Conhecimento do Absoluto

Bhagavad-gita, Capítulo Sete.

01 Agora ouça, ó filho de Prtha (Arjuna), como através da prática de yoga com completa consciência de Mim, com a mente apegada a Mim, você poderá conhecer-Me por completo, sem dúvida alguma.

02 Agora declararei por completo a você este conhecimento tanto fenomenal como numenal, conhecendo o qual não restará mais nada para se conhecer.

03 Dentre muitos milhares de homens, talvez um se esforce pela perfeição, e daqueles que alcançaram a perfeição, dificilmente um Me conhece de verdade.

04 Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e falso ego – todos estes oito em conjunto compreendem Minhas energias materiais separadas.

05 Além desta natureza inferior, ó Arjuna de braços poderosos, há uma energia superior Minha, que são as entidades vivas que lutam com a natureza material e sustêm o universo.

06 De tudo que é material e tudo que é espiritual neste mundo, saiba por certo que Eu sou a origem e a dissolução.

07 Ó conquistador de riquezas (Arjuna), não há verdade superior a Mim. Tudo repousa em Mim, assim como as pérolas estão ensartadas em um cordão.

08 Ó filho de Kunti (Arjuna), Eu sou o sabor da água, a luz do sol e da lua, a silaba om nos mantras védicos; Eu sou o som no éter e a habilidade no homem.

09 Eu sou a fragrância original da terra, e Eu sou o calor no fogo. Eu sou a vida de tudo o que vive, e Eu sou as penitências de todos os ascetas.

10 Ó filho de Prtha, saiba que Eu sou a semente original de todas as exis­ tências, a inteligência dos inteligentes, e o poder de todos os homens poderosos.

11 Eu sou a força dos fortes, desprovida de paixão e desejo. Eu sou a vida sexual que não é contrária aos princípios religiosos, ó Senhor dos Bharatas (Arjuna).

12 Todos os estados de existência – sejam eles de bondade, paixão ou ig­norância – manifestam-se através de Minha energia. Em um sentido, Eu sou tudo – mas Eu sou independente. Eu não estou sob os modos desta natureza material.

13 Iludido pelos três modos (bondade, paixão e ignorância), o mundo in­teiro não conhece a Mim que estou além dos modos e sou inesgotável.

14 Esta Minha energia divina, que consiste nos três modos da natureza material, é difícil de superar. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente atravessá-la.

15 Os canalhas que são grosseiramente tolos; os mais baixos da humanidade, cujo conhecimento é roubado pela ilusão e que participam da natureza ateísta dos demônios, não se rendem a Mim.

16 Ó melhor entre os Bharatas (Arjuna), quatro tipos de homens piedosos prestam serviço devocional a Mim: o aflito, o que deseja riquezas, o curioso e aquele que busca conhecimento do Absoluto.

17 Destes, o sábio que está em conhecimento pleno, unido a Mim através do serviço devocional puro, é o melhor. Pois Eu sou muito querido para ele, e ele é querido para Mim.

18 Todos estes devotos são sem dúvida almas magnânimas, mas aquele que está situado em conhecimento de Mim Eu considero que em verdade mora em Mim. Ocupado em Meu serviço transcendental, ele Me alcança.

19 Depois de muitos nascimentos e mortes, aquele que está realmente em conhecimento se rende a Mim, sabendo que Eu sou a causa de todas as causas e de tudo que existe. Tal grande alma é muito rara.

20 Aqueles cujas mentes estão distorcidas por desejos materiais, rendem­ se aos semideuses e seguem as regras e regulações particulares de adoração de acordo com suas próprias naturezas.

21 Eu estou no coração de todo mundo como a Superalma. Quando uma pessoa deseja adorar aos semideuses, Eu torno firme sua fé para que ela possa consagrar-se a alguma deidade particular.

22 Dotada com tal fé, a pessoa procura favores de um semideus particular e obtém seus desejos. Mas na realidade estes benefícios são outorgados unicamente por Mim.

23 Homens de pouca inteligência adoram aos semideuses, e seus frutos são limitados e temporários. Aqueles que adoram aos semideuses vão para os planetas dos semideuses, mas Meus devotos por fim alcançam Meu planeta supremo.

24 Os homens sem inteligência, que não Me conhecem, pensam que Eu assumi esta forma e personalidade. Devido a Seu pouco conhecimento, eles não conhecem Minha natureza superior, que é imutável e suprema.

25 Eu nunca Me manifesto para os tolos e não inteligentes. Para eles Eu estou coberto por Minha potência criativa eterna (yoga-maya); e assim o mundo iludido não Me conhece, a Mim que sou não nascido e inesgotável.

26 Ó Arjuna, como a Suprema Personalidade de Deus, Eu sei de tudo que aconteceu no passado, de tudo que acontece no presente, e de todas as coisas que estão ainda por vir. Eu também conheço todas as entidades vivas; mas a Mim ninguém conhece.

27 Ó descendente de Bharata (Arjuna), ó conquistador do inimigo, todas as entidades vivas nascem na ilusão, dominadas pelas dualidades de desejo e ódio.

28 Pessoas que agiram piedosamente em vidas anteriores e nesta vida, cujas ações pecaminosas estão completamente erradicadas e que estão livres da dualidade da ilusão, ocupam-se em Meu serviço com deter­minação.

29 As pessoas inteligentes que se esforçam por liberar-se da velhice e da morte, refugiam-se em Mim em serviço devocional. Elas são realmente Brahman porque sabem tudo inteiramente sobre as atividades transcen­dentais e fruitivas.

30 Aqueles que Me conhecem como o Senhor Supremo, como o principio governante da manifestação material, que Me conhecem como o que sus­ tenta todos os semideuses e como o que sustém todos os sacrifícios, podem, com mente firme, compreender-Me e conhecer-Me mesmo no momento da morte.

Fonte: Srila Prabhupada, Bhagavad-gita Como Ele É, 1978, Primeira Edição.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/conhecimento-do-absoluto/

Livro Enochiano do Mochileiro dos Éteres

TRADUZIDO E ADAPTADO

POR ROBSON BÉLLI

março de 2022

Sumário

Origem deste material

Este material tem origem no livro “The Enochian workbook” dos autores Gerald & Betty schueller, obra recomendadíssima para aqueles que desejam entender mais sobre o assunto aqui apresentado, foram usadas inúmeras outras referencias tanto pelos autores quanto por mim (Robson Bélli) para a composição deste material.

Este material se refere a pratica da magia neo-enochiana, não sendo usado em outras vertentes, quaisquer outras duvidas pergunte no grupo, estamos sempre prontos em melhor aconselhar o grupo em suas praticas.

*produzido para o grupo enochiano do site  Enoquiano.com.br (Instagram)

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Os 30 Aethyrs

Junto com as Torres de Vigia, existe uma série de 30 regiões sutis no Universo Mágico entre nossa Terra física e as regiões espirituais mais elevadas da divindade. Estes são chamados de Aethyrs ou Aires. O mais baixo é o 30º, chamado TEX. O mais alto é o primeiro, chamado LIL.

Os Aethyrs e seus Governadores

Numero Nome Significado Governadores
30 TEX Aethyr em quatro partes TAOAGLA, GEMNIMB

ADUORPT, DOZIAAL

29 RII Céu VASTRIM, ODRAXTI, GMOTZIAM
28 BAG Duvida TABNIXP, FOKLSNI, OXLOPAR
27 ZAA Solidão SAZIAMI, MATHVLA, KORPANIB
26 DES Aceitação POPHAND, NIGRANA, BAZHIIM
25 VTI Mudança MIRZIND, OBVAORS, RANGLAM
24 NIA Viagem ORAKAMIR, KHIASALPS, SOAGEEL
23 TOR Trabalho RONOAMB, ONIZIMP, ZAXANIN
22 LIN Vazio OZIDAIA, KALZIRG, LAZDIXR, PARAOAN
21 ASP Reação KHLIRZPA, TOANTOM, VIXPALG
20 KHR Roda ZILDRON, PARZIBA, TOTOKAN
19 POP Divisão TORZOXI, ABRAIOND, OMAGRAP
18 ZEN Sacrifício NABAOMI, ZAFASAI, VALPAMB
17 TAN Sacrifício SIGMORF, AYDROPT, TOKARZI
16 LEA Equilíbrio KUKUARPT, LAUAKON, SOKHIAL
15 OXO Self TAHAMDO, NOKIABI, TASTOXO
14 VTA Dança TEDOAND, VIVIPOS, VOANAMB
13 ZIM GEKAOND, LAPARIN, DOKEPAX
12 LOE Gloria TAPAMAL, GEDOONS, AMBRIOL
11 IKH Tensão MOLPAND, VSNARDA, PONODOL
10 ZAX Abismo LEXARPH, KOMANAN, TABITOM
09 ZIP Sem ego ODDIORG, KRALPIR, DOANZIN
08 ZID Deus interior ZAMFRES, TODNAON, PRISTAK
07 DEO Amor OPMAKAS, GENADOL, ASPIAON
06 MAZ Aparências SAXTOMP, VAUAAMP, ZIRZIRD
05 LIT Ímpio LAXDIXI, NOKAMAL, TIARPAX
04 PAZ Manifestação THOTANF, AXZIARG, POTHNIR
03 ZOM auto-conhecimento SAMAPHA, VIRLOLI, ANADISPI
02 ARN Preenchimento DOAGNIS, PAKASNA, DIAIVOIA
01 LIL O primeiro Aethyr OKKODON, PASKOMB, VALGARS

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O Corpo de Luz

Você tem um corpo que é feito de luz, não de carne. Você pode sair do corpo de carne e depois retornar a ele. Como mago, você deve aprender a fazer isso à vontade. Assim como o corpo de carne vive no mundo físico, o Corpo de Luz vive no Universo Mágico. Assim como o corpo de carne tem sentidos para agir e reagir no mundo físico, o Corpo de Luz tem sentidos para agir e reagir no Universo Mágico. O Corpo de Luz é invisível aos olhos físicos, mas pode ser visto com a visão interior (tela mental). É em forma de ovo e permeia o corpo de carne que se projeta em todas as direções.

A doutrina do Corpo de Luz é muito antiga. Era bem conhecido, por exemplo, no antigo Egito. É um termo geral para o corpo sutil que na verdade é composto de um corpo divino, um corpo espiritual, um corpo causal, um corpo mental, um corpo astral e um corpo etérico. A Tabela  mostra as principais partes do Corpo de Luz da pessoa usadas na Magia Enoquiana com a Magia Egípcia e a Teosofia moderna para comparação.

O Corpo de Luz

Enochiano Egípcio Teosofia
Eterico Khaibit Linga-sarira
Astral Ka Kama
Mental Ba Mana inferior
Causal Sahu Mana superior
Espiritual Khu Buddhi
Divino Khabs Atma

Como entrar no corpo de luz? Na forma Deus, como desenvolver e fortalecer seu corpo de luz? Ritual do pilar do meio.

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Como Assumir as Formas de Deus

Seu Corpo de Luz é plástico e pode assumir qualquer forma de acordo com sua vontade.

Isso permite que um mago ou iogue assuma a forma de qualquer deus ou deusa enquanto viaja no Universo Mágico.

Você deve selecionar uma entidade enoquiana apropriada e assumir sua forma ao entrar em seu Corpo de Luz. Então seu Corpo de Luz naturalmente reterá esta forma durante toda a operação.

A fim de ajudar na construção de uma forma deus apropriada para os Anjos Maiores e Menores das Torres de Vigia, cada letra em seu nome tem as correspondências mostradas na Tabela.

Letras enochianas

Correspondências Telesmáticas

A                     Macho             espiritual, asas

B                     Macho             ativo

C, K                Macho             grande, forte

D                     Femea             Bonito, atrativo

E                     Femea             feroz, bravo

F                      Macho             pesado, desajeitado

G                     Femea             bonito, diferente

H                     Femea             indefinido

I, J, Y             Femea             delicado

L                     Femea             gracioso

M                    Femea             reflexivo, sonhador

N                     Macho             negro, determinado

O                     Macho             mecanico

P                      Femea             feroz, resoluto, forte

Q                     Femea             introspectivo, inteligente

R                     Macho             pesado

S                      Macho             orgulhoso, dominante

T                     Macho             feroz, ativo

U, V, W          Macho             escuro

X                     Macho             expressivo, magro

Z                     Macho             magro, inteligente

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Objetivos de aprendizado

Este material contém quatro lições sobre como vivenciar as Torres de Vigia e os Aethyrs. Duas técnicas mágicas são apresentadas. A primeira é como olhar o cristal (como praticar videncia); a segunda é viajar na Visão do Espírito ou viagem astral. Você deve começar com a contemplação do cristal, que é fácil e sem perigo. Instruções detalhadas são dadas para que você possa entrar nas Torres de Vigia e Aethyrs, descritos pela Magia Enoquiana, e ver essas regiões sutis e seus habitantes por si mesmo. Ao concluir a leitura, você deverá ser capaz de:

  • Como olhar o cristal
  • Viajar na Visão do Espírito
  • Procure ou visite as Torres de Vigia
  • Esquadrinhar ou visitar os Aethyrs

Como olhar o Cristal

A palavra skrying significa “vidência”. Quando você olha para uma bola de cristal ou QUALQUER OUTRA SUPERFICIE REFLEXIVA, você está tentando ver alguma coisa. Tradicionalmente, a skrying tem sido usada para adivinhação – para ver o futuro. A bola de cristal tornou-se estereotipada como uma ferramenta do cigano ou cartomante. No entanto, Dee e Kelly usaram a técnica para examinar as Torres de Vigia e Aethyrs da Magia Enochiana com grande sucesso.

Existem muitas formas de skrying. Por exemplo, a Hidromancia está mergulhando na água; leconomia é skrying em óleo que é derramado na água; catoptromancia é espiar em um espelho, e assim por diante.

A pedra de demonstração de Dee, que ele chamava de “pedra angelical”, era do tamanho de um ovo.

Antes de começar a praticar skrying, você deve comprar seu próprio cristal de quartzo. Um cristal de quartzo claro ou rosa também pode funcionar bem. Idealmente, você deve experimentar vários tipos até encontrar um que funcione melhor para você.

Não há regras rígidas para olhar cristal. Pode ser segurado em suas mãos, ou colocado em um suporte à sua frente, ou simplesmente colocado em uma mesa, desde que não role.

Ao adicionar detalhes ao processo de skrying, deve fazer isso com cuidado. Por exemplo, William Lilly tinha um cristal em um suporte de prata com os nomes dos anjos gravados nele. No entanto, você não quer adicionar tantos detalhes que se tornem uma distração. Por exemplo, você pode queimar velas, ou usar uma mesa redonda com uma cobertura apropriada, ou queimar incenso. Você pode querer realizar um ritual de purificação apropriado de antemão para ajudá-lo a focar sua mente no objetivo desejado. Todos esses detalhes podem ser úteis, mas não deixe que eles o distraiam.

Qualquer que seja sua preparação e equipamento, a operação real é muito simples – apenas olhe para o cristal e observe o que você vê lá, se é que vê alguma coisa. Isso parece bastante fácil, mas você pode não ver nada, ou pode ver as coisas erradas. A ilusão e o engano abundam nos planos astral e mental e é por isso que as atalaias de sinalização são tão necessárias. Enquanto olha para o cristal, concentre-se nos simbolos conhecidos de onde você quer ver/ir. Isso ajudará a direcionar sua mente para o lugar certo.

A maioria dos observadores de cristal bem-sucedidos relatam que seus cristais aparecem primeiro nublados ou enevoados. Então eles detectam movimento – como nuvens sendo sopradas pelo vento. À medida que a névoa recua, uma visão aparece. Essas visões podem variar de um sentimento abstrato a uma imagem clara.

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Viagem na visão do Espírito

A técnica mágica conhecida como “viagem na visão espiritual” é mais avançada do que a simples clarividência ou visão psíquica. Depois de dominar como olhar o cristal, você deve estar pronto para avançar para a viagem na visão espiritual.

Basicamente, a diferença é esta: ao contemplar o cristal, seu Corpo de Luz permanece dentro de seu corpo físico. Ao fazer viagem na visão espiritual, sua consciência deixa o corpo físico e entra em seu Corpo de Luz, que então vai para o local desejado. Viajar na Visão Espiritual é idêntico à viagem astral. O processo é como adormecer, exceto que você permanece consciente e retorna ao seu corpo físico com a memória completa de suas experiências.

Como vimos, a Magia Enoquiana ensina que um mundo invisível nos cerca. Não podemos ver este mundo com nossos olhos físicos, mas podemos vê-lo mais ou menos claramente com nossa visão astral ou visão interior (tela mental).

Somos mais do que apenas um corpo físico. Cada um de nós tem sete corpos ou “bainhas”. O sétimo, o mais grosseiro, é o nosso corpo físico. Dentro do corpo físico existe um corpo etéreo que contém o prana do Yoga e o chi da acupuntura. Isso é chamado de corpo etérico. Dentro do corpo etérico, há outro menos denso. Este é o corpo astral, o corpo de nossos sentimentos e emoções. Dentro do corpo astral há outro menos denso. Este é o corpo mental, o corpo dos nossos pensamentos. Dentro do corpo mental está o corpo causal que está dentro do corpo espiritual que, por sua vez, está dentro do nosso corpo divino.

A Tabela adiante mostra todos os sete corpos. Cada corpo é composto de elementos de um plano diferente, e cada corpo funciona com um conjunto completo de sentidos nesse plano.

Assim, o corpo astral tem sentidos astrais que funcionam no plano astral. O corpo mental tem sentidos psíquicos que funcionam no plano mental, e assim por diante.

Observe que o corpo e os nomes dos planos ocultos padrão são idênticos.

Observe que apenas cinco planos enoquianos são dados. O plano físico não tem equivalente enoquiano especial simplesmente porque é nosso mundo físico normal. O plano mais alto, correspondente ao Divino, também não é mencionado na Magia Enoquiana. Este plano era considerado alto demais para falar em palavras e geralmente era mantido em segredo.

