O Simbolismo no Labirinto do Fauno

No pano de fundo da Espanha fascista, em plena Segunda Guerra Mundial, a imaginação de uma menina de dez anos cruza o caminho de um capitão cruel e implacável. O Labirinto do Fauno é uma fábula ao mesmo tempo lírica e violenta, que tematiza as contradições e possibilidades contidas no simbolismo de Peixes, o mais labiríntico de todos os signos.

Magia: uma criança descobre uma borboleta, que pode se transformar em fada, guiando-a para adentrar em fantásticos mundos.

Crueldade: um capitão fascista é implacável na perseguição dos seus inimigos. Desconhece o que são empatia e sentimentos. Mas tem poder, subordinados e armas.

Os caminhos do capitão e da criança irão se cruzar. O que poderá acontecer? Quem irá vencer, a força bruta ou a imaginação infantil?

O que são labirintos?

Todo labirinto tem um local onde se pretende chegar, uma espécie de núcleo. Para alcançá-lo, há várias combinações de caminhos e não é possível saber, de antemão, qual delas irá levar ao objetivo. Isto só seria possível se fosse visto de cima. A lógica e a razão pouco podem fazer nos labirintos. De alguma maneira, é preciso ativar um sentido que não costuma figurar dentre os outros: a intuição, que é a capacidade de colher informações através de uma via não racional. A intuição é simplesmente um saber ou um adivinhar. Algo se agita dentro como se fosse uma certeza, que pode ser acolhido ou não.

Para ingressar em um labirinto, é preciso ter um objetivo, se não o de alcançar algo no interior dele, pelo menos o de conseguir sair. Labirintos podem ser perigosos, pois a possibilidade de se perder é muito maior do que a de se achar. Se forem pequenos, a única perda será a de tempo. Quando grandes, pode-se perder a vida. Além disso, talvez seus corredores tortuosos escondam surpresas.

Labirintos remetem ao signo de Peixes, o mais misterioso dos doze. Peixes é o único a ter a visão total do conjunto, o que tornaria a travessia de um labirinto uma brincadeira de criança. Mas como o ser humano não consegue racionalmente acessar o todo (em geral, é apenas capaz de senti-lo por fugazes momentos), precisa empregar outra ferramenta de Peixes, que é a capacidade intuitiva. Peixes como arquétipo (não como indivíduo) tem acesso a tudo, não existindo, para ele, nenhuma informação secreta. Representa a intuição que irá captar o que não está acessível à razão e também a possibilidade de conexão com o todo.

No filme O LABIRINTO DO FAUNO, de Guillermo Del Toro, a menina Ofelia entra e sai do labirinto com a maior facilidade. Ela está muito próxima de atributos piscianos, como imaginação, sensibilidade e também aventura (pelo fato de Peixes ser co-regido pelo planeta Júpiter, significador de expansão). Ofelia viverá uma aventura com destino a sua própria alma. A menina faz, sem o saber, uma busca por significado em um mundo carente de explicações para acontecimentos como perdas, mortes e brutalidades.

Labirintos parecem corresponder à viagem do ser humano para dentro de si mesmo. Há muitos caminhos – religião, psicanálise, arte, ciência – e nenhum deles é absoluto, tampouco garantido. Uma das razões é porque talvez porque haja um labirinto para cada aventureiro, e somente ele possa descobrir seus caminhos.

A aventureira

Ofelia é a protagonista deste filme fantástico, cuja história se desenrola em 1944. Tem dez anos. Nem tão criança que não perceba as verdades – tantas vezes amargas – dos adultos, mas ainda sem ter formado a quase sempre rígida espinha dorsal deles. Está imantada da abundante energia infantil, que ainda acha que tudo seja possível e que se encontra protegida. A fé e a magia de Peixes seguem com ela através de um território cada vez mais rude, inóspito e cruel. Sua essência, porém, não responde à lógica do tempo e da realidade que habita, particularmente a de agir como um tirano ou uma vítima. Ainda que Ofelia seja, na prática, vítima, em nenhum momento se sente, de fato, deste modo. Ela está sempre tentando extrapolar os limites, nunca se vendo contida por eles.

Ausência de limites – seja para transcender ou escapulir – é algo pisciano. Mas o que é transcender? Transcender, de algum modo, é superar. Sutilmente, suavemente, mas, sem dúvida, superar. Só pode transcender quem for maior ou mais largo por dentro do que os eventos com os quais se depara fora.

Peixes (e Netuno, seu regente), como arquétipo, não enfrenta nada diretamente e nem tem a pretensão declarada de mudar o que quer que seja. Mas ele em si só já é a mudança. Acaba por mudar ou afetar tudo o que toca. Suaviza, dilui os contornos, altera a forma, rouba algo da rigidez, a qual desgasta, deforma e, ao final, reforma. Ofelia, mesmo que não faça nada e tente ficar somente no seu lugar de fantasia, incomoda ou encanta: é difícil lhe ficar indiferente. Ela invade o espaço em que chega, transformando-o. Revolução igual ocorrerá dentro dela.

O começo

O ingresso definitivo de Ofelia na realidade fantástica ocorre através do encontro com um fauno, uma figura híbrida, meio animal, meio humana, sem correspondência com o que possa haver no reino físico conhecido. O fauno conta que ela é a filha perdida de um rei, que um dia fugiu de casa, partindo o coração do pai, mas que este nunca perdeu a esperança em seu retorno, e que a aguarda, não importa com que forma ela regresse. Órfã de pai e mandada para junto do padrasto brutal, a menina tem seu coração capturado por essa história e dá a ela crédito imediato.

O pai oculto é uma metáfora de Deus. É amoroso, ilimitado e a espera. Ela teve com ele uma história da qual não se lembra, mas na qual acredita. E quando Ofelia se encontrar com seu pai, não saberemos como será o encontro, o que acontecerá, assim como não saberemos como e quando será nosso próprio encontro.

Contrastes e paradoxos

Peixes pertence ao ritmo Mutável, caracterizado pela duplicidade. É o ritmo que encerra os paradoxos, as coisas não resolvidas de uma única maneira. O LABIRINTO DO FAUNO está profundamente estruturado nesta dinâmica. Tem por marca a mistura do mágico e incrível com o grotesco e implacável, tornando natural que lindas fadas possam ser mastigadas e engolidas, e que encantadoras crianças possam ser doentiamente perseguidas. Sua mola propulsora são os contrastes e os paradoxos típicos dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes). Isto é particularmente visível no fato de que quanto mais Ofelia penetra no fantástico universo paralelo mais densa e insuportável se torna a realidade ao seu redor. Ou seria o contrário?

A realidade pode ser colocada como um princípio pertencente à Virgem, signo oposto e complementar a Peixes. Assim, quanto mais Ofelia fortalece a si mesma e ao seu mundo interno (algo pisciano), mais a sua vida real desmorona, como se suas convivências concomitantes fossem incompatíveis no momento específico que ela vive. Somente Ofelia não percebe que parece haver um fio invisível fazendo com que a roda gire inexoravelmente neste descompasso, tornando impossível unir a magia à integridade física. Ela, tendo a ingenuidade de um representante de Peixes, não nota que quanto mais abissais forem suas descobertas, maiores, aparentemente, serão os preços a serem pagos por elas. E que quanto mais abastecida interiormente ela estiver, mais se aproximará de ter de enfrentar o que mais teme, seu padrasto capitão.

Depois que a pequena borboleta a atrai, não existe mais retorno. A menina será incitada ao movimento por sua própria curiosidade e encantamento. Doce ilusão a de que houve qualquer escolha quando se tratava de uma criatura tão sonhadora. Peixes parece representar as histórias (e até a falta delas) a que estaremos fadados a viver por nosso temperamento.

Como filme pisciano, O LABIRINTO DO FAUNO contém infinitos jogos de espelhos, em que muitas coisas não são o que pareçam, a começar pela abertura, que se assemelha a de tantos outros filmes em que parece ter sido dada a certeza ao espectador de que o protagonista viverá algo mágico, que correrá muitos riscos fictícios, que parecerão bastante reais, mas que no final tudo dará certo. Entretanto, contra esta idéia idílica, soa suspeita a insistência ríspida de uma mãe quase histérica em mostrar a realidade à filha. Esta mãe, que fala de forma amargurada sobre a realidade, não tem o toque cômico e maniqueísta que os adultos de filmes infantis costumam ter. Há realismo demais no seu rosto cansado e na sua gravidez avançada. Ela atravessa uma floresta em tempos difíceis, de guerra, para alcançar um marido que mal conhece.

É neste momento que a protagonista encontra a tal borboleta, um símbolo da transformação que a aguarda. A mãe, Carmen, na condição de grávida e futura esposa de um capitão, também está vivendo uma transformação. Mas, diferente de Ofelia, não está encantada, e sim, fazendo algo que vê como prático: indo ao encontro de um homem para proteger a si mesma, a filha e a criança que nascerá. Enquanto Ofelia teme o destino da viagem, sua mãe anseia por ele, em interpretações diametralmente opostas do que é melhor a ser feito naquela situação. Puro Peixes, posto que este signo representa as múltiplas visões que se pode ter da realidade. Qual estará mais certa? Em um momento de guerra, existe alguma coisa que seja, realmente, mais segura?

Mãe e filha estarão sempre em pólos opostos, sem nunca conseguirem se entender, apesar do amor que as une. A mãe encarna Virgem, signo da realidade, oposto a Peixes, relacionado à fantasia e que representa Ofelia. A realidade tem limites, e Carmen irá vivê-los. A fantasia é ilimitada, e Ofelia irá experimentá-lo. Ambas irão provar até o fim as consequências das suas próprias crenças.

O LABIRINTO DO FAUNO não será um filme fácil. O espectador é conquistado aos poucos, como se a própria Ariadne lhe desse o novelo capaz para entrar no labirinto e conseguir sair dele.

A psicologia de um tirano

O capitão desgosta de Ofelia já na primeira cena em que os dois se encontram. É chocante a forma rude como aperta a mão da enteada, fulminando-a com os olhos. É alarmante que a pouca idade de Ofelia não o comova. Ele a enxerga como um potencial inimigo, como condiz a um tirano pensar.

O capitão fascista é o oposto exato de Ofelia. A menina é toda sentimento e fluidez. Está voltada apenas para o presente, distraindo-se com tudo o que cruza o seu caminho, enquanto o seu opositor é frio e objetivo, para não dizer cruel e implacável, focado em eliminar do seu caminho tudo o que possa ameaçar o seu futuro, o qual deseja que seja triunfante e poderoso. Seu ego distorcido não permite que nada tenha vida ou liberdade ao seu redor, e a menina é plena disso. Ele submete a mãe de Ofelia já no início às suas regras, obrigando-a a locomover-se em uma cadeira de rodas, apesar de a mesma estar apenas grávida e não doente, o que ela ficará com o tempo. O capitão está tomado pelo arquétipo do tirano, cuja maior necessidade é o de apenas ele existir. Seu objetivo é o de tentar transformar a todos ao redor em pálidas sombras rastejantes. Esta é a única maneira de assegurar as ilusões a respeito de si mesmo e a manutenção do poder.

Como o tirano tenta matar as individualidades, também tem a sua própria individualidade esvaziada, e por isto todos os tiranos se parecem imensamente entre si. A filosofia de um déspota é sempre rígida, esquematizada e hierárquica. Além disso, tem dentro dele uma vítima em potencial, pois seus atos convergem em eliminar as supostas ameaças, as prováveis pessoas que tentariam prejudicá-lo. Esforço em vão, pois cedo ou tarde tiranos ou seus descendentes são depostos, submetidos à roda da vida, nem que seja para trocar um grupo por outro.

Como ele não quer que nada exista além de ele mesmo, o tirano devora sistematicamente o que há ao seu redor. Em O LABIRINTO DO FAUNO, haverá um momento em que o capitão sofrerá um feio ferimento na boca, que irá deixá-la descomunal. É a boca insaciável de um gigantesco tirano ameaçado. Ele também guardará grande semelhança com um ser repelente que Ofelia encontrará em uma de suas aventuras, que se alimenta de carne humana. Na realidade, de qualquer coisa, como um tirano. O tirano busca o poder como forma de transcendência da condição frágil de se estar em um corpo humano. É um Deus às avessas, tentando conter e controlar o que não é possível.

Texto da astróloga Vanessa Tuleski.

#Astrologia #Filmes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-simbolismo-no-labirinto-do-fauno

Hábitos

Distrações e entretenimento saltam aos nossos olhos o tempo todo. Como ganchos ou anzóis, surgem para nos agarrar e puxar. E nós, peixes a serem pescados e consumidos, mordemos a isca. A isca é entretenimento, é diversão, é rir, deleitar-se com comidas deliciosas, manjares, quitutes e volúpias imensas para os sentidos. Grandes tentações que estão constantemente nos assediando.

