mais imperativo do que uma discussão filosófica. A iniciação em Thanatos reúne sexo e morte, gosto e desgosto, forçando o mago a experienciar todas as coisas sem respeito a preferências, gostos, normalidades, etc. É a mais terrível de todas as iniciações e engloba a experiência tradicional de “cruzar o Abismo”.

Esta experiência usa os opostos diretos do que experienciamos para mostrar a totalidade do universo e portanto oferece a maior libertação possível e ainda, é uma das maiores demandas de todo o ocultismo, magia e tantrismo.

O Solo de Cremação

O solo de cremação é a cena da iniciação, aqui o mago é despido de todos suportes e máscaras. Thanatos e Eros atuam como os aspectos duais de uma força, sua Shakti ou Kali, que materializa as forças e o ritual torna-se um ato simbólico de necrofilia onde o processo sexual leva-o diretamente a um encontro sexual com o equilíbrio entre vida e morte. Isto é acompanhado por imagens de violência e intoxicação intensas.

As imagens de violência são um imperativo ao processo, elas demonstram a finalidade do ciclo de sofrimento a respeito da vida mortal e destrói as ilusões finais dentro da mente do mago. Sadomasoquismo é normalmente usado para aprimorar a experiência, entretanto, morte e dor não são o objeto mas são postos como aspectos do processo para experienciar a Vontade Verdadeira. Em tempos antigos, os Thuggi levaram este aspecto muito longe e literalmente usavam de violência e assassinato em sua adoração a Kali. Isto é o mais distante que você pode estar da feitiçaria de Kali ! O uso de imagens violentas e conceitos de morte levam o iniciado a um estado pessoal de confusão onde a morte e a vida, sofrimento e prazer, emergem num redemoinho de frenesi sexual e emoção, amor, ódio, terror, beleza. Através disto um novo sentido despontapor sobre estas dualidades e forma uma experiência suprema do Eu Verdadeiro manifestando-se nos veículos inferiores aperfeiçoados. Apenas através deste processo de ‘cruzar o Abismo’ é que é possível a total manifestação da consciência do Humano Superior.

A Sombra

” O confronto de alguém com seu próprio mal pode ser uma experiência mortificante, similar à morte, mas como esta, está além do significado pessoal de existência, representando o primeiro estágio no encontro do Eu. Não há, de fato, acesso ao inconsciente e da nossa própria realidade a não ser através da Sombra. Apenas quando percebemos aquela parte de nós mesmos que até agora não havíamos visto ou preferimos não enxergar podemos então prosseguir com a busca e encontrar as fontes da qual se alimenta e a base na qual se sustenta.

“Portanto, nenhum progresso ou crescimento na análise é possível até que a Sombra esteja adequada e confrontar significa mais do que meramente conhecer sobre ela. Não até que fiquemos verdadeiramente chocados de nos vermos como realmente somos, ao invés de como desejamos ou esperançosamente assumimos que somos, que poderemos tomar o primeiro passo em direção à individualidade.”

A Busca Simbólica (The Symbolic Quest),de Edward C. Whitmont

O exerto acima sugere que a experiência similar à morte é disparada através do encontro com a Sombra. A Sombra é melhor entendida como a faceta do ego inferior que nos força ao conflito dentro do inconsciente para que uma experiência mais plena do Eu Verdadeiro seja possível. Esta Sombra é responsável pelos terrores que experimentamos nos primórdios de nosso treinamento oculto e os períodos de crise que experimentamos logo após começarmos nossa busca iniciática. Deste modo é algumas vezes conhecida como o “Habitante da Entrada”. Esta força de crise leva-nos a nos ver como realmente somos e é o primeiro passo no processo que deve desembocar na Iniciação a Thanatos. A relação entre a Sombra e o Ego é refletida de perto na dualidade de Set e Hórus, escondido dentro da força de Hórus está o aspecto oculto de Set. Set é como a Sombra, mas numa base macrocósmica. Ele purifica o planeta para prepará-lo para uma plena experiência de despertar, este sendo a visão de Ain, que é na realidade a verdadeira natureza da Sombra ou Set exaltado.

Kali como Matriz Iniciática

Kali é, portanto, a mais alta matriz iniciática. Ela resume sob um glifo as imagens de vida e morte e oferece as experiências de Thanatos e Eros moldadas juntas para levar a uma iniciação final nas Supernais. As verdadeiras técnicas da Iniciação a Thanatos são as de reversão dos sentidos, entretanto, o fator chave da feitiçaria de Kali é a de que ela é intensamente pessoal e altamente destrutivaantes de ser construtiva.

Oferece a maior experiência iniciática possível, a dissolução de todas as barreiras entre os veículos inferiores e o Eu, a transfiguração do Humano Superior através da total visão da realidade.

Para completar este capítulo, repetiremos a velha oração a Kali encontrada em Chandi, Capítulo Cinco, versos 16-80 :

Aquele poder que é definido como consciência em todos os seres,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Aquele poder que é conhecido como razão em todos os seres,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Aquele poder que existe em todos os seres como fome,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Aquele poder que existe em todos os seres como Sombra,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Aquele poder que existe em todos os seres como energia,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Aquele poder que existe em todos os seres na forma de sede,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Aquele poder que existe em todos os seres na forma de ilusão,
Reverência a ela, reverência a ela, reverência a ela,
Reverência, reverência.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/iniciacao-a-thanatos/

O mantra da chave enochiano

Tamosauskas

Em 22 de abril de 2022 publicamos um breve estudo no Telegram  do grupo enochiano.com.br. Basicamente tratava-se da tabulação de todas as palavras usadas nas Chamadas Enoquianas em uma única planilha.

Em seguida se ordenou estas palavras por número de repetições de forma a se identificar as com maior ocorrência. Facilmente, destacaram-se as 12 palavras mais recorrentes e todas as invocações. Estas são listadas abaixo, já com sua tradução, conforme o dicionário enochiano de Donald C. Laycock:

  • od – e
  • chis – são
  • ds – aqueles, que
  • ta – 1. como, 2. você
  • zacar – mover
  • bagle – porque
  • mad – Deus
  • soba – Cujo, aquele que
  • zamran – se mostra, aparece
  • lap – para
  • odo – 1. abrir, 2. cacodemonios
  • qaa – criação

Colocando em ordem de recorrências as 12 palavras formam a frase:

OD CHIS DS TA ZACAR BAGLE MAD SOBA SAMRAN LAP ODO QAA

Algumas traduções possíveis seriam:

“E vocês são aqueles que se movem porque Deus se mostra para abrir a Criação.”

ou

“E são aqueles que como vocês se movem, porque Deus aparece na abertura da Criação.”

Usos do mantra da chave

Como a tradução fala de uma Abertura da Criação, a frase foi chamada de Mantra da Chave e seu uso foi proposto como uma forma rápida de em uma frase citar por referência todas as 19 chamadas. Contudo o mantra continuou sem uma aplicação realmente prática nas semanas seguintes senão como uma forma de meditação e contemplação. Apenas descobrimos com o tempo que em alguns casos – se a pessoa já está dentro da egrégora enochiana – o uso deste mantra antes de dormir pode as vezes induzir “sonhos enochianos” muitíssimos interessantes.

Um uso magístico mais concreto desta formula foi descoberto apenas um mês e depois, quando usei o Mantra da Chave de forma intuitiva como uma maneira simples, quase xamânica de se invocar uma entidade. Para isso, repeti alternadamente o mantra com o nome de um anjo com vogais prolongadas:

OD CHIS DS TA ZACAR BAGLE MAD SOBA SAMRAN LAP ODO QAA

GAAAAAAAAALLLLLLLLVAAAAAAAAH…

Esta técnica ainda precisa ser melhor pesquisada e não tenho garantia alguma de que funcionará sempre nem com todas as entidades. Contudo o trabalho com Galvah está sendo bastante significativo e será publicado em um artigo futuro.


Saiba mais sobre Magia Enochiana em Enoquiano.com.brInstagram , Telegram

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/um-mantra-enochiano/

Caos nas Ruas com os 40 servidores

“Não importa se o Terrorismo Poético é dirigido a apenas uma ou várias pessoas, se é “assinado” ou anônimo: se não mudar a vida de alguém, ele falhou.”
– Hankim Bey, Caos: Panfletos  do Anarquismo Ontológico.

Chegou a hora de tirar os 40 servidores da internet e materializá-los no mundo real. A prática apresentada a seguir se baseia no uso de terrorismo poético e psico-geografia como forma de entrar em contato e de agradecer operações de sucesso dos servidores.

O que fazer?

1. Imprima o cartaz do servidor (pdf aqui)
2. Assine com seu Sigilo Pessoal
3. Exponha a obra em seu território mágicko.

Um território mágicko é um lugar ou evento que esteja afinado com a essência do servidor. Um cemitério por exemplo é claramente afinado com A Morte, uma maternidade com a A Mãe. No final deste artigo existe sugestões de territórios mágickos para cada um dos 40 servidores.

Por que fazer?

Estas intervenções artísticas foram criadas com a imagem do servidor, sigilo, mantra e um QR Code por onde curiosos poderão conhecer mais sobre os servidores. Isso tem quatro efeitos:

1. Entrar em contato com a ideia universal daquele servidor. A adrenalina de fixar o cartaz em locais proibidos, estranhos ou expostos demais é por si só uma maneira de lançar o sigilo, dai a importância do sigilo pessoal estar junto.

2. Fazer uma oferta e agradecer o servidor pela inserção da sua imagem em uma atmosfera semelhante a ele.

3. Mudar a vida das pessoas. Ser o sinal que às pessoas tanto pedem aos céus – mas não da forma como elas esperam.

4. Criar um efeito viral.

Imagine por exemplo que ao caminho de uma reunião dos Alcoólicos Anônimos um alcoólatra se depare com o cartaz d’A Casta. Essa pessoa pode investigar no QR Code e conhecer a Casta em primeira mão, criando um ciclo que retro-alimenta os servidores e beneficiará todos os que utilizarem eles no futuro.

Como fazer?

Na medida do possível procure locais e eventos com grande circulação de pessoas. Quanto mais exposição melhor. Tente posicionar os cartazes em locais de difícil acesso mas de fácil visualização para evitar que sejam retirado facilmente. Fita adesiva transparente pode ser usada para fixar o cartaz e  desencorajar a remoção e ainda possui o benefício de proteger a imagem contra o clima adverso.

Não esqueça de assinar o cartaz com seu Sigilo Pessoal. Isso é importante para deixar a sua marca com aquele servidor. Se você ainda não tem um sigilo pessoal é só eliminar as letra repetidas do seu nome ou motte mágicko e organizá-las em um desenho.

Como alternativa você pode usar os cartazes para atingir apenas sua comunidade local. Neste caso use lugares significativos na sua história pessoal, na porta de casa, locais de primeiros encontros, memórias fortes e acontecimentos pessoais relevantes.

Faça aqui o Dowload dos 40 cartazes

Onde fazer?

A Aventureira: Locais recém inaugurados, locais onde crianças brincam.

A Harmonizadora: Ambientes naturais como parques, bosques, rios e cachoeiras.

A Lasciva: Motéis, locais populares de encontros e becos de sexo.

A Casta: Escolas religiosas, Clínicas de reabilitação, Alcoólicos Anônimos.

O Maestro: Estátuas de grandes personalidades, prefeituras , sedes de grandes empresas, tribunais e casa do governo.

O Contemplador: Locais onde às pessoas vão para ficar sozinhas.

A Dançarina: Locais abandonados, estabelecimentos comerciais fechados e falidos

A Morte: Cemitérios, Necrotérios, Funerárias

O Esgotado: Locais onde idosos se reúnem, asilos, casas de repouso, pousadas e recantos de férias.

O Desesperado: Locais onde houveram crimes violentos ou suicídios.

O Diabo: Locais onde adolescentes costumam ser expulsos. Boates,  Bares, Puteiros. Também Shows de Rock, Raves e Pancadões.

O Explorador: Museus, Centros Culturais, Agências de Viagens.

O Olho: Marcos históricos e monumentos.

O Pai: Escolas de Ensino Médio, Academias de Arte Marciais, Academias militares.

O Consertador: Advocacias, Academias, Financeiras, Oficinas, Caixas Eletrônicos.

A Afortunada: Locais lindos e ou luxuosos, Parques de Diversões, Shoppings Centers.