Os corpos e planos

Corpo do Plano Cósmico

Corpo Ocultismo Enochiano
Físico Físico
Etérico Etérico Torre da terra
Astral Astral Torre da agua
Mental Mental Torre do ar
Causal Causal Torre do fogo
Espiritual Espiritual Tablete da união
Divino Divino

A Tabela anterior nos fornece a base teórica para a vidência na Magia Enochiana.

O objetivo é experimentar, em algum grau, os mundos das Torres de Vigia.

A Magia Enochiana também ensina que existem 30 estados especiais, nestes planos internos, chamados Aethyrs ou Aires. Conforme mostrado na Tabela do inicio deste material, estes variam desde o mais baixo e mais denso, chamado TEX, até o mais alto e mais espiritual, chamado LIL. O mago enoquiano aprende a praticar videncia nos Quadrados das Torres de Vigia e nos Aethyrs.

A principal razão para fazer isso é aprender em primeira mão a verdade sobre você e seu universo.

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Skrying visitando as Torres de Vigia

As quatro Torres de Vigia e 30 Aethyrs da Magia Enochiana são planos e subplanos dentro do Universo Mágico. São regiões do espaço interior. Eles podem ser visitados por você em seu Corpo de Luz. Para entrar nas Torres de Vigia, você pode praticar videncia usando um cristal ou viajar com seu Corpo de Luz. Em geral, skrying é mais fácil e seguro e, portanto, é o procedimento recomendado para iniciantes.

O seguinte é um esboço de como um mago enoquiano entraria nas Torres de Vigia:

PASSO 1.

Recite a Chamada ou Chamadas apropriadas.

PASSO 2.

Vibre os Nomes de Poder apropriados.

PASSO 3.

Olhe para uma superfície reflexiva ou bola de cristal ou entre em seu Corpo de Luz da seguinte forma:

  1. Corpo etérico para a Torre de Vigia da Terra
  2. Corpo astral para Torre de Vigia da Água
  3. Corpo mental para A Sentinela do Ar
  4. Corpo causal para A Sentinela de Fogo
  5. Corpo espiritual para Tabela da união

PASSO 4.

Faça o Sinal do abrir o Véu para entrar em um Quadrado.

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Comentários.

Entre nas Torres de Vigia em ordem serial. Sempre entre primeiro na Terra, depois na Água, depois no Ar, depois no Fogo e só então na Tábela da União. A Chamada correta a ser usada para as Torres de Vigia depende da atalaia que está sendo visitada.

Use os Chamados para a divindade da atalaia a ser visitada. Depois que o sucesso for obtido e você tiver adquirido prática suficiente nas Torres de Vigia, você descobrirá que apenas pensar no Chamado terá o mesmo efeito que recitá-lo.

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Ritual de Vigilância do Quadrado “O” de “OPNA” na Terra da Terra

Agora vamos juntar todas as diferentes técnicas mágicas que aprendemos e realizar um ritual que nos permitirá praticar a “viagem” (viagem na visão mental) o subquadrante Terra da Terra na Torre de Vigia da Terra. Visitaremos a atalaia Menor O da OPNA.

Você pode encontrar este Quadrado na Figura a seguir: Comece no canto inferior esquerdo da Torre de Vigia, conforme mostrado na Figura a seguir, e conte quatro fileiras para cima, contando a fileira de baixo como a primeira.

O mesmo Quadrado, desenhado como uma pirâmide truncada, pode ser encontrado no subquadrante. Terra da Terra. Como mostrado, a pirâmide truncada tem quatro lados, três de Terra e um de Fogo.

PASSO 1.

Comece desenhando um círculo mágico para trabalhar (não consagre ainda). Coloque um altar (uma mesa com uma cobertura apropriada serve) no centro. Coloque um cristal ou superfície reflexiva (taça de agua, espelho, etc…) em um pano preto no altar. Além disso, coloque duas velas (de preferencia) pretas no altar atrás do cristal. Faça uma pirâmide truncada (veja o final do material, temos um modelo lá), para o Quadrado O, e coloque-a atrás do cristal e entre as duas velas.

PASSO 2.

Consagre o círculo conduzindo o Ritual de Invocação do Pentagrama. Ao conduzir o ritual de invocação, use a mão para traçar os pentagramas.

PASSO 3.

Recite a Chamada apropriada. Você vai praticar videncia no subquadrante Terra da Terra. De acordo com as regras das chamadas, você só precisa recitar a Quinta Chamada.

PASSO 4.

Vibre os Nomes de Poder apropriados, conforme aprendido no “Livro das entidades enochianas”.

Vibre cada um dos seguintes nomes na ordem mostrada:

IKZHIKAL

LAIDROM

AKZINOR

LZINOPO

ALHKTGA

AHMLLKV

LIIANSA

ABALPT

ARBIZ

NRONK

RONK

PASSO 5.

Faça o Sinal do abrir o Véu (mostrado anteriormente). Olhe para o seu cristal e imediatamente após a experiência registre o que você vê ou ouve.

PASSO 6.

Se você tiver sucesso neste ponto, deverá ver algo como um vulcão ou chamas ardentes saindo do chão. Agora vamos olhar para alguns dos sinais para esta região. A divindade egípcia é Hórus, o deus do crescimento e da manifestação física com cabeça de falcão. A esfinge será uma vaca com pernas e cauda de leão. O Arcanjo é TOPNA que é muito semelhante a Hórus.

TOPNA veste um manto laranja. Ele é muito forte e terrível de se olhar. Ele carrega uma flecha e a usa para apontar para as chamas de seus processos alquímicos.

O anjo aqui é OPNA. Ele também usa um manto laranja. Tanto o TOPNA quanto o OPNA se movem rapidamente, com pequenas asas nos pés. O Demônio neste Quadrado é TOP. As forças primárias que atuam nesta região são criativas, tendo a ver com a manifestação física da vida. Mas, enquanto um vulcão é, em última análise, criativo ao fazer mais terra, a curto prazo é altamente destrutivo e perigoso. As forças astrológicas de Câncer operam nesta Quadratura, mas são opostas ou complementadas pelas forças da morte, que também estão aqui (sugeridas pelo elemento Fogo, mas também pela letra N (ver Tabela das letras das correspondências telesmaticas) nos nomes dos Anjos.

PASSO 7.

Encerre realizando o Ritual de Banimento do Pentagrama. Verifique seus resultados em relação às atalaias conhecidas.

Planilha de exemplo para Skrying visitando as Torres de Vigia

Primeira entrada:

Encontro: Data:
Tempo: Lugar:
Torre de Vigia visitada:
Praça da Torre de Vigia pretendida:
Atalaia de sinalização conhecida:
Método (Marque um):
A Espionagem através de cristal
B Visitando via Corpo de Luz
Resultados:  

 

 

 

 

 

Comentários:  

 

 

 

 

 

 

 

Segunda entrada:

Encontro: Data:
Tempo: Lugar:
Torre de Vigia visitada:
Praça da Torre de Vigia pretendida:
Atalaia de sinalização conhecida:
Método (Marque um):
A Espionagem através de cristal
B Visitando via Corpo de Luz
Resultados:  

 

 

 

 

 

Comentários:  

 

 

 

 

 

 

 

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Skrying visitando os Aethyrs

O seguinte é um esboço de como um mago enoquiano entraria nos Aethyrs:

PASSO 1. Recite a Chamada apropriada.

PASSO 2. Invoque os Governadores apropriados.

PASSO 3. Entre em seu Corpo de Luz para uma visita ou olhe para uma pedra de cristal para observação.

PASSO 4. Concentre-se nas Atalaia de sinalização conhecidas.

PASSO 5. Faça o Sinal do abrir do Véu para entrar no Aethyr.

Comentario.

Entre nos Aethyrs em ordem serial. Sempre insira TEX primeiro, depois RII e assim por diante.

Entrando no TEX

  1. Fique de frente para o oeste — a Torre de Vigia da Água contém os quatro governadores do TEX.
  1. Recite o Chamado para TEX: “Os Céus que estão no Trigésimo Aethyr, TEX, são poderosos nessas regiões do universo…”.
  1. Vibre os dois nomes a seguir:

MPH-ARSL-GAIOL

RAAGIOSL

  1. Vibre o nome TAOAGLA e trace seu sigilo no ar diante de você. Visualize o sigilo na cor azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é bondoso e justo.
  1. Vibre o nome GEMNIMB e trace seu sigilo no ar diante de você (conforme a figura adiante). O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é muito crítico, mas seus julgamentos são muitas vezes temporários e podem ser alterados.
  1. Vibre o nome ADUORPT e trace seu sigilo no ar diante de você. O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador tem uma natureza feminina e passiva como a lua.

Figura dos sigilos dos quatro Governadores do TEX

  1. Vibre o nome DOZIAAL e trace seu sigilo no ar diante de você (veja a Figura acima). O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é muito emotivo e pode conceder prazer ou dor, alegria ou tristeza.
  1. Concentre-se no TEX, região dividida em quatro partes:

TAOAGLA governa o Ocidente.

A ADUORPT governa o Sul.

DOZIAAL governa o Oriente.

GEMNIMB governa o Norte.

  1. Observando seu cristal ou entre em seu Corpo de Luz. Tente se ver no Aethyr. Se necessário, Se você ainda tiver problemas, faça o Sinal de Rasgar o Véu como indicado.

Resumo

A palavra skrying significa “videncia”. Quando você observa uma bola de cristal ou superfície reflexiva, você está tentando ver alguma coisa. Tradicionalmente, a skrying tem sido usada para adivinhação.

Existem muitas formas de skrying. A hidromancia é feita com espelhos de água;

leconomia é skrying em óleo que é derramado na água; catoptromancia é com um espelho, e assim por diante.

Não há regras rígidas para essa observação do cristal. Pode ser segurado em suas mãos, ou colocado em um suporte à sua frente, ou simplesmente colocado em uma mesa, desde que não role.

Adicionar detalhes ao processo de skrying pode ser útil no foco, mas deve ser adicionado com cuidado.

A ilusão e o engano abundam nos planos astral e mental e é por isso que as atalaias de sinalização são tão necessárias.

A técnica mágica conhecida como “viagem na visão espiritual” é mais avançada do que a simples clarividência ou visão psíquica. Ao observar o cristal, seu Corpo de Luz permanece dentro de seu corpo físico. Ao fazer viagem na visão espiritual, sua consciência deixa o corpo físico e entra em seu Corpo de Luz, que então vai para o local desejado.

Viagem na Visão Espiritual é idêntico à viagem astral. O processo é como adormecer, exceto que você permanece consciente (acordado) e retorna ao seu corpo físico com a memória completa de suas experiências.

Um mundo invisível nos cerca que só podemos ver com nossa visão astral ou visão interior.

Cada um de nós tem sete corpos ou “revestimentos”: o corpo físico, o corpo etérico, o corpo astral, o corpo mental, o corpo causal, o corpo espiritual e o corpo divino. Cada corpo é composto de elementos de um plano diferente, e cada corpo funciona com um conjunto completo de sentidos nesse plano. O corpo astral tem sentidos astrais que funcionam no plano astral. O corpo mental tem sentidos psíquicos que funcionam no plano mental, e assim por diante.

Enquanto as escolas ocultistas tradicionais listam sete planos e corpos, a magia enoquiana lista apenas cinco. O plano físico não tem equivalente enoquiano especial simplesmente porque é nosso mundo físico normal. O plano mais alto, correspondente ao Divino, também não é mencionado porque era considerado muito elevado para falar em palavras e geralmente era mantido em segredo.

O objetivo da skrying é experimentar os mundos dos Aethyrs da Torre de Vigia.

A principal razão para fazer isso é aprender em primeira mão a verdade sobre você e seu universo.

As quatro Torres de Vigia e 30 Aethyrs da Magia Enochiana são planos e subplanos dentro do Universo Mágico. São regiões do espaço interior. Eles podem ser visitados no Corpo de Luz. Para entrar nas Torres de Vigia, você pode praticar videncia usando um cristal ou visitar em seu Corpo de Luz. Em geral, skrying é mais fácil e seguro e, portanto, é o procedimento recomendado para iniciantes.

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O que fazer agora

  1. Tente entrar em um dos Quadrados Menores da Terra usando um cristal de quartzo. Registre seus resultados na ficha.
  1. Tente viajar na visão espiritual para um dos Quadrados Menores da Terra da Terra.

Registre seus resultados na ficha. Compare os resultados da visão espiritual com a contemplação do cristal.

  • Usando uma das duas técnicas mágicas que você aprendeu neste material (ou seja, vidência de cristal ou entrar em seu Corpo de Luz), visite o primeiro Aethyr TEX e registre seus resultados.

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Teste de conhecimento

  1. Múltipla escolha: A palavra “skrying” significa
  2. sabedoria.
  3. visão.
  4. cálculo.
  5. vôo.
  1. Verdadeiro ou Falso: Hidromancia é a técnica de skrying na água.
  1. Verdadeiro ou Falso: O cristal usado por John Dee era do tamanho de um ovo.
  1. Por que as atalaias de sinalização são necessários ao viagem as Torres de Vigia e os Aethyrs.
  1. Qual é a diferença entre olhar cristal e viajar na Visão do Espírito?
  1. Qual corpo sutil corresponde à Torre de Vigia do Ar.? A Sentinela de Fogo.?
  1. Verdadeiro ou Falso: Você pode observar as Torres de Vigia e Aethyrs olhando para uma tigela de água.
  1. Verdadeiro ou Falso: Entrar em seu Corpo de Luz e viajar em sua Visão Espiritual é tão fácil quanto observar o cristal.
  1. Verdadeiro ou Falso: Ao entrar em um Aethyr, você não precisa recitar uma Chamada.
  1. Verdadeiro ou Falso: Ao entrar em um Aethyr, você não precisa se dirigir aos Governadores.
  1. Quantos Governadores estão no TEX.? Quais são os nomes deles.?
  1. Qual é o primeiro Aethyr que todo aluno deve entrar primeiro:
  • Qual é a primeira Sentinela que todo estudante deve tentar entrar primeiro?

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Adendo

PARA VIAJAR PELOS “ARES” (da Clavícula de Salomão de Iroe o Mago)

 

– ATHA, MILECK, NIGHELIONA, ASSERMALOCH, BASSAMOIN, EYES, SARA MAMACHIN, BAAREL, EMOD, EGUEN, SERNOS. A vós espíritos invisíveis e intangíveis que percorreis o firmamento sem cessar os invoco nesta hora solene para que me presteis vossas poderosas asas para que eu possa ir com a velocidade do vento a… [nome do lugar].

RITUAL DO PILAR DO MEIO (adaptado do Círculo Iniciático de Hermes e de Donald Michael Kraig)

  1. Preparação.

Volte-se para o leste e faça um exercício de relaxamento.

Realize o Ritual Menor do Pentagrama banindo.

Imagine-se em um templo. Visualize o Pilar Negro da Severidade à esquerda, o Pilar Branco da Misericórdia à direita e você ao centro no Pilar do Equilíbrio.

  1. Pilar do Meio.

Eleve sua atenção até Kether. Imagine uma esfera de luz que brilha intensamente acima de sua cabeça sem tocá-la.

Contemple esta luz por alguns instantes. Sinta a energia que emana desta esfera enquanto vibra:

– Eheieh.

Desta esfera a luz se projeta para baixo até formar uma segunda esfera de luz na região da nuca. A luz de Kether flui para Daath. Sinta sua energia enquanto vibra:

– IHVH Elohim.

A luz se projeta desta esfera para formar uma terceira esfera de luz na região do coração. A luz de Daath flui para Tiphereth.

Sinta sua energia enquanto vibra:

– IHVH Eloah Ve Daat.

A luz projeta-se desta esfera para formar a próxima esfera de luz na região dos órgãos sexuais. A luz de Tiphereth flui para Iesod. Sinta a energia desta esfera enquanto vibra:

– Shadai El Chai.

A luz projeta-se desta esfera para formar uma nova esfera de luz nos pés. A luz de Iesod flui para Malchut. Visualize esta esfera de luz e sinta sua energia enquanto vibra:

– Adonai Ha Aretz.

Visualize o Pilar do Meio formado por suas esferas de luz alinhadas ao longo de seu corpo.

  1. Circulação do Corpo de Luz.

Volte sua atenção para Kether, a esfera acima da cabeça, e visualize-a absorvendo energia do Ain Soph Aur, da Luz Ilimitada, e transmitindo esta energia para as outras esferas. A cada expiração sinta a energia descer da esfera do topo da cabeça até a esfera dos pés pelo lado esquerdo do corpo. Ao inspirar sinta a energia subir da esfera dos pés até a esfera do topo da cabeça passando pelo lado direito do corpo. Repita este exercício por várias vezes. Visualize, então, a energia descer pela frente do corpo enquanto o ar é exalado e subir pelas costas enquanto o ar é inspirado. Repita exte exercício por várias vezes. Visualize este processo e sinta este processo de forma profunda e real.

Visualize as esferas de luz em seu corpo que formam o Pilar do Meio. Leve sua atenção à esfera dos pés e, ao inspirar, sinta e visualize a energia desta esfera subir pelo corpo como uma corrente de energia espiralada até o topo da cabeça. Ao exalar sinta e visualize esta energia sendo derramada por todo o seu corpo retornando à esfera de luz situada nos pés. Repita este exercício várias vezes.