Nada há de errado em se saborear uma deliciosa comida. Não há problema em se conquistar aquela façanha naquele jogo online. Essas atitudes e outras são perfeitamente louváveis. A questão é: você está sendo manipulado para agir assim ou está agindo de legítima própria vontade?

Você está sendo coagido, incentivado, atiçado para certas atitudes as quais já vem praticando há algum tempo? Se sim, então tome cuidado. Isso está se tornando um hábito.

Hábitos podem ser saudáveis ou não. Qual é qual?

Hábito saudável é aquele que resulta em uma sensação de “estou melhor agora do que antes”. Acontece quando os resultados representam ganhos, lucros, crescimento, satisfação verdadeira, tanto a curto como a longo prazo.

Um exemplo de hábito: caminhada. Ao término de uma caminhada, você se sente cansado. Mas é só isso mesmo que você está sentindo? Preste atenção a todos os seus sentidos, a todo o seu corpo. Tenha consciência de si mesmo. Qual o “saldo” da caminhada? (o resultado desse exame varia de pessoa para pessoa – o que vem a seguir é o que eu sinto quando caminho)

+ mais energia

+ maior ânimo, inclusive para outras atividades

+ mais desperto, mais atento

+ respiração livre, fluída

+ contentamento por sair, ver o mundo, pessoas, animais, plantas. A efervescência de tudo, contagiante.

+ o banho pós-caminhada é muito mais refrescante, energizante

+ melhor capacidade respiratória e cardíaca (a longo prazo)

– cansaço

– suor

– mau-cheiro

– roupas sujas (se caminhei em bosques/terreno baldios, etc)

Fazendo a somatória dos pontos acima, o resultado é positivo. Portanto, caminhadas são, para mim, um hábito saudável.

Um outro exemplo de hábito: comer cheesebúrgueres.

+ prazer em sentir o cheiro do cheesebúrguer.

+ prazer em saborear o hambúrguer de carne, o queijo, o pão. A combinação dos ingredientes. O catchup e a mostarda.

+ sensação de saciedade

– dificuldade na digestão

– sensação de empanturramento/barriga pesada

– gases

– aumento do colesterol e da pressão sanguínea (a longo prazo)

Pelo mesmo modelo do exemplo anterior, a somatória resulta negativa, concluindo-se que o hábito de comer cheesebúrgueres não é saudável para mim.

Essa auto-avaliação de hábitos pode possuir muito mais pontos positivos e negativos. Podem ser listas enormes de pontos, se você desejar. O importante é ser sincero e claro consigo mesmo, se você quiser melhorar sua qualidade de vida.

É claro que esse exemplos foram apenas utilizados no sentido da didática para esse texto. Há muitas outras consequências de se ter um hábito, tanto em pontos físicos quanto em pontos mais sutis e psíquicos, como capacidade de concentração, memória, rapidez de pensamentos, etc. Se você está se perguntando “caramba, até isso afeta?”, a resposta é: sim, meu caro, afeta. Afeta até mesmo características que você ainda não está consciente, como a vida útil de suas células, a capacidade dos seus neurônios, a facilidade de digestão… enfim, tudo o que compõe seu organismo. Como seu organismo é ponte entre você e sua mente e seu espírito, então a comunicação entre essas camadas também será afetada.

É muito fácil nos deixar levar por imediatismos para satisfazer desejos momentâneos. Mas é nesse momento que nos distinguimos dos animais, ao decidirmos se agiremos pelo instinto ou se agiremos através de nossa reflexão. “Você é um homem ou um rato?”. Ter a força para tomar as rédeas do seu corpo e de suas atitudes é pré-requisito para ser feliz de verdade.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/h%C3%A1bitos

Exercícios Práticos – 02

Meditação

Sente em um local qualquer, mantenha as costas eretas, coloque os dois pés no chão, ligeiramente afastados um do outro, e as palmas das mãos sobre as coxas. Ou se preferir, sente com as pernas cruzadas e coloque as mãos sobre os joelhos. Feche os olhos e respire devagar durante alguns minutos.

Agora preste atenção nos seus pensamentos. Tente assisti-los passivamente, como se estivesse diante de uma televisão, prestando atenção na quantidade e qualidade de pensamentos diferentes que vagam pela sua mente neste pequeno intervalo de tempo. Tome consciência destas muitas freqüências que estão entrando e saindo dos seus pensamentos o tempo todo… que pensamentos ficam se repetindo? Analise friamente que tipo de mensagens você está atraindo, que tipo de pensamentos estão poluindo a sua cabeça…

Nas primeiras vezes que fizer este exercício, procure não interferir. Apenas observe friamente a si mesmo como se fosse um observador externo e veja o que está acontecendo. Adquira a consciência de separar e catalogar em que tipos de pensamentos você está imerso.

Em uma segunda etapa, comece a monitorar seus pensamentos, mudando os pensamentos indesejáveis… Quanto tempo você perde em pensamentos inúteis, fúteis ou perniciosos?

Quanto da sua mente você desperdiça pensando no que os outros estão fazendo ao invés de se concentrar no que você quer ou necessita fazer?

Na terceira etapa, comece a destruir estes pensamentos inúteis, afastando-os do seu campo vibracional. Tente reunir apenas pensamentos voltados para coisas úteis que você tenha de fazer ou focados para aquilo que você está almejando.

Exercício 2 – Apenas para mulheres

Este exercício deve ser feito SOMENTE depois que vocês fizerem pelo menos umas 20 a 30 vezes o Exercício dos Chakras, pois todo o canal pela qual a energia irá fluir precisa estar limpo e desobstruído, caso contrário, vocês poderão ter um desequilíbrio nos seus chakras, como dores de cabeça, náuseas, tonturas ou desequilíbrios emocionais.

Deite em algum lugar calmo, confortável e isolado, coloque uma música suave, incenso e garanta que não vai ser perturbada. Deite em decúbito dorsal com a barriga voltada para cima, de preferência totalmente nua. Comece a se masturbar delicadamente, mas sem imaginar uma contraparte masculina/feminina ou fantasiar… Concentre-se apenas na sensação, no seu corpo e no ato em si. Comece a imaginar o chakra básico sendo ativado e o fluxo de energia começando nas suas pernas e espalhando-se pelo seu corpo.

Quando estiver chegando ao orgasmo, você vai ter de sincronizar os últimos suspiros com o exercício anterior. Comece imaginando o chakra básico emanando energia, suspiro, esta energia subindo para o segundo chakra (Svadisthana), suspiro, subindo para o terceiro chakra (Manipura), suspiro, subindo para o quarto chakra (Anahata), suspiro, subindo para o quinto chakra (Vishuda), suspiro, subindo para o sexto chakra (Anja) e orgasmo, quando você deve imaginar o sétimo chakra (Sahashara) abrindo-se em seu leque de mil pétalas e espalhando esta energia pelo universo.

Este, apesar de razoavelmente complicado, é considerado ainda um exercício básico de magia sexual. Vai demorar um bom tempo até você conseguir sincronizar direito o tempo até o orgasmo com o fluxo de energia com as respirações…

Mas quando dominar, estará pronta para exercícios futuros sobre o que fazer com esta energia extra, além de orgasmos maiores, mais demorados e melhores (fisicamente e astralmente falando). Qualquer dúvidas, deixem seus emails nos comentários que o povo do Sedentário me repassa e eu respondo em particular.

Exercício 2 – Apenas para Homens

Assim como o exercício para as mulheres, NÃO tentem fazer este exercício antes de terem realizado pelo menos 20 a 30 vezes o exercício básico dos chakras. Este segundo exercício vai aprimorar o controle sobre o chakra Muladhara (Vermelho), dando mais vitalidade ao homem (sexualmente falando).

O homem deve assumir a postura conhecida como “Mapu” ou “Cavalo” ou “Postura do Cavaleiro”, como na figura ao lado. O ângulo das pernas deve ser o mais próximo possível de 90 graus (para testar, basta colocar uma carteira e um celular apoiados sobre as coxas e eles devem ficar parado, sem cair, durante o tempo do exercício).

Nesta postura, o homem deve respirar pausadamente, imaginando, a cada respiração, que a energia da Terra está sendo absorvida por seus chakras plantares, subindo através de suas pernas e se unindo no chakra Muladhara, fazendo-o girar e abrir suas 4 pétalas.

Procure repetir este exercício por cerca de vinte respirações pausadas e lentas. O tempo de postura neste exercício deve ser de, no mínimo, 1m30 a 2 minutos no começo. Este também, apesar de ser considerado básico, possui uma dificuldade razoável, mas você vai me agradecer no futuro…

#Exercícios #MagiaPrática

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John Dee

John Dee nasceu em Londres, em 13 de julho de 1527 e morreu em dezembro de 1608, tendo vivido 81 anos. Seu pai, Roland Dee, foi um comerciante e Oficial do governo de Henrique VIII, em Londres. Estudou no Saint John’s College, em Cambridge. Construiu robôs, como um escaravelho mecânico que soltou durante a apresentação teatral “Paz de Aristófanes” e causou pânico. Foi expulso de Cambridge em 1547, acusado de bruxaria e chamado de herege. Então foi para a Universidade de Louvain onde se tornou um hábil astrólogo, passando a ganhar a vida fazendo horóscopos.

Dee era da religião anglicana. Estudou Hermetismo, Cabala, o Talmud, Astrologia e Alquimia. Na maior parte de sua vida foi um alquimista itinerante. Mas, além de hábil astrólogo e filósofo oculto, foi um grande estudioso de Matemática. Previu as seguintes invenções posteriores: microscópio, telescópio, navios à propulsão de motores, automóveis e máquinas voadoras.

Dee recebeu uma proposta de lecionar na Universidade de Paris em 1551, e ocupar uma posição como conferencista em matemática em Oxford em 1554. Ele decaiu em ambas posições. Foi sustentado na maior parte de sua vida por meio de patrocínios, nunca viveu necessariamente de seu trabalho e esforço, sempre soube tirar o melhor proveito de seus conhecimentos ocultos, porque o estudo da filosofia oculta sim era o seu forte. Recebeu apoio financeiro para as suas pesquisas da Duquesa de Northumberland e de seu marido, de 1551 a 1555. Neste período, foi também tutor das crianças do ducado de Northumberland, tendo sido tutor do futuro Conde de Leicester. O Rei Edward lhe concedeu uma pensão anual de cem coroas, quando retornou à Inglaterra, em 1552. Dee também recebeu dinheiro de estudantes que o procuravam para aprender alquimia.

Em Louvain, de 1548 a 1550, Dee começou a ser tutor pessoas influentes em assuntos como matemática e geografia. Em algum ponto entre estas datas, ele tutorou o Conde de Warwick. Aparentemente o Senhor Philip Sidney estudou com ele, um pouco mais tarde. Em 1550, em Paris, expôs a teoria da matemática mágica, teoria revivida por Ficino. Ele trouxe instrumentos astronômicos e de navegação para a Inglaterra quando ele voltou do continente em 1550.

Ele foi uma figura importante para as descobertas geográficas que ocorreram durante o reinado Tudor. Por um longo período, aproximadamente de 1551 a 1583, Dee foi o conselheiro para as viagens de descobrimento inglesas, do Nordeste ao Noroeste. Ele pode ter tido Drake como um conselheiro para viagens. Sua Arte Perfeita de Navegação (mais geografia e propaganda para império Inglês do que a ciência de navegação propriamente dita), de 1577, originalmente pretendia ser um trabalho mais grandioso, uma história geral de descobertas. Ele foi um consultor de navegação da Companhia de Muscovy , aproximadamente de 1551 a 1583. A serviço da Companhia, em 1553, ele desenvolveu um gráfico para navegação em regiões polares. Em 1558, escreveu Propaedeumata Aphoristica, um livro de astrologia.

A coroação da Rainha Elizabeth I (05/09/1533), em 1559, teve sua importante participação. Dee, que já havia calculado horóscopos para Elizabeth I durante o reinado de Mary Tudor, e recebido o título de Astrólogo Real, escolheu a data e hora da coroação de Elizabeth I (a Rainha Virgem). O seu trabalho foi considerado o melhor trabalho de Astrologia Eletiva (especialidade na qual o astrólogo escolhe data e hora em que devem ocorrer acontecimentos importantes). Contudo, nunca recebeu o patrocínio esperado por parte de Elizabeth I, tendo recebido apenas quantias irrisórias e cargos pouco pomposos da mesma. O interessante é que havia sido preso no Hampt Court (na mesma semana antes do pentecostes em que Elizabeth I, antes de subir ao trono, também esteve ali prisioneira), acusado de bruxaria e conspiração contra a vida da Rainha Mary Tudor (Bloody Mary). Tudo porque certa vez, durante um retiro em Woodstock, sua irmã mais nova Elizabeth I o consultou sobre a época da morte de Mary Tudor, e este a revelou através de horóscopo. Ele foi julgado e conde nado à fogueira. Se livrou da morte com ajuda de Elizabeth I, e quando esta assumiu tudo melhorou para ele.