O Porteiro: Entradas, Portões, Elevadores, Catracas, Semáforos, Pedágios e Cancelas de Estacionamento.

O Doador: Sedes de Ongs, Feiras e Exposições de Negócios, Prédios Comerciais

O Guru: Escritórios, Espaços CoWorking, Incubadoras de empresas

A Curadora: Hospitais, consultórios e clínicas terapêuticas.

A Ideia: Lugares absurdos e inesperados, Galerias, Exposições Artísticas, Teatro.

O Levitador: Mirantes, Coberturas, Faróis, O Pontos mais alto da cidade.

A Bibliotecária: Livrarias, Arquivos, Bibliotecas.

Os Amantes: Locais românticos ou onde casais passeiam e namoram.

O Mestre: Templos, locais sagrados e solos santos.

A Mídia: Bancas de Jornal, Agências de publicidade, Redações, sedes de grandes editoras, rádios e emissoras.

O Mensageiro: Clínicas de Psicologia, também  Agências de Correios, postos telefônicos, pontos de wi-fi gratuito.

O Monge: Mosteiros, Retiros, Locais Silenciosos e Tranquilos.

A Lua: Departamentos de investigação pública e privada, Laboratórios de Análises Clínicas.

A Mãe: Maternidades, Clínicas de Fertilização, Berçários e Escolas de Educação Infantil

O Opositor: Centros representativos da opressão local (ex. sede do parti

O Planeta: Árvores, de preferências enormes e centenárias. Também planetários e observatórios astronômicos.

O Protetor: Guaritas, Vigias, Bancos, Sedes de segurança patrimonial.

A Protestadora: Locais onde costumam ocorrer manifestações públicas. De preferência durante elas.

O Abre-Caminhos: Saídas de Emergência, Estradas, Avenidas, Rod

O Santo: Quadros e murais de avisos populares e associação de bairro.

A Vidente: Postes telefônicos e locais próximos a câmeras de  vigilância.

O Sol: Locais com muito céu aberto (ex. praias, parques grandes, represas) onde as pessoas tomam sol.

O Pensador: Universidades, faculdades e centros de pesquisa.

A Bruxa: Círculos de pedras, Linhas Ley, Locais místicos, folclóricos ou com fama de serem assombrados.

Tamosauskas

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/caos-nas-ruas-com-os-40-servidores/

Mantras

No Mundo Ocidental só recentemente se fala em “mantra”, porém desde épocas remotas os orientais já utilizavam palavras e frases, na maioria das vezes sem sentido literal algum, com a finalidade de obterem certos resultados psíquicos e somáticos, constituindo-se assim os mantras.

No Ocidente, somente os iniciados “de algumas Doutrinas, como os Rosacruzes, utilizavam equivalente de mantra que são as vocalizações (emissão de sons de vogais)”.

Recentemente foi retirado o véu de mistérios que envolviam muitos conhecimentos de algumas doutrinas e com isto vários livros de ocultismo, de exercícios de mediação, de orientação para “relax”, etc. foram publicados e muitos deles inundaram o ocidente com uma série de mantas.

O termo mantra é de origem sânscrita, e de uma forma lata os mantras podem ser considerados versos de algumas obras védicas usados para encantamentos e feitiços, contudo num sentido mais profundo, significa muito mais do que isso. Em essência, não se trata propriamente de palavras de poder, e sim de combinações de sons capazes de funcionarem como suporte mágico para a mente.

A origem dos mantras é muito remota e a maior parte deles em uso atualmente foi retirado de alguns livros que os brahmanes mantiveram cuidadosamente guardados, pois cada mantra é capaz de produzir um determinado efeito físico ou psíquico imediato.

De uma certa forma os Mantras sempre foram usados na magia oriental, como se pode ver pelos MAMNTRA-TANTRA-ZASTRA, obras que se referem à magia em geral, e aos encantamentos “em particular”.

Dizem os mantra-vid (conhecimentos dos Mantras) que os mantras são mais invocações mágicas do que orações religiosas propriamente.

Um mantra também tem sentido não esotérico, tais como: linguagem sagrada, sentença, hino védico, salmo, conjuro, verso ou fórmula mística de encantamentos. Não nos interessa nesta palestra fixar com precisão o significado do termo, mas apenas analisar se eles funcionam e, se afirmativo, quais os princípios cientificamente comprovados a que estão ligados.

Nosso intento nesta palestra é explicar alguns detalhes importantes a respeito das razões dos mantras, das suas bases, desmistificando alguns aspetos e, de uma forma sucinta, advertir sobre as suas finalidades, sem esquecer de citar também as possibilidades negativas que eles podem oferecer e ainda sobre possíveis perigos que eles podem acarretar quando praticados de forma indiscriminada.

Como vimos antes, mantras, em essência, são vocalizações, são determinadas emissões sonoras com um certo ritmo, tom, e intensidade. Geralmente é constituído por palavras em significado aparente, mas cuja finalidade é proporcionar certos efeitos místicos e psíquicos. Por extensão podemos incluir nesse conceito algumas frases, palavras, ou até mesmo os sons das vogais.

Qual é, portanto, o “modus operandi” dos mantras? – Um som precisamente pronunciado pode despertar vibrações ressonantes nos mundos do hiper físico e com isso despertar reações, ativar comandos, e isso por certo se fazer sentir no mundo físico. Já vimos que uma vibração de uma determinada nota sonora ativa a vibração de todas as notas ressonantes no “Teclado Cósmico de Vibrações”.

Como citamos antes, uma vibração é suscetível de originar uma outra vibração em diferentes elementos. Quando uma nota musical é tocada num piano, mesmo que só uma corda seja golpeada, ainda assim outras cordas vibram também. Não são todas as outras cordas que vibram conjuntamente, apenas algumas. Isto é o que se chama ressonância e há leis físicas, que regem essa manifestação, sobre a qual há suficientes estudos efetuados pela ciência. Mas, não são somente outras cordas que entram em vibração, outros objetos também podem fazer isso como, por exemplos, cristais, vidros, até mesmo coisas grandes e pesadas podem vibrar quando uma nota musical é produzida.

Na verdade os sons podem ressoar até mesmo além do mundo físico, desde que no Universo tudo é integrado; no Cosmos todas as coisas se interligam. Por isto, um mantra adequado é capaz de provocar ressonância em muitos níveis cósmicos. A ressonância de um som necessariamente não se faz sentir apenas sobre a natureza física das coisas, mas também em níveis mais sutis da natureza humana. Assim é que sentimentos e emoções podem, de alguma forma, ser afetados pelos sons.

Para nós Ocidentais isto parece algo absurdo, uma tolice, tão somente uma perda de tempo, pura e simplesmente uma prática inócua, porém vejamos esse assunto com um tanto mais de profundidade, procurando estabelecer comparações com certos fenômenos acústicos conhecidos pela ciência atual.

O que é uma vogal? O que é uma palavra ou uma frase senão um som ou um conjunto de sons…? – Quando um som é emitido ele tem como fonte alguma coisa que vibra, quer seja uma corda vocal do laringe; quer seja uma corda, uma palheta, ou uma membrana de um instrumento musical, sem esquecer que até mesmo o atrito de duas superfícies podem emitir sons. Uma coisa, porém é certa, quando um som é emitido sempre deve haver algo vibrando para produzi-lo, pois se trata de uma manifestação essencialmente vibratória regida, portanto, pelas leis comuns da mecânica ondulatória, por esta razão um mantra é mais do que simplesmente uma oração religiosa. Em essência é uma forma de invocação mágica poderosa.

Eis o primeiro ponto que temos que fixar em mente: Para que possa ocorrer um efeito de um som ele deve ter vibrações precisas, pois, assim como uma nota musical de um piano não faz vibrar todas as cordas, um determinado som pode não ser ressonante com aquilo sobre o que se pretende atuar. Assim, um mantra deve ser entoado com precisão para que um determinado fim possa ser atingido.

O canto também, quando devidamente composto, tem uma finalidade esotérica precisa, bem assim como a vocalização de determinadas sílabas. Quando usadas com precisão, as vocalizações podem determinar a liberação de várias forças sobre quem canta e sobre quem escuta. Cada som tem uma freqüência vibratória própria e que ao ser entoada, cantada, ou mesmo pronunciada, pelo já citado efeito da ressonância, algum órgão do corpo começa a sofrer alterações, passando a funcionar mais ou menos ativamente. As glândulas de secreções internas que regulam muitas funções importantes do organismo respondem à ação vibratória dos sons, eis o porquê das vacas produzirem mais leite quando escutam determinadas músicas, e das galinhas botarem mais ovos em cada período de postura, com foi citado em outra palestra desta série. Não restam dúvidas de que os sons causam efeitos tanto na área somática quanto na psíquica do indivíduo e disto não se poder dizer que os mantras sejam algo sem sentido válido.

No organismo a atuação dos mantras não se faz apenas sobe as glândulas de secreções internas, também se faz sobre o próprio cérebro de uma forma bem definida. No tema O PODER DOS SONS, nós vimos como as condições emocionais podem ser afetadas pelos sons.

Já podemos compreender que os mantras atuando sobre as glândulas podem ser utilizadas para melhorar a saúde da pessoa, e mesmo para curar certas afecções, contudo não é bom esquecer que toda moeda tem duas faces, eles também podem prejudicar, por isto é vital que o discípulo seja assistido por um competente “guru” ou, mais precisamente, por um mantra-vidyâ (conhecedor dos mantras).

Afirmamos que é lícito utilizar os sons para as necessidades pessoais, mas não de modo indiscriminado. Não se deve utilizar tudo aquilo que se vai encontrando pelo mundo à fora, há necessidade de “se separar o joio do trigo”. A sensatez requer que seja investigada também a origem de um mantra antes que a pessoa passe a utilizá-lo. Do manancial de mantras que existem por aí citados em inúmeros livros e ensinados por pessoas não devidamente qualificados, perguntamos, então, se todos são capazes de desenvolver uma ação efetiva, sutil, e benéfica. Por acaso não pode alguns deles haver sido manipulados e adulterados pela “conjura”? Por acaso eles seriam imunes à ingerência de certas forças que sempre procuraram influir em todas as atividades humanas? – Evidentemente não, por isto se torna difícil se saber exatamente o que um determinado mantra é capaz de provocar numa pessoa.

Conhecemos casos de pessoas que após o uso de certos mantras, mesmo visando um fim aparentemente válido, sofreram distúrbios orgânicos sérios, ocorreram sintomas que desapareceram apenas com a suspensão dos exercícios. Por isto não se deve tentar essa prática, quando oferecida sem que haja alguma garantia dada por uma fonte idônea. Assim, podemos dizer que há mantras cuja finalidade é exatamente causar prejuízo aos seres humanos. As mãos dos “magos negros” sempre se estenderam até onde puderam e, por certo, não pouparam os mantras.

Também, podem existir mantas criados por algum incompetente e que na realidade não provocam efeito algum restando, apenas, a perda de tempo precioso que poderia ser usado para outras finalidades.

Sobre os mantras, diz a Doutrina Secreta: “É o mais eficaz e poderoso agente mágico e a primeira das chaves para se abrir a porta da comunicação entre os mortais e os imortais”.

Por meio de um mantra a mente pode entrar em “alfa”, o cérebro pode passar a vibrar numa freqüência adequada para que ocorra uma precisa expansão da consciência e assim outros planos e universos relativos possam ser abandonados”.

Tal como acontece com os símbolos e rituais, assim também determinados sons quando devidamente entoados podem servir de linguagem entre o mundo material e o de outros planos de existência.

Independentemente desta ação direta, o mantra serve também para fortalecer a vontade da pessoa, condicionando a mente para a consecução de algo que se visa obter, como aquela inerente aos símbolos e aos rituais.

Autor: José Laércio do Egito – F.R.C.

#MagiaPrática #Mantras

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mantras

Apoteose Humana

(clique para ampliar)

Langdon se virou de costas para Katherine, encarou a parede curva e sussurrou bem baixinho:

– Katherine, aqui é sua consciência falando. Por que você abandonou Robert?

Katherine parecia já conhecer as espantosas propriedades acústicas da cúpula… pois a parede sussurrou de volta.

– Porque Robert está sendo um medroso. Ele deveria vir até aqui comigo. Ainda temos muito tempo (…)

Langdon sabia que ela estava certa e, com relutância, foi contornando a galeria, mantendo-se grudado à parede o tempo todo.