GRANDE TABELA E OS SIGILOS

ATALAIA DO AR

ATALAIA DO FOGO

ATALAIA DA TERRA

ATALAIA DA AGUA

ATALAIA DA TABELA DA UNIÃO (CRUZ CENTRAL)

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Bibliografia

  1. Enochian workbook, The, Gerald & Betty Schueler, Llewellyn.
  2. Enciclopédia de Cristal, Gem e Metal Magic de Cunningham. Scott Cunningham, Llewellyn.
  3. Segredos da adivinhação cigana. Raymond Buckland, Llewellyn,
  4. Cristal Iluminismo. Catarina Raphaell, Aurora.
  5. Consciência Cristal. Catherine Bowman, Llewellyn.
  6. Crystal Power., Michael G. Smith, Llewellyn.
  7. Projeção Astral, Magia e Alquimia. Ed por Francis King, Weiser.
  8. De Vigiar e Viajar na Visão do Espírito. Papel da Aurora Dourada encontrado em Golden Dawn de Regardie, Vol 4, Llewellyn.
  9. As Confissões de Aleister Crowley. John Symonds e Kenneth Grant, Bantam.
  10. O Guia Prático de Llewellyn para: Projeção Astral. Denning & Phillips, Llewellyn.
  11. Autodefesa Psíquica e Bem-Estar. Denning & Phillips, Llewellyn.
  12. O Guia Interno de Llewellyn para Estados Mágicos de Consciência. Denning & Phillips, Llewellyn.
  13. O Guia Prático de Llewellyn: O Desenvolvimento de Poderes Psíquicos. Denning & Phillips, Llewellyn.
  14. The Golden Dawn. Vol 10, Israel Regardie, Llewellyn.
  15. The Vision and the Voice. Aleister Crowley.
  16. LiberLXKXIX vel Chanokh. Aleister Crowley.
  17. The Enochian Evocation of Dr. John Dee. Ed. & Trans by Geoffrey James,Heptangle.
  18. Enochian Magic: A Practical Manual. & B. Schueler, Llewellyn.
  19. An Advanced Guide to Enochian MagicG. Schueler, Llewellyn.
  20. Enochian Physics. G. Schueler, Llewellyn.
  21. Enochian Yoga. G. & B. Schueler, Llewellyn.
  22. Enochian Tarot. G. & B. Schueler, Llewellyn.
  23. Golden Dawn Enochian Magic. Pat Zalewski, Llewellyn.
  24. Mysteria Magica. Denning & Phillips, Llewellyn.
  25. The Enochian Tarot Card Deck. G. & B. Schueler & Sallie Ann Glassman, Llewellyn
  26. A True and Faithful Relation of What Passed For Many Years Between Dr.
  27. John Dee and Some Spirits. Meric Casaubon, Askin.
  28. The Complete Enochian Dictionary. Donald C. Laycock, Askin.
  29. Astral Projection, Magic, andAlchemy. S. L. MacGregor Mathers and others, Ed. by Francis King, Destiny Books.

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-enochiano-do-mochileiro-dos-eteres/

Conexões entre Krishna e Vida Extraterrestre

Nossa Resposta:

Primeiro, Krishna é a origem de todas as encarnações e expansões, incluindo os três avatares de Vishnu. O primeiro, Mahavishnu, cria a energia material total conhecida como Maha Tattva. O segundo, Garbhodakshayi Vishnu, entra em todos os universos para criar diversidades em cada um deles. O terceiro, Kshirodakshayi Vishnu, está difundido como a Superalma que tudo permeia em todos os universos e é conhecido como Paramatma, que está presente mesmo dentro dos átomos.

Aqui estão apenas dois dos muitos versos que explicam a posição original do Senhor Krishna:

“Todas as encarnações acima mencionadas são porções plenárias ou porções das porções plenárias do Senhor, mas o Senhor Sri Krishna é a Personalidade de Deus original. Todas elas aparecem nos planetas sempre que há uma perturbação criada pelos ateístas. Senhor encarna para proteger os teístas.” (Srimad Bhagavatam 1:3:28)

e,

“Krishna, que é conhecido como Govinda, é a Divindade Suprema. Ele tem um corpo espiritual eterno e bem-aventurado. Ele é a origem de tudo. Ele não tem outra origem e Ele é a causa principal de todas as causas.” (Brahma Samhita, 5:1)

Quanto a quem é alienígena e quem não é:

Na verdade, todos são alienígenas neste mundo material. Todos nós pertencemos a Vaikuntha, o mundo espiritual. Cada entidade viva é uma centelha espiritual, vinda de Krishna e originada em Vaikuntha. Devido ao desejo de desfrutar do mundo material separado do Senhor, algumas almas vêm aqui para este reino terrestre. Esta é uma atmosfera muito estranha para nós. Estamos destinados a viver em um estado eterno e feliz, mas nos encontramos em um lugar onde tudo é temporário e cheio de miséria.

Quando o Senhor Krishna apareceu aqui há cinco mil anos atrás, Ele veio em Sua forma original. O corpo do Senhor Krishna é espiritual. Isso significa que é eterno (sat), cheio de conhecimento (cit) e cheio de bem-aventurança (ananda).

Cada um de nós deve ter um corpo qualitativamente igual ao de Krishna, e viver em uma atmosfera espiritual, onde nosso humor de serviço a Krishna nos permite experimentar nossas qualidades espirituais naturais. Em vez disso, chegamos a este lugar estranho, procurando por emoções baratas. Nós nos contentamos com um corpo feito de sangue, pus e outras coisas horríveis e onde tudo está constantemente envelhecendo e morrendo, e as esperanças de felicidade são destruídas pela natureza temporária das coisas que aspiramos a desfrutar.

Em certo sentido, o Senhor Krishna também era um “alienígena” quando veio à terra – porque esta não é Sua residência original – mas em outro sentido tudo é Dele e vem dEle. Ele é o proprietário de tudo, então Ele pode ir aonde Ele quiser, e aparecer como Ele quiser—seja via avião de flores, a velocidade da mente, ou inúmeras outras opções de viagem. E quando Ele viaja Ele não está sujeito ao desconforto do lugar que Ele está visitando, Ele simplesmente traz as maravilhosas qualidades espirituais e a atmosfera de Seu lugar com Ele!

Você também está correto em dizer que durante a guerra do Mahabharata havia alienígenas lutando com Krishna e outros no campo de batalha. A Terra não é o único planeta neste reino material. Na verdade, existem bilhões de galáxias no mundo material – que é apenas uma pequena parte de todo o reino espiritual – e em cada galáxia há muitos, muitos planetas. Alguns são celestiais, alguns são infernais e alguns estão no meio. Em cada planeta existem entidades vivas com corpos diferentes. Muitos moradores desses planetas são muito avançados em ioga e outras ciências místicas, para que possam viajar à vontade para diferentes planetas. Na guerra do Mahabharata, havia visitantes de planetas superiores ajudando pessoalmente e permitindo que os guerreiros usassem suas armas.

No entanto, também é um fato que onde quer que estejamos neste mundo material, somos um alienígena; porque nosso lugar original é no mundo espiritual com Krishna!

Sugestão de Leitura Adicional:

Alien Identities (Identidades alienígenas)

— insights antigos sobre os fenômenos UFO modernos, por Sadaputa Dasa (Richard L. Thompson)

Fácil Viagem a Outros Planetas

– desmistificando as viagens espaciais e entendendo o eu como a última ‘partícula antimaterial’, por Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

***

Fonte:

Connections between Krishna and extraterrestrial life.

https://www.krishna.com/connections-between-krishna-and-extraterrestrial-life

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/conexoes-entre-krishna-e-vida-extraterrestre/

Mapa Astral de Israel Regardie

Francis Israel Regudy, mais conhecido como Israel Regardie (nasceu em 17 de novembro de 1907 em Londres, Inglaterra; faleceu em 10 de março de 1985 em Sedona, Arizona) foi um dos mais significativos ocultistas do século XX e um renovador da literatura oculta, especialmente no que concerne à Hermetic Order of the Golden Dawn.

Regardie emigrou para os Estados Unidos aos 14 anos de idade, e estudou arte em Washington, DC; e Filadélfia, PA. Com um tutor hebreu ele obteve o conhecimento linguístico que provaria ser inestimável em seus posteriores estudos de Kabbalah Hermética.

Com fácil acesso à biblioteca do Congresso, ele lia muito, e tornou-se interessado por teosofia, filosofia hindu e yoga; também juntou-se aos rosa-cruzes nesta época. Após ler a Parte I do Magick (O Livro Quatro) pelo ocultista Aleister Crowley, iniciou uma correspondência que o levaria a voltar para a Inglaterra, aos 21 anos, a convite de Crowley, para tornar-se seu secretário em 1928. Os dois dividiram companhia até 1932.

Em 1934, entrou para a Stella Matutina, uma organização “sucessora” da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Quando o grupo se dissolveu, Regardie adquiriu documentos da Ordem e compilou o livro “A Golden Dawn”, que lhe deu a inimizade de outros membros antigos e a reputação de ser um quebrador de juramentos por causa da informação revelada. No entanto, o livro transformou o trabalho da Ordem em um inteiro ramo da Tradição Ocultista Ocidental.

Conforme Regardie observou em seu A Garden of Pomegranates, “…é essencial que o sistema completo devesse ser publicamente exposto de tal forma que ele não pudesse ser perdido pela humanidade. Pois ele é a herança de todo homem e toda mulher – seu direito de nascência espiritual”. As diversas organizações ocultas clamando descendência da Golden Dawn original e os sistemas de magia praticados por eles devem a continuidade de sua existência e a sua popularidade ao trabalho de Regardie.

Em 1937, aos 30 anos, Regardie voltou para os EUA, entrando para o Chiropractic College em New York. Além disso, estudou psicanálise com o Dr. E. Clegg and Dr. J. L. Bendit, e psicoterapia com o Dr. Nandor Fodor. Abriu um escritório de quiropraxia e ensinou psiquiatria – Freudiana, Reichiana e Jungiana – aposentando-se em 1981 aos 74, quando então mudou-se para Sedona, AZ.

Ele faleceu de um ataque cardíaco na presença de amigos próximos durante um jantar em um restaurante em Sedona, Arizona, em 10 de Março de 1985, aos 77 anos de idade.

Mapa Astral

O Mapa de Regardie possui Sol e Mercúrio em Escorpião na Casa 8; Lua em Áries na Casa 1; Ascendente e Saturno em Peixes; Vênus em Sagitário; Marte em Aquário e Júpiter em Leão na casa 6.

Sol e Mercúrio em Escorpião indicam uma pessoa de pensamentos profundos, que não se contenta apenas em examinar uma situação, mas em estudá-la com a maior profundidade e seriedade possível; é o chamado “Mercúrio dos céticos”, muito encontrado em psiquiatras e psicanalistas (Regardie foi psicanalista).

O Ascendente em Peixes levou seus estudos e sua curiosidade e pesquisa para o campo espiritual (e Saturno apenas ampliou esta seriedade e responsabilidade com estes estudos, especialmente na área de ritualística); Mercúrio (seu Planeta mais forte, com 8 Aspectações)na Casa 8 também indica facilidade para a Magia e Marte em aquário deve ter auxiliado sua inclinação para assuntos considerados tabus ou muito fora da academia (magia, por exemplo).

Sua Lua em Áries mostra uma pessoa com ímpeto e liderança, o que também deve ter ajudado em sua busca pelo desconhecido e pelo oculto.

Júpiter em Leão na casa do trabalho o auxiliou a empreender grandes projetos; o Trígono com a Lua em áries facilitou os aspectos de liderança dentro deste projeto (Golden Dawn)

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-israel-regardie

Conclusão – A Perfeição da Renúncia

Bhagavad-gita, Capítulo XVIII.

01: Arjuna disse: Ó Krishna de braços poderosos, desejo compreender o propósito da renúncia (tyaga) e da ordem renunciada da vida (sannyasa), ó matador do demônio Kesi, Hrsikesa.

02: O Senhor Supremo disse: Os sábios chamam de renúncia (tyaga) o abandono dos resultados de todas as atividades. E os grandes homens eruditos chamam este estado de ordem renunciada da vida (sannyasa).

03: Alguns homens eruditos declaram que se deve abandonar todos os tipos de atividades fruitivas, mas há ainda outros sábios que mantêm que nunca se deve abandonar os atos de sacrifício, caridade e penitência.

04: Ó melhor dos Bharatas, ouça-Me falar sobre a renúncia. Ó tigre entre os homens, nas escrituras se declara que há três tipos de renúncia.

05: Os atos de sacrifício, caridade e penitência não devem ser abandonados mas devem ser executados. De fato, sacrifícios, caridade e penitência purificam até as grandes almas.

06: Todas estas atividades devem ser executadas sem nenhuma expectativa de resultado. Elas devem ser executadas por uma questão de dever, ó filho de Prtha. Essa é Minha opinião final.

07: Nunca se deve renunciar aos deveres prescritos. Se, por ilusão, uma pessoa abandona seus deveres prescritos, diz-se que tal renúncia está no modo da ignorância.

08: Diz-se que quem quer que abandone os deveres prescritos por serem problemáticos, ou por temor, está no modo da paixão. Com tal ação nunca se ganham os resultados da renúncia.

09: Mas aquele que executa seu dever prescrito só porque deve ser feito, e renuncia a todo apego aos frutos – sua renúncia é da natureza da bondade, ó Arjuna.

10: Aqueles que estão situados no modo da bondade, que nem odeiam o trabalho inauspicioso nem estão apegados ao trabalho auspicioso, não têm dúvidas quanto ao trabalho.

11: De fato é impossível um ser corporificado renunciar a todas as atividades. Por isso se diz que aquele que renuncia aos frutos da ação é uma pessoa que renunciou de verdade.

12: Para aquele que não é renunciante, os três frutos da ação – o desejável, o indesejável e o mesclado – manifestam-se depois da morte. Mas aqueles que estão na ordem renunciada da vida não têm que sofrer ou gozar tais resultados.

13 -14: Ó Arjuna de braços poderosos, aprenda de Mim sobre os cinco fatores que ocasionam o cumprimento de toda ação. Na filosofia sankhya se declara que estes fatores são: o lugar da ação, o executor, os sentidos, o esforço e finalmente a Superalma.

15: Qualquer ação correta ou incorreta que um homem execute com o corpo, mente ou fala, é causada por estes cinco fatores.

16: Portanto, uma pessoa que se considera o único executor, sem levar os cinco fatores em consideração, certamente não é muito inteligente e não pode ver as coisas como elas são.

17: Uma pessoa que não é motivada pelo falso ego, cuja inteligência não está envolvida, mesmo que mate homens neste mundo, não é o que mata. Nem tampouco está atada por suas ações.

18: O conhecimento, o objeto de conhecimento e o conhecedor são os três fatores que motivam a ação; os sentidos, o trabalho e o executor compreendem a base tripla da ação.

19: De acordo com os três modos da natureza material, existem três tipos de conhecimento, ação e executores de ação. Ouça enquanto Eu os descrevo.

20: Esse conhecimento através do qual se vê uma só natureza espiritual indivisa em todas as existências, indivisa no dividido, é conhecimento no modo da bondade.

21: O conhecimento através do qual se vê um tipo diferente de entidade viva morando em corpos diferentes é conhecimento no modo da paixão.

22: E se diz que o conhecimento através do qual uma pessoa se apega a um tipo de trabalho como se este trabalho fosse tudo, sem interessar-se na Verdade, e o qual é muito escasso, está no modo da escuridão.

23: Quanto às ações, a ação de acordo com o dever, que se executa sem apego, sem amor nem ódio, por uma pessoa que renuncia aos resultados fruitivos, chama-se ação no modo da bondade.

24: Mas a ação que se executa com grande esforço por parte de uma pessoa que busca gratificar seus desejos, e que se executa por um sentido de falso ego, chama-se ação no modo da paixão.

25: E a ação executada em ignorância e ilusão, sem se considerar o cativeiro ou as consequências futuras, que inflige dano e não é prática, é considerada ação no modo da ignorância.

26: O trabalhador que está livre de todos os apegos materiais e do falso ego, que é entusiasta e resoluto e que é indiferente ao êxito ou ao fracasso, é um trabalhador no modo da bondade.

27: Mas o trabalhador que está apegado aos frutos de seu trabalho e que quer apaixonadamente desfrutá-los, que é cobiçoso, invejoso e impuro, e se comove com a felicidade e o sofrimento, é um trabalhador no modo da paixão.

28: E o trabalhador que está sempre ocupado em trabalho contra a injunção da escritura, que é materialista, obstinado, enganador e experto em insultar os outros, que é preguiçoso, sempre desanimado e moroso, é um trabalhador no modo da ignorância.

29: Agora, ó conquistador de riquezas, ouça por favor enquanto Eu lhe falo em detalhe sobre os três tipos de compreensão e determinação segundo os três modos da natureza.

30: Ó filho de Prtha, esta compreensão através da qual uma pessoa sabe o que se deve fazer e o que não se deve fazer, o que se deve temer e o que não se deve temer, o que ata e o que libera, essa compreensão está estabelecida no modo da bondade.

31: E a compreensão que não pode distinguir entre a forma de vida religiosa e a irreligiosa, entre a ação que se deve executar e a ação que não se deve executar, essa compreensão imperfeita, ó filho de Prtha, está no modo da paixão.

32: Essa compreensão que considera que irreligião é religião e religião é irreligião, que está sob o encanto da ilusão e da escuridão, e que se esforça sempre na direção errada, ó Partha, está no modo da ignorância.

33: Ó filho de Prtha, a determinação que é inquebrantável, que se sustém com constância através da prática de yoga, e desse modo controla a mente, a vida e os atos dos sentidos, está no modo da bondade.

34: E a determinação através da qual uma pessoa se aferra ao resultado fruitivo na religião, no desenvolvimento econômico e na gratificação dos sentidos, é da natureza da paixão, ó Arjuna.

35: E a determinação que não pode ir além do sonho, do temor, da lamentação, do mal humor e da ilusão – tal determinação carente de inteligência está no modo da escuridão.

36-37: Ó melhor dos Bharatas, agora por favor ouça de Mim sobre os três tipos de felicidade que a alma condicionada desfruta, e através dos quais às vezes chega ao fim de todo o sofrimento. Diz-se que aquilo que no começo pode parecer veneno mas no fim é como néctar, e que desperta a pessoa para a autorrealização, é felicidade no modo da bondade.

38: Diz-se que a felicidade que deriva do contato dos sentidos com seus objetos e que parece como néctar no começo, mas que no final é como veneno, é da natureza da paixão.

39: E se diz que a felicidade que está cega para a autorrealização, que é ilusão do começo ao fim e que surge do sono, da preguiça e da ilusão, é da natureza da ignorância.