Pesquisou durante sete anos a “Steganographia” (alfabeto secreto) de Jean Tritheme (1462-1516), uma figura da renascença germânica que foi um dos mestres de Paracelso. Inspirado em tal obra escreveu Monas Hieroglyphia em 1564. No mesmo ano, apresentou uma cópia de Monas Hieroglypha ao Rei Maximillian II, ao qual ele tinha dedicado o trabalho. Monas Hieroglypha foi feito em 12 dias, e os segredos deste livro ligam-se à criptografia. Dee tinha contato por telepatia e clarividência com seres não-humanos. Quando Dee ficou gravemente doente em 1571, Elizabeth I enviou dois médicos para o curar. Entretanto, ela nunca concedeu a ele as posições lucrativas que este esperava Prefaciou a tradução do livro do grande matemático grego Euclides, em 1570.

Ele projetou um instrumento astronômico de longo alcance para Thomas Digges observar a nova estrela de 1572. Depois, continuou a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos científicos. Smet o reconheceu como figura central no desenvolvimento da cartografia científica na Inglaterra, e sugeriu que a influência de Dee fosse transmitida à Holanda, onde o tal influencia ajudou a formular a cartografia Holandesa em sua idade dourada

Em 1573, escreveu Parallacticae commentationis praxos que- teoremas trigonométricos . Foi um admirador e de Copérnico, cujo trabalho estudou.

Em 1580, em Praga, estava na mira de uma condenação por parte da Igreja Católica.
Em 1582, ele se associou com o Edward Kelly em projetos alquímicos e ocultos.
Elizabeth I, finalmente lhe concede uma posição honrosa: a Tutela da Universidade Cristã, em Manchester, de 1595 a 1605.Em maio de 1583, o conde Alberto Laski, um rico polonês, viajou à Oxford especialmente para conhecer os Dee e Kelly. Perante as boas aventuranças que Kelly previa para Laski, este os levou a Polônia, onde começa uma nova fase em suas vidas.

John Dee e Edward Kellley

Antes de relatar os acontecimentos ocorridos após a associação de Dee E Kelly, remontemos à origem de tudo…Quando estava em seu museu, em meio a fervorosas preces, na janela que olhava para o ocidente. O Anjo Uriel (anjo de Mercúrio) lhe apareceu e lhe deu um cristal de forma convexa com o qual se comunicaria com seres de outras esferas se fitasse atentamente o cristal. Dee viu outros mundos e inteligências não humanas. Disse que a linguagem de tais criaturas era linguagem enoquiana. Para praticar sua “Cristalomancia”, chamou os ajudantes Barnabas Saul e Edward Tabolt (mais tarde se tornaria Edward Kelly) para que olhassem no espelho enquanto anotasse. Barnabas Saul foi dispensado por suspeita de agir como um espião.

Edward Kelly nasceu em 1 de agosto de 1555. Segundo Anthony Wood, durante o terceiro ano reinado de Mary Tudor, Kelly teria passado pela Universidade de Oxford;. Wood dia que este fez aprendizado de Boticário, obtendo conhecimentos químicos, e que ainda entrou para as profissões da lei e foi notório, que sabia inglês arcaico, e que por ser natural de Worcester, sabia galês. Era hábil calígrafo, e usava tal habilidade para falsificar documentos. Foi exposto ao pelourinho em Lancaster e perdeu as duas orelhas. Cobriu o local onde estariam as orelhas com um “barrete negro”, escondendo tão bem seu segredo, que o próprio Dee nuca descobrira este aspecto da vida de Kelly.

Depois de tal mutilação e de várias estadias na cadeia, Kelly fugiu para o país de Gales e adotou uma vida nômade, andando pelos arredores da abadia de Glastonbury (território famoso pela lenda do Rei Arthur). Numa hospedaria, ganhou a amizade do proprietário que lhe forneceu um velho manuscrito em língua galesa antiga. O manuscrito tratava da transmutação de metais e foi encontrado durante a violação de um túmulo de um bispo, numa igreja das vizinhanças. Junto ao corpo, estava o manuscrito e dois cofrinhos de marfim que continham respectivamente pó vermelho e pó branco, as “duas tinturas da Filosofia Hermética(!)”. Kelly se tornou dono do “kit”, já que aqueles que o descobriram ignoravam o seu valor. Os pós eram essenciais para a execução do Magnus Opus. Foi assim, num golpe de sorte, que Kelly se tornou proprietário do Livro de Saint Dustan e de seus pós alquímicos. Saint Dustan, ou arcebispo da Cantuária foi um alquimista e “Santo Padroeiro dos Ourives”.

John Dee, que já conhecia a alquimia, e Edward Kelly unidos a este manuscrito achado em Glastonbury (primeiro local Druídico) somaram uma corrente hermética poderosa.
Em relação ao espelho, Dee considerou Kelly um médium excelente. Não é para menos, Kelly havia visto e conversado com os 72 Anjos Herméticos!

Com a fama, o Conde Alberto Laski, os levou à Polônia, na Cracóvia, custeando as suas experiências alquímicas para que lhe fabricassem ouro. Foi durante este período, em 1584, que Dee teve a notícia da destruição de sua Biblioteca e de sua casa em Mortlake, pelas mãos de fanáticos que o acusavam de bruxaria. Com o ocorrido, deixam a corte de Laski, que fica arruinado financeiramente e sem resultados de seu investimento.

A dupla parte para a corte de Rodolfo II, de Habsbourg, em Praga, onde ficam de 1584 a 1589. É para Rodolfo II que Dee deixa o famoso manuscrito Voynich, depois de tenta-lo decifrá-lo em vão. O manuscrito Voynich foi achado pelo duque de Northumberland, quando este pilhava mosteiros durante o reinado de Henrique VIII. A família do duque passou o manuscrito a Dee. Segundo documentos encontrados, o manuscrito teria sido escrito por Roger Bacon (1214-1294). O manuscrito consiste em uma brochura de 15 por 27 cm, sem capa e, segundo a paginação, lhe faltam 28 páginas. Nele se encontram desenhos de mulheres nuas, diagramas e quatrocentas plantas imaginárias.

Em uma determinada altura, dizem que Dee prostituiu a sua esposa nos altares da alquimia. A esposa de Kelly, Joan Kelly, não era bonita e tinha hábitos vulgares, o que o levou a cobiçar Jane Dee, esposa de seu amigo, que era bonita e atraente. Um dia, perante o espelho mágico, Kelly disse a Dee que lhe havia aparecido uma mulher nua que lhe advertiu que os mesmos deveriam fazer uma troca de esposas sob pena de que o espelho não os revelaria mais nada se não o fizessem. Dee não aceitou, e já se encontrava saturado com a figura de Kelly, este por sua vez não conseguia mais esconder a insatisfação de apenas Dee levar o mérito de tudo. Dee dispensa Kelly e coloca seu filho Arthur Dee, na época com oito anos. Para olhar no espelho. Como vidente, seu filho foi uma negação, então Dee teve que recorrer a Kelly e ocorreu a troca de casais.

Em marco de 1589, em Praga, Dee e seus assistentes instalaram uma série de espelhos mágicos, através dos quais conseguiam emitir sinais a largas distâncias. Isso funcionava melhor em noites enluaradas.

Nesta época, a campanha contra os turcos na Hungria estava incerta, mas mesmo assim Dee informou a Rodolfo II que a cidade de Raab acabara de ser conquistada pelas forcas imperiais. É por esta e outras que a estadia de Dee na corte de Praga não foi muito feliz. George Popel Von Lobkowitz afirmava ao povo: “esse homem foi enviado pela rainha Elizabeth I, uma protestante, para afastar o nosso imperador da causa católica”. Rodolfo II expulsou Dee da Boêmia, por causa deste boato. Mas Dee não deixou a Boêmia e se tornou conselheiro de Guilherme de Roisenberg. Kelly permanece na corte de Rodolfo, do qual torna-se amigo e lhe dá um elixir misterioso.

Kelly, em Praga, não havia obtido ainda um bom resultado de suas experiências. O impaciente Rodolfo II, o manda prender na masmorra do Castelo de Zobeslau, para pressioná-lo. Kelly disse que teria que consultar Dee e foi-lhe permitido retornar escoltado à Praga, mas a casa onde se instalou era uma verdadeira prisão. Os católicos se voltaram contra Kelly. Lobkowitz induziu um jovem a desafiar Kelly para um duelo, mesmo com a proibição de duelos por parte de Rodolfo II. Ao se defender, Kelly feriu mortalmente o opositor, foi apanhado e preso. Elizabeth I enviou o capitão Peter Gwinne. Para persuadir Kelly para fugir e retornar ao seu país. Ao tentar fugir, Kelly quebrou uma perna (era muito gordo e a corda da fuga não agüentou o seu peso), e como a ferida não foi tratada adequadamente, ele morreu.

Dee dizia que a Terra não era completamente redonda, e sim composta por esferas superpostas alinhadas ao longo de uma outra dimensão. Entre estas esferas haveria pontos e superfícies de comunicação. Entendia a “Groelândia” como o “infinito” sobre as terras além das nossas. Dizia a Elizabeth I para que ela tomasse conta da Groelândia para que ela tivesse acesso a outros mundos. Conheceu Shakespeare, que se inspirou em Dee para criar seu personagem “Próspero” da obra “Tempestade”. Diz-se que Dee estava mais próximo da obra de Shakespeare do que Francis Bacon. Escreveu o livro chamado “Filosofia Oculta” e um tratado chamado “Harptarchia Mystica”, um sistema hermético prático que ficou conhecido como “Sistema Enoquiano”. Também dizem que Dee teria traduzido o “Necronomicon” de Abdul-Al-Azrid.

A Pedra Negra (espelho mágico), vinda de outro universo, foi recolhida pelo conde Peter Borough e depois por Horace Walpole. Atualmente, se encontra no Museu do Louvre e não pode ser tocado e nem estudado.

Dee havia sido convidado pelo Tzar da Rússia para ir à Moscou, talvez recusou por intermédio de Elizabeth I. Depois de tantos altos e baixos, já estava com a fortuna arruinada e pediu auxílio à Elizabeth I, que lhe negou ajuda dizendo que se fosse um alquimista de verdade não passaria por necessidades. Suas obras foram queimadas por ordem de James I, no triste episódio de Mortlake, local onde mais tarde faleceu por morte natural. Seu “Sistema Enoquiano” influenciou várias ordens secretas, inclusive a Golden Dawn, por onde passaram renomados ocultistas que influenciaram as Ordens Modernas.

Texto de Soror Agarath

1527 – 1608

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/john-dee/

As Associações de Pedreiros da Antiguidade

Os construtores em pedra detinham o exclusivo conhecimento – ou quase – de técnicas de construção baseadas em princípios geométricos há muito descobertos, mas perdidos, na sua aplicação, no obscurantismo da Idade Média. A sua associação em núcleos profissionais, Lojas, que asseguravam a formação e treino de novos elementos e a transmissão dos conhecimentos e técnicas herdados de gerações e gerações de profissionais, buscava também garantir a manutenção do conhecimento dessas técnicas e conhecimentos no restrito círculo de profissionais.

As Associações de Pedreiros da Antiguidade :

Na procura das origens da Maçonaria, os historiadores têm analisado as associações que existem desde os mais tempos mais longínquos e encontrado que os pedreiros ou outros ofícios relacionados com a arte de construir tem-se destacado por serem eles os que mais tem criado este tipo de associações, em certa forma similares das conhecidas nos tempos da Idade Média.

Na antiga Caldéia existiriam confrarias de construtores 4.500 anos a.c. e têm-se encontrado certos monumentos acádicos em que aparece um triângulo como símbolo da letra Rou (construir).

No Egito a arquitetura foi ciência sacerdotal, iniciática, hermética, com segredos que eram mantidos fora do alcance da sociedade comum.

Na China, existiam livros sagrados que conheciam o simbolismo do esquadro e do compasso, que eram a insígnia do sábio diretor dos trabalhos.

Na Grécia encontramos a confraria de Dionísio, que era uma divindade originaria da Tracia e que construiu templos e palácios tanto na Grécia como na Síria e na Pérsia. Seus membros eram homens de ciência que não somente se distinguiam pelo seu saber como também porque se reconheciam por sinais e toques. Mantiveram um colégio em Theos, lugar que lhes fora designado como residência e onde eram iniciados os novos membros. Reconheciam-se por médio de toques e palavras; estavam divididos em lojas que eles denominavam colégios; cada colégio era dirigido por um Mestre secundado por inspetores que eram eleitos pelo período de um ano; celebravam assembléias e banquetes; os mais ricos ajudavam aos que se encontravam em má situação ou doentes e relacionavam a arte de construir com o estudo de mistérios.