– Este teto é absolutamente incrível – comentou Katherine maravilhada, com o pescoço esticado para abarcar o imenso esplendor da Apoteose acima dela. – Deuses míticos misturados com inventores e suas criações? E pensar que esta é a imagem no centro do nosso Capitólio.

Langdon voltou os olhos para cima na direção das gigantescas formas de Franklin, Fulton e Morse ao lado de seus inventos tecnológicos.

Um arco-íris brilhante se projetava a partir desses personagens, guiando o olhar de Langdon para George Washington, que subia aos céus em cima de uma nuvem. A grande promessa do homem que se torna Deus.

– É como se toda a essência dos Antigos Mistérios estivesse pairando sobre a Rotunda – disse Katherine.

Langdon tinha de admitir que não havia muitos afrescos no mundo que fundiam invenções científicas com deuses míticos e apoteose humana. A espetacular coleção de imagens do teto era de fato uma mensagem dos Antigos Mistérios e estava ali por um motivo. Os pais fundadores tinham imaginado os Estados Unidos como uma tela em branco, um campo fértil sobre o qual poderiam lançar as sementes dos mistérios. Hoje, aquele ícone sublime – o pai da nação subindo as céus – pairava silenciosamente sobre os legisladores, líderes e presidentes do país… um lembrete arrojado, um mapa para o futuro, a promessa de um tempo em que o homem iria evoluir rumo à maturidade espiritual completa.

– Robert – sussurrou Katherine com os olhos ainda fixos nas enormes figuras dos grandes inventores norte-americanos acompanhados por Minerva -, esse afresco é profético. Hoje em dia, as invenções mais avançadas estão sendo usadas para estudar as idéias mais antigas. A noética pode ser uma disciplina nova, mas é a ciência mais antiga do mundo: o estudo da mente humana. – Ela se virou para Langdon, maravilhada. – E estamos aprendendo que os antigos compreendiam o pensamento de modo mais profundo do que compreendemos hoje.

– Faz sentido – retrucou o professor. – A mente humana era a única tecnologia à disposição dos antigos. Os primeiros filósofos a estudaram de forma incansável.

– Isso mesmo! Os textos antigos são obcecados pelo poder da mente humana. Os Vedas descrevem o fluxo da energia mental. A Pistis Sophia fala sobre a consciência universal. O Zohar explora a natureza da mente-espírito. Os textos xamanísticos predizem a “influência remota” de Einstein em termos de cura a distância. Está tudo lá! E olhe que eu nem comecei a falar da Bíblia.

– Você também? – brincou Langdon. – Seu irmão tentou me convencer de que a Bíblia está cheia de informações científicas cifradas.

– Mas está mesmo – disse ela. – E, se você não acredita em Peter, leia alguns dos textos esotéricos de Newton sobre as Escrituras. Quando começar a entender as parábolas crípticas, Robert, você vai perceber que a Bíblia é um estudo da mente humana.

Langdon encolheu os ombros.

– Acho que vou ter que ler tudo de novo.

– Deixe-me fazer uma pergunta – disse ela, obviamente sem apreciar seu ceticismo. – Quando a Bíblia nos diz que devemos “construir nosso templo” e fazer isso “sem ferramentas e sem ruído”, de que templo você acha que ela está falando?

– Bem, o texto diz que o nosso corpo é um templo.

– Sim, em Coríntios 3:16. Vós sois o templo de Deus. – Ela sorriu. – E o Evangelho segundo João diz exatamente a mesma coisa. Robert, as Escrituras sabem muito bem o poder que existe latente em nós, e nos incentivam a dominar esse poder… a construir os templos de nossas mentes.

– Infelizmente, acho que grande parte do mundo religioso está esperando que um templo de verdade seja reconstruído. Isso faz parte da Profecia Messiânica.

– Sim, mas deixa de lado um ponto importante. O Segundo Advento é o do homem, o instante em que a humanidade finalmente constrói o templo de sua mente.

– Não sei – disse Langdon, esfregando o queixo. – Não sou nenhum estudioso da Bíblia, mas tenho quase certeza de que as Escrituras descrevem em detalhes um templo físico que precisa ser construído. Segundo a descrição, a estrutura seria dividida em duas partes: um templo externo chamado Santo e um santuário interno chamado Santo dos Santos. As duas partes estão separadas uma da outra por um fino véu.

Katherine sorriu novamente.

– Bela memória bíblica para um cético. Aliás, você já viu um cérebro humano de verdade? Ele é constituído por duas partes: uma externa, chamada dura-máter, e outra interna, chamada pia-máter. Essas duas partes são separadas pela membrana aracnóide, um véu de tecido que parece uma teia de aranha.

Langdon inclinou a cabeça, surpreso.

Com delicadeza, ela ergueu a mão e tocou a têmpora de Langdon.

– Existe um motivo para temple, em inglês, significar tanto “têmpora” quanto “templo”, Robert.

Enquanto Langdon tentava processar o que Katherine acabara de dizer, lembrou-se inesperadamente do Evangelho gnóstico segundo Maria: Onde a mente está, lá está o tesouro.

– Talvez você tenha ouvido falar – disse Katherine, baixando o tom de voz – nos exames de ressonância magnética feitos em iogues meditando. Quando em estado avançado de concentração, o cérebro humano produz, por meio da glândula pineal, uma substância parecida com cera. Essa secreção cerebral não se parece com nenhuma outra substância do corpo. Ela tem um efeito incrivelmente curativo, é capaz de regenerar células e talvez seja um dos motivos por trás da longevidade dos iogues. Isso é ciência, Robert. Essa substância tem propriedades inconcebíveis e só pode ser criada por uma mente em estado de profunda concentração.

– Eu me lembro de ter lido sobre isso alguns anos atrás.

– E, falando nisso, você conhece o relato da Bíblia sobre o “maná dos céus”? Langdon não via ligação alguma entre os dois assuntos.

– Está se referindo à substância mágica que caiu do céu para alimentar os famintos?

– Exatamente. Dizia-se que essa substância curava os doentes, dava a vida eterna e, estranhamente, não produzia dejetos depois de consumida. – Katherine fez uma pausa, como se estivesse esperando que ele entendesse. – Robert – insistiu ela -, um alimento que caiu do céu? – Ela cutucou a própria têmpora. – Que cura o corpo por magia? Que não gera dejetos? Ainda não entendeu? São palavras em código, Robert! Templo é um código para “corpo”. Céu é um código para “mente”. A Escada de Jacó é a sua coluna vertebral. E o maná é essa rara secreção produzida pelo cérebro. Quando você vir essas palavras cifradas nas Escrituras, preste atenção. Elas muitas vezes são sinais de um significado mais profundo escondido sob a superfície.

Katherine passou a falar rápido, explicando como a mesma substância mágica aparecia em todos os Antigos Mistérios: néctar dos deuses, elixir da vida, fonte da juventude, pedra filosofal, ambrosia, orvalho, ojas, soma. Depois começou a dar uma longa explicação sobre como a glândula pineal representava o olho de Deus que tudo vê.

– Segundo Mateus 6:22 – disse ela com animação -, “Quando o teu olho for bom, todo o teu corpo terá luz”. Esse conceito também é representado pelo chacra ajna e pelo pontinho na testa dos hindus que…

Katherine se deteve abruptamente, parecendo encabulada.

– Desculpe… sei que estou falando sem parar. Mas é que acho tudo isso tão emocionante! Passei anos estudando as afirmações dos antigos sobre o incrível poder mental do homem, e agora a ciência está nos mostrando que o acesso a esse poder se dá, na verdade, por meio de um processo físico. Se usado corretamente, nosso cérebro pode invocar poderes literalmente sobre-humanos. A Bíblia, como muitos textos antigos, é uma exposição detalhada da máquina mais sofisticada de todos os tempos… a mente humana. – Ela deu um suspiro. – Por incrível que pareça, a ciência ainda não alcançou todo o potencial da mente.

– Parece que seu trabalho com a noética vai representar um salto à frente nessa área.

– Talvez seja um salto para trás – disse ela. – Os antigos já conheciam muitas das verdades científicas que estamos redescobrindo atualmente. Em questão de anos, o homem moderno será forçado a aceitar algo hoje impensável: nossas mentes podem gerar energia capaz de transformar a matéria física. – Ela fez uma pausa. – As partículas reagem aos pensamentos… o que significa que nossos pensamentos têm o poder de mudar o mundo.

Langdon abriu um leve sorriso.

– Minha pesquisa me fez acreditar nisto: Deus é muito real… uma energia mental que permeia tudo – disse Katherine. – E nós, seres humanos, fomos criados a essa imagem…

– Como assim? – interrompeu Langdon. – Criados à imagem de… uma energia mental?

– Exatamente. Nossos corpos físicos evoluíram com o tempo, mas nossas mentes é que foram criadas à semelhança de Deus. Nós estamos levando a Bíblia muito ao pé da letra. Aprendemos que Deus nos criou à sua imagem, mas não são nossos corpos físicos que se assemelham a Deus, são nossas mentes.

Langdon se calara, totalmente fascinado.

– É esse o verdadeiro presente, Robert, e Deus está esperando que entendamos isso. Pelo mundo todo ficamos olhando para o céu à procura de Deus… sem nunca perceber que Ele está esperando por nós. – Katherine fez uma pausa, dando tempo para aquelas palavras serem absorvidas. – Nós somos criadores, mas ainda assim ficamos ingenuamente fazendo o papel de criaturas. Vemos a nós mesmos como ovelhas indefesas, manipuladas pelo Deus que nos criou. Mas, quando percebermos que somos realmente feitos à imagem do Criador, vamos começar a entender que nós também devemos ser criadores. Assim que entendermos esse fato, as portas do potencial humano irão se escancarar.

Langdon se lembrou de um trecho da obra do filósofo Manly P. Hall: Se o infinito não quisesse que o homem fosse sábio, não teria lhe dado a faculdade de saber. Langdon tornou a erguer os olhos para A Apoteose de Washington – a ascensão simbólica do homem à divindade. A criatura… se transformando em Criador.

– O mais incrível de tudo – disse Katherine – é que, assim que nós, humanos, começarmos a dominar nosso verdadeiro poder, teremos enorme controle sobre o mundo. Seremos capazes de projetar a realidade em vez de simplesmente reagir a ela.

Langdon baixou os olhos.

– Parece… perigoso.

Katherine ficou surpresa… e impressionada.

– Isso, exatamente! Se os pensamentos afetam o mundo, então precisamos tomar muito cuidado com a maneira como pensamos. Pensamentos destruitivos também têm influência, e todos sabemos que é muito mais fácil destruir do que criar.

Langdon pensou em todas as histórias sobre a necessidade de proteger o antigo saber dos não merecedores e de compartilhá-lo apenas com os iluminados. Pensou no Colégio Invisível e no pedido do grande cientista Isaac Newton a Robert Boyle para que guardasse “total silêncio” sobre seu estudo secreto. Ele não pode ser divulgado, escreveu Newton em 1676, sem imensos danos para o mundo.

– Houve, no entanto, uma reviravolta interessante – disse Katherine. – A grande ironia é que, durante séculos, todas as religiões do mundo incentivaram seus seguidores a abraçar os conceitos de fé e crença. Agora a ciência, que passou muitos séculos desprezando a religião ao considerá-la mera superstição, está sendo obrigada a admitir que sua próxima grande fronteira é literalmente a ciência da fé e da crença… o poder da convicção e da intenção. A mesma ciência que erodiu nossa fé nos milagres está agora construindo uma ponte para atravessar o abismo que criou.

Langdon passou um bom tempo pensando nas palavras dela. Bem devagar, tornou a erguer os olhos para a Apoteose.

– Quero fazer uma pergunta – falou, olhando de volta para Katherine. – Mesmo que eu conseguisse aceitar, apenas por um instante, que tenho o poder de modificar matéria física com a mente e de criar tudo aquilo que desejo… como poderia acreditar nisso se, infelizmente, não vejo nenhum indício desse poder na minha vida?

Ela deu de ombros.

– Então você não está procurando direito.

– Calma lá, quero uma resposta de verdade. Isso está parecendo uma resposta de padre. Quero uma de cientista.