40: Não existe nenhum ser existindo, aqui ou entre os semideuses nos sistemas planetários superiores, que esteja livre dos três modos da natureza material.

41: Os brahmanas, os ksatriyas, os vaisyas e os sudras se distinguem por suas qualidades de trabalho, ó castigador do inimigo, de acordo com os modos da natureza.

42: Tranquilidade, autocontrole, austeridade, pureza, tolerância, honestidade, sabedoria, conhecimento e religiosidade estas são as qualidades com as quais os brahmanas trabalham.

43: Heroísmo, poder, determinação, destreza, coragem na batalha, generosidade e liderança são as qualidades de trabalho para os ksatriyas.

44: A agricultura, a proteção das vacas e o comércio são as qualidades de trabalho para os vaisyas, e para os sudras há o labor e o serviço aos outros.

45: Seguindo suas qualidades de trabalho, todo homem pode se tornar perfeito. Agora ouça por favor de Mim sobre como fazer isto.

46: Através da adoração do Senhor, o qual é a fonte de todos os seres e que é todo-penetrante, o homem pode alcançar a perfeição na execução de seu próprio dever.

47: É melhor dedicar-se à própria ocupação, mesmo que a pessoa talvez a execute imperfeitamente, do que aceitar a ocupação de uma outra pessoa e executá-la perfeitamente. As reações pecaminosas nunca afetam os deveres prescritos que estão de acordo com a natureza da pessoa.

48: Todo esforço é encoberto por algum tipo de defeito, exatamente como o fogo é coberto pela fumaça. Portanto, a pessoa não deve abandonar o trabalho que nasce de sua natureza, ó filho de Kunti, mesmo que tal trabalho esteja cheio de defeitos.

49: Uma pessoa pode obter os resultados da renúncia simplesmente pelo autocontrole e por se desapegar das coisas materiais, fazendo pouco caso dos prazeres materiais. Este é o mais elevado estágio perfeccional da renúncia.

50: Ó filho de Kunti, aprenda coMigo brevemente como uma pessoa pode alcançar o estágio perfeccional supremo, Brahman, agindo da maneira que agora vou resumir.

51-53: Estando purificado por sua inteligência e controlando a mente com determinação, abandonando os objetos de gratificação dos sentidos, estando livre do apego e do ódio, uma pessoa que vive em um lugar solitário, que come pouco e que controla o corpo e a língua, e está sempre em transe e está desapegada, que não tem falso ego, falsa força, falso orgulho, luxúria, ira, e que não aceita coisas materiais, tal pessoa é certamente elevada à posição de autorrealização.

54: A pessoa que está assim situada transcendentalmente realiza de imediato o Brahman Supremo. Ela nunca se lamenta nem deseja ter nada; ela está igualmente disposta com toda entidade viva. Neste estado ela alcança o serviço devocional puro a Mim.

55: Pode-se compreender a Suprema Personalidade como Ele é unicamente através do serviço devocional. E quando a pessoa tem plena consciência do Senhor Supremo através de tal devoção, ela pode entrar no reino de Deus.

56: Embora ocupado em todos os tipos de atividades, Meu devoto, sob Minha proteção e por Minha graça, alcança a morada eterna e imperecível.

57: Em todas as atividades dependa simplesmente de Mim e trabalhe sempre sob Minha proteção. Em tal serviço devocional, seja plenamente consciente de Mim.

58: Se você se tornar consciente de Mim, por Minha graça você passará por todos os obstáculos da vida condicional. Se, entretanto, você não trabalhar com tal consciência mas agir através do falso ego, sem Me ouvir, você estará perdido.

59: Se você não agir de acordo com Minha direção e não lutar, então você será dirigido falsamente. Por sua natureza, você terá que se engajar na luta.

60: Ó filho de Kunti, sob a influência da ilusão você agora recusa a agir segundo Minha direção. Mas, compelido por sua própria natureza, de qualquer maneira você terá que agir.

61: Ó Arjuna, o Senhor Supremo está situado no coração de todo mundo, e dirige as divagações de todas as entidades vivas, que estão sentadas como numa máquina, feita de energia material.

62: Ó descendente de Bharata, renda-se a Ele completamente. Por Sua graça você alcançará a paz transcendental e a morada suprema e eterna.

63: Desse modo Eu lhe expliquei o mais confidencial de todos os conhecimentos. Delibere sobre isto completamente, e então faça o que desejar fazer.

64: Porque você é Meu muito querido amigo, Eu estou lhe falando a parte mais confidencial do conhecimento. Ouça-Me falar sobre isto, pois é para o seu benefício.

65: Pense sempre em Mim e converta-se em Meu devoto. Adore-Me e ofereça suas homenagens a Mim. Desse modo você virá a Mim sem falta. Eu lhe prometo isto porque você é Meu muito querido amigo.

66: Abandone todas as variedades de religião e simplesmente se renda a Mim. Eu libertarei você de todas as reações pecaminosas. Não tema.

67: Este conhecimento confidencial não pode ser explicado para os que não são austeros, nem devotados, nem ocupados em serviço devocional, nem para uma pessoa que Me inveja.

68: Para uma pessoa que explica este segredo supremo aos devotos, o serviço devocional está garantido, e no final ela retornará a Mim.

69: Não há servo neste mundo mais querido para Mim do que ele, nem jamais haverá um mais querido.

70: E Eu declaro que aquele que estuda esta conversação sagrada Me adora com sua inteligência.

71: E uma pessoa que ouve com fé e sem inveja liberta-se das reações pecaminosas e alcança os planetas onde vivem os piedosos.

72: Ó Arjuna, conquistador de riquezas, você ouviu este conhecimento atentamente com sua mente? E suas ilusões e ignorância já se dissiparam?

73: Arjuna disse: Meu querido Krishna, ó pessoa infalível, agora minha ilusão se foi. Recobrei minha memória por Sua misericórdia, e agora estou firme e livre de dúvidas e estou preparado para agir de acordo com Suas instruções.

74: Sanjaya disse: Desse modo, eu ouvi a conversação de duas grandes almas, Krishna e Arjuna. E esta mensagem é tão maravilhosa que meu cabelo se arrepia.

75: Pela misericórdia de Vyasa, eu ouvi estas conversações, as mais confidenciais, diretamente do mestre de todo o misticismo, Krishna, que falava pessoalmente para Arjuna.

76: Ó Rei, enquanto recordo repetidamente este santo e maravilhoso diálogo entre Krishna e Arjuna, sinto prazer, vibrando a todo momento.

77: Ó Rei, quando me lembro da forma maravilhosa do Senhor Krishna, fico tomado de uma admiração ainda maior, e me regozijo repetidamente.

78: Onde quer que esteja Krishna, o mestre de todos os místicos, e onde quer que esteja Arjuna, o arqueiro supremo, certamente também haverá opulência, vitória, poder extraordinário e moralidade. Esta é minha opinião.

***

Ilustrações:

Ilustração Quarenta e Um – Sri Krishna diz no Bhagavad-gita: ‘”Ó Arjuna de braços poderosos, aprenda de Mim sobre os cinco fatores que ocasionam o cumprimento de todas as ações. Na filosofia sankhya se declara que esses fatores são: o lugar da ação (abaixo, extrema esquerda), o executor (abaixo, à direita), os sentidos (abaixo, extrema direita). o esforço e finalmente a Superalma (abaixo, ao centro).” Assim, existem cinco fatores da ação, mas todas essas atividades da pessoa dependem da vontade da Superalma que está situada dentro do coração como um amigo. O Senhor Supremo é a causa suprema. (Veja Capítulo 18, Verso 4)

Ilustração Quarenta e Dois – Aqui se representa como é que os brahmanas (acima, à esquerda), caracterizados por sua tranquilidade, controle, sabedoria etc., os ksatriyas (acima, à direita), caracterizados por seu heroísmo, generosidade, liderança etc., os vaisyas (abaixo, à esquerda), caracterizados pela agricultura e pelo comércio, e os sudras (abaixo, à direita), caracterizados pelo trabalho e pelo serviço, podem alcançar a perfeição na execução de seu dever através da adoração do Senhor Supremo (no centro da figura), que é a fonte de todos os seres e que é todo-penetrante. Todo mundo deve pensar que o Senhor o está ocupando em determinado tipo de trabalho, e que com o resultado desse trabalho deve-se adorar à Suprema Personalidade de Deus, Sri Krishna. Em qualquer ocupação a que se dedique a pessoa, se ela serve ao Senhor Supremo, alcançará a perfeição mais elevada. (Veja Capítulo 18, Versos 41-46)

Ilustração Quarenta e Três – Sri Krishna, a Suprema Personalidade de Deus, retratado nesta pintura, conclui o Bhagavad-gita: “Pense sempre em Mim e converta-se em Meu devoto. Adore-Me e ofereça suas homenagens a Mim. Desse modo você virá a Mim sem falta. Eu lhe prometo isto porque você é Meu muito querido amigo.” Estas palavras enfatizam que uma pessoa deve concentrar sua mente em Krishna – a mesma forma com duas mãos segurando uma flauta, o menino azulado com um rosto bonito e penas de pavão em Seu cabelo. Uma pessoa deve fixar sua mente nesta forma original de Deus, Krishna. Ela não deve nem mesmo distrair sua atenção para outras formas do Senhor. E a promessa do Senhor é que qualquer pessoa que esteja em tal consciência pura certamente retornará à morada de Krishna, onde estará ocupada na associação de Krishna, face a face. (Veja Capítulo 18. Verso 65)

Ilustração Quarenta e Quatro – Arjuna disse: “Meu querido Krishna, ó pessoa infalível, agora minha ilusão se foi. Recobrei minha memória por Sua misericórdia, e agora que estou firme e livre de dúvidas estou preparado para agir de acordo com Suas instruções.” Quando Arjuna compreendeu que o plano de Krishna era reduzir o aumento desnecessário de população, ele concordou em lutar segundo o desejo de Krishna. Ele tomou novamente de suas armas – suas flechas e arco – para lutar sob as ordens da Suprema Personalidade de Deus. “Sanjaya disse: Ó Rei Dhrtarastra, onde quer que esteja Krishna, o mestre de todos os místicos, e onde quer que esteja Arjuna, o arqueiro supremo, certamente também haverá opulência, vitória, poder extraordinário e moralidade. Esta é minha opinião.” (Veja Capítulo 18, Versos 73-78)

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Fonte:

Srila Prabhupada. Bhagavad-gita Como Ele É, 1ª Edição.

© The Bhaktivedanta Book Trust 1976.

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Revisão final: Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/conclusao-a-perfeicao-da-renuncia/

Dos Casamentos Secretos dos Deuses com os Homens

“Dos Casamentos Secretos dos Deuses com os Homens” é um estudo de teoremas básicos da Magia Sexual. Foi originalmente publicado sob o juramento de segredo dentro do 8º grau da OTO e é de autoria de Mestre Therion em seu papel como Baphomet, o décimo grau, administrador chefe da ordem na Irlanda, Iona e todo Reino Unido.

O documento usa simbolismo maçônico tradicional e hermético e portanto deve ser estudado alinhado com as tradições ocidentais, embora o assunto ocasionalmente extraia algo das fontes tântricas orientais. Sabendo disto, certas reinterpretações de terminologia são imperativas. Os termos Caminho da Mão Esquerda/Direita, por exemplo, são usados neste documento de acordo com os ditames do pensamento Hermetista e maçônico ao invés de seus significados tântricos originais. Portanto, eles são aqui usados para representar aqueles que dissolvem o ego sob a revelação da Vontade Verdadeira (CMD) e aqueles que usam de meios ocultos para sustentar a substância egóica abaixo do Abismo (CME). Esta segunda classe é vista como aqueles que evitam o Eu Verdadeiro e criam um estado de desequilíbrio e destruição internos. Além destas definições devemos entender que o termo Castidade especificamente refere-se àqueles que usam sua sexualidade alinhada com a meta de atingir a Vontade Verdadeira e não no sentido de abstinência. Mantendo estas definições na mente e examinando o documento em conjunto com seus comentários, o mago descobrirá uma riqueza de informações a respeito da teoria e prática da Magia Sexual, O texto em si está escrito em itálico, com os comentários em fonte normal.

SOBRE OS CASAMENTOS SECRETOS DOS DEUSES COM OS HOMENS

DE NEUPRIIS SECRETIS DEORUM CUM HOMINIBUS

Baphomet Xº OTO do trono da Irlanda, Iona e todo o Reino Unido, que estão no Santuário da Gnosis para os Adeptos Perfeitamente Iluminados do Areopagus Secreto do Oitavo Grau, Pontífice e Epópeta dos Iluminatti, Saudações e Paz.

Sob o selo de obrigação do VIII.

Sobre a Castidade

Queridos amados, na guerra da casta do Caminho da Mão Esquerda contra a Gnosis, cuja primeira fase terminou no estabelecimento daquela tirania e superstição que é chamada de Cristianismo. Muitas verdades foram roubadas pela Loja Negra e pervertidas por seus usos vis. E o mais nocivo em sua corrupção é a castração do homem chamada de Castidade. A atrofia das partes mais nobres do corpo que são os órgãos de redenção adequados, ambos Gaian e Ouranian (terra e céu). Nós que então no sétimo grau juramos solenemente castidade, tanto interna quanto externamente,, que observamos com nossos olhos agora como Epópetas dos Iluminatti e como perfeitos Pontífices de nossa nobre ordem administrada com nossos membros, a iniciação cujo nome é Ressurreição na luz. Logo, nós somos aptos a iluminar os locais mais escuros da terra e considerar sabiamente o que jaz no império dos Maus. Leia, portanto, estas passagens na falsificação chamada a Epístola de Paulo aos Romanos…

‘Não deixe, por esse motivo, nenhum pecado reinar em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões. Nem ofereçais vossos membros ao pecado como instrumentos da iniqüidade, mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos da retidão. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne, assim como vós oferecestes vossos membros como servos da impureza e de iniqüidade a iniqüidade. Mesmo agora oferecei vossos membros como servos da retidão para a santificação. Pois quando éreis escravos do pecado, vós estivéreis livres a respeito da retidão. Que frutos tivéreis então ainda naquele tempo a não ser as coisas das quais agora vos envergonhais. O fim daquelas coisas é a morte. Mas agora estando livres do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, vida eterna.’

Romanos VI : 12 e 13, 19-22

Considere também estas passagens do Velho Testamento :

‘E o Senhor disse-me : Tome uma grande tábua e escreve nela de maneira inteligível Maher-Shalal-Hash-Baz. E eu tomarei comigo testemunhas fidedignas para testemunhar a Uriah, o sacerdote, e Zacariah, o filho de Jeberequiah. E eu fui à profetisa e ela concebeu e deu à luz um filho. Então o Senhor me disse : Põe-lhe o nome de Maher-Shalal-Hash-Baz.’

Isaías VIII : 1-4

‘Quando o Senhor pela primeira vez falou por meio de Oséias, então o Senhor lhe disse : Vai, tomai uma mulher de prostituição e crianças de prostituição, pois a terra cometeu grande prostituição, desviando-se do Senhor. Ele então se foi e tomou Goher, filha de Diblaim e ela lhe concebeu e deu à luz um filho.’

Oséias I : 2 e 3

‘E disse-me o Senhor : Vai outra vez, ama uma mulher amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos e uva-passa. Então comprei-a por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada e lhe disse : Tu me suportarás por muitos dias, tu não deves te prostituir, nem serás de outro homem, assim eu também te suportarei.’

Oséias III : 1-3

O primeiro aspecto deste documento discute como os irmãos do CME são aqueles que corrompem os Mistérios, eles são primariamente vistos como aqueles da fé cristã. Dois aspectos específicos de sua corrupção são a remoção dos ensinamentos dos verdadeiros Mistérios no qual todos os magos são Pontífices, não simplesmente um tolo no Vaticano e a destruição dos Mistérios da Magia Sexual.

O cristianismo é claramente identificado como a pior corrupção da Gnosis, sendo que originalmente detinha os Mistérios mas os deformou e traiu os segredos que estavam em sua possessão. A Igreja desembasou o conceito de sexualidade religiosa e o substituiu com genitais atrofiados e ‘castidade’ como abstinência.

A natureza das iniciações da OTO e em qualquer ordem thelêmica focaliza-se na ressurreição na luz ou, em termos menos religiosos, a invocação da Vontade Verdadeira. Este conhecimento inclui a crença de que todos os corpos devem ser usados como veículos para a manifestação do Eu Verdadeiro, mas mais especialmente o corpo instintivo que reforça o organismo através do sistema Chakras-Kundalini.

Os versos bíblicos sugerem uma interpretação gnóstica da escritura a respeito da Magia Sexual. O primeiro verso descreve a natureza real das forças sexuais. O estado de ‘pecado’ é aquele de não estar em contato com o Verdadeiro Eu. O homem mundanoestá neste estado por não ter entendimento de seu ser interior, o uso de seus instintos pouco lhe importa pois ele não tem tal consciência. Contudo, o mago deve perceber sua posição em relação ao seus instintos, pois estes são uma expressão de seu Eu Verdadeiro e portanto devem ser usados APENAS dentro deste processo de santificação (purificação dos corpos) e retidão (estar ligado ao Universo). Qualquer outro uso está fora de contexto com seu estado de iniciação.

Para o mago, a sexualidade é um foco do status de sua Vontade Verdadeira e portanto é usado de acordo com essas condições, este é o significado real da Castidade e Brahmacharya.

Os versos do Velho Testamento sugerem a fórmula esotérica de Babalon. Por meio da qual o papel real da Sacerdotisa é sexual tanto no papel da Magia Reprodutiva (Gamaísmo) e atos gerais da Magia Sexual. No último verso está óbvio que ela não é uma esposa, mas uma Sacerdotisa dos Mistérios consagrada, usando um arcano sexual. Em todos estes versos vemos uma descrição velada das bases da Magia Sexual como ensinada na Gnosis atemporal e ainda escondida dentro dos ensinamentos do Cristianismo ainda muito tempo após ter perdido a custódia dos Mistérios.