Numa Pompilio, segundo rei de Roma (715–672 ac) fundou ou somente autorizou e consagrou os Collegia de artesãos. O povo foi dividido em ofícios agrupados em confrarias com culto. Plutarco menciona 9 collegias; eram mutualidades que as vezes adotavam caráter religioso recebendo o nome de Sodalitates. Entre os Collegia Fabrorum (de Faber = pessoa que trabalha um material), nos colégios funerários e as confrarias religiosas existia ritual iniciático, cerimônias, eleições, decisões pela maioria de votos, patronos honorários; estima-se que o mesmo ritual teria sido transmitido através de 6 séculos, os membros estavam divididos em 3 classes, compostos unicamente por homens, podiam ser de diferentes países, adotaram uma fórmula similar ao Grande Arquiteto do Universo para simbolizar a Deus, tem sido encontrados sarcófagos romanos com compassos, esquadros, prumos e níveis.

Nas escavações realizadas em 1878, foi encontrado o Collegia de Pompéia (79 dc) que tinha duas colunas na entrada e esquadros unidos nas paredes. Os Colllegia acompanharam as legiões romanas em todas as suas conquistas onde tiveram a oportunidade de difundir sua arte da construção, podendo ser a semente das fraternidades da Idade Média, mas não existe nenhum documento ou outro fato concreto que demonstre esta possibilidade. Os Collegia terminam quando começam a serem usados como instrumentos políticos sendo abolidos pela Lex Julia (64 ac), voltam mas César baniu-os; Augusto dissolve-os, preservando somente os de utilidade pública; Trajano insiste na proibição mas Aurélio tolera e ajuda-os. Com o fim do Império Romano desaparecem definitivamente deixando poucas lembranças em alguns países.

Durante as escavações do antigo porto de Roma foi descoberta uma inscrição do ano 152 dc com os nomes dos membros da corporação dos bateleiros de Ostia.

Em 286 dc, São Albano obteve autorização de Carausius, imperador britânico, que facultava aos maçons para efetuar um Conselho Geral denominado Assembléia. São Albano participou da Reunião iniciando a novos irmãos. (Relatado nas Constituições Góticas de 926)

O rei lombardo Rotaris (governou entre 636-652), confirma por édito aos Magistri Comacini, privilégios especiais. Os Mestres Comacinos são considerados o elo perdido da maçonaria, o laço de união que une os clássicos Collegia com as guildas de pedreiros da Idade Média, mas não existe nenhuma evidencia documental. A Ordem foi fundada nas ruínas do Colegio Romano de Arquitetos e, na queda do Imperio Romano (478), refugiaram-se na ilha fortificada de Comacino, no Lago Como. Os Comacinos eram arquitetos livres, celebravam contratos e não estavam submetidos a tutela nem da Igreja e nem dos senhores feudais. O nome de Mestres Comacinos nao derivaria do nome da cidade Como, porque seus habitantes são chamados Comensis ou Comanus; o nome de comacinos significaria Companheiro Maçom e também, existe o nome de comanachus (companheiro monge) sem referencia a cidade de Como.

Na inauguração em 674 dc da Igreja de Wearmouth, nas Ilhas Britânicas, construída pêlos Comacinos, foi emitido um documento de apresentação com palavras e frases do edito de 643 do rei lombardo Rotaris.

Por uma pedra gravada entre 712 e 817 dc, sabe-se que a Guilda Comacina estava constituída por Mestres e Discípulos, obedeciam um Grão Mestre ou Gastaldo, chamavam Loja os locais de reunião, tinham juramentos, toques e palavras de passe, usavam aventais brancos e luvas, seus emblemas tinham esquadro, compasso, nível, prumo, arco, nó de Salomão e corda sem fim e reverenciavam os Quatro Mártires Coroados.

Durante o reinado progressista e cultural de Alfredo O Grande na Inglaterra (849-899) a corporação maçônica se estabelece sob normas mais regulares. Divide-se em reuniões parciais denominadas lojas, dependendo todas de um poder central regulador, hoje conhecido como Grande Loja, com sede em York, sendo o objetivo principal a construção de edifícios públicos e catedrais.

Na Grécia encontramos uma Ordem Iniciática chamada Confraria de Dionísio, que era uma divindade originaria da Tracia e que construiu templos e palácios tanto na Grécia como na Síria e na Pérsia. Seus membros eram homens de ciência que não somente se distinguiam pelo seu saber como também porque se reconheciam por sinais e toques. Mantiveram um colégio em Theos, lugar que lhes fora designado como residência e onde eram iniciados os novos membros. Reconheciam-se por méio de toques e palavras; estavam divididos em lojas que eles denominavam colégios; cada colégio era dirigido por um Mestre secundado por inspetores que eram eleitos pelo período de um ano; celebravam assembléias e banquetes; os mais ricos ajudavam aos que se encontravam em má situação ou doentes e relacionavam a arte de construir com o estudo de mistérios.

Estas fraternidades estudavam não apenas técnicas de construção, mas também matemática, astrologia, música, poesia, retórica, gramática e oratória, formando verdadeiros centros filosóficos de saber e conhecimento.

Da Grécia, inúmeros membros da Ordem Pitagórica estiveram em contato com estas fraternidades; entre eles, Fídias (do Colégio de Argos, responsável pela reconstrução de Atenas), Platão, Aristóteles e Alexandre Magno (conhecido como “Alexandre, o Grande”, filho de uma sacerdotisa Dionísica, que levou os engenheiros e arquitetos gregos junto com suas tropas para adquirir conhecimentos em praticamente todos os territórios conquistados, trazendo para dentro da ordem um conhecimento vastíssimo).

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-associa%C3%A7%C3%B5es-de-pedreiros-da-antiguidade

Amarração: a magia do amor

A Amarração é um processo místico com o qual é possivel “amarrar” uma pessoa a outra seja amorosamente, emocionalmente ou mesmo de forma puramente sexual. A tradição oculta ensina que por meio de alguns processos pode-se invocar entidades espirituais que vão atuar na vida de uma certa pessoa, de forma a influencia-la à apegar-se completamente a pessoa destinada pelo trabalho.

Uma amarração de verdade nunca conte com o apóio de entidades espiritualmente superiores, mas é sempre realizada com o apóio de entidades espirituais de natureza mundana, vulgarmente conhecidas como exus. Os exus não são perversos como costumam dizer os ignorantes, mas sim seres mais próximos da realidade humana e portanto mais dispostas a ajudar. Assim, qualquer pessoa que alegue realizar amarrações com o contato direto com deuses, orixás ou mesmo anjos ou está mentindo para não assustar o cliente, ou não entende nada do que está falando.

Cotudo, a natureza exata dos seres que atuam nos rituais de amarração não é importante para que o ritual funcione. As vezes são chamados de santos ou mesmo pelo nome de demônios. O importante para termos em mente é que qualquer forma as entidades de luz evoluidas não forçam ninguém a ficar com ninguém, não mudam os rumos de vida das pessoas por causa de nenhuma encomenda qualquer. Um ser evoluido pode até torcer desejar que pessoa fique com outra e pode até fazer algo para que isso aconteça desse jeito, mas nunca agredirá o livre-arbítrio de ninguém. Cabe ás entidades espirituais das “trevas”, especialmente aquelas ligadas á luxúria  realizar tais tarefas por via da sua invocação com rituais e produtos de feitiçaria.

O nome “Amarração” vem do fato de que as receitas mais antigas para se prender uma pessoa é pegar uma corda do tamanho exato da vítima e então realizar uma série de laços enquanto se assobra dentro destes nóz pedindo aos antigos deuses o amor ( ou a perdição ) da pessoa. A tradição iniciada em tempos imemoriais no continente africano sobrevive até hoje em diversas partes do mundo. No Alcorão encontramos um encantamento divino especialmente criado para o combate deste tipo de ataque oculto:

“Em nome de Deus o Clemente, o Misericordioso, dize:
Procuro refúgio junto ao Senhor da Alvorada,
Contra o Mal das criaturas que Ele criou,
Contra o Mal das trevas quando se estendem,
Contra o Mal das feiticeiras quando sopram sobre seus laços,
Contra o Mal do invejoso quando inveja.”
– A Alvorada Surata 113.

Uma amarração faz uma pessoa ficar com outra, ou faz ela voltar, faz ela desejar e não conseguir deixar de pensar nessa outra pessoa. Por isso, como mais abaixo é explicado, o trabalho de amarração acaba abrindo uma porta para que a pessoa que encomendou a amarração entre por essa porta e acabe conquistando vitoriosamente a vida da outra pessoa.

A Teoria Espiritual das Amarrações

Uma amarração produz esse resultado de união porque as entidades espirituais, acionadas de diversas maneiras, segundo a lógica de suas próprias hierarquias espirituais que vão abordar a pessoa amarrada e causar certos efeitos na vida dela. Assim, uma amarração abre aquela porta que estava fechada, para que a pessoa que fez a amarração entre por essa porta e acabe conquistando vitoriosamente a vida da outra pessoa.

Em outras palavras, não é de fato Vênus, ou Iemanja que atuam em favor de uma amarração, mas a força espiritual representada por elas é comovida a cooperar com o desejo do ritual de amarração.  Os espíritos engajados por uma Vontade manifesta via um ritual de amarraçao provocarão fundamentalmente 5 tipos de efeitos na vida da pessoa que estão querendo amarrar a quem encomendou o trabalho de magia. Os 5 efeitos de uma amarração são:

  1. Os espiritos vão murmurar a todo o tempo o nome de quem pediu a amarração, ao espirito da pessoa amarrada, numa tortura invisível. Se a pessoa for teimosa, ela pode até resistir um certo tempo á tentação de estar com a pessoa que mandou fazer a amarração, mas ela vai sentir os efeitos da magia
  2. Os espiritos vão embebedar a pessoa amarrada com forte e ardente luxúria, como terrível desejo sexual, abrindo essa pessoa a uma irresistível sede de ter sexo.
  3. Os espiritos vão amansar a pessoa, quebrando-lhe o espírito de forma a que a vontade da pessoa vá lentamente vergando e ela fique frouxa e mansa. Podem faze-lo com constantes acontecimentos desmoralizadores e que vão aos poucos abatendo a pessoa. Nesse caso, a pessoa vê todas as portas bloqueadas na sua vida e parece que nada dá certo, que a sorte abandonou a vida dessa pessoa amarrada.
  4. Os espiritos vão causar aborrecimentos , infelicidades, perdas, dores, problemas e todo o tipo de contratempos á pessoa amarrada. A pessoa vai sofrer imenso enquanto não estiver com a pessoa que encomendou a amarração, e quando estiver com ela tudo vai acalmar e estar bem. Mas de cada vez que se afastar , essa pessoa amarrada vai sofrer os infernos. E cada vez que se recusar a falar ou voltar, essa pessoa amarrada vai sofrer tormentos. Por isso se costuma dizer numa amarração: “que fulano tal não coma se não estiver ao meu lado; que fulano tal não durma se não estiver ao meu lado; que fulano tal sofra todos os mais cruéis tormentos se não estiver ao meu lado; que fulano tal não tenha nenhuma felicidade se não estiver ao meu lado, etc….”
  5. Os espiritos podem mesmo infiltrar-se nos sonhos da pessoa amarrada, atormentando-a com constantes visões da pessoa que encomendou a amarração, ou com sonhos eróticos com essa pessoa, ou com pesadelos sem fim, gerando grande instabilidade mental e espiritual. Ao faze-lo, estão torturando e quebrado o espírito da pessoa amarrada para que ela fique fraca e ceda aos desejos da pessoa que fez o trabalho.

Ao realizar todos estes 5 tipos de efeitos na vida da pessoa amarrada, o trabalho de amarração acaba abrindo uma porta para que a pessoa que encomendou a amarração entre por essa porta e acabe conquistando vitoriosamente a vida da outra pessoa.

Por isso é igualmente fácil de entender que todos os efeitos que uma amarração produz, ( e que estão acima descritos), não são típicos de magia branca, mas exclusivamente próprios de magia negra mais tem como ser realizada a amarraçao em varias linhas como a magia cigana na linha da umbanda (kimbanda) nas linhas do vudo e na linha da magia branca.