– Você quer uma resposta de verdade? Aqui está. Se eu lhe der um violino e disser que você tem a capacidade de usá-lo para tocar músicas lindas, não estarei mentindo. Você tem essa capacidade, mas vai precisar treinar muito para que ela se manifeste. Aprender a usar a mente é a mesma coisa, Robert. O pensamento bem direcionado é uma habilidade que se adquire. Manifestar uma intenção requer um foco digno de um raio laser, uma visualização sensorial completa e uma crença profunda. Nós demonstramos isso no laboratório. E, como no caso do violino, existem pessoas que demonstram uma aptidão natural maior que outras. Olhe para a história. Veja os relatos de mentes iluminadas que realizaram feitos milagrosos.

– Katherine, por favor, não me diga que você realmente acredita nesses milagres. Quer dizer, francamente… transformar água em vinho, curar os doentes com um toque da mão?

Katherine inspirou fundo e soltou o ar lentamente.

– Eu já vi pessoas transformarem células cancerosas em células saudáveis apenas pensando nelas. Vi mentes humanas afetando o mundo físico de inúmeras formas. E quando você testemunha isso, Robert, quando essas coisas se tornam parte da sua realidade, a única diferença entre elas e alguns dos milagres sobre os quais já lemos passa a ser a intensidade.

Langdon estava pensativo.

– É um jeito inspirador de ver o mundo, Katherine, mas fico com a sensação de que isso é um salto de fé impossível. E, como você sabe, a fé nunca foi uma coisa fácil para mim.

– Então não pense nisso como fé. Pense que é apenas uma mudança de perspectiva: aceitar que o mundo não é exatamente como você imagina. Historicamente, todos os grande avanços científicos começaram com uma idéia simples que ameaçou virar todas as crenças de cabeça para baixo. A simples afirmação “A Terra é redonda” foi desprezada e taxada de impossível porque a maioria das pessoas acreditava que, se fosse assim, os oceanos se derramariam do planeta. O heliocentrismo foi chamado de heresia. As mentes medíocres sempre atacaram aquilo que não entendem. Há aqueles que criam… e aqueles que destroem. Essa dinâmica existe desde que o mundo é mundo. Mas os criadores sempre acabam encontrando quem acredite neles. Então a quantidade de seguidores cresce até que alcança um número crítico e, de repente, o mundo se torna redondo, ou o sistema solar passa a ser heliocêntrico. A percepção se transforma e uma nova realidade nasce.

Langdon aquiesceu, agora com o pensamento longe.

– Você está com uma cara engraçada – disse ela.

– É, sei lá. Por algum motivo, estava me lembrando de como eu costumava pegar um pequeno barco e ir até o meio do lago à noite, só para ficar deitado debaixo das estrelas pensando nesse tipo de coisa.

Ela assentiu, compreendendo.

– Acho que todos nós temos uma lembrança parecida. Ficar deitado olhando para o céu… isso de alguma forma abre a mente. – Ela ergueu os olhos para o teto e então falou: – Me dê seu paletó.

– O quê? – Ele tirou o paletó e o entregou a ela.

Katherine o dobrou duas vezes, estendendo-o no chão da galeria como um travesseiro comprido.

– Deite-se.

Langdon se deitou de costas e Katherine ajeitou a cabeça dele sobre metade do paletó dobrado. Então ela se deitou ao lado dele – duas crianças, com os ombros colados sobre aquela passarela estreita, olhando para o enorme afresco de Brumidi.

– Muito bem – sussurou Katherine. – Procure entrar naquele mesmo estado de espírito… uma criança deitada em um barco… observando as estrelas… com a mente aberta e cheia de assombro.

Langdon tentou obedecer, embora, naquele instante, deitado e à vontade, uma súbita onda de exaustão tomasse conta de seu corpo. À medida que sua visão se embaçava, ele percebeu uma forma difusa lá em cima que o despertou na mesma hora. Será possível? Não conseguia acreditar que não tivesse percebido isso antes, mas os personagens de A Apoteose de Washington estavam obviamente posicionados em dois círculos concêntricos – um círculo dentro de um círculo. Será que a Apoteose também é um circumponto? Langdon se perguntou que outro detalhe deixara passar naquela noite.

– Tenho uma coisa importante para dizer a você, Robert. Existe outra peça que considero o aspecto mais espantoso da minha pesquisa.
Ainda tem mais?

Katherine se apoiou no cotovelo.

– E juro… se nós, seres humanos, formos capazes de apreender de forma honesta essa única verdade simples… o mundo vai mudar da noite para o dia.

Ela passou a ter toda a sua atenção.

– Para começar – disse ela – , eu deveria lembrá-lo dos mantras maçônicos que nos incitam a “reunir o que está disperso”, “criar ordem a partir do caos” e encontrar a “união”.

– Continue. – Langdon estava intrigado.

Katherine sorriu para ele.

– Nós provamos cientificamente que o poder do pensamento humano cresce exponencialmente em proporção à quantidade de mentes que compartilham um mesmo pensamento.

Langdon continuou em silêncio, perguntando-se aonde ela queria chegar com essa idéia.

– O que estou dizendo é o seguinte: duas cabeças pensam melhor do que uma, mas não são duas vezes melhor, e sim muitas vezes melhor. Várias mentes trabalhando em uníssono ampliam o efeito de um pensamento… de forma exponencial. É esse o poder inerente aos grupos de oração, aos círculos de cura, aos cantos coletivos e às devoções em massa. A idéia de uma consciência universal não é um conceito etéreo da Nova Era. É uma realidade científica palpável… e dominar essa consciência tem o potencial de transformar o mundo. Essa é a descoberta fundamental da ciência noética. E o que é mais importante: isso está acontecendo agora. É possível sentir essa mudança à nossa volta. A tecnologia está nos conectando de formas que jamais imaginamos: veja o Twitter, o Google, a Wikipédia e tantas outras coisas… tudo isso se une para criar uma rede de mentes interconectadas. – Ela riu. – E garanto a você: assim que eu publicar meu livro, todo mundo vai começar a postar no Twitter coisas do tipo “aprendendo sobre ciência noética”, e o interesse por essa disciplina vai explodir de forma exponencial.

As pálpebras de Langdon estavam incrivelmente pesadas.

– Sabe que até hoje eu não aprendi a mandar um twitter?

– Um tweet – corrigiu ela, rindo.

– Como?

– Deixe para lá. Feche os olhos. Eu acordo você quando chegar a hora.

(…)Engolido por uma nova onda de exaustão, fechou os olhos. Na escuridão de sua mente, se surpreendeu pensando na consciência universal… nos escritos de Platão sobre “a mente do mundo” e o “deus da união”… no “inconsciente coletivo” de Jung. O conceito era ao mesmo tempo simples e espantoso.
Deus está na união de Muitos… e não em Um só.

– Elohim – falou Langdon de repente, reabrindo os olhos ao perceber um vínculo inesperado.

– Como? – Katherine ainda o olhava de cima.

– Elohim – repetiu ele. – A palavra hebraica usada no Antigo Testamento para se referir a Deus! Ela sempre me intrigou.

Katherine abriu um sorriso de cumplicidade.

– Sim. A palavra está no plural.
Exatamente! Langdon nunca tinha entendido por que os primeiros trechos da Bíblia se referiam a Deus como um ser plural. Elohim. O Deus Todo-Poderoso do Gênesis era descrito não como Um… mas como Muitos.

– Deus é plural – sussurrou Katherine – porque as mentes dos homens são plurais.

Os pensamentos de Langdon estavam a mil… sonhos, lembranças, esperanças, medos, revelações… tudo rodopiava acima dele no domo da Rotunda. À medida que seus olhos começavam a se fechar novamente, ele se viu encarando três palavras em latim que faziam parte da Apoteose.

E PLURIBUS UNUM.
De muitos, um só, pensou, pegando no sono.

***

Trecho retirado do livro “O Símbolo Perdido”, de Dan Brown (Rio de Janeiro: Sextante, 2009).

#Maçonaria #mente #pensamento

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/apoteose-humana

Fluidos Sexuais: o segredo da OTO revelado

Anarco-Thelemita

‘Não há nada que possa unir o dividido, exceto o Amor ‘– Aleister Crowley

Muito é dito na literatura oculta thelemita sobre Kalas, as secreções do corpo que podem ser usadas para fins mágico, mas isso é quase sempre feito por meio de alegorias e metáforas, mesmo entre ousados thelemitas. Como se tivessemos algo a esconder. Para algumas organizações isso é tido como um segredo que deve ser escondido a qualquer custo. Mas se um segredo fosse, exatamente secreto, correria na direção oposta de tudo o que o vivemos hoje. O segredo é, no fim das contas, algo comum, que não damos valor e que, pode conter em si o poder de alterar a própria realidade, de modo assustador até. É algo que está lá, mas ninguém quer vê.

Considere a quantidade de relações sexuais diárias ao redor do mundo, e que, nem 10% do mundo utilizaria esse potencial pessoal, o mago tem pelo teu próprio saber, uma pequena arma nuclear a sua disposição, um verdadeiro ‘Elixir da Vida’, como disse Aleister Crowley no capítulo ‘Emblemas e Modos de Uso’ do seu famoso Livro 4. A maior parte das informações deste artigo serão justamente extraídas deste importante texto.

Os textos do Crowley visavam tanto a preservação e o entendimento destes conceitos de acordo com a capacidade pessoal do seu leitor. Mas nem todos tem a mesma visão – Os segredos, repito, sempre foram abertos, só não percebidos. Mega Therion ensina por meios de símbolos alquímicos que “o ovo, é a cópula entre os dois sexos, entre a Águia e o Leão, Mulher e Homem.” neste texto em vez de teorizarmos sobre os mecanismos ocultos por trás disso, vamos nos limitar a parte pratica de operações sexuais, deixando as os mecanismos metafísicos para autores com mais tempo para a arte dos malabares.

O Estado Mental

A melhor ponte pra qualquer operação sexual é uma mente calma e um corpo energizado. Praticas de pranayama fazem milagres acalmando até tempestades violentas que um cérebro pode ter, por vezes, uma substituição por métodos de vampirismo pode ser empregado por quem domina a técnica. No fim das contas,  os dois métodos são viáveis e não muito diferentes um do outro. O Adepto não deveria se perder em nomenclaturas na sua obra, mas sim focar-se em teu objetivo. Carregar seu centro sexual de energia vital, para que, a obra possa ser concretizada. Lembro do fato que, por experiência pessoal, isso nem sempre é regra, e se for uma regra, pode ser quebrada. A pratica constante leva o desrespeito das regras iniciais em qualquer tipo de operação mágicka. Lúcifer toma as regras do céu, as burla para criar seu reino pessoal. Prometheus rouba o fogo dos deuses, ainda que pague seu preço ilumina e aquece a humanidade toda deste então. Crowley diz que os participantes devem “estar transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro, transbordantes de energia, magneticamente atraídos um pelo outro” para dizer que devem estar com tesão.

O Casamento Alquímico

A Operação em si apesar de ser muito protegida com segredos por algumas organizações thelemitas, pode na verdade tomar a forma de uma cópula normal, sem preceitos, mantras, orações e afins. O Adepto pode, caso isso o agrade, santifica-la, tornando-a adornada em invocações que ache viáveis e correspondentes a seu objetivo. Os thelemitas usam as formas-deus de Nu e Hadit para operações de iluminação e de desenvolvimento pessoal e as formas Hórus e Babalon para trabalhos de feitiçaria com fins de Guerra, Vitória ou Amor. Alternativamente,  pode-se dedicar a própria copula a algum Deus especifico e procurar repetir, invocando o nome dessa divindade durante toda a cópula. É uma pratica alternativa, não necessária. Porem, efetiva. Baphomet também é sempre presente em operações ligadas a fins matériais.

Independente disso, a cópula deveria ser a melhor possível, sem se preocupar com restrições e especialmente não caindo na armadilha do cerimonialismo. De fato “esquecer por completo o propósito da operação é um prenúncio de sucesso, na linguagem alquímica o “Leão deve estar enraivecido” Fazer com Verdadeira Vontade é a formula ideal. Se o adepto desejar, ele pode concentrar-se no objetivo da operação desde o inicio, mas isso não é de todo necessário. O objetivo é concentrar o fluido sexual, não é necessário santificar algo que por natureza já é intenso e prazeroso. Assim como não se pode blasfemar contra algo que não é divino tão pouco pode-se abençoar algo tão elevado como o sexo. Intensidade ou Amor é a chave para ambos, mas como sempre, amor sob Vontade.