UMA NOTA IMPORTANTÍSSIMA

Nos últimos anos, reclamações ridículas têm sido feitas contra a comunidade ocultista em relação a sacrifícios humanos, particularmente, sacrifícios infantis. Deve ficar claro que nenhum mago, ocultista ou magista que tenha qualquer poder real (ou cérebro) acredita ou usa sacrifícios humanos de qualquer forma. Mesmo o sacrifício animal é abominado pela comunidade ocultista moderna.

O sacrifício é uma virtude primariamente cristã tendo se desenvolvido do conceito judeu de expiação. Nos tempos do Velho Testamento os judeus sacrificavam suas crianças (especialmente seu primeiro filho nascido) e quando isto se tornou inaceitável, substituíram-no por sacrifício animal e circuncisão. Esta ética sacrificial se arrastou até a expiação substitutiva de Jesus através de seu sacrifício de sangue pela humanidade.

As seções seguintes do “De Neupriis Secretis Deorum cum Hominibus” foram escritas sarcásticamente por Mestre Therion. Sendo que a Igreja Católica acredita que ‘derramar a semente’, isto é, masturbar-se, era um desperdício de potencial para as crianças e um pecado contra Deus, Crowley viu isso como uma grande diversão ridicularizar sua ignorância e estupidez; ele assim o fez usando a imagem do sacrifício. Ele afirmou, por exemplo, no ‘Magia em Teoria e Prática’, que ele matava uma criança por dia. O que ele queria dizer ? É óbvio que isto significa que ele se masturbava bastante todos os dias, nada mais, nada menos ! As seções seguintes são obviamente sarcásticas e comentários velados sobre práticas sexuais usando imagens de Igreja Católica contra a mesma.

No jargão da Magia Sexual de Crowley uma criança era um código para os fluidos sexuais masculinos e femininos combinados, enquanto que um adulto representava fluidos de apenas um sexo. Copiamos estas seções com esta consideração em mente. Crowley, nós mesmos e todos os thelemitas modernos ficam desgostosos com sacrifício e deixam isto para qualquer cristão que possa pegar este livro e tentar usá-lo contra nós, para seriamente considerar a virtude de sua própria fé pois eles adoram um humano sacrificado, mutilado e torturado e pendurado numa cruz.

Sobre os Ritos de Sangue

Diz-se que há uma seita judaica chamada Chassidim, cuja prática é o sacrifício do homem. Embora de preferência uma criança, mas também um adulto, é tomado entre os gentios e cerimonialmente imolada, para que nenhuma gota de sangue seja perdida, para que o espírito da vítima não escape ao exorcista, refugiando-se na gota. Seu sangue é então consumido como um sacramento ou empregado para propósitos talismânicos. Pois o espírito do imolado está selado no sangue derramado e reunido,daí é multiplicado em cada parte, como na missa do Corpo de Cristo,onde é dito que esteja igualmente em todas as miríades de hóstias consagradas, e seu sangue em cada gota de vinho consagrado, em qualquer lugar e por sua eficácia.

Considere isto.

Novamente, está bem claro que Crowley está atacando as crenças sacrificiais das comunidades judaica e cristã. Ele tomou a velha lenda de judeus sacrificando crianças e a virou de ponta-cabeça para explicar um conceito esotérico. Para Crowley o código é claro : sangue = fluidos sexuais. Não há sugestão do uso real de sacrifício mas uma clara e precisa análise da lenda judaica e cristã. A mensagem básica é a de que em cada gota de fluido sexual há uma grande concentração de força psíquica (alma) e que este fluido pode ser usado como sacramento afim ao rito da comunidade cristã.

O uso deliberado da imagem sacrificial e o conceito de comunidade nesta seção novamente mostra o forte sarcasmo de Crowley e seu desgosto (se essa for uma palavra suficientemente forte) pela ética sacrificial judaico-cristã.

Sobre Certos Ritos Secretamente Praticados na Rússia

Há um corpo dentro da Igreja Grega que mantém uma doutrina esotérica e pratica um rito secreto. Nos encontros deste corpo, as luzes são extinguidas, os adoradores, liderados por um sacerdote e uma sacerdotisa escolhida e consagrada procuram um pelo outro através do toque e por atração sutil, então eles consumam a caridade pura de seus corações em zelo sagrado. Se pela graça e habitação do Espírito Santo a sacerdotisa deste rito despose, e também virgem conceba e dê a luz, então a criança é batizada por seu pai, o sacerdote para a purificação de água e para a consagração de fogo,assada e dividida entre os adoradores para seu uso como sacramento, como um talismã e como remédio contra todas as doenças.Isto também é dito dos Cavaleiros de nossa própria ordem sagrada do Templo, esta descendência de qualquer um deles através de uma virgem, era assada e um ungüento era feito de sua gordura com o qual o mago untava uma figura inefável de Baphomet.

Considere isto.

Mais uma vez, o sarcasmo flui. Com suficiente conhecimento de Thelema podemos novamente ver a referência codificada. Crowley usava fluidos sexuais combinados como um remédio e acreditava que era usado como agente de unção pelos Cavaleiros Templários. O verdadeiro ungüento era como uma bateria, armazenava o frenesi orgásmico combinado dos Cavaleiros (disparado pelo sexo com uma virgem) numa espécie de ‘acumulador orgônico’. Mais uma vez, torna-se abundantemente claro no texto que sangue = fluidos sexuais, criança = fluidos sexuais combinados, expelidos de maneira ocultista. A consagração do fogo ou Shin no hebraico relaciona diretamente à luxúria ou poder instintivo. Qualquer Mago que acredite que estas referências na verdade condenam o sacrifício ritual devem pôr este livro de lado imediatamente e retornar para seus estudos ocultistas básicos !

Sobre a Missa Negra

Dentro da Igreja Romana têm sido encontrados desde o começo até hoje pessoas e sociedades conformadas na aparência com este culto materialista, internamente revoltadas contra ele, ainda tão freqüentemente ignorantes de nossa Luz e na verdade para eles o alcance da Vida, Liberdade e Amor, parece possível apenas através da profanação de seus próprios Mistérios. Pois eles não sabiam que estes Mistérios eram eles mesmos mas profanação e corrupção dos verdadeiros e perfeitos Mistérios dos Adeptos. Eles estabeleceram portanto um culto cuja fórmula fundamental era o definhamento da hóstia consagrada. O sacerdote portanto tendo feito o pão em Corpo de Cristo (como ele teoricamente poderia fazer pela virtude de seu poder apostólico), como ele pensava, definhava este corpo usando-o como o objeto e veículo da luxúria. Crianças heróicas da liberdade, mas triplamente cegos ! Sanções que perecem com os Filisteus. Pois se a teoria eclesiástica é verdadeira, de fato eles incorrem em danação, se falsa, eles verdadeiramente perdem seu trabalho. Mas pelo menos eles colocam o Homem contra o falso demônio do Cristão, e leva-se em conta para a sua retidão. Mas veja, vós Irmãos, adeptos perfeitamente iluminados, quão grande é o erro deles que por sua revolta devem ser reis. Pois não são na verdade as excentricidades simiescas do sacerdote que consagram o pão mas seu poder masculino que deve tornar sagrada todas as suas ações. Considere isto.

Esta descrição magnificente explica, até mesmo justifica as seções anteriores estranhas e sarcásticas. Aqui, Crowley torna claro que o uso de qualquer forma de profanação (incluindo o sacrifício) é uma tentativa estúpida e vazia de se revoltar contra o cristianismo e portanto é simplesmente uma corrupção de uma corrupção. Esta passagem claramente rejeita não apenas o sacrifício mas a estupidez de ambos o profanador da Igreja ( nas excentricidades da Missa Negra) e a ignorância banal dos próprios sacerdotes. Esta seção mostra como a Missa Negra, embora possa ser uma revolta significante contra a Igreja, termina tornando-se tão bárbara e idiota quanto os ritos do inimigo que objetivou vencer.

A sugestão está no fato de que o poder da Igreja está em sua sexualidade sublimada, o poder do sacerdote está em seu falo, não em suas palavras inconscientes pelas quais ele clama transformar o pão em ‘jantar judeu’. A essência desta seção é a de que todo sacrifício é uma reação a ou produto da ética Cristã e Judaica e da mesma maneira aqueles que praticam a Missa Negra, etc. estão reagindo contra a Igreja e são simplesmente um produto dela. Eles certamente não são dos Mistérios, nem de nós.

Do Sabbath dos Adeptos

Nas horas negras da terra quando a superstição cristã com malogro caído secou malignamente a maioria dos povos da Europa, quando nossa ordem sagrada foi dispersada e a santidade de seus preceitos jazia violada, havia ainda certeza em manter a Verdade em seus corações e amar a luz para guardar a lamparina da virtude sob um manto de sigilo. E estes em certas estações por caminhos abertos ou escondidos, em charnecas ou montanhas, eles dançavam juntos e com estranhas iguarias e feitiços, chamavam ele, cuja energia chamaram ignorantemente de ‘Satã’, que era na verdade o grande deus Pan, Baco, ou até mesmo Baphomet que os Templários adoravam secretamente, e ainda adoram pois no VI todos Cavaleiros ilustres da sagrada ordem do Kodosh, todas as damas de companhia do Santo Graal são ensinados a adorarem; ou BABALON a bela ou até mesmo Zeus, o Apolo dos gregos. E cada um quando primeiramente induzido para a festa era feito parceiro daquele encarnado pela consumação do rito de casamento. Considere isto.

O Sabbath como entendido dentro da tradição tântrica do Santuário é o sobrevivente das formas primordiais de Magia Sexual Gnóstica, quando a Igreja degradou os Mistérios, as formas primevas foram ressuscitadas pelos Magos e ensinadas em florestas e montanhas. A chave para o ensinamento estava no direito divino de casamento através do qual o mago dedicava-se à força criativa do universo e identificava sua sexualidade com aquela dos Mistérios, ao invés de degradá-la na vida rotineira. Este processo é afim ao ensinado dentro do arcano Gama, técnica Qodosh.

Sobre Fábulas Clássicas

Os antigos de qualquer nação relatavam seus heróis como sendo nascidos do casamento dos Deuses com homens mortais. Como Rômulo e Remo nasceram de uma vestal virgem inseminada pelo Deus Marte, Hércules de Zeus, Buddha de Vishnu, na forma de um elefante com seis trombas, Jesus de Jeová com uma virgem e muitos outros. Mesmo Deuses verdadeiros nasciam de mães mortais, como Dionisos de Sêmele. Também eles contam muitos amores do céu pela terra, Diana por Endymion, Zeus por Leda, Dana, Europa e o resto. Mesmo Hades saiu de seu reino de penumbra para desposar a donzela Perséfone. Há também amores de Deuses por ninfas, Baco por Ariadne, Zeus por Io, Pan por Syrinx. Não há limite. E sátiros, faunos, centauros, dríades, milhares de graciosas tribos, brilhante e luxuriosamente pelas lendas. De novo temos os amores de fadas pela humanidade e o comércio dos Beni-Elohim pelas filhas dos homens, e novamente o casamento de Orfeus com Euridice, uma ninfa,e as redes fidedignas que as Laura Melusina, as sereias,, Lilith e muitas outras jogaram para os homens. É até mesmo dito que para cada iniciado da ordem da Astrum Argum podem aparecer na forma de um demônio ou uma mulher para pervertê-lo. Dentro de nosso próprio conhecimento temos que não menos que nove irmãos que foram absolutamente jogados para fora desse modo. Há também amores fúteis como o de Ixion por Hera, de Actaeon por Artemís.

Considere isto.

A primeira mensagem dentro desta seção é a descrição da idéia do uso de congresso sexual com formas astrais. Nesta ilustração, Deuses e Deusas. O propósito chave desse congresso sendo tanto a produção de uma manifestação desta força (crianças espirituais) ou a criação do elixir. Isto é ilustrado de acordo com os diferentes métodos que podem ser usados, Deuses e Ninfas, Fadas e Homens, Deuses e Mortais e por aí vai, cada ilustração oferecendo um tipo levemente diferente de fórmula.

Além dessas fórmulas, há as que as sereias e afins oferecem , a fórmula do aprisionamento através da magia sexual. Uma fórmula que deve ser usada com extremo cuidado, para detalhes desta fórmula, a fórmula de Vampiro de Alhim é encontrada no “De Ars Magica”. Nos últimos versos é dado o aviso de que a criação de uma forma astral não deve ser confundida com um homem ou mulher físicos, embora ele/ela possa tomar o lugar do sacerdote/isa dentro do rito, esta confusão pode levar a obsessão e a perda da vontade mágika.

Sobre Certos Ritos Gregos

Entre os povos da península dos Balcãs e especialmente os gregos, por trás do disfarce de falso cristianismo, está escondido o trigo de Deméter. E como o muçulmano confia estar unido pela morte ao Hur al Ayn do paraíso, também estes outros ainda pensam que casamento mundano não é mais do que fornicação, pois a morte é nupcial posto que a alma está unida àquele Deus ou Deusa para quem na terra sua paixão aspirava. Portanto, mesmo no abraço de seus amantes, seus corações estavam fixos em Artemís ou em Afrodite, ou em Ares ou em Apolo, conforme a tendência interna incita e daí a intuição.

Considere isto.

Esta seção continua com a idéia do uso de imagens astrais em conjunto com as várias formas de magia sexual. A diferença, entretanto, sendo que aqui o processo é moldado numa forma de Bhakti ou yôga devocional. Esta forma de prática yôguica usa o orgasmo sexual (a ‘pequena’ morte) para realizar um estado de união extática com a imagem escolhida. Um extensão natural desta técnica pode ser feita na feitiçaria comum, onde os trabalhos nos caminhos e sephiroth podem ser expandidos através do congresso sexual com os vários habitantes destes locais.

Obviamente isto garante mais sucesso do que as técnicas mais tradicionais de trabalho dos caminhos.

Sobre Súcubos e Íncubos

De todos os tempos a vida do homem agora e novamente caiu no sono, sem vontade e apenas reflete-se vagamente e fantasticamente pelos sonhos e seu conhecimento. Agora sendo que nada pode ser perdido em qualquer plano, mas apenas mudado na aparência, a substância interna dessa forma de vida de fato cria monstros, em parte materiais, que os doutores da Idade Média chamavam íncubos ou súcubos de acordo com suas funções masculina e feminina. Estes também, criaram crianças em mulheres, mas não o contrário, para o súcubo, pois todas suas funções femininas são tão masculinas quanto as de seu irmão. Destes amantes monstruosos alguns até se tornaram famosos na terra como aquele que tentou Santo Antônio, e o anjo que brigou com Jacó num lugar chamado Paniel. Também Merlin era a criança de um íncubo, e assim foram criados muitos heróis da antiguidade.

Considere isto.

As primeiras linhas desta seção descrevem a teoria básica por trás da emissão sexual, também as emissões sexuais ejetam tanto para o reino físico quanto astral um grau de força de vida ou Ojas. Esta força, quando não controlada pela vontade, tende a operar de uma maneira descontrolada, criando uma variedade ampla de formas baseadas no estado de sonho que é associado com o orgasmo sexual. Uma das criações resultantes é o íncubo, que representa uma forma de estímulo sexualque é criado pelos sonhos associados com as emissões sexuais, isto pode ser formado durante o sono ou estados despertos. Se propriamente controladas, tais criações são de grande valor para realizar trabalhos Gama e Epsilon dentro das esferas astrais sem intervenção física bem como outras possibilidades mágikas.

Sobre o Trabalho dos Adeptos

Não é apenas uma provação e como uma preparação para, a maior chave que é dada ao iniciado do Santuário da Gnosis é o IX OTO, mas por sua própria graça e o valor prático e permanente de seus efeitos como um trabalho menor para ser realizado por Epópetas – e muito mais por Pontífices – dos Iluminatti. E este trabalho é triplo …

1. Devoção ao mais alto intensificada em todos os planos até que se acumule em união conjugal ratificada por todos Deuses tão firmemente que a própria morte é o portal para seu mais pleno e permanente desfrute. E a alma é para criar-se como uma criança para a nova encarnação sobre o corpo da grande Deusa. Como está escrito, assim deve ser falado sobre ti!

“Ó Tu tens formado teu pai e feito fértil tua mãe.”

2. Aceitação da devoção de um ser inferior ou parcial tal como uma ninfa ou um elemental de tal maneira que por meio desta seja redimida e feita uma perfeita alma através da morte que deve ser paga como preço pela união com o homem.

3. A creação deliberada e bem considerada de novas ordens de seres.

Esta seção, descrevendo o trabalho do adepto, resume os trabalhos básicos que devem ser completados com sucesso como parte das aplicações práticas primordiais da Magia Sexual. A primeira seção descreve o procedimento por meio do qual, através de congresso sexual com formas astrais, relacionados aos caminhos e às Sephiroth, uma nova forma é criada, um novo eu; o Eu Verdadeiro é criado e moldado e nasce através da consciência do velho eu. A seguir, o mago usando as técnicas de íncubos e súcubos toma um elemental ou ser parcial para atingir certas tarefas, reforçar sua vontade e explorar os mundos inferiores. O resultado final deste processo sendo a aceleração do crescimento do elemental e sua graduação, na morte, aos rincões inferiores da corrente de vida humana.

A seção final sugere todo o trabalho realizado pelo mago durante os estágios primários de seu treinamento tântrico, mesmo o processo inteiro, a criação de novas ordens de seres.

Casamentos Maiores

1. O meio supremo está plenamente declarado nas publicações da fraternidade augusta mais sagrada Astrum Argum – Liber XI e Liber DLV.