Exemplos Populares de Amarração Simples

Para fazer voltar a pessoa amada:

Ás 24h00 de numa noite de sexta feira, quando a lua estiver em Touro, (sob a magnânime regência de Vénus), ou em Escorpião, (sob a poderosíssima regência de Plutão), consagre  uma vela vermelha com mel e óleo liturgico. Deverá depois gravar na vela o seu nome e o nome da pessoa amada. Faça-o com uma agulha previamente mergulhada numa taça de vinho tinto, ao qual foi misturado uma pequeníssima pitada de valeriana. Enquanto grava na vela os nomes com agulha molhada pelo vinho, diga a seguinte oração: «Poderosa e irresistível Iemanjá, sublime Senhora do amor,  este vinho é sangue e nele reside o meu amor, este vinho é meu desejo e também minha dor. Com sangue gravei nossos nomes, e que assim no sangue de, ( nome da pessoa amada),  corra meu sentimento para que de mim não tires o teu pensamento.» Assim dito, a agulha deve ser espetada na vela, de forma a cruzar ambos os nomes, e a vela deve ser acesa. Com a vela já ardendo, assim orar: «Força de Iemanjá, toda poderosa senhora da luz do amor, como arde esta vela, assim arda o coração de ( nome da pessoa amada), por mim. Pelo Teu poder, força de Iemanjá, regresse ele para mim. Assim seja.» Beba o vinho, ele actuará como forte poção de apelo ás forças espirituais de Vénus.Conserve todos os elementos do ritual em local secreto. Se necessário, repetir nas sextas em que a conjunção lunar for favorável. Aguardar os fortes resultados, não forçando eventos, deixando o caminho livre para que a Deusa abra os seus caminhos.

Para atrair o amor:

Numa sexta feira á noite, ( depois das 21h00), coloque uma pétala de rosa vermelha numa taça de vinho tinto. Tape o cálice com um pano de ceda vermelho. Deixe a taça na sua mesa de cabeceira, e ao deitar pense: «Vênus, senhora do amor, senhora dos meus destinos: aceitai visitar-me, aceitai minha adoração, aceitai meu puro coração. Vinde a mim e partilhai deste divino vinho que Vos oferendo, e trazei para mim quem eu amo, inflamado pela poderosa chama do irresistível amor de que sois imperatriz. Assim seja» Durma tranquilamente. De manha, ao acordar, bebei o vinho e agradecei á Vênus. A pétala de rosa vermelha deve ser colocada num pequeno saquinho, que deverá andar  sempre junto ao seu corpo: será um fortíssimo chamamento ao amor.

Talismã do amor:

O diamante é a pedra sagrada da Deusa do amor,  a eterna representação do inigualável brilho do planeta Vénus. Numa sexta feira, ás 24h00, faça oferendas de mal vinho licoroso e incenso á Iemanjá. Deixe que o diamente permaneça no altar dedicado vénus por toda essa noite. De manha, quando o sol estiver nascendo, colocai o diamante num saquinho. Usai-o sempre junto do corpo e toda a sexta feira repita o ritual. Será poderoso talismã desblqueador de caminhos e protetor do amor.

Amarração para sedução:

Pegue uma maçã bem vermelha e espete diversos cravos-da-índia, em toda extensão da fruta. Em seguida, mergulhe a maçã no mel e deixe de um dia para o outro. Envolva-a numa folha de papel cor-de-rosa nova e entregue num jardim florido, de manhã bem cedo, de preferência um pouco antes do nascer do Sol.

Amarração de reconciliação:

Unte uma vela vermelha com óleo de sândalo (lembre-se de fazer movimentos ascendentes) e acenda-a no meio de um prato branco que nunca tenha sido usado. Ao lado, acenda um incenso de rosas. Com a ponta de um punhal virgem, corte a tampa de uma maçã vermelha e grande e retire parte da polpa. Usando um lápis, escreva sete vezes o nome completo do seu amado numa tira de papel e coloque o seu nome por cima do dele, de modo que as letras fiquem entrelaçadas. Ponha esse papel dentro da maçã, despeje um punhado de canela em pó e acrescente mel, até preencher o interior da fruta. Recoloque a tampinha da maçã, amarre tudo com uma fita vermelha de cetim e passe a fruta sete vezes pela fumaça do incenso, mentalizando que a paz e o amor prevalecerão e você e seu par reencontrarão a felicidade.

Para atrair um novo amor:

Coloque um cristal de quartzo rosa em um copo d’água pela manhã e lave o rosto com esta água no final da tarde, mentalizando as coisas boas e harmoniosas que você deseja atrair para sua vida: paz no relacionamento, maior poder de sedução, paciência, capacidade de compreensão, relações verdadeiras, etc.

Para aquecer o romance:

Depois do pôr-do-sol, coloque três colheres de mel puro numa garrafa de vinho tinto e tampe-a muito bem. Balance-a cuidadosamente, para que o mel se misture ao vinho, e deixe ao ar livre. Antes do amanhecer, recolha a garrafa e guarde-a muito bem. Sirva um cálice desse vinho à pessoa amada na próxima vez em que for encontrá-la. Com toda certeza, o sentimento que existe entre vocês vai se fortalecer ainda mais após essa cerimônia. Essa bebida só pode ser consumida por pessoas que não tenham contra-indicações relacionadas ao álcool!

Para facilitar os flertes:

Pegue uma dúzia de rosas vermelhas, duas velas também vermelhas, algumas conchas do mar ou seixos de rio, um incenso de rosas, um pouco de mel e um punhado de sal grosso. Tome um banho demorado e, ao terminar, despeje sobre o corpo um litro de água misturada com sal grosso. Coloque uma roupa vermelha e espalhe as rosas pelo chão, dispondo-as de tal maneira que elas formem um círculo. Sente-se no meio desse círculo, acenda o incenso e as duas velas à sua frente (lembre-se de colocá-las dentro de um pratinho) e espalhe as conchas ou seixos em volta. Olhando fixamente para as chamas das velas, peça o que você quer: charme, beleza, sensualidade, poder de sedução… Permaneça nessa posição o máximo de tempo que você puder. Os resultados serão surpreendentes e não vão demorar muito para aparecer!

Para ver um futuro amor:

Caso esteja solitário e queira saber como vai ser seu próximo par amoroso, experimente realizar o ritual dos sonhos reveladores. Pegue o arcano número 6 do tarô, chamado Os Enamorados (em alguns baralhos, essa carta também é chamada de Os Amantes) e coloque-o sob o seu travesseiro antes de dormir. Será importante não conversar com ninguém depois de fazer isso. Concentre-se no seu pedido e peça mentalmente para as deusas da natureza revelarem o seu futuro. É provável que a revelação venha por meio de um sonho, na mesma noite do ritual. Porém, é bom que você tenha em mente que nem sempre esse feitiço surte o efeito desejado: às vezes, o momento não é o mais propício para desvendar o futuro

Amarração para aguçar o tesão:

Pegue um vidro de boca larga e coloque dentro dele um punhado de pétalas de jasmim, uma mecha dos seus cabelos, algumas raspas das suas unhas e fragmentos de teia de aranha (prefira pegar uma teia “abandonada”, ou seja, que não esteja com o bichinho. Se por acaso você matar a aranha, o feitiço não surtirá o efeito desejado). Escreva o nome do seu parceiro numa folha de louro e coloque dento do vidro, acrescentando sete gotas do seu perfume favorito. Tampe o vidro com firmeza e deixe-o ao relento durante a noite, retirando-o no dia seguinte antes do Sol nascer. Guarde num lugar seguro, fora do alcance de qualquer outra pessoa. Você vai ver como seu relacionamento vai melhorar!

Para manter o parceiro fiel:

Espalhe um pouco de canela em pó dentro dos sapatos do seu amor. Enquanto estiver fazendo isso, diga em voz alta aquilo que você deseja: que o seu amado se mantenha fiel, que ele nunca minta para você, etc. Repita esse processo semanalmente, para assegurar a continuidade do feitiço.

Para ficar atraente:

Leve ao fogo um caldeirão contendo um litro de água mineral. Pegue sete rosas amarelas (de preferência colhidas por você mesmo) e vá jogando as pétalas dessas flores suavemente dentro do caldeirão, enquanto pede para as deusas da terra lhe trazerem amor, prosperidade, abundância, etc. Em seguida, adicione sete tirinhas de papel com o seu nome escrito a lápis. Assim que entrar em ebulição, retire do fogo, coe num recipiente qualquer e adoce tudo com um punhado generoso de açúcar. Despeje essa poção do pescoço para baixo depois do seu banho habitual.

Para melhorar a relação:

Unte uma vela cor-de-rosa com óleo ou essência de patchuli. Com a ponta de um alfinete que nunca tenha sido usado, grave o nome da pessoa amada. Acenda a vela e olhe fixamente para ela, mentalizando o rosto do seu parceiro. Em seguida, repita o processo com outra vela da mesma cor, escrevendo seu nome completo. Coloque as duas bem juntinhas, de modo que, ao derreterem, suas ceras se juntem. Acenda sete varetas de incenso de rosa ou sândalo, colocando-as em torno das velas acesas, de modo que formem um círculo. Haverá uma sensível melhoria na sua vida pessoal!

Amarração para conquistar alguém:

Num caldeirão de ferro, coloque um litro de água mineral e adicione os seguintes ingredientes: um punhado de folhas de louro, um punhado de pétalas de rosas de várias cores, sete lascas de canela em casca e uma colher de sopa de anis estrelado. Assim que o líquido entrar em ebulição, retire do fogo e coe num outro recipiente. Acrescente três colheres de sopa de açúcar cristal a essa mistura e despeje da cabeça aos pés depois de tomar o seu banho habitual. Faça esse ritual antes de ir ao encontro da pessoa em quem estiver interessado.

Para fazer as pazes:

Se você teve um desentendimento com o seu amor e deseja se reconciliar rapidamente, pegue um saquinho de cetim branco, um quartzo cor-de-rosa de tamanho pequeno e algumas folhas secas de erva-cidreira. Em seguida, escreva seu pedido numa folha de papel cor-de-rosa. Triture a erva-cidreira e coloque-a no saquinho, juntamente com o cristal e o papel, e deixe exposto ao luar durante uma noite inteira. Recolha o saquinho antes de amanhecer. Coloque tudo na sua gaveta de roupas íntimas e espere. Você e seu amor farão as pazes num prazo máximo de oito dias.

Amarração para manter um amor:

Num vidro de boca larga, coloque pétalas de rosas de todas as cores, uma mecha dos seus cabelos, raspas das suas unhas e um objeto de uso pessoal do seu amor (pode ser uma meia, uma roupa fora de uso, etc.). Acrescente algumas gotas do seu perfume predileto e feche o vidro firmemente. Em seguida, acenda uma vela vermelha e lacre a tampa do vidro com gotas da cera da vela derretida. Enterre esse vidro ao pé de uma árvore frondosa durante 21 dias. Passado esse tempo, guarde o vidro num local onde não possa ser visto ou tocado por outras pessoas.

Para manter o relacionamento:

Pegue sete margaridas (de preferência, colhidas por você) e deixe-as sob o travesseiro até o dia seguinte. Ao amanhecer, ferva-as em meio litro de água mineral. Quando a água entrar em ebulição, retire a poção do fogo e deixe esfriar. Mergulhe um sabonete novo nesse líquido e retire-o após uns quinze minutos. Tome banho com esse sabonete na próxima vez em que for encontrar a pessoa amada. O relacionamento de vocês vai ganhar um novo vigor.

 

Simpatias e rituais simples para trazer e manter o seu amor

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/amarracao-a-magia-do-amor/

Casamento Alquímico e Taoísmo: O Sol e a Lua

“Cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo”

– Fernando Pessoa

O objetivo deste texto é explanar sobre alguns conceitos alquímicos ocidentais e orientais, evidenciar seus paralelos com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung e, se possível, incentivar uma reflexão sobre como poderíamos melhorar nossa saúde mental através do entendimento da metáfora do “Casamento Alquímico” ou “Coniunctio” dos alquimistas. Esta é a primeira parte, de duas.

Antes de começar a falar de alquimia é necessário fazer uma breve introdução sobre o que se trata este antigo método de obtenção de conhecimento. De forma geral, a prática da alquimia se resume na obtenção da pedra filosofal, que concede a vida eterna e transforma qualquer metal em ouro.

Para aqueles que imaginaram que leriam este texto e se tornariam ricos e imortais, isso não vai acontecer, ao menos não literalmente. É de suma importância entender que a alquimia é uma prática alegórica, ou seja, ela é uma grande metáfora sobre o ser humano e suas potencialidades latentes. Os metais, nada mais são do que aspectos da personalidade que devem ser trabalhadas a fim de serem transformadas em ouro, ou seja, manifestar o melhor e mais elevado da personalidade.

Assim como todo conhecimento ocultista relacionado ao desenvolvimento psico-espiritual, sempre fora necessário certa discrição no que diz respeito à sua expressão e publicação. Sendo assim, os conhecimentos alquímicos eram expressados através de metáforas e de símbolos, o que permitia que tais conteúdos passassem despercebidos aos olhos ‘profanos’, e daqueles que não tinham, ainda, capacidade de compreender tais ensinamentos. Além disso, esta prática simbólica, não só protegia os alquimistas praticantes de preconceitos e perseguições, como permitia a expressão de conceitos complexos sintetizados em símbolos.