O Fluido: A Taça transbordada

Após o coito feito de forma intensa, chega-se a hora realmente ritualística. Deve-se sugar os fluidos com a boca de modo evitar desperdiçar qualquer gota que seja. E então, despejá-los em uma taça. O homem deve fazer isso com a mulher e a mulher com o homem. A união dos dois fluidos, junto com a saliva, é que formarão a chamada Taça das Abominações, a Pedra Filosofal, Medicina dos Metais. O adepto nessa hora, deve olhar para a taça com os fluidos e mentalizar fortemente, imprimindo no fluido gerado sua vontade. A postura mental nesta parte da operação é mais importante do que na anterior, como diz Crowley, “Ovo, mal cuidado, pode adquirir uma Serpente venenosa, de elementos hostis e malignos.”

A mente do Macho e da Fêmea devem estar em absoluta harmonia quanto ao propósito da operação. Não fosse assim, haveria um conflito interno entre as partes e o todo a operação seria um fracasso, ou no pior dos casos contrária ao desejado. Se um matrimônio perfeito não é possível (e de fato é muito raro) é mais indicado que apenas um dos lados saiba o que esta acontecendo e  o outro busque um estado mental de nulidade. Quem quer que imprima sua vontade é a Serpente. A operação lida com polaridades, mas não é necessariamente uma questão de gênero, sabe-se que Crowley se dedicou a ela passiva mente (como Águia) e ativamente (como Leão), mas em todos os casos era a Serpente. Independente do que dizem a respeito de sexualidade ligar a aspectos Sephiróticos/Qliphóticos, aos quais, os resultados práticos contradizem o medo.  A concentração sobre o objetivo, sobre essa energia materializada, é a chave da operação e o ato simbólico é a porta sendo aberta.

Para fortalecer o “chocar do ovo”, ou seja, a ligação com o objeto final um ato simbólico especifico pode ser criado. Isso pode ser feito colocando fios de cabelo do alvo, no caso de uma operação de cura, amor ou destruição. Ou colocar emblema de uma loja e uma moeda de ouro para a prosperidade do lugar. Para operações de prosperidade pode-se mergulhar uma moeda de ouro e para batalhas uma arma pode ser besuntada.

O Sacramento

Seja o uso como for, e especialmente para fins de cura e energização pessoal, faz-se beber da Taça. O Fluido da Imortalidade pode trazer rejuvenescimento segundo as lendas tradicionais e o uso adequado deveria ser feito por, pessoas mental/fisicamente saudáveis. A magia é, no fim das contas, Gerar aquilo que se é, se multiplicar, por assim dizer. Precisa-se de Amor, para gerar Amor, Guerra interna pra gerar Externa. Este é o motivo dos alquimistas dizerem que “Para fazer outro é preciso ter ouro.”

O fluido em questão pode ser entregue á Forças, para que estas trabalhem pela tua vontade. São métodos alternativos de trabalho, que não desvinculam o propósito da mesma. É interessante dedicar toda a operação á um fim especifico, porem resultados interessantes podem ser obtidos, dedicando a energia do coito pra um propósito, e os fluidos para o outro. Aqui temos uma questão que só pode ser esclarecida pela experimentação pessoal.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/fluidos-sexuais-o-segredo-da-oto-revelado/

Dez Características da Misericórdia do Senhor Chaitanya

Os devotos puros do Senhor Krishna ficam extáticos e extremamente alegres por prestarem serviço devocional amoroso a Ele. Conforme revelado por Srila Krishnadasa Kaviraja Goswami no Sri Chaitanya-charitamrita, Krishna uma vez desejou experimentar a felicidade que Seus devotos sentem. Ele concluiu que, a menos que adotasse o humor de um devoto, não poderia experimentar essa felicidade. O devoto mais elevado do Senhor Krishna é Srimati Radharani. Assim, o Senhor Krishna aceitou a emoção e a compleição de Radharani e se tornou o Senhor Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu.

O Senhor Chaitanya é o próprio Krishna, mas na forma e humor de um devoto. Ao se tornar um devoto, o Senhor realizou bhakti-yoga e o ensinou à humanidade. Como Senhor Chaitanya, o Senhor Krishna é especialmente misericordioso ( maha-vadanya ), mesmo para com as pessoas mais pecadoras. Krishna matou pessoas sem escrúpulos, mas o Senhor Chaitanya as transformou. Ele concedeu nama (o nome de Deus) e prema ( amor de Deus) mesmo aos mais caídos, e nenhuma outra encarnação exibiu um nível tão alto de misericórdia divina.

Svarupa Damodara Goswami, um dos associados mais confidenciais do Senhor Chaitanya Mahaprabhu, ofereceu uma oração ao Senhor quando chegou para servi-Lo em Jagannatha Puri. Nessa oração, ele descreveu dez características da misericórdia divina do Senhor Chaitanya:

heloddhunita -khedaya vishadaya pronmilad – amodaya

shamyach – chastra-vivadaya rasa-daya chittarpitonmadaya
shashvad -bhakti-vinodaya sa-madaya madhurya-maryadaya

shri-chaitanya daya-nidhe tava daya bhuyad amandodaya (Chaitanya-charitamrta, Madhya 10.119, Sri Chaitanya-chandrodaya- nataka 8.10)

Tradução:

Que haja a Misericórdia do Senhor Chaitanya ( shri-chaitanya daya-nidhe tava daya bhuyad ), que:

  1. afasta a lamentação material ( hela uddhunita khedaya )
  1. purifica tudo ( vishadaya )
  1. desperta a bem-aventurança transcendental ( pronmilat amodaya )
  1. atenua as divergências das escrituras ( shamyat shastra vivadaya )
  1. distribui todas as doçuras transcendentais ( rasa-daya )
  1. causa júbilo do coração ( citta arpita unmadaya )
  1. sempre estimula o serviço devocional ( shashvat bhakti vinodya )
  1. junto com êxtase e alegria ( sa-madaya )
  1. glorifica o limite do amor amoroso ( madhurya maryadaya )
  1. desperta a boa sorte ( amanda udaya )

O que se segue é uma breve descrição dos dez aspectos acima da misericórdia divina do Senhor Chaitanya.

  1. Afasta A Lamentação:

Uma das características de bhakti , ou serviço devocional puro, é klesha-ghni , ou seja, afasta todas as misérias ( kleshas ). O Senhor Chaitanya desceu para ensinar a todos o processo de bhakti-yoga . Sarvabhauma Bhattacharya, um devoto erudito do Senhor Chaitanya, O louva em seu Shacisutashtakam :

satatam janata-bhava-tapa-haram

paramartha-parayana-loka-gatim

nava-leha-karam jagat-tapa-haram

pranamami shachi-suta-gaura-varam

 

“Ele está sempre removendo o sofrimento da existência material para a humanidade. Ele é o objetivo da vida para as pessoas que se dedicam ao seu interesse supremo. Ele inspira os homens a se tornarem como abelhas (ansiosas pelo mel de krishna-prema ). Ele remove a febre ardente do mundo material. Eu me curvo a Gaura, o lindo filho da mãe Shachi.”

brahmana espiritualmente elevado chamado Vasudeva sofria de lepra, seu corpo cheio de vermes vivos. Sua compaixão pelo sofrimento de todas as entidades vivas era tão grande que assim que um verme caía de seu corpo, ele o pegava e o colocava de volta no mesmo local. Ouvindo que o Senhor Chaitanya havia chegado ao lugar sagrado chamado Kurmakshetra, Vasudeva foi vê-Lo na casa de um brahmana chamado Kurma. Quando Vasudeva soube que o Senhor Chaitanya já havia partido, ele caiu no chão inconsciente, e o Senhor imediatamente veio até aquele local e o abraçou. Assim, sua lepra e sua angústia foram embora, e seu corpo ficou belo.

Vasudeva orou: “Ó meu misericordioso Senhor, tal misericórdia não é possível para entidades vivas comuns. Tal misericórdia só pode ser encontrada em Você. Ao me ver, até mesmo uma pessoa pecadora vai embora devido ao meu mau odor corporal. No entanto, você me tocou. Tal é o comportamento independente da Suprema Personalidade de Deus.” ( Chaitanya-charitamrita , Madhya 7.144-145 )

Sendo muito compassivo com Vasudeva, o Senhor Chaitanya o curou da lepra e o transformou em um belo homem satisfeito com o serviço devocional. Assim, o Senhor Chaitanya ficou conhecido como Vasudevamrita-prada – “o doador de néctar para Vasudeva. ”

  1. Purifica Tudo:

A próxima faceta da misericórdia do Senhor Chaitanya é vishadaya – ela purifica tudo. O Senhor Chaitanya mostrou o método supremo de purificação para as pessoas em Kali-yuga, inaugurando o processo de cantar os santos nomes de Krishna. Ceto-darpana-marjanam : pelo cantar dos nomes de Krishna, o coração da pessoa é purificado.

Srila Narottama Dasa Thakura canta as glórias do Senhor Chaitanya. Patita-pavana-hetu tava avatara : “Ó meu Senhor, Você apareceu apenas para libertar todas as almas caídas.” Mo-sama patita prabhu na paibe ara : “E entre todas as almas caídas, eu sou a mais baixa.” Assim, aquele que busca purificação e elevação de sua condição decaída deve se abrigar no Senhor Chaitanya. Krishnadasa Kaviraja Goswami escreve no Sri Chaitanya-charitamrita ( Adi 15.1):

ku -manah su-manastvam hi yati yasya padabjayoh
su-mano-‘rpana-matrena tam chaitanya-prabhum bhaje

“Ofereço minhas respeitosas reverências aos pés de lótus do Senhor Chaitanya porque simplesmente oferecendo uma flor a Seus pés de lótus, mesmo o materialista mais ardente se torna um devoto.”

  1. Desperta A Bem-Aventurança Transcendental:

Outro aspecto da misericórdia do Senhor Chaitanya é pronmilat amodaya – desperta a bem-aventurança transcendental. O Senhor Chaitanya, junto com Seus associados, realizou sankirtana , ou o canto congregacional dos santos nomes de Krishna. Kaviraja Goswami diz que eles “saquearam o depósito do amor de Deus” e distribuíram seu conteúdo a todos indiscriminadamente. A devoção amorosa a Sri Krishna é alcançada através de sankirtana , que é a essência de toda bem-aventurança ( nama-sankirtana – saba ananda-svarupa, Adi 1.96) Sri Chaitanya Mahaprabhu diz:

krishna -name ye ananda-sindhu-asvadana
brahmananda tara age khatodaka-sama

“Comparado ao oceano de bem-aventurança transcendental que se saboreia cantando o mantra Hare Krishna, o prazer derivado da realização impessoal do Brahman [ brahmananda ] é como a água rasa em um canal.” ( Adi 7,97 )

Durante Sua viagem ao sul da Índia, o Senhor Chaitanya encontrou várias pessoas e as libertou, induzindo-as a cantar os santos nomes de Krishna em êxtase. Quando as pessoas que se tornaram devotas encontraram outras pessoas, elas também as induziram a cantar em êxtase. Assim, milhares e milhares de pessoas cantaram alegremente os santos nomes de Krishna pela misericórdia do Senhor Chaitanya.

  1. Atenua Os Desacordos Das Escrituras:

Outra característica maravilhosa da misericórdia de Chaitanya Mahaprabhu é shamyat shastra vivadaya – ela atenua as divergências das escrituras. As escrituras védicas às vezes apresentam abheda-vakyas , ou declarações afirmando que todas as coisas são uma com Deus, sendo Suas expansões dependentes. Mas as escrituras também contêm muitos bheda-vakyas , ou declarações que afirmam as qualidades únicas e distintivas do Senhor Supremo, indicando que Ele é diferente de Suas expansões e energias. Assim, alguns mantras Upanishadic enfatizam a semelhança de Deus e Sua criação, enquanto outros falam sobre sua diferença.

Diferentes filósofos consideram essas afirmações de acordo com suas próprias concepções. Os impersonalistas lêem os abheda-vakyas literalmente e aceitam os bheda-vakyas apenas de forma figurada. Por outro lado, alguns filósofos enfatizam apenas os bheda-vakyas e explicam que o Senhor Supremo é totalmente diferente da criação e das entidades vivas.

Conciliando essas aparentes contradições nas declarações das escrituras, Sri Chaitanya Mahaprabhu propôs o achintya-bhedabheda-tattva, o princípio da unidade e diferença simultâneas do Senhor e Suas energias, o que é inconcebível. O Senhor Supremo é a pessoa energética original, e Dele emanam todas as Suas energias, incluindo a criação e as entidades vivas. Sem a pessoa energética, a energia não existe. E sem energia, “uma pessoa enérgica” não tem significado. Assim, a energia e o energético são um. No entanto, eles existem separadamente. E isso é inconcebível para mentes influenciadas pela energia material.