2. Seu outro método é sugerido a cada ocasião antes do sono : que o adepto imagine sua Deusa diante dele, mantendo-a ardentemente na imaginação e exaltando-se com toda a intensidade em direção a ela. E que ele considere todos movimentos involuntários da mente como adultério, vil e criminal. Logo, com ou sem assistente, que ele purifique-se livre e plenamente, ao final do comedimento treinado e ordenado até a exaustão, concentrando-se sempre ardentemente sobre o corpo de sua grande Deusa e que a oferenda seja preservada em seu templo consagrado ou num talismã especialmente preparado para essa prática. E não deixe o desejo por qualquer outro entrar em seu coração. Então será no final que a Grande Deusa descerá e vestirá sua beleza em véus de carne rodeando sua fortaleza casta do Olimpo para teu assalto, Ó Titã, filho da terra ! Ou pelo menos isto sendo negado a ti, ainda que toda tua vida em coração e espírito sendo Dela tua morte será a consumação desses noivados, uma entrada no palácio fechado de tua dama. E de tais desposamentos deves tu ler no Liber CCCXVIII, mais especificamente no nono e segundo Aethyres. É de se notar de tudo isso que tanto Deus quanto a Alma são macho ou fêmea conforme a conveniência requerer. Veja, por um curioso exemplo, o tratrado místico chamado Bagh I Muattar.

Os métodos básicos de magia devocional estão descritos no Liber Nu e no Liber Had, eles são a base para todos os trabalhos devocionais dentro da Astrum Argum como sugere a seção acima. O segundo método de magia devocional está então descrito para estudantes mais avançados, sendo baseado no uso de técnicas Beta ou magia masturbatória. Por meio da qual a imagem formada é a do Deus(a) para o qual o iniciado aspira, como sugere o último verso esta figura pode, na realidade, ser de qualquer sexo ou forma que a preferência ditar. (O Bagh I Muattar é um texto místico homossexual). Este método é apenas bem sucedido se todos os pensamentos forem focalizados na imagem da devoção e se o orgasmo for disparado apenas quando a mente estiver totalmente consumida pela forma divina. Embora uma ampla variedade de formas divinas possa ser usada, sendo que o treino é o aspecto devocional de Hadit e Nuit, todas imagens usadas devem refletir a relação entre Ain e Kether, de acordo com o entendimento pessoal de sua interação.

No Liber CCCXVIII : A Visão e A Voz, a matéria de devoção às supernais através de meios sexuais e místicos é discutida no segundo e nono Aethyres.

Casamentos Menores

Esta matéria é fácil, pois as almas dos elementos constantemente desejam esta salvação. Mas que o adepto esteja alerta.

1. Que ele escolha sabiamente uma alma razoável, dócil, apta, bela e de todas as formas merecedora de amor.

2. Que ele nunca caia do amor para com a Grande Deusa em amor a esse inferior, mas dê apenas como mestre e de sua compaixão, sabendo que isso também é serviço a sua alta Dama acima.

3. Que de tais espíritos familiares, ele tenha apenas quatro. E que ele regule seu serviço, apontando horas para cada um.

4. Que ele os trate com gentileza e firmeza, estando de guarda contra seus truques.

Estando dito isto, é suficiente, ou tê-los é, mas as dores de chamá-los de seus lares. E os espíritos das tábuas elementais dadas pelo Dr. Dee e Sir Edward Kelley são os melhores, sendo muito perfeitos em sua natureza e fiéis, afetivos (sic) pela raça humana. E se não tão poderosos, eles são menos perigosos do que os espíritos planetários, pois estes são tempestuosos e distraindo-se as estrelas são facilmente perturbáveis e afligíveis. Logo, chame-os pelas chaves de Enoch como estão escritas no livro que conhecemos e que seja após as chamadas e evocação pela varinha e que a essência da varinha seja preservada dentro da pirâmide de letras que fazem o nome do espírito. Agora a menos que seja bem experiente na arte mágika, tu não deves ousar convocar os três grandes Deuses da grande tábua ou o rei serpente, ou os seis senhores majestosos, ou até mesmo os Deuses das cruzes do calvário nos ângulos menores. Mas o governantes Querúbicos, tu na verdade e amen, há teus parceiros, e tu podes mais seguramente convocar os assistentes dos ângulos menores. E aqueles que forem noviços nesta arte devem mais sabiamente convocar apenas o trigrammaton ou os sub-elementos.

Aqui temos uma clara descrição para o trabalho com elmentais, quer entendamos eles como forças externas ou facetas internas da consciência externalizadas, devemos tratar com cuidado e compreensão. Pois em troca por seus serviços eles atingirão uma medida de consciência humana através de sua experiência com nossas naturezas. Associado a isto os quatro requisitos são listados claramente acima bem como um lembrete de que estes são seres inferiores e eles nunca devem ser colocados numa posição que obstrua nossas metas e ganhos espirituais.

Para o tipo de elemental ou espírito que é melhor usado, é sugerido o sistema de trabalho Enochiano de John Dee , este sistema está descrito em muitos textos derivados da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn) com outras versões preferidas no quinto volume de “Filosofia Mágika” (Magickal Philosophy), de Denning e Phillips e num estilo mais teatral e menos preciso, na Bíblia Satânica de Anton LaVey. Sistemas planetários tais como o de Franz Bardon (Practical Evocational Magic) também são úteis mas devem ser usados com extremo cuidado, pois como mencionado acima, os espíritos são mais tempestuosos e facilmente perturbadas e aflitas estrelas no preparo.

Sobre o Novo Santo Reino

Está escrito no papiro de Nes Min que o sol falou em seu nome Tum e disse: ‘Eu copulei com meu punho, eu emiti sêmen na sombra, eu ejaculei na minha boca, eu emanei prole como Shu, eu verti identidade como Tefnut. Shu e Tefnut revelaram a meu olho…eu chorei sobre eles, a humanidade veio à existência das lágrimas que corriam de meu olho. Shu e Tefnut revelaram Keb e Nut, Keb e Nut revelaram Osíris e o cego Hórus e Set e Ísis e Nephthys da barriga, um após o outro, e eles revelaram suas multidões nesta terra.’ e novamente ‘Eu copulei com meu punho, meu coração veio a minha mão, o sêmen caiu em minha boca. Eu emanei prole como Shu, eu verti identidade como Tefnut, de um deus eu era três deuses…’

Portanto o sol formou macho e fêmea, cujas crianças são a terra e o céu, cujas crianças são os cinco elementos ou Tattvas, dos quais todas as coisas visíveis são feitas, que os adeptos façam dois talismãs, puro masculino e feminino, sem mistura de qualquer dos princípios inferiores que eles consagrem-se como o sol, e vertam vida sobre eles vivificando eles desta maneira, então eles devem se unir, fazendo sobre eles um novo céu e uma nova terra, cuja união deve originar elementos e multidões de seres para viverem e amarem em liberdade debaixo de sua luz, como um grupo de vrigens cantando louvores entre as chamas da glória pelas quais o Senhor abriu sua boca, cujos trabalhos devem ser uma canção de honra e o louvor de seus Deuses em sua creação.

O trabalho do adepto como descrito nesta seção é baseado na simples formação de dois talismãs, nos quais são isolados os arquétipos masculino e feminino pelo uso de Alfaísmo estes são ativados e trazidos à vida. Portanto quando eles são unidos uma união dos arquétipos masculino e feminino é experimentada na consciência. Esta união realiza a união de várias faculdades dos lados esquerdo e direito do cérebro que até agora estiveram separadas devido às limitações sexuais da fórmula de Osíris. Esse processo pode levar um longo período de trabalho mágiko mas o resultado é a androginização da consciência, o despertar interno de Baphomet.

Sobre a Danação

Lembrem-se, queridos amados, adeptos perfeitamente iluminados do Aeropagus Secreto, que do começo dos votos de sua iniciação têm invocado sobre vocês a mais amedrontadora de todas as penalidades de desobediência. Pois tão logo vós tenheis erigido qualquer coisa natural e comum numa fórmula de magia, tão logo vós excitais a corrente contrária. Portanto, enquanto cada criança lê e fala livremente dos pilares do templo do rei Salomão pelo nome, os maçons ousam não mais do que letrá-los sem precaução. E enquanto o homem privado possa falar mal do rei blasfêmia de Deus sem risco, ainda o servo do rei, e o ministro de Deus, podem agasalhar-se com reverência mesmo que esta possa não estar em seu coração, por esta razão que eles invocaram o rei e Deus como espada e escudo de sua própria autoridade.

“Ó você, então,se ousou usar essa força do falo sagrado, seu abuso é fidedigno e mortal. Para o homem da terra pouco importa se ele sofre polução noturna ou entrega-se a indolências, para vocês que são adeptos é ruína absoluta ou toda aquela força que passa sob seu controle, a menos que tão dirigida e fortificada pela sua vontade é como um soldado leal, fiel até a morte é como artilharia abandonada que é capturada pelo inimigo e jogada contra vocês, um tiro certeiro sobre vocês e toda a fortaleza que sua herança de Deus, e sua própria arte sagrada que a construiu sobre vocês, não tem força para resistir este assalto traiçoeiro. Estejam alerta portanto, por obsessão, desperdício corpóreo e doença, loucura e mesmo assassinato sobre vocês pode ser inflingido pelos motores que vocês forjaram para o serviço da humanidade e para a glória do Senhor, deixados à malignidade do demônio que pode voltá-los para sua própria destruição.”

Esta seção é clara, qualquer mago que pisa no caminho da Magia Sexual e então abusa de sua sexualidade planta a semente de sua própria destruição. Dois dos abusos mais comuns são o uso da sexualidade por desejos mundanos ao invés de finalidades espirituais e permitir ocorrerem emissões noturnas que poderiam ser controladas através de técnicas Alfa.

Uma reprovação

Escuta então, queridos amados, esta reprovação, primeiro, reforça o máximo poder de comedimento pela prática diária como é ensinado pelos hindus e árabes, mestres desta ciência, em seus livros.

Shiva Sanhita

Hatha Yoga Pradipika

Kama Sutra

Anaga Ranga

O Jardim Perfumado do Sheik Nefzzawi e muitos outros.

Segundo, evite os perigos da inadvertência pela prática constante e regular dos trabalhos maior e menor do Epópeta e Pontífice dos Iluminatti e do Mistério do Reino Novo e Santo.

Terceiro, durma sempre num círculo consagrado ou numa sala cheia de imagens sagradas diante de cuja glória os poderes da escuridão tremem todos os dias. Tais imagens são :

1. O Sol

2. O Falo Sagrado

3. O Grande Selo de Babalon

4. A Estéla da Revelação

5. O Grande Selo da OTO

6. O Grande Selo de Baphomet

7. A Imagem de Babalon

8. O Olho com o Triângulo

9. A Rosa Cruz

10. As Imagens de Harpócrates sobre a lótus ou de pé sobre crocodilos

11. A Imagem de Babalon com a referência fálica ‘Om Mani Padme Hum’

12. A Figura de Ísis com Hórus

13. O Crucifixo, mas apenas se seu significado solar-fálico esteja firmemente aparente e seja um escudo sigiloso contra o vulgar.

14. Talismãs apropriados para a questão.

15. Uma chama viva

16. Os símbolos e insígnias da OTO que seu grau intitula-te a usar. Anéis mágikos e colares também podem ser vestidos noite e dia.

Os rituais de defesa e proteção devem ser praticados com perfeição. Todos as excreções corporais, como unhas e cabelos cortados devem ser queimados, a saliva deve ser destruída ou exposta ao sol, a urina e fezes devem ser descartadas de maneira que nenhuma outra pessoa obtenha a posse delas. também é desejável, na teoria, que o linho não deve ser lavado por estranhos e que roupas velhas não devem ser dadas aos pobres até algum tempo após seu último uso. Mas muitas vezes estas precauções não são necessárias, apenas se estiver engajado em operações de maior importância é indispensável observá-las.

Esta seção descreve, em síntese, as facetas básicas do mestre da Magia Sexual dentro das tradições tântricas do Santuário, no começo sugere-se que um conhecimento mais forte da teoria e prática da Magia Sexual é imperativo, os textos esquematizados ainda são alguns dos melhores livros disponíveis, alguns outros incluem os de Sir John Woodroffe (Arthur Avalon) e os trabalhos de Kenneth Grant (exemplos de seus trabalhos incluem o Culto das Sombras, Aleister Crowley e o Deus Oculto, O Lado Noturno do Éden, A Revivência Mágika, Imagens e Oráculos de Austin Spare, Os Círculos do Tempo e a Fonte de Hecate) estes últimos textos devem ser estudados com uma visão crítica, embora eles tenham grande valor, eles tendem a abundar com cegueiras e, por assim dizer, erros deliberados. Além do conhecimento destes assuntos o mago deve estar em trabalho constante, especialmente a respeito da magia sexual devocional (Bhakti Yôga ou Casamento Maior), trabalhos com elementais (Casamento Menor) e androginização (Reino Sagrado).

A respeito de seu modo de vida, o mago deve saturar sua vida com estudos e imagens relacionadas ao seu trabalho para programar sua consciência com a carga correta de informação esotérica. Listadas acima estão as imagens que são melhor usadas em tal processo, seria notado o fato de que nenhum dos sigilos da Astrum Argum são listados, isto é porque este documento foi publicado pela OTO e não pela Estrela de Prata. Contudo, quaisquer sigilos da OTO/AA ou ordens correlatas podem ser incluidos na lista acima.

Seguindo-se disto, autodefesa psíquica é uma boa idéia, mas como sugerido, medidas extremas apenas são úteis durante trabalhos de maior importância. A paranóia não é uma boa companheira da prática mágika.

Sobre a Dissimulação desta Instrução

Agora a respeito desta investida, pode ser que certos julgamentos aqui contidos tenham coisas monstruosas ou extravagantes, deixe-os considerar isso como um deleite de sua própria intuição e apreensão e mais ainda, como a grossura do véu que ainda está entre este aerópago e o Santuário da Gnosis. Pois perfeitamente iluminados vós sois, amada irmandade, pense nisso, que possa haver mais escuridão do que toda vossa luz. Amen. E amen. E amen de amen. Vós sois grandes pelo sinal, eu troco com vocês o símbolo, eu sussurro a palavra como eu a recebi e não de outra maneira, eu invoco sobre vós a luz de nosso Senhor, o Sol, eu confiro sobre vós a benção de nosso Senhor Therion, pelo nome de ON e pelo nome de AMEN, eu convoco os poderes da Vida, do Amor e da Liberdade sobre vós. E possa a glória do Santuário da Gnosis brilhar através do véu e a ostentação do banquete Graal passar novamente diante de vossos olhos ! Ave, Irmandade, amados do mais alto, Ave, Adeptos perfeitos e iluminados do nosso aerópago secreto, triplo Ave, Pontífices e Epópetas dos Iluminatti, Ave e adeus ! Pelo nome de Babalon e da Besta unidos, do salvador secreto e de IAO.

Apêndice

Nos livros sagrados de Thelema constantemente aparecem as núpcias de Deus e do homem.

Veja o Liber LX (1): 20, 22-28, 47-48, 64-65; (2) : 4-16, 30-31,45-46, 50-54, 57-61; (3) : 31-36, 40-54, 60, 63-65; (4) : 1-5, 7-9, 24, 30-40, 42-56, 61-65 e (5) : 8-12, 21-24.

Conclusão

O documento ‘Dos Casamentos Secretos dos Deuses com os Homens’ foi originalmente publicado como um documento do 8º grau da OTO e deve ser entendido neste contexto. Originalmente a Astrum Argum era uma ordem de treinamento em Magia, a OTO ensinava um sistema religioso de Magia Sexual e a Igreja Gnóstica Católica era uma aplicação religiosa dos ensinamentos de ambas estas ordens em conjunto. Após o óbito de Aleister Crowley e várias mudanças antes de sua morte, a Astrum Argentum tornou-se uma ordem astral e vários clamaram seguir com a tradição da OTO. Não temos nenhum interesse de entrar num debate a respeito de linhagem exceto dizer que a experiência é mais importante do que qualquer clamor histórico de fama. O vórtice astral da Astrum Argum ensina Magia Sexual, que é um sistema científico do Tantrismo, enquanto que o Tantrismo religioso é deixado para aplicação pessoal.

Este novo sistema permite a plena aplicação da injunção “O Método da Ciência, a Meta da Religião” e uma completa exposição da Magia Sexual era encontrada dentro deste grau. Os títulos religiosos tais como Casamentos Maior e Menor, o Novo Reino e tal são usados dentro da ordem mais por prática simbólica do que verdadeiramente religiosa. Portanto, o Casamento Maior é mais aplicável dentro dos Libri Nu e Had, o Casamento Menor com as instruções do Betaísmo e o Novo Reino como uma combinação de Gama e Epsilon de acordo com a interpretação talismânica. O material de fonte dentro deste documento deve ser estudado diligentemente, não menos, pois oferece um resumo excelente da teoria tântrica bem como algumas novas instrospecções interessantes sobre os procedimentos da Magia Sexual. Todo mago deve mergulhar profundamente em todas fontes disponíveis bem como realizar um estudo dos vários textos disponíveis sobre Tantrismo, usando as chaves do Santuário providas dentro deste estudo, para que todos os magos possam sentir a luz da Verdadeira Vontade e verdadeiramente tornarem-se adeptos perfeitamente iluminados.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/dos-casamentos-secretos-dos-deuses-com-os-homens/

A Nutritiva Árvore da Vida

Por Mark Stavish

Quando você discute a Cabala com alguém, uma de três coisas geralmente acontece: eles perguntam se você é judeu, mencionam Madonna, ou seus olhos brilham por cima. Também é comum que todas as três ocorram. Isto se deve em grande parte ao fato de que há mais de um século os cabalistas autodescritos têm sido seu pior inimigo quando se trata de tornar a existência da Cabala conhecida fora de um pequeno círculo de esoterismo, além de demonstrar a praticidade cotidiana da “Tradição” a um público mais amplo.

Usando o Sepher Yetzirah, um dos mais antigos e importantes manuscritos cabalísticos, Kabbalah for Health and Wellness mostra como apenas algumas associações e ideias simbólicas (juntamente com respiração, visualização e uma oração bem formulada) podem nos ajudar a dirigir as energias interiores dos Elementos de Fogo, Ar, Água e Terra, as energias dos planetas e, através das letras hebraicas, os poderes da própria criação.