A alquimia tem sua origem de forma incerta e cheia de mistérios, mas é possível identificar seus ensinamentos desde o antigo Egito, através da emblemática figura do deus da magia e da sabedoria Thoth, mais tarde sincretizado com a figura do deus Hermes grego e o Mercúrio romano, culminando na criação da figura de Hermes Trismegisto, a quem é atribuído à autoria de diversos textos herméticos e alquímicos, entre eles a famosa “Tábua de Esmeralda”. Vocês podem saber mais sobre Hermes aqui.

É possível também identificar uma ‘alquimia chinesa’ cujas metáforas são presentes em diversos ensinamentos taoístas milenares. Encontramos as alegorias alquímicas atuando fortemente até o Séc. XVII, no entanto, após esta época, com a chegada do pensamento científico e iluminista, ‘bobagens’ como transmutação de metais foram esquecidas e deu-se lugar à um pensamento mais racional, que culminou, entre outras ciências, na contemporânea Química. Foi só no Séc. XX que um psiquiatra suíço fez uma interessante associação e reviveu, a luz da ciência, as metáforas alquímicas. Seu nome é Carl Gustav Jung.

Considerado como o pai da psicologia analítica, Jung tinha uma extensa formação no que diz respeito à mitologia, estudos de religiões comparadas, e evidentemente, alquimia. Percebeu, ao atender seus pacientes que muitos deles apresentavam conflitos e resoluções que podiam ser compreendidas através das metáforas alquímicas, e desenvolveu, ao longo de sua vida, muitos conceitos e teorias que podem ser consideradas uma ‘alquimia psicológica’. Vamos compreender um pouco desses conceitos para adentrar mais a frente na metáfora alquímica. Muito desses conceitos psicológicos e alquímicos já foram discutidos aqui.

Um conceito chave da psicologia analítica é o de arquétipo. Em grego, Arkhe: primórdio, origem e Typos: imagem, forma. Arquétipo pode ser considerado uma estrutura psíquica universal, que é presente em qualquer indivíduo e sociedade, de diferentes contextos sociais, geográficos e históricos. O fundamental destas estruturas são seus conteúdos, uma vez que as formas variam. Estes conteúdos são profundos e inesgotáveis, e uma pessoa quando interage com essas estruturas, sempre inconscientes, nunca esgota seus significados.

Vamos imaginar o arquétipo do guerreiro. Ele compreende diversos significados, como força, coragem, determinação, ação, movimento, caça, agressividade, persistência. Seu conteúdo, como dito, é inesgotável! Sua forma pode variar, e ultrapassa culturas: Ares (gregos), Marte (romanos), Thor (nórdicos), Ogum (africanos), entre diversos outros, todos eles representam simbolicamente o arquétipo do guerreiro. Na contemporaneidade, perdemos o contato com os mitos, e principalmente com figuras religiosas, então, é comum os arquétipos se manifestarem através de personagens e ícones da cultura que acabam carregando esses valores simbólicos.

A existência dos arquétipos está bem documentada na enorme quantidade de comprovações clínicas constituídas pelos sonhos e devaneios dos pacientes, e pela observação atenta dos arraigados padrões de comportamento humano. Também está documentada nos estudos profundos de mitologia no mundo inteiro. Vemos repetidas vezes as mesmas figuras essenciais surgindo no folclore e na mitologia. E acontece que elas aparecem também nos sonhos de pessoas que não possuem nenhum conhecimento nessas áreas. (GILLETTE e MOORE, 1993)

Uma vez entendido o conceito de arquétipo, vamos transcender. No exemplo citado o arquétipo do guerreiro é praticamente um representante do masculino. Ou seja, o próprio masculino pode ser considerado um arquétipo que se subdivide e outros arquétipos. Diversas podem ser as subdivisões, a utilizada por Robert Moore e David Gillette, divide o Arquétipo Masculino em Guerreiro, Amante, Mago e Rei. Na alquimia é muito comum vermos o simbolismo do Rei e do Sol como grandes representantes deste arcabouço masculino.

Assim, como o Arquétipo Masculino tem seus ‘sub-arquétipos’, o feminino não fica para trás. Podemos considerar o mesmo simbolismo, o da Rainha e da Lua, para representar alquimicamente o arcabouço arquetípico do feminino, que também pode ser divido em quatro categorias principais: A donzela, a mãe, a anciã e a amante. Vale a pena frisar que é difícil encontrar o termo amante, normalmente encontramos ‘meretriz’, contudo, existe a possibilidade disto ser um reflexo do patriarcado que, inclusive semanticamente, reprime a sexualidade feminina, e quando ela aparece, de alguma forma é categorizada como algo errado ou imoral, e não como uma expressão saudável e necessária.

Uma vez entendidos o significado de arquétipos, vamos entender o conceito de dois importantes arquétipos junguianos que serão de suma importância para a compreensão da metáfora do casamento alquímico. Estes arquétipos são a ‘anima’ e o ‘animus’. Tais conceitos nada mais são do que a manifestação dos arquétipos que vimos anteriormente, mas o pulo do gato está em compreender que em todo homem, vive uma figura feminina, chamada de ‘anima’ e em toda mulher, existe uma figura masculina, chamada de ‘animus’.

“São muitos os indícios da existência de padrões subjacentes que determinam a vida cognitiva e emocional humana. Esses modelos parecem numerosos e se manifestam tanto nos homens como nas mulheres. Existem arquétipos que moldam os pensamentos, os sentimentos e as relações das mulheres, e outros que moldam os pensamentos, os sentimentos e as relações dos homens. Além disso, os junguianos descobriram que em cada homem existe uma subpersonalidade feminina chamada Anima, formada por arquétipos femininos. E em cada mulher há uma subpersonalidade masculina chamada Animus, composto de arquétipos masculinos. Todos os seres humanos têm acesso a esses arquétipos, em maior ou menor grau. Fazemos isso, na verdade, na nossa inter-relação uns com os outros”. (GILLETTE e MOORE, 1993)

Percebemos então, que existem internamente em cada um de nós, representantes de duas energias primordiais, masculinas (Sol) e femininas (Lua), e que busca a harmonização de ambas, é um objetivo comum, não só na psicoterapia, como em diferentes sistemas religiosos, seja na alquimia, ou na Cabala, como vemos a seguir:

“Todos esses níveis (anima e animus) e muitos outros aspectos da polaridade do animus e da anima formam um sistema complementar altamente complexo e, contudo, essencialmente simples que opera entre homens e mulheres, enquanto estes trabalham dentro de si mesmos e um com o outro em busca de equilíbrio […] Esse equilíbrio vem, segunda a cabala, quando o Adão e a Eva de cada parceiro estão face a face em uma união mútua e interna. Jung diria que essa é a união entre o masculino e o feminino; na cabala é visto como o ‘casamento do Rei e da Rainha’”. (HALEVI, 1990)

Aqui termina a primeira parte deste artigo. Espero que tenham gostado e até breve!

You wanna know if I know why?

I can’t say that I do

Don’t understand the evil eye

Or how one becomes two
[…]

If I told you that I knew

About the sun and the moon I’d be untrue

The only thing I know for sure

Is what I wan’ do

Ricardo Assarice é Psicólogo, Reikiano, Mestrando em Ciências da Religião e Escritor. 

Imagens:

Mural pintado em óleo pelo norueguês Per Lasson Krohg (1889 – 1965)

Desenho de Carl Jung entre duas imagens que ele mesmo fez no seu “Livro Vermelho”

“Venus and Mars”. Antonio Canova. Italian. (1757-1822)

Gravuras do Rei (Sol) e Rainha (Lua) se encontrando

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/parte-1-2-casamento-alqu%C3%ADmico-e-tao%C3%ADsmo-o-sol-e-a-lua

A Metáfora do Gênero

A Cabalá explica que o Criador Infinito e a Criação anseiam por estar unidos, como o homem e a mulher.

Por Moshe Yakov Wisnefsky.

Ao discutir a dinâmica da dimensão espiritual da realidade, a Cabala faz uso frequente da metáfora homem-mulher. Isso ocorre porque o conceito básico da Criação é a dualidade, começando com a dualidade fundamental do Criador e Sua criação. D’us é um, mas Ele criou um mundo que parece existir fora Dele. Isso automaticamente estabelece uma tensão entre a consciência existencial da criação como sendo uma realidade separada e independente e sua consciência (ou falta de consciência) de sua origem e dependência dEle.

D’us (em Sua identidade puramente infinita) e a Criação anseiam por se reunir, uma vez que essa reunião expressa o estado original e perfeito que existia antes da Criação. No entanto, tanto D’us quanto a Criação estão conscientes do fato de que o mundo foi criado para um propósito, e os “negócios” desta situação devem ser atendidos para que a união final de D’us e a Criação ocorra em um nível ainda mais profundo. nível do que existia originalmente. Ao longo do caminho, no entanto, além do anseio subjacente pela realização final que informa todo o processo da vida, há os altos e baixos dos períodos de reencontro parcial seguidos por um renovado estranhamento forçado. Assim, a dinâmica subjacente da vida é de anseio, paixão e romance.

Na dinâmica da dualidade, D’us assume o papel do masculino e a Criação o do feminino. O masculino está “preso” em Sua consciência do estado de realidade ideal e original. Seu desafio ao trabalhar para o reencontro é “sair da cabeça”, perceber e ansiar pela realização superior que só é possível através da união com o que a mulher representa. O feminino, em contraste, está “preso” em sua consciência de aperfeiçoar a realidade criada. Seu desafio é lembrar o objetivo para o qual ela está trabalhando, para revelar os anseios subconscientes de seu coração para transcender a realidade criada.

Embora, como dissemos, D’us seja geralmente atribuído ao papel do masculino e à Criação o do feminino, a dinâmica masculino-feminino é repetida em todos os níveis da realidade criada. Em outras palavras, cada nível da Criação tem seus aspectos masculinos e femininos – a parte dela que representa a orientação para a perfeição abstrata e a parte dela que representa a orientação para concretizar e manifestar a perfeição na realidade. A manifestação final e inferior dessa dualidade é, obviamente, a relação entre o homem e a mulher em nosso mundo físico.

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Fonte:The Gender Metaphor.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-metafora-do-genero/

Mentindo Com Pixels

A imagem que você vê no noticiário da tv pode ser uma falsificação – uma montagem fabricada pelas novas tecnologias de manipulação de vídeo

No ano passado, Steven Livingston, professor de Comunicação Política na George Washington University, deixou atônitos os participantes de uma conferência sobre Geopolítica. Discutia-se o papel dos satélites nas transmissões de imagens. Ele não produziu provas de novas mobilizações militares ou pandemias globais. Em vez disso, mostrou um vídeo da patinadora Katarina Witt durante uma competição de patinação em 1998.

No clipe, Katarina desliza no gelo graciosamente por cerca de 20 segundos. Então vem o que talvez seja uma das mais inusitadas repetições de imagens jamais vistas. O fundo era o mesmo e os movimentos da câmera eram os mesmos. Na realidade, a imagem era idêntica ao original em todas as formas, exceto talvez na mais importante: Katarina tinha desaparecido, junto com todos os sinais dela. Em seu lugar estava exatamente aquilo que você esperaria se Katarina nunca tivesse estado ali – o gelo, as paredes do ringue e a multidão.

Grande coisa, você dirá. Afinal, há mais de meio século a equipe de Stálin, o ditador soviético, já eliminava das fotos personalidades malvistas pelo governo. E, dezessete anos atrás Woody Allen realizou um grande número de deformações da realidade no filme Zelig, onde ele aparece junto a figuras do passado como Adolf Hitler e os presidentes americanos Calvin Coolidge e Herbert Hoover. Também em filmes como Forrest Gump e Mera Coincidência, a distorção da realidade tornou-se lugar-comum.

O que diferencia a demonstração com Katarina Witt – e muito – é que a tecnologia usada para “excluir virtualmente” a patinadora pode agora ser aplicada em tempo real, ao vivo, mesmo enquanto a câmera grava a cena e no mesmo instante em que a transmite aos espectadores. Na fração de segundo entre os quadros de vídeo, qualquer pessoa ou objeto que se mova em primeiro plano pode ser retirado, e objetos que não se encontram ali podem ser inseridos e parecer reais. “Plasticidade de pixel”, eis o nome que Livingston deu a essa técnica. As implicações para as pessoas que compareceram à conferência sobre Geopolítica e imagens de satélite deram o que pensar: as fotos exibidas podem não ser necessariamente aquelas que a câmera eletrônica do satélite efetivamente gravou.
Mas a ramificação dessa nova tecnologia vai além das imagens de satélite. À medida que a manipulação ao vivo se torna mas prática, a credibilidade de todos os vídeos se tornará tão suspeita quanto fotos soviéticas da Guerra Fria. O problema tem sua origem na natureza do vídeo moderno. Ao vivo ou não, ele é composto de pixels e, como diz Liningsotn, pixels podem ser alterados.