Srila Prabhupada escreve,

Somos todos um com Ele [o Senhor Supremo], assim como os ornamentos de ouro são um em qualidade com o ouro de estoque, mas o ornamento de ouro individual nunca é igual em quantidade com o ouro de estoque. O estoque de ouro nunca se esgota, mesmo que haja inúmeros ornamentos que emanam do estoque, porque o estoque é purnam , completo; mesmo que purnam seja deduzido do purnam , ainda assim o purnam supremo permanece o mesmo purnam . Este fato é inconcebível para nossos atuais sentidos imperfeitos. O Senhor Chaitanya, portanto, definiu Sua teoria da filosofia como achintya (inconcebível), e como confirmado no Bhagavad-gita , bem como no Bhagavatam , a teoria do Senhor Chaitanya de achintya-bhedabheda-tattva é a filosofia perfeita da Verdade Absoluta. ( Bhagavatam 2.6.13-16, Significado)

  1. Distribui Doçura Transcendental:

Por Sua misericórdia sem causa ( daya ), Caitanya Mahaprabhu desceu para distribuir as doçuras transcendentais ( rasa ) para as pessoas neste mundo. Assim em Vidagdha-madhava (1.2) Srila Rupa Goswami ora,

anarpita -charim chirat karunayavatirnah kalau
samarpayitum unnatojjvala-rasam sva-bhakti-shriyam

“O Senhor Chaitanya apareceu na Era de Kali por Sua misericórdia sem causa para conceder o que nenhuma encarnação jamais ofereceu antes: a mais sublime e radiante doçura do serviço devocional, a doçura do amor conjugal .” (citado em Cc. Adi 1.4)

Krishnadasa Kaviraja Goswami escreve,

Antes da criação desta manifestação cósmica, o Senhor iluminou o coração do Senhor Brahma com os detalhes da criação e manifestou o conhecimento védico. Exatamente da mesma forma, o Senhor, ansioso por reviver os passatempos de Vrindavana do Senhor Krishna, impregnou o coração de Rupa Goswami com potência espiritual. Por esta potência, Srila Rupa Goswami pôde reviver as atividades de Krishna em Vrindavana, atividades quase perdidas na memória. Desta forma, Ele espalhou a consciência de Krishna por todo o mundo. ( Madhya 19.1)

rasas primárias e secundárias , ou doçuras (sabores) transcendentais no relacionamento com Krishna, juntamente com seus sintomas. Em Benares, o Senhor Chaitanya deu ensinamentos mais elaborados a Sanatana Goswami, esclarecendo-o sobre rasas e outros aspectos de bhakti . Assim, o Senhor Chaitanya distribuiu o conhecimento de rasas para o mundo através de Rupa e Sanatana Goswamis, que os explicaram ainda mais escrevendo escrituras devocionais.

  1. Causa O Júbilo Do Coração:

A misericórdia do Senhor Chaitanya também causa júbilo no coração ( chitta arpita unmadaya ). Ouvir sobre todas as Suas atividades cheias de compaixão e afeição causa a maior felicidade ao ouvinte. Assim, Kaviraja Goswami exorta os leitores do Sri Chaitanya-charitamrita , repleto de descrições das atividades misericordiosas do Senhor Chaitanya, a estudá-lo e ouvi-lo com grande atenção para obter júbilo: “Ó devotos, que a vida transcendental e as características de Sri Chaitanya Mahaprabhu sejam sempre ouvidas , cantado e meditado com grande felicidade.” ( Antya 12.1 )

  1. Sempre Estimula O Serviço Devocional:

A misericórdia do Senhor Chaitanya sempre estimula o serviço devocional ( shashvat bhakti vinodaya ) nos corações daqueles que entram em contato com Ele. Cada entidade viva tem um relacionamento eterno com o Supremo Senhor Krishna. No entanto, devido à cobertura de maya , ou a energia ilusória, a alma condicionada esqueceu esse relacionamento. Pela execução de bhakti yoga pode-se reviver esse relacionamento. E o Senhor Chaitanya misericordiosamente desceu para ensinar bhakti-yoga , pelo qual a pessoa se identifica como um servo eterno do Senhor Krishna e age de acordo. Assim Sarvabhauma Bhattacharya O exalta:

vairagya-vidya-nija-bhakti-yoga

shikshartham ekah purushah puranah

shri-krishna-chaitanya-sharira-dhari

kripambudhir yas tam aham prapadye

 

“Deixe-me abrigar-me na Suprema Personalidade de Deus, Sri Krishna, que desceu na forma do Senhor Chaitanya Mahaprabhu para nos ensinar o verdadeiro conhecimento, Seu serviço devocional e desapego de tudo que não promova a consciência de Krishna. Ele desceu porque Ele é um oceano de misericórdia transcendental. Deixe-me render-me aos Seus pés de lótus.” ( Madhya 6.254)

O Senhor Chaitanya pregou bhakti , especialmente bhakti realizado seguindo os passos dos residentes de Vrindavan, sob a orientação dos Seis Goswamis. Sempre que o Senhor Chaitanya se despedia de Seus devotos, Ele os exortava fervorosamente a prestar serviço devocional a Krishna, que inclui cantar Seus nomes e adorá-Lo.

  1. Concede Êxtase E Alegria Completos:

Como o Senhor Chaitanya estimula o serviço devocional no coração de uma alma condicionada e sofredora neste mundo, Ele simultaneamente concede o êxtase e a alegria ( sa-madaya ) que acompanham bhakti . A entidade viva condicionada se identifica artificialmente como o mestre, desfrutador, controlador e proprietário neste mundo. No entanto, pela misericórdia do Senhor Chaitanya, pode-se desistir de tal falsa identificação realizando krishna-bhakti. Ser um servo amoroso de Krishna é a posição constitucional original de toda entidade viva, como o próprio Senhor Chaitanya ensinou: jivera ‘svarupa’ haya – krishnera ‘nitya-dasa’ ( Madhya 20.108). Uma gota de alegria e êxtase de servir a Krishna não pode ser comparada a um oceano de felicidade que se obtém ao fundir-se no Brahman impessoal ( Adi 6.44). O próprio Senhor Chaitanya prova o néctar de krishna-prema e inspira outros a provarem o mesmo. Kaviraja Goswami escreve,

vande shri-krishna-chaitanyam

krishna-bhavamritam oi yah

asvadyasvadayan bhaktan

prema-diksham ashikshayat

 

“Deixe-me oferecer minhas respeitosas reverências a Sri Chaitanya Mahaprabhu, que pessoalmente provou o néctar do amor extático por Krishna e então instruiu Seus devotos como saboreá-lo. Assim, Ele os iluminou sobre o amor extático de Krishna para iniciá-los no conhecimento transcendental.” ( Antya 16.1)

  1. Glorifica O Limite Do Amor Amoroso:

Outro aspecto da misericórdia do Senhor Chaitanya é madhurya maryadaya – glorificando o limite do amor amoroso . Existem cinco rasas primários em conexão com o Senhor Krishna, a saber, shanta (neutralidade) , dasya (servidão ), sakhya (amizade), vatsalya (fraternidade) e madhurya (amor amoroso). Por uma comparação imparcial, descobre-se que madhurya rasa é o mais alto. E Srimati Radharani é o epítome de todos os devotos em madhurya rasa . Mesmo Krishna deseja compreender a grandeza de Seu amor e experimentar a felicidade que Ela obtém ao servi-Lo. Assim Krishna desceu como Senhor Chaitanya, aceitando o humor de Radharani.

A própria aparição do Senhor Chaitanya com as emoções de Srimati Radharani é o maior testemunho da rasa amorosa . Durante Suas discussões com Ramananda Raya ( Madhya, capítulo 8), o Senhor Chaitanya estabeleceu a supremacia de madhurya rasa através das palavras de Ramananda Raya. O Senhor Chaitanya ensinou que a maior aspiração ou objetivo ( sadhya ) para um Gaudiya Vaishnava é adorar Krishna seguindo os passos das Vraja-gopis, porque não há modo de adoração melhor do que o deles. Em Seus passatempos manifestos, especialmente nos últimos dezoito anos de Sua estada em Jagannatha Puri, o Senhor Chaitanya estava constantemente absorto no humor das gopis e experimentava sentimentos extáticos de separação de Krishna. Assim Ele declarou ao mundo inteiro a glória das gopis de Vrindavan, os devotos mais elevados de Krishna em sentimentos madhurya .

  1. Desperta A Boa Sorte:

Svarupa Damodara Goswami menciona a característica final da misericórdia do Senhor Chaitanya como amanda udayam – ela desperta toda boa sorte. Através de Seus ensinamentos, atividades e interações, o Senhor Chaitanya misericordiosamente desperta a maior fortuna na vida dos devotos. Perto do fim de Seus passatempos manifestos, o Senhor Chaitanya disse a Svarupa Damodara Goswami e Ramananda Raya: “Simplesmente cantando o santo nome do Senhor Krishna, pode-se libertar de todos os hábitos indesejáveis. Este é o meio de despertar toda boa fortuna e iniciar o fluxo de ondas de amor por Krishna.” ( Antya 20.11)

O Senhor Misericordioso:

Assim, a aparência e as atividades do Senhor Chaitanya estão repletas de misericórdia incomparável sobre as entidades vivas neste mundo – os inteligentes, os tolos, os nobres, os humildes, homens, mulheres, crianças ou mesmo espécies não humanas. O Senhor Chaitanya concedeu Sua misericórdia aos animais na Floresta Jharikhand e os fez cantar os nomes de Krishna em êxtase. A suprema misericórdia do Senhor Chaitanya atua como a suprema bênção sobre as pessoas neste mundo em vários níveis – desde libertá-las dos sofrimentos da existência material até fazê-las experimentar o júbilo transcendental do amor por Krishna. E essa misericórdia é como um rio nectáreo fluindo rio abaixo e acessível até mesmo para as pessoas mais caídas e pecadoras deste mundo ( Adi 16.1 ). more — para nós; dayä — misericórdia; kari’ — mostrando; kara — fazer; sva-day€ — Sua própria misericórdia; sa-phala — bem- sucedido; akhila — por toda parte ; brahmäëòa — o universo; dekhuka — que seja visto; tomära — Seu; dayä-bala — poder de misericórdia. Assim, Kaviraja Goswami exorta os leitores do Chaitanya-charitamrita a usar sua lógica e raciocínio para entender a misericórdia do Senhor Chaitanya como “surpreendentemente maravilhosa” (Adi 8.15).