A Cabala tem sido examinada por uma variedade de disciplinas, desde a psicologia até a física quântica. Infelizmente, muitas vezes, as aplicações práticas destes estudos foram ignoradas em grande parte. A Cabala para a Saúde e Bem-Estar utiliza a conexão mente-corpo que é estabelecida pela ciência moderna em um formato amigável que a torna tanto uma introdução à cura energética a partir de uma perspectiva cabalística, quanto uma introdução à Cabala para o curandeiro energético.

Por muito tempo, uma abordagem estreita tem turvado nossa compreensão e prática da cabala, envolvendo extensos rituais de invocação e evocação, complexos sistemas simbólicos de pentagramas, hexagramas e uma infinidade de panteões e formas de deus, e ênfase em preocupações cosmológicas de anjos e demônios. A Cabala para a Saúde e o Bem-Estar ajuda a remediar isto, enfatizando as ideias e práticas básicas por trás da Cabala, e mostrando como elas podem ser usadas para melhorar nossa atitude, nossa saúde física e emocional, e nosso despertar para a presença profunda da semente de Deus dentro de cada um de nós – sem ter que ser um estudioso ou mágico cerimonial.

Entre o material coberto estão as instruções para o Trilhar o Caminho para a Árvore da Vida em passos limpos, claros e simples projetados para produzir tanto a transformação interior quanto a cura física. Os resultados destes métodos têm sido descritos por alguns como as mais poderosas experiências de Trilhar o Caminho que já tiveram – tudo por causa de sua simplicidade e facilidade de uso.

Métodos dinâmicos e práticos são apresentados para aqueles que desejam enfatizar os aspectos místicos da Cabala. Estes incluem exercícios de sintonia com a tradição onde os estudantes podem conectar sua consciência pessoal com o fluxo psíquico de gerações de mestres praticantes da cabala. Um deles é um método rápido e poderoso para invocar os poderes dos Elementos e abrir-se à presença de Deus – a Shekinah, ou feminino divino – de uma maneira ativa e presente. Mais fácil e mais eficaz do que usar rituais Pentagramas antes da meditação, este método pode ser usado em qualquer lugar e a qualquer hora. As instruções para despertar o poder das letras hebraicas no corpo energético de alguém são totalmente explicadas, juntamente com o uso do ritual do Pilar Médio para cura física e psíquica. Métodos simples usando a Árvore da Vida, horas planetárias e uma carta natal para melhorar as práticas de cura são totalmente descritos para facilidade de uso por iniciantes e estudantes experientes. O poder de cura e a capacidade de armazenamento de energia da água são discutidos em detalhes junto com experimentos práticos que a ligam à magia talismã e à alquimia de laboratório. Finalmente, há maneiras de entender o papel do professor, práticas para descobrir o próprio nome interno e instruções para despertar o Mestre Interno através do reconhecimento dos próprios professores – uma forma de “guru yoga” cabalística para ajudar a desenvolver a gratidão, humildade e sinceridade.

Se olharmos para a magia tradicional como era praticada nos períodos clássico, medieval e renascentista, vemos uma ênfase distinta na magia como um método, uma técnica ou mesmo uma ciência para criar mudanças na consciência do mágico, dos outros e no mundo material diretamente. Durante muito tempo os praticantes modernos enfatizaram aspectos psicológicos complexos da Cabala e ignoraram as questões mais fundamentais de praticabilidade e aplicabilidade às preocupações diárias. A cura do corpo e da mente é o primeiro passo para compreender e usar os métodos da Cabala de forma prática, trazendo assim paz, felicidade, sabedoria e prosperidade ao nosso dia-a-dia, permitindo-nos aumentar nossa compreensão espiritual de onde estamos no universo.

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Fonte: https://www.llewellyn.com/journal/article/1322

COPYRIGHT (2008) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-nutritiva-arvore-da-vida/

Compreensão e Relacionamento

Paulo Jacobina*

Excertos de A Senda Infinita

Compreensão

Compreender significa viver aquilo que se sabe sem espaço para dúvidas ou quaisquer indagações mentais. É agir de forma fluida e sem retenção, por menor que seja, em consonância com o que se sabe. E apenas se alcança o estado de compreensão, quando se vive por intermédio do Livre-Arbítrio, no Dharma.

Ao se deparar com uma situação, o Livre-Arbítrio permite ao Eu realizar uma escolha, optar por seguir o Instinto ou a Intuição. Optando pelo Instinto, seguirá o caminho das escolhas pretéritas, no qual é “vítima” das condições externas, dos comportamentos passados, sejam seus, da coletividade, da ilusão do acaso, de achar que toda a manifestação só existe por ele.

Contudo, ao optar pela Intuição, o Eu começa a ver a realidade na qual se encontra. Vislumbra que o acaso inexiste, visto que toda manifestação se encontra em sintonia. Questiona-se o que aquela situação simboliza. Busca o símbolo, e quando o encontra, entende o que gerou a situação vivenciada; que o Eu é parte integrante da manifestação e não vítima; e que, por ser parte, pode aprender com a situação e transmutá-la.

Ao entender o que simboliza a situação, começa a enxergar o lugar das coisas na manifestação e a entender o significado desta; que tudo o que existe e o que não existe tem um propósito, incluindo o próprio Eu. Compreende que as situações vivenciadas são símbolos que, como tais, possuem um significado, um propósito. E, assim, passa a se manifestar segundo este propósito, distribuindo a todos o necessário para se alcançar o Sattva e, dessa forma, todos os envolvidos se deslocarem na Consciência.

Tendo em vista que o Sattva é o equilíbrio harmônico entre os opostos Rajas e Tamas, ao vivenciar uma situação e passar a entender a causa, isto é, o aspecto da manifestação que ali predomina, desperta para aplicar o aspecto oposto: ao se deparar com o Ódio, aplicar o polo oposto, o Amor; ao se deparar com a intolerância, fazer uso da tolerância; frente à agressão, aplicar a mansidão; com a Incompreensão, buscar a Compreensão. É fornecer o outro polo, a face oposta à que se manifesta naquele momento.

Relacionamento

Ao compreender a Verdade, o Eu deixa de vivenciar a Heresia da Separatividade e se vê em um Relacionamento. Um estado no qual entende a essência de tudo o que existe e o que não existe, inclusive a própria, e passa a contribuir para o organismo como um todo, livrando-se das ilusões do ego, que estabelece a falsa necessidade de realizar algo visando o próprio interesse.

Relacionar-se é contribuir para a jornada do próximo sem autoindulgência, autoaprimoramento ou autoproteção, sem ego. É entender a essência da manifestação e fornecer aquilo que pode, visando o desenvolvimento do outro sem esperar nada em troca. E o ato de se relacionar está presente em todas as esferas da jornada existencial do Eu.

Ao olhar, por exemplo, uma árvore e se livrar da Heresia da Separatividade, o Eu a vê como árvore e passa a atuar de forma com que a árvore possa se desenvolver em seu inteiro potencial, fornecendo água para irrigá-la, adubo para melhorar os nutrientes do solo etc. Da mesma forma, a árvore vê a manifestação ao seu redor, a compreende em essência e, por isso, livre de ego e sem desejar nada em troca, atua de forma a contribuir para o desenvolvimento da manifestação, fornecendo sombra, frutos, um ambiente mais ameno etc.

Ao olhar o Corpo no qual se manifesta, o Eu Central compreende que outros Eus ali se encontram em suas jornadas existenciais. Entende as suas essências e contribui para o seu desenvolvimento fornecendo os nutrientes para isso, em formato da prática salutar de exercício, alimentação e pensamentos.

Ao olhar a sociedade na qual a Persona se encontra, seja ela em qualquer formato que se manifeste[1], procurar o que pode oferecer à sociedade e não o que a sociedade pode lhe dar.

 

[1] Sociedade familiar, de condomínio, de bairro, cidade, estado, país, empresarial etc.


 

Paulo Jacobina mantêm o canal Pedra de Afiar, voltado a filosofia e espiritualidade de uma forma prática e universalis

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/compreensao-e-relacionamento/

Como Orar À Srimati Radharani

Por Dvija Mani Dasa

Em uma oração exemplar, Srila Rupa Goswami nos mostra como orar à Srimati Radharani e o que pedir.

ye me bhakta -janah partha
na me bhaktas ca te janah
bhaktanam ye bhaktas mad-bhaktanam
te me bhaktatama matah

Ó Arjuna, filho de Prtha, aqueles que dizem ser diretamente meus devotos não são realmente meus devotos. Ao contrário, aqueles que são os devotos de meus devotos, eu considero meus maiores devotos. (Adi Purana (citado em Caitanya-caritamrta, Madhya-lila 11.28 )

A CONSCIÊNCIA DE KRISHNA é um processo social. Como nas relações deste mundo, amar profundamente Krishna implica amar aqueles que Ele ama, seus devotos. E como a declaração de Krishna acima deixa claro, para nos tornarmos Seu devoto, não devemos nos aproximar diretamente dEle, mas através destes devotos. Neste clima, Srila Bhaktivinoda Thakura, no final do século XIX, escreveu uma canção em glorificação de Vaishnavas, os devotos do Senhor Vishnu ou Krishna. Ele cantou, krishna se tamara, krishna dite para, tamara sakati dolhe: “Que Krishna é seu; você pode dar Krishna”. Tal poder é seu”.

De todos os devotos de Krishna, Radharani é extremamente exaltada. Ela não é uma mortal comum como você ou eu, mas é a encarnação de sua potência de prazer pessoal. Embora distinto e capaz de se engajar no serviço devocional amoroso a Krishna, Sri Radha é, de fato, idêntica a Ele. Ele é o Deus Supremo; Ela, a Deusa Suprema. Krishna é o Senhor de Vrndavana, o mundo espiritual, e Radha é Sua rainha. Assim Ela é conhecida como Srimati Radharani, “a ilustre rainha Radha”. Juntas, Radha e Krishna constituem a Verdade Absoluta completa.

A devoção de Radharani a Krishna atinge o ápice da perfeição. Como almas finitas, não podemos sequer aspirar a amar e servir Krishna tão perfeitamente como Ela; nossa perfeição está em ajudá-la em seu serviço amoroso ao Krishna. O poder de Seu amor é de fato tão intenso que subjuga Krishna. Srimad-Bhagavatam (10.32.22) registra a resposta de Krishna ao serviço amoroso de Radha e Suas companheiras: na paraye ‘ham … . sva-sadhu-krtyam … vah: “Eu não sou capaz de Lhe retribuir”.

Krishna é assim submisso aos Seus desejos, e como Srila Prabhupada escreve: “Uma vez que Ela recomenda um devoto ao Senhor Krishna, o Senhor imediatamente aceita a admissão do devoto em Sua associação”. (Srimad-Bhagavatam 2.3.23, Purport) Portanto, não é surpreendente que Rupa Goswami, um grande teólogo e poeta Vaishnava do século XVI, tenha composto uma série de poemas como orações a Srimati Radharani.

UMA ORAÇÃO ÚNICA:

Os títulos dados à maioria dos poemas de Rupa Goswami, como Sriradhasaka (literalmente, Um Poema de Oito Stanzas Sobre a Ilustre Radha) são simples e descritivos. Um título, no entanto, se destaca como digno de nota: Prarthana-paddhati (The Guide for Petitioning, O Guia da Oração) [Ver pg. 11]. Ao compor este poema, ele não só expressou seus próprios sentimentos devocionais pessoais, mas também forneceu um exemplo perfeito de oração peticionária e ritual para que seguíssemos. A oração é exemplar em muitos aspectos: em sua estrutura, sua forma, seu estado de espírito e o objeto pelo qual se rezava.

Prarthana-paddhati é curta e doce, com apenas sete estrofes de comprimento. Embora “curto e doce” seja algo clichê, no contexto de orações peticionárias é de profunda importância, pois quando se pede caridade ou favores, a brevidade é muitas vezes equiparada à brusquidão. Mas no poema de Rupa Goswami, o apelo não é feito até o quinto verso, um pouco mais da metade do poema. Antes disso, Rupa Goswami elogia poeticamente Radha:, untando-a, por assim dizer, antes de apresentar sua petição. Os devotos que rezam ao Senhor ou Seus associados por misericórdia devem seguir o exemplo de Rupa Goswami, começando sua oração com palavras de louvor e glorificação.

As primeiras quatro estrofes de Prarthana-paddhati consistem simplesmente em onze descrições poéticas de Radha: cada uma sintaticamente em posição ao objeto direto da quinta estrofe. O efeito desta estrutura, embora difícil de reconstruir na tradução inglesa, deixa a pessoa que ouve esta oração em suspense quanto à ideia básica a ser transmitida; a atenção do leitor é deixada simplesmente para contemplar estas maravilhosas descrições de Radha:. Por exemplo, as duas primeiras estrofes lidas:

suddha-gangeya-gaurangim
kurangi-langimeksansm
jita-kotindu-bimbasyam
ambudambara-samvrtam

navina-vallavi-vrnda
dhammillottamsa- mallikam
divya-ratnady-alankara
sevyamana- tanu-sriyam

“Com membros mais dourados do que ouro puro, com belos olhos como os de uma corça e com lábios que conquistam milhões de luas; cobertos com roupas que são como nuvens de chuva. Um jasmim ornamental sobre um pão trançado entre as jovens vaqueiras; cuja beleza corporal é realçada por gemas celestiais e outros ornamentos”.

Estes versos também mostram a forma ideal de uma oração, ou seja, um formulário preenchido com enfeites poéticos (alankaras). Os críticos literários sânscritos dividem os alankaras em duas divisões principais: ornamentos de som (sabdalankaras) e ornamentos de significado (arthalankaras). (Ver Caitanya-caritamrta, Adi-lila 16.72-86.) Embora o conteúdo seja mais importante do que a forma, o Senhor e Seus devotos reconhecem a devoção por trás da tentativa de oferecer orações cheias de beleza poética. Quando usados para descrever um objeto mundano, tais dispositivos poéticos simplesmente resultam em linguagem floreada; mas quando a beleza da poesia é usada para retratar a beleza transcendental do Senhor e Seus devotos, seu propósito é verdadeiro.
Aqui vemos em particular o sabdalankara de uma iliteração (anuprasa) com ng repetido na primeira metade do primeiro verso, mb repetido na segunda metade, e ll repetido na primeira metade do segundo verso, com exemplos menos óbvios ao longo do poema. Estas linhas também são preenchidas com arthalankaras na forma de vários tipos de metáforas e similitudes que são poética e teologicamente significativas.

Por exemplo, a primeira linha fala de Radha como tendo membros mais dourados do que ouro puro. Este tipo particular de metáfora, onde no assunto da comparação, aqui Radha: membros, não é equiparado com mas dito para superar o objeto de comparação, aqui ouro, é chamado em sânscrito vyatireka, distinção. Um exemplo padrão poderia dizer que o rosto de uma mulher é mais bonito do que uma flor de lótus. Aqui, porém, parece haver uma incoerência em dizer que os membros de Radha são mais dourados do que o próprio ouro. Afinal, a qualidade do “dourado” não é definida como uma propriedade essencial do ouro? Para resolver isto, devemos lembrar que estamos lidando aqui com a própria Deusa Suprema. Radha: a efulgência dourada é o dourado original. O elemento material que conhecemos como ouro simplesmente toma seu nome emprestado de Radha: devido a manifestar alguma porção minúscula de Sua bela irradiação dourada. Em vez de ser um exagero impossível, as palavras de Rupa Goswami expressam uma profunda verdade espiritual.

Da mesma forma, a descrição de que Radha está “coberta com roupas que são como nuvens de chuva” sugere algo muito mais profundo do que o que parece estar sendo dito na superfície. Em seu sentido primário, esta é simplesmente uma descrição da cor cinza-azul das roupas da Radha. No entanto, a palavra para uma nuvem de chuva, ambuda, literalmente “um doador de água”, aqui sugere um significado oculto. Ao invés de dar água comum, a beleza de Radharani traz a rasa, especificamente a préma-bhakti-rasa. A palavra rasa significa literalmente suco, mas em um contexto poético se refere a uma emoção transcendente, e premabhakti-rasa significa a emoção encontrada no serviço devocional amoroso para o Senhor.

Neste mundo, há uma desconexão entre nós e nossos corpos, o que falar de nossas roupas. O eu é uma alma espiritual eterna, enquanto o corpo é temporário e mortal. A beleza física do corpo tem pouco a ver com a natureza do nosso verdadeiro eu: muitas vezes as pessoas com corações de ouro têm rostos cheios de acne, e os modelos mais belos podem ser egocêntricos e cruéis. Mas para Krishna e seus associados no mundo espiritual, este não é o caso. O corpo de Krishna e os de Seus devotos no mundo espiritual não são corpos materiais temporários, mas corpos espirituais idênticos a seus próprios Eus. Assim, a beleza de Radha não é um feliz acidente da natureza, mas uma expressão direta da pureza de Seu amor por Krishna. Isto se estende até mesmo às roupas dela. A beleza de Suas vestes revela a intensidade de Seu amor e assim evoca esta prema-bhakti-rasa.

Novamente, a descrição de Radha como “o jasmim ornamental sobre um pão trançado entre as jovens vaqueiras”, talvez soando curioso para aqueles não familiarizados com a poesia sânscrita, tem vários níveis de significado. Mais simplesmente, é equivalente à metáfora que descreve alguém como a “joia da crista” dentro de qualquer categoria em particular. Assim como a joia mais excelente que um rei possui será colocada na crista de sua coroa e assim ocupará fisicamente a posição mais alta entre todas as joias do rei, assim uma pessoa descrita como a “joia da crista” dentro de um determinado grupo é entendida como a mais excelente e a mais alta dentro desse grupo. Aqui, por esta metáfora paralela, Radha é descrita como a mais alta de todas as mulheres vaqueiras em Vrndavana, o cenário rural onde Krishna, por sua própria e doce vontade, escolhe Se manifestar suas relações amorosas com seus devotos. Mas ao invés de usar uma metáfora adequada à pompa da realeza, Radharani, a rainha de Vrndavana, é comparada a uma flor de jasmim, destacando através de seu imaginário Sua doçura, beleza e delicadeza feminina.