Os exemplos mais conhecidos de manipulação de vídeo em tempo real até agora são as “inserções virtuais” em transmissões de esportes profissionais. Em 30 de janeiro deste ano, quase um sexto da humanidade em mais de 180 países assistiu a uma linha laranja repetidamente traçada sobre o campo de futebol americano, durante a transmissão do Super Bowl. A Princeton Video Imaging (PVI), em Lawerenceville, Nova Jersey, criou aquela linha, gravou-a num computador e a inseriu na transmissão ao vivo. Para ajudar a determinar onde inserir os pixels de cor laranja, diversas câmeras do jogo foram equipadas com sensores que rastreavam as posições espaciais das câmaras e os níveis de ampliação. Adicionada à ilusão de realidade estava a capacidade do sistema da PVI garantindo que os jogadores e os juízes ocultassem a linha virtual quando seus corpos a atravessassem.

Mesmo as transmissões de TV ao vivo já podem ser manipuladas com “inserção virtuais”

Nos Estados Unidos, durante a primavera e o verão passados, enquanto a PVI e rivais como a Sport-vision de New York colocavam no ar produtos de inserção virtual, incluindo anúncios simulados em paredes atrás dos batedores da liga principal de beisebol, uma equipe de engenheiros da Sarnoff Corporation, de Princeton, Nova Jersey, voou até o Centro Operacional da Coalizão Aliada, da OTAN, Vicenza, Itália. Sua missão: transformar sua tecnologia experimental de processamento de vídeo numa ferramenta experimental de processamento de vídeo numa ferramenta operacional para localizar rapidamente e converter em alvos os veículos militares sérvios em Kosovo. O projeto foi batizado de Tiger, sigla em inglês que corresponde a “fixação de alvos por georregistro de imagem”. “Nosso objetivo era poder disparar munição guiada com precisão através de veículos militares sérvios – basta marcar as coordenadas e a coisa vai:, explica Michaels Hansen, um jovem e agitado aficionado por equipamentos da Sarnoff que acha difícil acreditar que estava ajudando a fazer uma guerra no ano passado.

Se comparada ao trabalho da PVI, a tarefa técnica dos militares era mais difícil – e o que estava em jogo era muito maior. Em vez de alterar transmissões de futebol, a equipe Tiger manipulou a transmissão de vídeo ao vivo de um Predator, uma aeronave de reconhecimento não-tripulada voando a 450 metros de altura sobre os campos de batalha de Kosovo. Em lugar de sobrepor linhas virtuais ou anúncios em cenários esportivos, a tarefa era colocar em tempo real as imagens “georregistradas” de Kosovo sobre as cenas correspondentes transmitidas ao vivo da câmera de vídeo do Predator. As imagens do terreno tinham sido capturadas antes com fotografia aérea e armazenadas digitalmente. O sistema Tiger, que detectava automaticamente objetos em movimento contra o fundo, podia, quase de forma instantânea, fornecer aos oficiais encarregados da artilharia as coordenadas de qualquer equipamento sérvio no campo de visão do Predator. Esse foi um feito bastante técnico, uma vez que o Predator estava se movendo e seu ângulo de visão apresentava constante mudança. Mesmo assim, aquelas visões tinham que ser eletronicamente alinhadas e registradas com a imagem armazenada em menos de um trinta avos de segundo (para corresponder à taxa de quadros da gravação em vídeo).

Em princípio, a definição de alvos poderia ter sido direcionada diretamente às armas guiadas com precisão. “Não estávamos realmente fazendo aquilo na Força Aliada”, observa Hansen. “Estávamos apenas informando aos oficiais encarregados da pontaria exatamente onde estavam os alvos sérvios e eles, então, dirigiam aviões para atingir os alvos”. Dessa forma, os tomadores de decisão humanos poderiam evitar decisões errôneas tomadas por máquinas com defeitos. De acordo com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para a Defesa, a tecnologia Tiger foi usada de forma extensa nas últimas três semanas da operação Kosovo, durante as quais “80% a 90% dos alvos móveis foram atingidos”.

Até então, a manipulação de vídeo em tempo real estava ao alcance somente de organizações tecnologicamente sofisticadas como, por exemplo, redes de televisão e os militares. Mas os desenvolvedores da tecnologia dizem que ela está se tornando simples e barata o suficiente para se espalhar para todos os lados. E isto tem levado alguns observadores a pensar se a manipulação de vídeo em tempo real vai corroer a confiança do público nas imagens de televisão, mesmo quando transmitidas em telejornais. “A idéia de ver para crer pode perder a validade”, diz Norman Winarsky, vice-presidente corporativo para tecnologia de informação da Sarnoff. “Você pode não saber em que confiar.”

Uma forma grosseira de manipulação de vídeo já está acontecendo na comunidade de imagens por satélite. A publicação semanal Space News informou no início do ano que o governo da Índia libera imagens de seus satélites de sensoriamento remoto somente após as instalações de defesa terem sido “removidas”. Neste caso, não há manipulação em tempo real e é aberta, como um marcador de tinta de censor. Mas os pixels são flexíveis. É perfeitamente possível agora inserir conjuntos de pixels em imagens de satálite que os interpretadores de dados poderiam identificar como batalhões de tanques, ou aviões de guerra, ou locais de sepultamento, ou linhas de refugiados, ou vacas mortas que ativistas aleguem ser vítimas de um acidente biotécnico.

Uma fita de demonstração fornecida pela PVI reforça esse aspecto no prosaico cenário de um estacionamento num subúrbio. A cena parece comum, exceto por uma característica perturbadora: entre camionetas e minivans estão diversos tanques estacionados e um monstro armado rodando de maneira desconcertante. Imagine uma fita de tanques paquistaneses virtuais rodando pela fronteira da Índia entregue aos telejornais como autêntica, e você pode sentir o tipo de problema que imagens falsificadas podem provocar.
Fornecedores comerciais de serviços de inserção virtual estão concentrados demais em novas oportunidades de marketing para se preocupar muito com geopolítica. Eles têm os olhos voltados para mercados muito mais lucrativos. De repente, esses grandes espaços de programação entre comerciais – ou seja, o verdadeiro show – tornam-se disponíveis para bilhões de dólares de anúncios em horário nobre. A fita de demonstração da PVI, por exemplo, inclui uma cena em que uma caixa do Microsoft Windows aparece – virtualmente, é claro – na estante do estúdio de Frasier Crane. Esse tipo de colocação de produto poderia tornar-se mais e mais importante à medida que novas tecnologias de gravação em vídeo como, por exemplo, TiVo e RePlayTV, oferecerem aos espectadores mais poder para editar comerciais.

Dennis Wilkinson, especialista em marketing que adora esportes e se tornou CEO da PVI há cerca de um ano, não podia estar mais feliz com isso. Os olhos de Wilkinson brilham quando ele descreve o futuro (próximo) em que a tecnologia de inserção virtual levará os anúncios a extremos de personalização. Combinado com serviços de datamining (através dos quais gostos individuais e padrões de consumo dos navegadores podem ser rastreados e analisados), a inserção virtual abre a possibilidade de enviar anúncios personalizados de acordo com o alvo por linhas ou cabos telefônicos a usuários da Web ou espectadores da TV a cabo. Digamos que você gosta de Pepsi, mas seu vizinho ao lado gosta de Coca e seu vizinho do outro lado da rua gosta de Seven Up – o tipo de dados de fácil coleta por meio de registros de caixas de supermercado. Será possível ajustar a imagem de refrigerante no sinal da transmissão para atingir cada um de vocês com sua marca preferida.

A apenas 15 minutos de distância da PVI, Winarsky, da Sarnoff, também está radiante – não tanto com ganhar fatia de mercado, mas quanto ao poder transformador da tecnologia. A Sarnoff tem uma história distinta nesse campo: a empresa descende dos Laboratórios RCA, que iniciaram a inovação em tecnologia de televisão no início da década de 40 e trouxeram à luz grande quantidade de tecnologias de mídia. O tubo de TV em cores, as telas de cristal líquido e a televisão de alta definição vieram todos, pelo menos em parte, da RCA. A Sarnoff exibe cinco prêmios Emmy técnicos em sua recepção.

A capacidade de manipular dados de vídeo em tempo real, diz Winarsky, tem tanto potencial quanto alguns desses predecessores. “Agora que você pode alterar o vídeo em tempo real, você mudou o mundo”, diz. Isso pode soar pomposo, mas, após ver o vídeo de Katarina Witt, a conversa de Winarsky sobre “mudar o mundo” perde um pouco do tom de exagero.

Apagar pessoas ou abjetos no vídeo ao vivo, ou inserir pessoas previamente gravadas ou objetos em cenas ao vivo é somente o início de todos os truques que estão tornando possíveis. Muito de qualquer vídeo que tenha sido gravado está se tornando clipart que os produtores podem esculpir digitalmente na história que quiserem contar, diz Eric Haseltine, vice-presidente sênior de P&D da Walt Disney Imagineering em Glendale, Califórnia. Com tecnologias adicionais de manipulação de vídeo, os atores anteriormente gravados podem dizer e fazer coisas que eles efetivamente nunca fizeram ou disseram. “Você pode fazer com que atores mortos estrelem novos filmes inteiros”, diz Haseltine.

Filmagens contemporâneas, incluindo gravações de atores mortos, têm estado por aí por muitos anos. Mas o ilusionismo de Hollywood – que, por exemplo, inseriu John Wayne num comercial de TV – exigia um trabalho difícil de pós-produção quadro-a-quadro, feito por técnicos especializados. Existe agora uma grande diferença, diz Haseltine. “O que costumava levar 1 hora (por quadro de vídeo) agora pode ser feito em um sessenta avos de segundo”. Essa aceleração dramática significa que a manipulação pode ser feita em tempo real, instantaneamente, à medida que a câmera grava ou transmite. Não somente podem John Wayne, Fred Astaire ou Saddam Hussein ser virtualmente inseridos em anúncios pré-produzidos, como eles poderiam ser inseridos em, digamos, uma transmissão ao vivo de um show de TV.

A combinação de tempo real, inserção virtual com técnicas de pós-produção existentes e emergentes abre um mundo de oportunidades de manipulação. Consideremos a tecnologia Video Rewrite (regravação de vídeo), desenvolvida pela Interval Corporation e pela Universidade de Berkeley, e demonstrada pela primeira vês três anos atrás. Com apenas alguns minutos de vídeo de alguém falando, seu sistema captura e armazena um conjunto de fotos em vídeo, de modo que a área da boca da pessoa parece mover-se ao dizer diferentes conjuntos de sons. A partir da biblioteca resultante de “visemas” é possível retratar a pessoa como se ela dissesse qualquer coisa que os produtores sonhassem – incluindo expressões que o indivíduo nunca usaria, nem morto.

Num teste de aplicação, o cientista de computação Tim Bregler, agora na Universidade Stanford, e colegas digitalizaram 2 minutos de gravação de domínio público do presidente americano John F. Kennedy falando durante a crise dos mísseis cubanos, em 1962. Usando a biblioteca de “visemas”, os pesquisadores criaram “animações” da boca de Kennedy dizendo coisas que ele nunca disse, entre elas, “Eu nunca me encontrei com Forrest Gump”. Com tecnologia desse tipo, em princípios os ativistas poderão em futuro próximo ser capazes de orquestrar via Internet transmissões de seus adversários dizendo coisas que poderiam fazer a pessoa mais íntegra e honrada soar como o mais rematado dos cafajestes.

Haseltine acredita que as técnicas de manipulação de vídeo serão rapidamente levadas a seu extremo lógico: “Posso prever, com absoluta certeza”, diz ele, “que uma pessoa sentada diante de um computador poderá escrever o roteiro de um vídeo, desenhar as personagens, fazer a iluminação, o guarda-roupa, toda a atuação, diálogo e pós-produção, distribuir esse vídeo numa rede de banda larga, tudo isso num laptop – e os espectadores não notarão a diferença”.

Truques que hoje exigem um sistema de 80.000 dólares poderão em breve estar nas lojas, numa câmera de vídeo comercial
Até agora, as aplicações amplamente encontradas de manipulação de vídeo em tempo real ocorreram em áreas benignas como esportes e entretenimento. Já no ano passado, entretanto, a tecnologia começou a se difundir além desses locais, para aplicações que já provocaram uma certa preocupação. No outono passado, por exemplo, a CBS contratou a PVI para inserir virtualmente o logotipo familiar da rede em toda a cidade de New York, em edifícios, outdoors, fontes e outros locais – durante a transmissão do programa The Early Show da rede. O New York Times publicou uma reportagem de primeira página em janeiro questionando a ética jornalística existente em alterar a aparência de algo que está realmente ali.