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Fonte:

Ten Characteristics of Lord Chaitanya’s Mercy.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/dez-caracteristicas-da-misericordia-do-senhor-chaitanya/

Dossiê Beatles

 

Volta e meia o mundo é sacudido por algum fato, história ou boato a respeito do ‘fenômeno’ Beatles. Nenhuma banda ou grupo, em tempo algum, conseguiu influenciar tanto, tantas gerações seguidas como os Beatles. Mesmo após terem se passado três décadas da separação da banda ainda se percebe vez ou outra alguma influência, seja nos sons, ritmo ou letras que lembram algo deles. A verdade é que o rock estava em declínio nos Estados Unidos, quando os Beatles surgiram, no início dos anos 60. Os principais líderes da revolução rock haviam saído de circulação. Elvis Presley estava no exército e Chuck Berry na prisão. Buddy Holly e Eddy Cochran haviam morrido. Enfim, a música pop, que havia surgido na década anterior apresentava evidentes sinais de desgaste. A banda foi, portanto, um dos maiores canais de divulgação das seitas orientais, do uso indiscriminado das drogas, principalmente as alucinógenas e da rebeldia deflagrada contra a sociedade já desgastada e de certa forma conservadora. O ‘gosto’ pelas mensagens subliminares começou depois de uma visita do ex-beatle George Harrison à India em 1967, quando foi iniciado na seita hindu conhecida como Hare Krishna, pelo guru Maharishi, tornando-se adepto do movimento e seu maior divulgador no mundo ocidental. O movimento Hare Krishna (Hare=modo imperativo do verbo Hara, que significa ‘vibrar’, e Krishna é o nome de um deus na India) cresceria a partir de então de maneira assustadora, através da influencia causada pelos conteúdos do movimento contidos nos discos do grupo, como frases ou mantras (mantra=frases ou cânticos que são utilizados como invocatórios de entidades, semelhantes as utilizadas na Umbanda, Candomblé, Vodu, etc.) Estas influências podem ser destacadas principalmente nos discos: My Sweet Lord (Meu doce senhor), Living in the Material World (Vivendo no mundo material), Within You, without You (Dentro de você, sem você), The Hare Krishna Mantra (O mantra Hare Krishna). O excesso no uso indiscriminado de drogas, o orgulho exacerbado devido à fama, status e muito dinheiro, foram pouco a pouco minando e desagregando a união do grupo, até a dissolução total, quando cada um seguiu sua carreira solo. Não custa lembrar a infeliz e ‘maldita’ declaração de Lennon, que eles, Beatles, eram mais populares que Jesus Cristo. E aí, o sonho acabou…

VAMOS ÀS MENSAGENS

Consumo de drogas:

A canção “Lucy in the Sky with Diamonds” tem como iniciais as letras L.S.D (sigla do ‘Acido Alisérgico’) droga muito difundida na década de 60. Caetano Veloso, no movimento contemporâneo aos Beatles no Brasil, chamado tropicália, repetiria a dose com a canção “Alegria Alegria”, que também tem a mesma sigla – L.S.D. A canção “Day in the life” diz respeito a uma atemorizante viagem psicotrópica. “Yellow Submarine”, grande sucesso do grupo, era na verdade uma gíria para drogas. A canção “Magical mystery tour” faz o seguinte convite: ‘…Arregace sua manga, arregace sua manga, a tournée e misteriosa vem para lhe arrebatar…’ A canção “Hey Jude”, que pode ser traduzida também como ‘Hey viciado’ faz uma alusão clara às drogas, mais especificamente à uma agulha debaixo da pele: ‘…Lembre-se de deixá-la entrar debaixo de sua pele, e então começara a sentir-se melhor’. A revista Time depois de analisar o álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (A Banda do Clube dos desamparados do Sargento Pimenta, gravado em 1967), descreveu o trabalho como ‘ensopado’ nas drogas.

Necrofilia:

Estive analisando o ‘Álbum Branco’ e certamente a música (se é que pode classificá-la desta forma) “Revolucion 9” é a mais estranha e misteriosa de todas as músicas que o grupo produziu. O que mais nos chamou a atenção, é que ela lembra uma alucinante viagem de ácido, e, dentre os sons de sirenes, gemidos de crianças, grunhidos de porcos, metralhadoras, etc., a única frase inteligível é “Number Nine”. Ora, isso nos levou quase que instintivamente a ouvir esta frase, em rotação contrária, e qual foi a nossa surpresa, a frase em ‘backward masking’ diz: “Turn me on DIED man” – Excite-me homem morto !

Ocultismo:

Na canção “Revolucion 9”, este número é repetido várias vezes nesta música. O número 9 é um dos números mais usados no ocultismo. As canções “Helter-Skelter” (Grande Confusão), “Blackbird” (Pássaro Negro), “Piggies” (Porcos), “Revolucion 1” e “Revolucion 9”, contém mensagens declaradamente ocultistas, contidas nas entrelinhas, ou seja – subliminares, e o mais interessante, estas cinco, fazem parte do “Álbum Branco”

Violência:

Uma das músicas que incitam ao crime é “Piggies”. A parte final desta música, descreve casais de Piggies (porcos) comendo bacon de garfo e faca. Na canção “Revolucion 9” nós observamos sons de metralhadora disparando e pessoas chorando, gritando ou morrendo.

Nas Capas:

Sgt. Pepper’s (1967) – Título da 1ªfoto: “Sgt. Pepper’s se tornou o hino oficial da cultura hippie” (S.Lawhead, Rock Reconsidered) Afirma-se que o grupo gastou cerca de 400 horas com a gravação deste álbum, das quais 200 foram empregadas na inserção de mensagens subliminares (Youth Aflame-out/82). Este álbum é caracterizado pela policromia modal (entrelaçamento de ritmos, utilização de recursos técnicos e música erudita). Este trabalho marca também a transição do rock tradicional para o rock progressivo. Esta capa está recheada de mensagens subliminares. Na verdade, todo o conjunto de elementos desta capa estão retratando uma espécie de funeral. Observe o esquife (caixão) coberto de flores vermelhas. Abaixo dele há um arranjo de flores amarelas, com a forma de um contra baixo, de canhoto, que seria de Paul ! (veja os comentários em ‘Abbey Road’).Veja que estranhas estas declarações de Paulo Coelho (As Valkirias-pag.127):

“…E as pessoas sempre respeitam mais aquele que diz coisas que ninguém entende. Do resto – Hare Krishna, Meninos de Deus, Igreja de Satã, Maharishi -, do resto todo mundo participava. A Besta – a Besta só para os eleitos ! “A lei do forte”, dizia um texto dela. A Besta estava na capa do Sargent Pepper’s, um dos mais conhecidos discos dos Beatles – e quase ninguém sabia. Talvez nem os Beatles soubessem o que estavam fazendo quando colocaram aquela fotografia lá.”

Paulo Coelho, ex-parceiro de Raul Seixas na composição de dezenas de músicas, neste trecho estaria fazendo uma citação ou referência a foto de Aliester Crowley, que estaria colocada nesta capa. Crowley (falecido em 1947), de quem eram discípulos indiretos, pois nem Raul, nem Coelho chegaram a conhecê-lo pessoalmente, é considerado o maior satanista deste século, e até hoje é cultuado por seus seguidores, e que usava também este nome “A Besta”. Conta-se que certa vez, durante um ritual satânico, sado-masoquista, Crowley fizera com que uma mulher praticasse uma relação sexual com um bode (o animal mais cultuado dentro do satanismo) e no momento do orgasmo, este teria imolado o animal, cortando seu pescoço. (Se você tiver interesse, estaremos abrindo uma biografia completa de Crowley, neste site)

“Abbey Road” Lançado em 26/set/69, cinco anos depois da suposta morte de Paul

É sem dúvida a capa mais polêmica de todas pesquisadas. Recentemente (21/out/00) a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, apresentou “Paul is Dead”. O filme revive o boato da morte do ex-beatle Paul McCartney, em 1966, quando a banda estava no auge. Segundo esse boato, Paul teria sido decapitado em um desastre de carro na Inglaterra e para evitar o choque que a notícia causaria nos fãs, um sósia foi colocado em seu lugar, e assim a banda deu seqüência à sua dominação mundial. John Lennon, que nunca engoliu a farsa, passou a espalhar pistas subliminares da morte do parceiro pelas famosas capas dos álbuns da banda. O filme é autobiográfico já que seu produtor conta a história exatamente como a conheceu: quando tinha 12 anos e ouviu-a no rádio. O filme é um trabalho de mestrado do diretor Hendrik Handloegten, 32, alemão formado na German Film and Television Academy. A verdade sobre a morte de Paul, teria vazado nos Estados Unidos, e divulgada por um DJ de uma rádio de Detroit. A noticia correu o mundo, virou obsessão de fãs-detetives durante anos, se transformou em livros, especiais de TV, sites e agora filme. (Folha de S.Paulo-20/out/2000). Alguns estudiosos realmente constatam diferenças nas músicas compostas antes e depois de 66, por Paul. O material de pesquisa desta pagina é do autor do site. Somente as relacionadas a Abbey Road, fazemos citação de Hendrik, e Lúcio Ribeiro (reportagem local) da Folha de S.Paulo (20/10/00). Se você tiver algum material, que possa acrescentar mais informações, mande seu email e a fonte, que estaremos publicando.

O Funeral – Os 4 Beatles, andando em fila, simbolizam a procissão de um enterro. John , de branco, seria o padre; Ringo, de preto, o agente funerário; Paul é o morto, e Harrisson seria o coveiro.

O Carro Na rua, um carro parece vir em direção a Paul. Ou, como os ingleses dirigem na mão esquerda, parece que o carro já atingiu Paul e segue em frente

O Carro de Policia- Um carro de policia, entre John e Ringo, esta parado. Parece estar atendendo a alguma ocorrência, como um acidente.

A Mancada – A mancada maior, o cigarro na mão direita de Paul. Ele era canhoto. Erro do sósia?

Pés descalços Paul é o único beatle de pés descalços. Há um costume de ingleses ser enterrado de pés descalços. Detalhe: seus olhos também estão fechados.

A chapa de um fusca que aparece à esquerda traz a inscrição LMW 28IF. O LMW poderia significar a abreviação de “Linda McCartney Weeps” (Linda McCartney Chora) ou “Linda McCartney Widow” (Linda McCartney Viuva). O 28IF seria “28 years IF alive”, o mesmo que 28 anos SE vivo, se referindo à idade de Paul à época do disco, se não tivesse morrido. Paul, na verdade, tinha 27. Mas, era o dito, em religiões indígenas a idade de uma pessoa é contada a partir da gestação. Então ela já tem 9 meses quando nasce. Logo, Paul teria 28 anos, na época.

Charles Manson

A prova mais concreta dos efeitos das mensagens subliminares dos Beatles. Ninguém interpretou mais realisticamente e encarnou tão enlouquecidamente as mensagens contidas nas entrelinhas dos trabalhos dos Beatles, como Charles Manson, ou Charles The “Man’s Son” (Charles, o filho do Homem, maneira pela qual era chamado Jesus Cristo, no evangelho). Não assinava mais Charles Milles Manson, mas “Charles Will is Man’s Son” Charles era o líder e uma espécie de guru de um pequeno grupo de hippies chamado ‘A Família’, que viviam na periferia das cidades, vendendo drogas, praticando sexo grupal, roubando e realizando cerimônias ritualisticas. Ficavam ouvindo durante horas seguidas suas canções em busca de pistas e símbolos ocultos. Eram na verdade uma espécie de seita, destas apocalípticas de alucinados fanáticos que volta e meia aparecem na mídia atual. Quando os Beatles lançaram o ‘Álbum Branco’, ele gastou muito dinheiro (em cartões de crédito roubados, claro!) ligando para Londres e deixando recados como “Diga ao Paul e ao John que eu entendi tudo !”, como se as mensagens do disco fossem realmente dirigidas a ele. Em 9 de agosto de 1969, Manson começaria a ter notoriedade internacional como um dos ícones mais idolatrados deste século. Ex-presidiário, carismático e desesperadamente apaixonado pelos Beatles, Manson e a ‘família’ cometeriam um dos crimes mais hediondos da história. Cinco pessoas pagaram com a vida, as loucas interpretações das letras das músicas inspiradoras dos homicídios. Eles entraram na mansão em Beverly Hills, alugada pelo cineasta Roman Polanski (diretor de ‘O bebê de Rosemary’). Curiosamente uma das vítimas era sua esposa, a bela Sharon Tate, atriz promissora, com 26 anos de idade e que estava grávida de oito meses. Mesmo assim, ela não foi poupada, seu corpo foi perfurado 16 vezes pela longa lâmina de uma baioneta, e depois, enforcada. Os assassinos confessaram depois que gostariam de ter arrancado o bebe de sua barriga. Na noite seguinte, o grupo entraria em outra mansão e repetiria a tragédia com o casal Leno e Rosemary La Bianca, proprietários de uma rede de supermercados, considerados “piggies”, porcos, para Manson. Vicente Bugliosi, que foi designado pela justiça norte-americana como promotor para atuar nos casos Sharon e La Bianca, no final do processo escreveu um livro sobre o caso com a colaboração de Curty Gentry (Manson: Retrato de um crime repugnante. Tradução de A.B.Pinheiro Lemos. Editora Record-1978. R.Janeiro. 705 páginas). Vicente constatou a incrível semelhança da cena que viu, o casal morto com dezenas de golpes de garfos e facas e na parede, escrita com o próprio sangue, a frase “Death to Piggies” (morte aos porcos) com a música dos Beatles – “Piggies”. Segundo Manson, os brancos ricos eram os ‘piggies’ e a revolução negra era descrita em ‘Blackbird’ e ‘Revolucion 9’ virou ‘Revelacion 9’ como sinal de sua confusa ideologia, fazendo analogia ao Novo Testamento. Outra música que o levou a prática de crimes foi “Helter-Skelter”, onde se ouve grunhido de porcos e metralhadora disparando. Cria também que os Beatles eram os 4 anjos mencionados no livro do Apocalipse, último livro da Bíblia, e que ele, Charles era o quinto anjo do mesmo livro, ou o quinto beatle, Stuart Sutcliff, que em 1962, morrera na Alemanha. Se as teses de Vicente Bugliosi são infundadas, por que G.Harrison não permitiu as citações das letras do grupo em seu livro?