UMA ORAÇÃO DE LOUVOR:

A quinta estrofe resolve a tensão sintática das quatro primeiras estrofes; finalmente fica claro que a oração se dirige à pessoa descrita, e a petição é feita.

tvam asau yacate natva
viluthan yamuna-estado
kakubhir vyakula-svanto
jano vrndavanesvari

“Curvando-se, esta pessoa suplica-lhe com um grito gago e lamentável, 0 Rainha de Vrndavana, rolando no chão na margem do rio Yamuna com um coração perturbado”.

O verso seguinte identifica a natureza do pedido, e vemos aqui o caráter exemplar desta oração em seu aspecto mais importante. Pois o que Rupa Goswami reza nada mais é do que a oportunidade de serviço devocional a Radha. A petição é de coração puro, não objetivando qualquer gratificação egoísta. A disposição em que esta oração é feita é também para ser emulada. Rupa Goswami demonstra profunda humildade, uma mansidão insinuada na estrofe anterior por sua referência a si mesmo na terceira pessoa. Aqui ele se admite não qualificado para a bênção que ele pede.

krtagaske ‘py ayogye ‘pi
jane ‘smin kumatav api
dasya-dana-pradanasya
lavam apy upapadaya

“Embora ele possa ser um infrator inapto com uma mente torta, por favor, conceda um pequeno fragmento do valioso presente de Seu serviço a esta pessoa”.

Suas humildes palavras tomaram a forma de um arthalankara chamado visesokti, uma declaração de diferença. Ela se refere a uma declaração poética na qual se vê um descompasso entre causa e efeito. Aqui, o efeito esperado de sua humildade e desqualificação autoconhecida seria que ele não fizesse um pedido tão ousado. E ainda assim, ele o faz.

UMA ORAÇÃO MODELO PARA NÓS:

A estrofe final resolve esta aparente incongruência. Ele mostra uma qualidade final exemplar em sua oração: a persistência. Nesta última estrofe, Rupa Goswami faz um argumento para persuadir Srimati Radharani a conceder Sua misericórdia, independentemente. Mas a lógica formal não se encaixa bem na poesia. Assim, Rupa Goswami emprega a arrhalankara chamada kavyalinga, causa poética. Todos os elementos de uma fórmula causal estão presentes em suas palavras, mas estão escondidos em sua poesia.

yuktas tvaya jano naiva
duhkhito ‘yam upeksitum
krpa-dyoti-dravac-citta
navanitasi yat sada

“Uma pessoa tão triste não está apta a ser negligenciada por Você, pois Sua mente, como manteiga fresca, sempre se derrete do calor de Sua compaixão”.

Comentando esta estrofe, Srila Baladeva Vidyabhusana, o grande teólogo e poeta Vaishnava do século XVIII, explica o argumento lógico aqui implícito: “Como a compaixão (krpa) é o desejo de tirar a tristeza dos outros e eu estou cheio de tristeza, não estou apto a ser abandonado”.

Rupa Goswami tem fornecido o modelo perfeito para a oração. Se aprendermos a orar ao Senhor e Seus devotos com a mesma estrutura, começando com palavras de louvor; se exibirmos o mesmo humilde humor e a mesma persistência; e se pedirmos a mesma mais elevada de todas as bênçãos, então nossas preces serão certamente ouvidas e atendidas. E mesmo que não cheguemos nem perto da sofisticação poética da oração de Rupa Goswami, o Senhor olhará com favor até a mais humilde tentativa de compor nossas orações com uma beleza que se adequa ao seu objeto.

Mas Rupa Goswami deixou o mundo mais do que uma simples fórmula; ele também nos deixou uma poesia requintada. Por mais fracas que sejam nossas tentativas de compor tais orações, podemos sempre simplesmente meditar profundamente na beleza das descrições de Rupa Goswami da Deusa Suprema, Radharani, e oferecendo a Ela esta oração de todo o coração, podemos estar confiantes de que Ela nos olhará com compaixão.

Dvija-mani Dasa, discípulo de Ravindra Svarapa Dasa, é Doutor Benjamin Franklin em Sânscrito na Universidade da Pensilvânia (EUA). Ele vive com sua família no templo ISKCON Philadelphia e está trabalhando com seu guru em uma tradução, com comentários, do Manah-siksa de Raghunatha Dasa Goswami.

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Fonte:

DASA, Dvija-mani. How To Pray To Srimati Radharani. Back to Godhead, 2007. Disponível em: <https://www.backtogodhead.in/how-to-pray-to-srimati-radharani-by-dvija-mani-dasa/>. Acesso em 8 de março de 2022.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/como-orar-a-srimati-radharani/

Cada Pessoa é uma Estrela com uma Vontade

Psicologia do Liber Al pt 2 – Cada pessoa é uma estrela com uma Vontade

“A coisa realmente valiosa no desfile da vida humana não me parece o Estado, mas o indivíduo senciente e criativo, a personalidade; ela por si só cria o nobre e o sublime, enquanto o rebanho, como tal, permanece abobado em pensamento e abobado em emoções“.

-Albert Einstein, Mein Weltbild (1931)

Após as proclamações de Nuit e Hadit, vem uma das declarações mais importantes para Thelema, na terceira linha do Liber AL:

“Todo homem e toda mulher é uma estrela”.¹

Isto significa que “somos todos livres, todos independentes, todos brilhando gloriosamente, cada um sendo um mundo radiante”² e, além disso, “o indivíduo é a Autarquia”³. No mesmo sentido que o sol, como estrela, é centro do sistema solar no macrocosmo físico, todo homem e toda mulher são entendidos como uma espécie de estrela microcósmica e centro de seu próprio sistema. “Uma estrela é uma identidade individual; ela irradia energia, ela vai, é um ponto de vista. Seu objetivo é tornar-se inteira ao estabelecer relações com outras estrelas. Cada uma dessas relações é um Evento: é um ato de Amor sob a Vontade”4 – cada indivíduo é “um agregado de tais experiências, mudando constantemente com cada novo evento, que o afeta de forma consciente ou inconsciente”5.

Certamente, do ponto de vista psicológico, pode-se entender facilmente que somos todos o centro de nosso próprio universo6 e também “agregados de experiência” como mostram nossas próprias memórias. Além disso, as estrelas são auto-luminosas, implicando que poder e força derivam de nós mesmos e não de uma fonte externa (explicado com mais profundidade a frente), e também que as estrelas estão constantemente em movimento interagindo com as forças gravitacionais das infinitas outras estrelas e outros sistemas.

Thelema postula que Hadit é “a chama que queima em todos os corações do homem e no núcleo de todas as estrelas”7. Crowley escreve: “Ele é o seu eu divino mais íntimo; é você, e não outro, que está perdido no êxtase constante dos abraços da Beleza Infinita”8. Na verdade, Nuit nos diz:” Sejais Hadit, meu centro secreto, meu coração e minha língua!”9, nos mostrando que estamos intimamente interligados com a divindade, refletindo o sentimento oriental básico do vínculo da alma com Deus e o sentimento observado no Ocidente em místicos como Meister Eckhart e Miguel de Molinos:

“Tu sabes, que a tua alma é o Centro, a Habitação e o Reino de Deus”10.

Em uma palavra, dizendo que “todo homem e tda mulher é uma estrela”, afirmamos tanto a soberania do indivíduo quanto sua divindade. Assim como as estrelas físicas têm cada uma seu curso único num período do espaço, cada indivíduo é entendido como tendo sua própria Vontade única. De fato, “Thelema” significa “Vontade” (em inglês, Will) e esse é o fundamento de toda a filosofia de Thelema. É dito:

“Faze o que quiseres há de ser o todo da Lei”¹¹.

“Não há lei além de Faze o que quiseres”.¹²

Essas duas afirmações estabelecem claramente que tudo em Thelema gira em torno do dito de “fazer o que você quer”. Como Crowley observou frequentemente, isso não significa, “faça o que você gosta”, mas é um comando para executar “verdadeiro” ou “pura” vontade “e nada mais. Liber AL proclama: “Não tens direito senão fazer a tua vontade”. Faça isso, e nenhum outro deve dizer não. “13

Agora, podemos ver o ponto de vista geral da existência formulado em Thelema: cada indivíduo é considerado como uma “estrela” cujo único direito ou dever é realizar sua vontade. No núcleo desta estrela está Hadit e envolta desta estrela estão o espaço infinito e as possibilidades de Nuit. Nós estabelecemos que cada indivíduo está no centro de seu próprio universo, um “centro secreto, coração e língua” 14 do divino, cada um executando sua vontade única imerso em Nuit, o espaço infinito.

Uma vez que a Vontade é considerada absolutamente primordial em Thelema, devemos entender como um Thelemita supõe “vontade-ar” as coisas. Liber AL afirma algo distinto como “vontade pura” e explica suas condições:

“Para a vontade pura, sem um objetivo, liberado da luxúria do resultado, é perfeitamente perfeito”. 15

Portanto, para que a vontade seja considerada “pura” e “toda forma perfeita” pelas condições estabelecidas no Liber AL, deve ser

1) “desembaraçada de propósito” e

2) “livrado da luxúria do resultado”

A primeira consideração, “desembaraçada de propósito”, tem dois significados a serem considerados. O primeiro é o mais óbvio, que é que essa vontade é dificultada ou enfraquecida por um “propósito” e está destinada a seguir seu caminho irrestrita dessa noção chamada de “propósito”. A mente e a razão geralmente são um obstáculo para a expressão plena da vontade de uma pessoa e essa idéia é tratada mais detalhadamente em uma seção posterior. A próxima consideração é simplesmente que isso significa “com propósito sem compensação” ou “com energia incansável”.

Em segundo lugar, ser “liberado da luxúria do resultado” significa não ser afetado ou desapegado aos resultados das ações de alguém. Esta doutrina é um princípio central para o sistema oriental de karma yoga, onde geralmente é chamado de “não-apego aos frutos da ação”. Também pode ser dito que é conhecido pelo Ocidente sob o aforismo de “A arte pela arte”. O Bhagavad Gita descreve sucintamente essa doutrina de ser “liberto da luxúria do resultado ” quando diz,

“Aqueles cuja consciência é unificada abandonam todo o apego aos resultados da ação e alcançam a paz suprema. Mas aqueles cujos desejos estão fragmentados, que estão egoisticamente ligados aos resultados de seu trabalho, estão vinculados em tudo o que fazem. Aqueles que renunciam ao apego em todos os seus atos vivem conteúdo na “cidade dos nove portões”, o corpo, como seu mestre “. 16

Essencialmente, esta linha do Liber AL vel Legis significa que para realizar nossa “vontade pura” que “é perfeita em todas as formas,” devemos fazer a nossa vontade com energia incansável, sem consideração ao propósito, e sem preocupação com os resultados. Crowley escreveu: “Você deve (1) descobrir o que é a Tua Vontade. (2) Faça sua Vontade com a) foco, (b) desapegado, e em (c) paz. E aí, e somente aí, você está em harmonia com o Movimento das Coisas, sua vontade é parte de, e, portanto, igual à vontade de Deus. E uma vez que a vontade é apenas o aspecto dinâmico do eu, e como dois eus diferentes não podem possuir vontades idênticas; então, se a tua vontade será a vontade de Deus, Tu será Isso “17

Em Liber AL vel Legis, Nuit declara: “Invoca-me sob minhas estrelas! O amor é a lei, o amor sob vontade “. 18 Crowley explica que isso significa “enquanto a vontade é a lei, a natureza dessa vontade é amor “. Mas esse Amor é como se fosse um subproduto dessa Vontade; não contradiz ou substitui essa Vontade; e se a aparente contradição surgir em qualquer crise, é a vontade que nos guiará corretamente. “Portanto, o método ou o modus operandi de Thelema é “amor sob vontade “, o que significa a assimilação da experiência de acordo com sua vontade.19

Deve ser reconhecido que “Love” no contexto de Thelema e Liber AL vel Legis é entendido de uma maneira muito universal. Não é o que a maioria consideraria a emoção do amor ou do coração. Crowley escreve: “Eis que, enquanto no Livro da Lei, é muito amor, não há nenhuma ocorrência da palavra de Sentimentalidade. Ódio é quase como o amor! “20 para o ódio mesmo é uma experiência digna de nossa assimilação e integração. Em vez disso, refere-se essencialmente a todos os atos, qualquer “Mudança em conformidade com a vontade”, pois todas as ações são legais e necessárias. Crowley explica: “Todo evento é uma união de uma mônada com uma das experiências possíveis”, 21 e ainda que “Cada ação ou movimento é um ato de amor, unindo uma parte com uma outra parte de” Nuit “; cada um desses atos deve ser “sob vontade”, escolhido de modo a cumprir e não frustrar a verdadeira natureza do ser em questão “.22 Portanto, enquanto o” amor “pode se referir especificamente a atos de” união “(no sentido de que o sexo é união no plano físico, e samadhi 23 é união no plano mental) todas as experiências são entendidas como atos de “amor” no sentido mais universal de que “todo evento é uma união de uma mônada com uma das experiências possíveis , “Incluindo atos do que pode ser percebido como atos de “divisão”.

Agora podemos entender que “não há lei além do faça o que tu queres”, 24 e “amor sob vontade” é essencialmente a assimilação da experiência de acordo com a natureza do indivíduo. A concepção reflete as proposições de Carl Roger, que são as afirmações subjacentes ao seu sistema de “terapia centrada no cliente”. Ele escreve como sua sexta proposição,

“O organismo tem uma tendência e esforço básica -para atualizar, manter e melhorar o organismo experiente

” .25

Esses atos de “atualizar, manter e melhorar o organismo experiente” são o que nos termos de Thelema são atos de “amor”. A única condição que é importante do ponto de vista de Liber AL vel Legis é que atos de “Amor” deve ser feito “sob vontade”, ou de acordo com a natureza da circunstância singular e do indivíduo (ou o “organismo” se quisermos usar a terminologia de Rogeriano). Um ato de “amor sob vontade” que funcionou corretamente é o que Carl Rogers chamaria de “ajuste psicológico” em oposição ao “desajuste psicológico”. Rogers escreve como suas proposições quatorze e quinze:

“O ajuste psicológico existe quando o conceito do self é tal que todas as experiências sensoriais e viscerais do organismo são ou podem ser assimiladas em um nível simbólico em uma relação consistente com o conceito de si mesmo.”

Existe inadaptação psicológica quando o organismo nega a consciência de experiências sensoriais e viscerais significativas, que, consequentemente, não são simbolizadas e organizadas na gestalt da autoestrutura. Quando essa situação existe,então temos uma tensão psicológica básica ou potencial “. 26

O “ajuste psicológico” consiste em uma “assimilação” funcional de experiências equivalentes ao método “amor sob vontade” de Thelema, enquanto que o “desajuste psicológico” consiste na “assimilação” inadequada da experiência, que cria “tensão psicológica”. Essencialmente, nós podemos ver que Thelema coincide com, e de certa forma antecipada, as “proposições” de Rogerianos que formam a base de sua “terapia centrada no cliente”.

“Todo amor é expansão, toda auto-estima é contração. O amor é, portanto, a única lei da vida. Aquele que ama vive, aquele que é egoísta está morrendo. Portanto, amor por amor, porque é lei da vida, assim como você respira para viver. “-Sami Vivekananda

1 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:3.

2 Crowley, Aleister. “Liber DCCCXXXVII: The Law of Liberty” from Equinox III(1).

3 Crowley, Aleister. Magick Without Tears, ch.48.

4 Crowley, Aleister. “The Antecedents of Thelema” from The Revival of Magick.

5 Crowley, Aleister. Introduction to Liber AL vel Legis, part II.

6 This also attests to the universal import of mandala-like art pieces across cultures, for they are all expressions of that central point of consciousness and the apparent unfolding and expression of the psyche & universe around it. This was a subject of study for Carl Jung.

7 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, II:6.

8 Crowley, Aleister. “The Law of Liberty.”

9 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:6.

10 de Molinos, Miguel. Spiritual Guide of Miguel de Molinos (1685), ch.1, verse 1.

11 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:40.

12 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, III:60.

13 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:42-43.

14 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:6.

15 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:44.

16 Bhagavad Gita (trad. By E. Easwaran), chapter 5, verse 12-13.

17 Crowley, Aleister. “Liber II: Message of the Master Therion” from Equinox III(1).

18 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:57.

19 Isso casa com o que o místico Cristãos Meister Eckhart escreveu, “O lugar onde o amor tem sua o seu ser apenas na vontade; A pessoa que tem mais vontade, também tem mais amor. Mas ninguém sabe de mais ninguém, se alguém tem mais disso; que está escondido na alma, enquanto Deus estiver escondido no fundamento da alma. Este amor está inteiramente na vontade; Quem tem mais vontade, também tem mais amor.” -Meister Eckhart, Counsels on Discernment (Counsel 10).

20 Crowley, Aleister. “The Message of the Master Therion” from Equinox III(1).

21 Crowley, Aleister. Introduction to Liber AL vel Legis, part II.

22 Crowley, Aleister. Introduction to Liber AL vel Legis, part III.

23 “Samadhi” é o termo Hindu usado nas práticas de yoga para atingir o fenômeno psicológico de desaparecer (ou ‘união’ or ‘cessação’) a separação de sujeito e objeto prática comum em várias culturas e com outros nomes. Esse assunto é muito profundo e extenso para ser discutido nesse artigo.

24 Crowley, Aleister. Liber AL vel Legis, I:22.

25 Rogers, Carl. Client-Centred Therapy, ch.11.

26 Rogers, Carl. Client-Centred Therapy, ch.11.

Link texto original: https://iao131.com/2013/02/25/psychology-of-liber-al-pt-2-each-person-as-a-star-with-a-will/

Tradução:Mago implacavel

Revisão: (não) Maga patalógica

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cada-pessoa-%C3%A9-uma-estrela-com-uma-vontade