A combinação de inserção virtual em tempo real, cibermarionetes, regravação de vídeo e outras tecnologias de manipulação de vídeo com uma infra-estrutura de mídia de massa que transmite instantaneamente vídeo de noticiário para o mundo inteiro tem preocupado alguns analistas. “Imagine se você é o governo de um país hipotético que deseja mais assistência financeira internacional”, diz Livingston, da George Washington University. “Você poderia enviar vídeos de uma área remota com pessoas morrendo de fome, e isto poderia nunca ter acontecido”, diz ele.

Haseltine concorda. “Estou surpreso que ainda não tenhamos visto vídeos falsos”, diz ele antes de voltar atrás um pouco: “Talvez tenhamos visto. Quem poderia saber?”

É exatamente o tipo de cenário exibido no filme Mera Coincidência, de 1988, no qual um assessor presidencial de primeiro nível conspira com um produtor de Hollywood para transmitir uma guerra montada virtualmente entre os Estados Unidos e a Albânia para desviar a atenção de um escândalo de corrupção presidencial. Haseltine e outros ficam imaginando quando a realidade imitará a arte imitando a realidade.

A importância da questão somente se intensificará à medida que a tecnologia se tornar mais acessível. O que agora exige uma máquina de 80.000 dólares do tamanho de um pequeno refrigerador logo será encontrado em placas do tamanho da palma da mão (e no limite, num único chip) que caberão num gravador de vídeo comercial, segundo Winarsky. “Isso estará disponível nas lojas de componentes eletrônicos”, diz ele. Um equipamento de consumo para inserção virtual provavelmente exigirá uma câmera de vídeo com uma placa ou chip especial para processamento de imagem. Esse hardware receberá sinais dos sensores de imagem eletrônica da câmera e os converterá numa forma que poderá ser analisada e manipulada num computador com software adequado – algo idêntico ao que se faz com o Adobe Photoshop e outros programas para “limpar” arquivos de imagem digital. Um usuário doméstico poderia, por exemplo, inserir parentes ausentes numa filmagem da última reunião de família, ou remover estranhos que prefiram não aparecer na cena – trazendo as revisões históricas no estilo soviético direto para o ambiente doméstico.

Nos EUA, especialistas já discutem os riscos do uso político das novas técnicas de vídeo

Combine-se a erosão potencial da confiança na autenticidade de reportagens ao vivo com o chamado “efeito CNN” e o cenário está montado para a falsificação mover o mundo de diferentes maneiras. Livingston descreve o efeito CNN como a capacidade da mídia de massa de ir além da mera reportagem sobre o que acontece, para influenciar verdadeiramente os tomadores de decisões quando examinarem questões militares, de assistência internacional e outros assuntos nacionais e internacionais. “O efeito CNN é real”, diz James Currie, professor de Ciência Política na National Defense University, em Fort McNair, Washington. “Todos os escritórios aonde você vai no Pentágono estão com uma TV ligada na CNN”. E isso significa, diz ele, que um governo, um grupo terrorista ou uma ONG poderia colocar eventos geopolíticos em movimento dentro de poucas horas, partindo de uma credibilidade conseguida graças à distribuição de um pedaço de vídeo bem trabalhado.

Com experiência como reservista do Exército, membro de uma equipe com privilégios de alta confidencialidade no Comitê de Inteligência do Senado, e como oficial de ligação legislativa para a Secretaria do Exército, Currie viu de perto as tomadas de decisões governamentais e políticas. Ele está convencido de que a manipulação de vídeo em tempo real estará, ou já está, nas mãos das comunidades militares e de inteligência. E, embora ainda não tenha evidências de que alguma organização tenha empregado técnicas de manipulação de vídeo, em tempo real ou não, para finalidade política ou militar, ele é capaz de divisar cenários de desinformação. Por exemplo, diz ele, pensa só no impacto de um vídeo fabricado que pareça amostrar Saddam Hussein “derramando uísque escocês num copo e bebendo um grande gole. Você poderia transmiti-lo na televisão do Oriente Médio e isso minaria totalmente a credibilidade dele junto a audiências islâmicas”.

Apesar de todas as reações emocionais, entretanto, alguns especialistas ainda não estão convencidos de que a manipulação de vídeo em tempo real representa uma verdadeira ameaça, não importando quão boa a tecnologia venha a se tornar. John Pike, analista da comunidade de inteligência da Federação de Cientistas Americanos, em Washington, D.C., diz que os riscos são simplesmente grandes demais para que governos ou organizações sérias sejam surpreendidas tentando enganar o público. E, para as organizações que estivessem dispostas a correr o risco de faze-lo, diz Pike, o pessoal que trabalha com notícias – sabendo aquilo que a tecnologia pode fazer – vai se tornar cada vez mais vigilante.

“Se alguma organização de direitos humanos aparecesse na CNN com um vídeo, particularmente uma organização com a qual eles não estejam familiarizados, acho que (a CNN) consideraria aquilo radioativo”, diz Pike. O mesmo vale para as organizações não-governamentais (ONGs). “Nenhum diretor responsável de uma organização séria autorizaria esse tipo de coisa. E eles demitiriam, no ato, qualquer pessoa surpreendida fazendo isso. A moeda corrente de ONGs políticas é “nós falamos a verdade”.

Mesmo pessoas mais ponderadas como Pike, entretanto, admitem que a mídia tem um calcanhar-de-aquiles: a Internet. “A questão não é tanto a capacidade de falsificar vídeos na CNN, mas conseguir coloca-los online”, diz ele. Isso ocorre porque a maior parte do conteúdo da Internet não é filtrado. “Isso poderia interferir no processo de produção de notícias, onde você não reproduziria o relatório original, mas relataria o que foi relatado”, diz Pike. Tal procedimento poderia resultar, em cascata, num efeito CNN. “Sem dúvida, esse tipo de experiência acabará acontecendo”, diz Pike.

O problema, afirma Livingston, é que apenas algumas experiências podem ser suficientes para levar as pessoas a questionar para sempre a autenticidade do vídeo. Isso poderia ter repercussões enormes sobre operações militares, de inteligência e de notícias. Uma conseqüência sociológica irônica poderia surgir: o retorno a uma dependência mais pesada de comunicação cara-a-cara, sem intermediários. Neste meio tempo, entretanto, haverá algumas interessantes torções e reviravoltas, à medida que os pixels se tornarem ainda mais flexíveis.

por Ivan Amato – Publicada originalmente na revista Info Exame No. 175 – Outubro/2000

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/mentindo-com-pixels/

Ars Paulina: O ritual do Sagrado Anjo Guardião

Por Robson Bélli (lemegeton.com.br)

“Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação?”
Hebreus 1:14

Cansado da ideia de ter de fazer um ritual de mais de seis meses, praticamente impossível de realizar (a menos que veja seja um milionário), só para falar com um anjo que está todo tempo ao seu lado, onde esse mesmo anjo quer ter contato com você? Abandonando a ideia do dificílimo ritual de Abramelin e buscando meios mais sensatos para o contato e comunicação com nosso sagrado anjo guardião, chegamos aos seguintes questionamentos:

1. Se posso falar com anjos de qualquer lugar do universo aprendendo um sistema qualquer de magia angélica, o que me impede de falar com um anjo que está ao meu lado a todo momento?

2. Quantos sistemas mágicos conhecidos oferecem este beneficio? O Abramelin e o igualmente antigo Ars Paulina, fora claro a “ciência cabalística” de. Lazare Lenain (sistema dos 72 nomes de Deus) e a oração da igreja romana.

Visto isso vamos explicar então o “complexo” sistema do ars paulina.

I. Preparação

1. Você faz uma medalha segundo é indicado para o seu signo, conforme é indicado no livro.

2. Faz a mesa de pratica que pode ser impressa em um papel A3 a partir do seguinte desenho:

3. Obtem uma bola de cristal (sim pode ser de vidro ou resina, pois o importante não é o material em si e sim que seja um objeto reflexivo), purificando com agua e sal, consagrando através da fumaça de um incenso.

4. Verifique na tabela abaixo o nome do seu anjo segundo o grau do sol no dia do seu aniversario (Exemplo: você é de libra com o sol no 2 grau no dia e hora do seu nascimento, portanto na tabela você olhará o nome do anjo no 2 grau de libra, isso mesmo, é fácil assim!).

3. No dia do seu aniversario você colocara a sua “mesa de pratica” sobre a mesa no centro de seu circulo magico, e a bola de cristal sob o centro da mesa, com uma vela de cada lado da mesa você fará a evocação (algumas vezes) do seu sagrado anjo guardião.

II. A Invocação do Sagrado Anjo Guardião

A primeira vez precisa que seja no dia do seu aniversario, na primeira hora de sol deste dia. nos demais rituais, pode ser qualquer dia e qualquer hora.

Conjuração

“Ỏ tu, grande e abençoado N(ome), meu Anjo Guardião, peço a ti que desças de tua Divina mansão que é Celestial, com tua santa influência & apresente-se dentro desta Pedra de Cristal, que eu possa ver tua glória & apreciar tua companhia, Ajuda & Assistência, seja agora & daqui em diante, Ó tu que és superior ao Quarto Céu & O conheces os segredos de Elanel, tu que corres sobre as asas do vento & és poderoso & potente em teu Celestial & super-sublunar movimento, desça & mostra-te, eu te peço, eu humildemente desejo & rogo a ti, se eu tiver o merecimento de tua companhia ou se qualquer uma de minhas ações ou inteções forem reais & puras & santificadas diante de ti, trás tua presenção externa mais próxima de mim & conversai comigo, um dos teus humildes pupilos, no nome & pelo nome do grande Deus Jehovah, para quem todo o coro do céu canta continuamente O Alappa-la-man Hallelujah, Amen.”

E se você for proeficiente o suficiente na habilidade de Scrying você será capaz de se comunicar com ele através da bola reflexiva, um detalhe corrente é que uma taça de agua pode substituir uma bola reflexiva.

III. A Manifestação do Anjo

Ao sentir que o anjo se manifestou, sendo os sinais mais comuns de manifestação correntes de ar geladas, mudança súbita na temperatura do local, sensação de uma espiral de energia ao redor de seu corpo, clarões e feixes de luz na sua tela mental, dentre outros. siga os seguintes passos;

1. Agradeça e dê as boas vindas, dizendo;

“Ó, Senhor! Sou profundamente grato por ouvir minha oração e obrigado por permitir que seu anjo se manifeste aqui para mim. Amém.”

“Ó nobre anjo (Diga o nome do anjo) , Eu vos saúdo, por todos os nomes de Deus e pela mesma potência que eu humildemente vos chamei eu vos convido a colocar-se amavelmente neste ambiente que foi cuidadosamente preparado para recebê-lo”

2. Após as boas vindas, estabeleça a comunicação ou faça seu pedido;

Ajoelhe-se e declare aquilo que deseja de forma tranquila importante você entender que agora tudo que você declara se realizará. Agora “o poder” está em “suas mãos” você declara-ra com convicção aquilo que queres que aconteça e não use a palavra “por favor”.

Seja o mais específico possível em seus pedidos e sempre forneça o nome completo de batismo de todos os envolvidos e a data de nascimento dos mesmos, pois isso facilita com que os anjos encontrem as pessoas. Caso não possua alguma destas informações, utilize uma foto atual da pessoa.

Recomendo que anote seu pedido em um papel e coloque-o dentro da tábua da arte. Após o fim do ritual, cuidadosamente guarde seu pedido.

IV. Finalizando  Ritual

Agradecimento:

Ó grande e poderoso anjo (diga o nome do anjo) agradeço a tua presença. Você veio como eu o chamei, e me ajudou como eu o pedi. Assim como você veio em paz, em nome do eterno, abençoado e justo Adonai, assim também neste mesmo nome você pode partir, e voltar a mim quando eu lhe chamar em seu nome, a quem cada joelho se curva. Adeus. Que a paz esteja entre nós, aqui e em todo lugar, agora e sempre, pelo Eterno e Todo Poderoso. Amém.

Encerramento:

Por Adonai, o espírito eterno, a fonte de luz, o criador de toda a criação, e o sustentador de toda a vida. Toda honra e toda glória, pelos séculos dos séculos, Amém.

V. O Sigilo do Anjo

Você deve estar se perguntando, e o sigilo do meu SAG? Bem, caso você queira mesmo confeccionar um use a rosacruz hermética para tal, segue um exemplo:

RosaCruz Hermetica

Método de obtenção do sigilo:


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/ritual-do-ars-paulina-o-ritual-do-sagrado-anjo-guardiao/