Mesmo cumprindo prisão perpétua numa penitenciária, Manson continua fazendo discípulos na música pop. Um dos casos mais recentes foi o de Axl Rose, da banda Guns N’Roses. “The Spaghetti Incident” seria apenas mais um disco da banda, se entre as músicas não houvesse a “Look at your game, girl” de ninguém menos que Charles Manson. Axl que durante muitos shows da banda também desfilou com a imagem de Manson estampada numa camiseta, tentou justificar a escolha da canção de Manson, um dos assassinos mais frios que o mundo conheceu, porque a música tinha uma letra ‘interessante’. O mais novo fã usa o nome de Manson junto com o de Marilyn Monroe, no seu nome artístico. Trata-se de Marilyn Manson, andrógino, bissexual, satanista assumido que chega a assustar até mesmo metaleiros pesados, fãs de Iron Maiden, Ozzy e companhia. Anton La Vey, autor da Bíblia satânica e fundador da Igreja de Satã, nos Estados Unidos (já falecido), consagrou Marilyn sacerdote satanista antes de falecer.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/dossie-beatles/

Reverenciando os Mortos

Por Gilberto Antônio Silva

No próximo mês entraremos no sétimo mês lunar, quando ocorre o Festival dos Fantasmas Famintos. Essa festividade (Zhongyuan Jie) ocorre durante um mês (em 2017 será entre 22 de agosto e 19 de setembro), dentro do qual os Portões do Inferno se abrem e liberam os atormentados que estão por lá. É uma festividade muito importante para taoistas e também budistas, pois se trata da oportunidade de ajudar aqueles que já se foram a encontrar a paz e o caminho ao qual pertencem.

Nessa época do ano as pessoas fazem preces pelos falecidos e celebram rituais e oferendas para que tenham mais conforto e sigam seu caminho. Aquelas almas que não têm parentes ou alguém que possa fazer as oferendas para eles perambulam de templo em templo em busca de suas necessidades. Daí o adjetivo “faminto”, pois são espíritos que possuem alguma necessidade, ainda imersos no mundo de desejos e atados aos apegos que impedem sua entrada na roda de transmigração. Findo o festival, eles retornam a Fengdu, o Mundo Subterrâneo, para cumprir o que resta de sua sentença. As principais cerimônias ocorrem no 15º dia do 7º mês lunar (este ano, em 5 de setembro).

É um dos cinco festivais mais importantes da cultura chinesa. Música e apresentações da ópera chinesa são executadas ao ar livre. Comidas e bebidas são oferecidas à noite nos portões, nas calçadas ou praças, para manter os fantasmas fora das casas. Lanternas e velas são acesas para chamar sua atenção. É muito similar às oferendas da Umbanda e do Candomblé, ocorrendo também em cemitérios. Também queimam “dinheiro espiritual”, um fac-símile de dinheiro feito geralmente de papel jornal, para que o fantasma tenha algum dinheiro em Fengdu. A queima transforma o físico em etéreo e permite a esses espíritos a sensação da posse material de que tanto anseiam. Hoje estão mais modernos e também queimam automóveis, celulares e cartões de crédito de papel – a pessoa pode ficar mais rica na morte do que foi em vida. À primeira vista parece uma superstição tola, mas se pararmos para pensar que o espírito do falecido está desorientado justamente por ter muito apego, esses produtos-fantasma realmente podem lhe conceder algum conforto e facilitar sua compreensão. Somado às orações, mantras e cerimônias, isso pode ajudar bastante. Nesta festividade também entram homenagens aos ancestrais, que como sabemos é arte importante das crenças chinesas.

Esse importante festival se iniciou na Dinastia Liang (502-557) e se desenvolveu até os dias de hoje. Existem duas teorias para sua origem: uma afirma que nasceu como uma cerimônia taoista em homenagem a Di Guan, o Deus da Terra, em agradecimento às dádivas da terra e depois se expandiu para dar oferendas também aos fantasmas necessitados; outra versão afirma que tem origem budista, com um discípulo de Buda chamado Mu Lina. Sua mãe aprontou algumas em vida, incluindo homicídio, e quando morreu foi parar no 18º nível de Fengdu, lá no fundo. Compadecido de seu sofrimento, ele tentou ajudar sua mãe e levar-lhe alimento, mas falhou. Então pediu ajuda a Buda, que recomendou-lhe efetuar cerimônias com muita sinceridade no 15º dia do 7º mês e oferecer comida a todos os fantasmas. Estes ficaram tão agradecidos e tocados com essa bondade que liberaram sua mãe.

O Taoismo popular possui muitas festividades e cerimônias importantes que marcam a divulgação desta religião, especialmente no Sudeste da Ásia. É parte integrante e inseparável da Tradição Taoista.

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, atua amplamente na pesquisa e divulgação desta fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

#Tao #taoísmo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/reverenciando-os-mortos

Dakinis (Deidades Femininas dos Chakras)

Dakinis são as Shaktis, deidades femininas, que estão localizadas nas Mandalas dos Chakras principais, elas são normalmente; apresentadas acima do Bija Mantra e ao lado esquerdo do Devata (deidade masculina) do Chakra. Segundo a tradição tântrica as Dakinis representam a contraparte sutil das substâncias corporais relacionadas a cada Chakra. Estas substâncias são denominadas de Dhatus, que são os elementos constituintes ou ingredientes essenciais do corpo e desempenham um papel fundamental em seu desenvolvimento e em sua nutrição. São os Dhatus que mantêm as funções dos diferentes órgãos, sistemas e partes vitais; e eles são também partes dos mecanismos biológico e imunológico do organismo humano. As Dakinis têm uma função psicológica: são elas que produzem um sentimento de compensação, isto é, quando o indivíduo não consegue viver a plenitude das emoções, sensações e sentimentos dos diversos níveis de consciência que estão relacionados a cada Chakra, elas produzem uma sensação fictícia de plenitude.

Em seguida, apresentamos as Dakinis de cada um dos Chakras com os respectivos nomes, atributos e funções:

 

Muladhara Chakra Dakini

Representada com quatro braços: em uma de suas mãos está a lança (Sula), na outra, o cajado encimado por uma caveira (Khatvanga), nas outras a espada (Khadga) e uma taça para beber o vinho. Ela é feroz, enche de terror o coração dos ignorantes e dissipa todas as negatividades. Está vestida com a pele de um antílope negro e tem os olhos vermelhos. Ela destrói sem piedade seus inimigos; é implacável e é quem nos dá a capacidade de adquirirmos o conhecimento. A Shakti Dakini corresponde à Rasa Dhatu (Plasma), que contém os nutrientes do alimento digerido e nutre todos os tecidos, órgãos e sistemas do organismo. Rasa é também responsável pelos sentimentos da alegria e do amor.

 

Svadhisthana Chakra

Rakini é de cor azul e traz nas mãos a lança (Sula), o lótus (Padma), o tambor (Damaru) e uma afiada acha de guerra (Tanka). Ela está sentada sobre um lótus duplo e tem um aspecto furioso com seus três olhos vermelhos e dentes que revelam ferocidade. A Devi brilhante dos Devas concede a Graça àqueles que têm um desejo intenso e, com suas armas, derrota as seis paixões do homem: Kama (desejo), Krodha (raiva), Lobha (cobiça), Moha (ilusão), Mada (arrogância) e Matsarya (inveja). A Shakti Rakini corresponde à Rakta Dhatu (Sangue) que rege a oxigenação em todos os sentidos e órgãos vitais, preservando a vida. Mas Rakta vai além do simples transporte de oxigênio e nutrientes para os tecidos do corpo: ele faz a pessoa se sentir viva. Uma circulação saudável permite uma boa nutrição ao corpo, até a menor de suas células.

 

Manipura Chakra

Lakini é representada com o corpo de cor azul escuro e vestida com um sari amarelo. Tem três rostos de aspecto feroz, com dentes salientes e, em cada um deles, três olhos que simbolizam Aquela que vê os três planos de consciência: físico, sutil e espiritual.  Em uma das mãos, Lakini segura Vajra (o Raio), na segunda, Santi (a arma do fogo, Vahni), e as outras duas fazem Vara e Abhaya Mudra. Ela possui o poder de destruir e criar o mundo e, no Lótus do seu rosto, mora Sarasvati com toda a riqueza do conhecimento. A Shakti Lakini corresponde à Mamsa Dhatu (Músculos) que cobre os delicados órgãos vitais, executa os movimentos das articulações e é responsável pela força física do corpo. Mantém estendidos os músculos (Snayu) e a pele (Tvak). Mamsa cobre todo o corpo para protegê-lo contra as depredações do ambiente externo. O sentimento que ele dá ao corpo pode ser comparado à satisfação e à proteção que se sente sob grossos cobertores numa noite fria de inverno.

 

Anahata Chakra

Kakini veste-se de amarelo brilhante como um relâmpago,traz uma guirlanda de ossos humanos e seu coração se suaviza e rejubila ao beber o néctar do Sahasrara Chakra. Ela tem nas mãos o Pasa (o Laço), Sula (o Tridente), Kapala (a Caveira) e Damaru (o Tambor). A Shakti Kakini corresponde à Meda Dhatu (Gordura) que mantém a lubrificação e a oleosidade de todos os tecidos, a gordura subcutânea (Vasa) e a função do suor (Sveda). Este Dhatu não é apenas responsável pela lubrificação do corpo, significando também apego (Sneha).

 

Visuddha Chakra

Sakini, de cor branca e fria, está vestida de amarelo. Seus cinco rostos brilham com três olhos em cada um. Em suas mãos de Lótus leva o Pasa (Laço), Ankusa (Foice) os Vedas e faz Jnana Mudra. A Shakti Sakini corresponde à Asthi-Dhatu (Osso) que dá o suporte para a estrutura do corpo e mantém os dentes (Danta), unhas(Nakha) e cabelos (Kesa). Asthi é aquilo que serve de suporte e que é suportado, e seu preenchimento pelo tutano (Majja) elimina o vazio da mente e do corpo.

 

Ajna Chakra

Hakini, mora neste Chakra, sentada sobre um Lótus branco. Ela é branca, tem seis rostos de cor vermelha, cada um dos quais com três olhos, possui quatro braços e em suas mãos estão o Damaru (Tambor), o Mala de Rudraksa, a Caveira, e com a outra faz a Mudra Vyakhya. A Shakti Hakini corresponde à Majja-Dhatu (Medula e Nervos) que preenche os espaços ósseos e carrega impulsos motor e sensorial. Mantém a função de secreção lacrimal (Aksivit Sneha). Majja significa qualquer coisa que existe dentro do osso, e inclui não somente o tutano,  mas também o cérebro, a medula espinhal e o sistema nervoso central.

 

É dito na tradição tântrica que as Dakinis possuem poderes mágicos e são capazes de iniciar seus devotos na sabedoria secreta dos Tantras, (textos que tratam da aquisição do conhecimento). Elas também podem ajudar os Yoguis que desejam aprofundar o seu progresso espiritual, porque elas podem concentrar os poderes que o Yoga libera.

 

As Dakinis também são apresentadas em outras tradições orientais, como por exemplo:

 

1. Mitologia hindu:

Feiticeiras ajudantes da Deusa Kali.

 

2. Budismo:

Seres sobrenaturais, ou Deusas de categorias inferiores. Elas voam através do ar e comem seres humanos. As Dakinis são geralmente mostradas dançando e aparecem como jovens mulheres nuas,ou monstros horríveis com cabeça de leões ou pássaros e a face de cavalos ou cachorros.

 

3. Tibet:

São conhecidas como Khadromas, seres femininos que se movem no espaço celestial,e a sua nudez simboliza o conhecimento da verdade perfeita. Diz-se que as Khadromas vivem em Urgyen, uma dimensão mítica que também é considerada o lugar de nascimento de Padmasambhava, um dos fundadores do Budismo Tibetano.

No Tibet oito deusas, representadas como belas e jovens mulheres, são muitas vezes incluídas no grupo das Dakinis. Elas são conhecidas como “As oito Mães” e considera-se que elas se desenvolveram do Xamanismo Tibetano (Bon Po).

Por Kapaalinath.

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